Capítulo 2

Helena,

Meu treinamento começa assim que desperto ao amanhecer. Sou levada pela mulher dos cabelos vermelhos até um quarto, onde tem algumas... alguns... Eu não sei como se chamam isso, parece que são coisas de tortura. Tem algumas coisas que eu sei o que são, tipo algemas e chicotes. Outras coisas nem sei se têm nome.

Nora: — As meninas vão te ensinar como usar todas essas coisas, vou ficar na cadeira observando você. Não se preocupe, não terá penetração, pois isso seu novo dono que o fará. Tire a roupa. — Não faço de cara, e ela grita comigo. Com medo, eu começo a tirar chorando.

Olho para trás e vejo duas mulheres entrando no quarto, elas estão vestidas com uma roupa preta super colada ao corpo. O preto lembra muito uma fita isolante. Uma delas, a de cabelo preto, pega na minha mão e me senta na cama, e a de cabelo loiro se aproxima com um ferro na mão, que contém dois braceletes em cada ponta.

Ela manda eu me deitar na cama e esticar as penas. Eu faço, e ela coloca os braceletes em cada tornozelo meu. Puxo uma das pernas, e aquele ferro se abre mais, e eu fico assustada.

— Eu não quero fazer isso. — Suplico, olhando para a mulher de cabelo vermelho.

Nora: — Continuem. — Ela ordena com uma voz sedutora. Percebo que a sua respiração está acelerada e fica mordendo o canto dos lábios.

A menina segura o ferro no alto e vira o meu corpo com tudo, me colocando de bruços em cima da cama.

Nora: — Não se vire, fique nessa posição. — Olho para a cabeceira da cama e vejo a mulher se levantando da cadeira com um chicote na mão. — Apesar de ter 15 anos, você é bem gostosinha, uma verdadeira putinha.

Fecho os meus olhos e baixo a minha cabeça, afundando-a no colchão. Sinto algo gelado passando na região da minha intimidade. Com medo do que virá, encolho o meu corpo e sou atingida por uma chicotada na minha bunda.

— Aaaiiiii. — Grito de dor, e ela me bate mais uma vez. Percebo que quanto mais eu grito, mais ela me bate. Mordo o travesseiro e tento controlar os meus gritos para que ela pare de me bater.

Nora: — Isso, você é inteligente, aprendeu mais rápido que as outras. Quanto mais você gritar, mais vai apanhar. Aqui sua dor não é significante, então não precisa demonstrá-la para mim, nem para ninguém.

Choro em silêncio pela dor que estou sentindo na minha bunda. Até que sinto um corpo quente colando em mim, e a dor aumenta. Soluço baixo, rezando para que isso acabe logo. Mas não acaba, ela usa quase todos os tipos de equipamentos em mim, e se eu tinha curiosidade de saber o que era quando entrei aqui, já não quero mais.

Nora: — Uma pausa para o almoço, e depois voltaremos para continuar a treinar a escrava. — Ela sai e manda eu segui-la. Coloco a mão escondendo o meu corpo que está todo à mostra. Mas quando ela olha para trás, me faz tirar a mão da frente. — Não é para se esconder, você tem que mostrar tudo que você tem. Você deve fazer os homens olharem com desejos, e não como uma besta tímida.

— Eu não quero nada disso, por favor, me deixe ir embora... — Ela me dá um tapa tão grande que até caio no chão, sentindo o frio aliar-se às dores das chicotadas na minha bunda.

Nora: — Eu já falei, e não vou repetir. Aqui suas dores, vontades ou qualquer outra coisa relacionada a você é insignificante. Você é escrava e tem que obedecer aos seus mestres. Mesmo precisando de você inteira para o Leilão, não me provoque, pois posso ser bem cruel com você. Agora, levante-se daí e ande desfilando, não reprimida.

