Conseguimos chegar a tempo. Eu pego os meninos na sala e enquanto eles brincam no parquinho da escola, vou me despedir de Theo.
Ele está do lado de fora do carro, encostado na porta. Todos olhavam para ele, era novo ali, lindo e em um carro de luxo.
Eu me aproximo de Theo.
- Oi! Eu digo sorrindo.
- E ai? Ele diz.
- Deu certo. Obrigada.
Ele segura a minha mão e entrelaça os dedos.
- Você é tão linda. Ele diz e toca meu rosto com a outra mão.
Eu fico vermelha.
- Nossa, você é muito tímida. Ele diz rindo.
- Sou! Eu respondo e puxo a mão.
- Bom, já que aceitou ser minha Baby, pecisamos alinhar as coisas. Eu vou escrever tudo o que eu aceito e o que não aceito no relacionamento e te envio. E você faz o mesmo e me envia e depois conversamos para alinhar as expectativas do relacionamento. Ele diz.
- Teremos um contrato? Eu pergunto ao lembrar dessas relações BDSM, que eu já vi em filmes.
- Não! Ele diz e sorri.
- É apenas para facilitar a comunicação e compreensão.
- Eu vou te mandar, você lê e depois escreve o seu, pode usar o meu como base. Fica mais fácil. Ele diz.
- Baby preciso ir, preciso voltar ao trabalho. Ele diz, me puxa pela cintura e me beija. Eu passo meus braços pelo seu pescoço e o beijo com desejo.
- Tá namorando! Tá namorando! Diz Gugu e Gael batendo palma e sorrindo.
- Fiquem quietos meninos. Eu digo sem jeito.
- Deixe eles, são só crianças. Ele diz e se abaixa na frente deles.
- Oi! Qual o nome de vocês? Theo pergunta.
- Eu sou o Gael! Esse é meu irmão Gugu. Diz Gael.
- Você é namorado da Oli? Pergunta Gael.
- Eu estou querendo ser...mas ela é durona. Ele diz rindo e pisca para Gael.
- É...mamãe diz que ela é velha. Ele diz e Theo começa a gargalhar.
- Cala boca, Gael. Eu digo sem graça.
- Deixe eles são só crianças. Ele diz.
- Esse carro é seu? Pergunta Gustavo.
- É sim! Quer dar uma volta? Theo pergunta.
- Sssiiiimmmm!!! Eles gritam.
- Vamos Baby? Ele pergunta.
- Não sei, acho melhor não.
- Por favor Oli. Diz Gael.
- Vai Oli. Diz Gustavo.
- Mas é rapidinho porque o Theo precisa voltar ao trabalho. Eu digo.
- Obbbaaa!!! Eles gritam. Theo abre a porta de trás e eles entram correndo animados.
Quando olho duas vizinhas fofoqueiras cochichavam sobre mim. Me reprovando, pois, provavelmente me viram com Theo.
Dona Fifi, ao passar por mim, me mediu e virou o rosto. Seu nome era Sra. Isis, mas por ser fofoqueira, a apelidaram de Dona Fifi. Não sei bem por quê.
Ele abre a porta para mim e eu entro. Em seguida ele entra, acelera e saímos.
- Uhuuuuu!!! Grita Gael o mais corajoso. Eu me seguro no banco e Gugu também.
- Isso Tio...corre!! Grita Gael.
- Está com medo Olivia? Ele diz olhando para mim e rindo.
- Eu só tenho 18 anos, não quero morrer. Eu digo.
- Uhhhhuuuuu!!! Gael vibra.
Theo entra na autoestrada e acelera mais. Após uns quilometros ele sai e entra novamente na cidade. E segue pelo centro e estaciona na frente da sorveteria.
- Quem quer sorvete? Ele pergunta.
- Euuuu!!! Os meninos gritam.
Ele olha para mim e sorri.
Nós descemos e entramos na sorveteria.
- Meninos peçam o que quiserem. Ele diz e os meninos se empolgam.
- E você o que vai querer? Ele pergunta.
- Nada, obrigada. Eu digo.
- Para com isso! Está calor, aproveite. Me diz qual o seu sabor favorito? Ele pergunta sorridente e animado.