Engulo meu choro e, com dificuldades, me levanto. Ela coloca a mão no meu queixo e vira o meu rosto para ver o estrago que fez. Depois o solta e manda eu passar na frente dela, me ameaçando: se eu me esconder de novo, levarei um chute nas costas.

Respiro fundo e coloco na minha cabeça que estou vestida com o meu conjunto de moletom rosa da Adidas, que é o que eu mais gosto. Chegamos na área de alimentação. Olho ao redor e vejo as paredes com bastante mofo, principalmente na parte de cima próximo ao teto. No centro da área, tem uma mesa de madeira grande com alguns bancos extensos para que caibam todas as meninas.

Ela me empurra e manda eu me sentar. As duas mulheres que estavam comigo no quarto se sentam à minha frente, e a mulher de cabelo de fogo entra por uma porta ao lado.

Loli: — Obedeça a ela, garota, ela pode destruir a tua vida aqui dentro. — A de cabelo preto fala, e eu mordo os lábios para não chorar.

— Eu fui sequestrada, estava indo no trabalho do meu pai, eu não queria estar aqui.

Loli: — Noventa por cento das meninas que estão aqui foram sequestradas. E se você acha que vão te encontrar, pode esquecer. Estou aqui há quinze anos e não tenho previsão para ir embora.

— Quinze? Você parece ser nova.

Loli: — Me sequestraram quando eu tinha sete anos, agora tenho vinte e dois. Sofri muito para aceitar essa vida, mas depois que aceitei, tudo mudou. Para ficar melhor, invente um nome para você, finja que está atuando em uma peça de teatro ou uma novela. Mas faça tudo que a madame Nora mandar, ou será pior para você.

Nora: — Escrava, traga café para duas pessoas, estou com visitas. — Ela fala e fecha a porta. Pergunto para as meninas onde tem café, e elas apontam onde fica a cozinha.

A cozinheira nem me olha, apenas coloca as xícaras e o açúcar numa bandeja e manda eu levar. Deve estar acostumada a ver mulheres e meninas peladas andando por aqui, não tem outra explicação. Vou até a sala, bato na porta, e assim que ela manda eu entrar, entro.

Um homem de terno está sentado de costas, mas assim que eu coloco a bandeja em cima da mesa, ele olha para mim, começando pelos meus seios e subindo para o meu rosto.

Kirill: — Tem criança aqui, Nora?

Nora: — Ela tem quinze anos, mas ainda está em treinamento de submissão para o leilão.

Minha vontade de pedir ajuda para ele é grande, mas se ele está aqui, deve ser para comprar mulheres também, o que só complicaria a minha vida com a Mulher de cabelo de fogo. Ele se levanta, pega na minha mão e me faz dar uma volta. Quando fico de frente novamente, ele morde o canto da boca.

Kirill: — Vou adorar estar no seu leilão e estarei na primeira fileira para te comprar. Como você se chama? — Busco um nome fictício para dar para ele, e me deparo com umas rosas em um vaso em cima da mesa da mulher de cabelo vermelho.

— Rosa. — falo automático, e ele franze a sobrancelha com a minha resposta e solta da minha mão, mandando eu sair da sala. Saio e volto para a mesa, para comer com as meninas, sem entender o que aconteceu ali dentro.

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Comments

Simone Ferreira

Simone Ferreira

Meu Deus, tão novinha,tendo que passar por essa vergonha e humilhação,e pelo jeito vem mais sofrimento por aí!😔

2024-07-09

238

Gedena Airam

Gedena Airam

☝️🤡 AI QUE VONTADE QUE ME DEU DE COSTURA UM PRIQUITO SECO ‼️
SEM DEIXAR NEM UM BURACO ‼️
EMENDAR OS TRÊS BURACOS DE BAIXO ‼️🪡 🤏😡

2025-03-24

1

Ivanilde T. Serra

Ivanilde T. Serra

Espero que alguém te torture cortando cada pedacinho do teu corpo, Nora dos infernos

2025-01-03

0

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95 Capítulo Final.
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