Tudo isso é muito surreal para mim. Sem falar que não faz sentido. Um desconhecido lindo, aparece de repente e quer mudar a minha vida. Me ajuda com a mamãe, é legal com os meus irmãos e supergentil e simpático comigo. O mundo real não é assim.
As pessoas não são assim. E ninguém nunca foi tão legal comigo. Eu penso.
- Olivia? Olivia? Ele me chama me despertando dos meus pensamentos.
- Oi!
- Qual o seu sabor favorito? Ele pergunta ainda sorridente.
- Não precisa se incomodar, não quero nada. Eu digo.
- Chocolate!! Grita Gael.
E eu olho séria para ele. Ele dá de ombros.
- Moça dois sorvetes triplo de chocolate com muita cobertura extra de chocolate. Ele diz a moça no balcão.
Ela sorri e concorda com a cabeça.
- Vamos sentar. Ele diz e me puxa pela cintura.
Eu olho para ele, que é realmente lindo, claramente rico e muito bem educado.
- Olha Oli. Diz Gugu me mostrando o pote com sorvete cheio de confeitos e doces.
- Nossa, vai dar dor de barriga. Eu digo e ele se senta do outro lado da sorveteria com Gael, nas mesas infantis.
A moça acena dizendo que o pedido está pronto. Theo se levanta e vai buscar.
Retorna e coloca o meu na minha frente e começa a comer o dele.
Eu normalmente estaria empolgada como os meninos. Mas não tenho 5 anos, e sei que a vida não é boa assim. Não para mim.
Estou acostumada a perder, ser a última, e ter que lutar por tudo. Nunca tive nada fácil assim.
Eu mexo a colher no sorvete, mas nem me interesso em levar a boca. Eu estou incomodada.
- Ei! O que foi? Ele pergunta.
- Nada! Eu só não estou com vontade. Eu digo.
- Mas você nem provou. Ele diz
- Eu sei! Eu...eu não estou com vontade. Eu digo.
Ele acaricia a minha mão e me olha nos olhos.
- Pode ser verdadeira comigo. Me diga o que está te incomodando? Ele diz.
Eu respiro fundo, penso em dizer, mas não digo.
- Nada! Eu estou com dor de cabeça. E hoje ainda vou trabalhar. Só quero descansar um pouco. Eu digo.
- Ok! Deixe os meninos terminarem o sorvete e nós já vamos. Eu levo vocês para casa. Ele diz e acaricia o meu braço.
- Obrigada! Eu digo e tento comer o sorvete.
Depois de alguns minutos em silêncio os meninos se aproximam.
- Terminaram? Eu pergunto.
- Simm!! Eles dizem.
- Podemos ir? Eu pergunto ao Theo.
- Sim, claro! Ele responde e saímos.
Quando chegamos em casa os meninos descem empolgados.
- Ei! Dá tchau ao Theo. Eu digo.
- Tchau Theo! Eles dizem juntos e corre para dentro de casa.
- Theo obrigada. Eu digo.
- Me chame de Daddy. Quando estiver só nós dois, eu sou seu Daddy. Eu gosto assim. Ele diz.
- Ok! Daddy! Eu digo
- Adorei te conhecer. E conhecer os seus irmãos. Eles são fofos. Ele diz.
- Também adorei te conhecer. Obrigada pelo almoço e pelo sorvete. Eu digo
Ele me puxa pela cintura e me beija, eu retribuo, mas não com a mesma empolgação da primeira vez.
- O que foi baby. Você está fria. Me diga! Eu fiz algo? Ele pergunta.
- Não! Você é perfeito. Eu só estou me adaptando a tudo isso. Eu digo.
- Entendo. Nos falamos mais tarde? Ele pergunta.
- Sim. Eu digo e vou entrando.
- Bom trabalho! Ele grita.
- A você também. Eu digo e entro.
Ao fechar a porta fico a pensar, em tudo que aconteceu. Tudo ainda me soa estranho. Mas talvez com o tempo eu me acostume.
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Atualizado até capítulo 94
Comments
penha
ela deveria ser sincera com ele falar o que a incomoda realmente
2025-04-01
0
Isabel Esteves Lima
Quero ver a lista que ele vai mandar pra ela.
2025-01-11
0
penha
huum acho que isso vai dar em amor ❤️
2025-04-01
0