Acordei um pouco melhor. Já tomei café e estou apenas um pouco enjoada, nada de tontura como ontem. A fim de evitar, novamente tonturas, tomo logo outro comprimido.
Rafael: Já está de saída?
Clara: Sim! Preciso chegar lá antes de você. O meu lado emocional diz que deveríamos chegar juntos, o meu lado racional mandou eu parar de ser idiota.— sorrimos um para o outro.
Rafael: Preparou tudo isso?
Clara: Não. Pedi essas coisas na padaria, toma o seu café.
Não dou tempo que ele diga nada, passo perto dele, pego minha bolsa e quando estou preste a sair, ele segura no meu braço e rapidamente me vira para ele.
Rafael: Maria Clara... Sobre ontem...
Clara: Isso não era uma condição para que você vivesse solteiro para sempre, você sabe disso, certo?
ele simplesmente me beija.
Clara: Preciso ir...
Ele me solta, sorrio para ele e logo saio do seu apartamento, seguindo para a empresa.
-
Como já de esperando, chego à empresa e muitas pessoas olham-me, supostamente devido às notícias que repercutiram nos últimos dias. Não tenho muito o que dizer então só passo dando "Bom dia!"
Como de esperando, Rafael e eu, aqui na empresa somos apenas, CEO e Secretaria. No momento que ele chegou, logo pediu a sua agenda e o dia intenso já começou.
Pela manhã, o dia foi bastante agitado. Depois que o Sr Castellani, chegou, tivemos três reuniões das quais eu tive que estar presente. Eu ainda não estou muito bem, sigo com enjoo, tontura e dor de cabeça, ou seja, ter tomado o remédio antes de sair não adiantou de nada. Começo a acreditar ser uma intoxicação, porém, com uma manhã tão agitada, não tive nem tempo para parar e pensar no mal-estar, respiro fundo e volto aos meus afazeres.
Nunca contei tanto para que chegasse a hora do almoço quanto hoje.
Pego os últimos papéis pendentes dessa manhã, e quando estou prestes a levá-los para que o Sr Castellani veja e os assine, o telefone da empresa toca, logo em seguida o meu. Atendo primeiro o da empresa e muito antes que eu diga "Alô!" alguém já faz a pergunta.
"A Senhorita confirma o noivado do Sr Castellani e a Srtª Pitell?"
Imediatamente deligo, um outro telefonema começa.
"Podemos ter uma exclusiva com o Sr Castellani, ele poderia nos dizer mais sobre esse noivado?"
Tiro o telefone da empresa do gancho, é em vão... O meu celular não para de tocar. Assim que eu abro a Internet para ver o que está rolando... Claro que é isso.
Fotos do jantar de ontem estão repercutindo na internet. Antes que eu veja qualquer outra foto ou notícia, abro a porta da sala do CEO para perguntar o que fazer sobre essas notícias, porém, oque eu vejo já me traz todas as respostas.
Rafael está sentando em sua cadeira, cabeça para baixo, movimentando a aliança que está no seu dedo, aliança essa que ele não estava quando saiu para o jantar mais que não reparei quando ele chegou.
Clara: Confirma?
Rafael: Maria Clara...
Clara: Sr Castellani... Estão ligando até mesmo para o meu número pessoal... Preciso dê uma resposta.
Rafael: Confirmo.
"CONFIRMO"
"CONFIRMO"
"CONFIRMO"
"CONFIRMO"
Olho para baixo, Mordo o canto inferior da minha boca para controlar qualquer expressão facial que eu possa estar prestes a fazer. Vejo que ainda estou com os papéis na mão.
Clara: Preciso que reveja esses papéis e os assine, preciso enviá-los para os sócios.
Rafael permanece em silêncio, olha bem nos meus olhos, logo desvio o meu olhar do dele.
Rafael levanta da cadeira, tranca a porta da sala e vem novamente na minha direção.
Rafael: Precisamos conversar...
Lágrimas estão querendo se formarem nos meus olhos, olho para baixo afim de controlá-las de cair, mas é em vão.
Rafael: Eu queria muito que fosse você, eu gostaria muito que fosse você a pessoa daquele anúncio, porém não posso brincar com você, não dessa forma. Você não suportaria tanta pressão. Você quer tudo oque eu não quero, você quer alguém ao qual vai estar ali sempre com você e exclusivamente só para você. Esse alguém não sou eu. Você quer ter uma família, quer ter filhos... Eu te faço tomar remédio sempre quando acabamos de tranzar. Não quero filhos agora, nem amanhã e nem depois. Essa vida não é para mim. Não quero ter responsabilidades com nenhuma mulher, a não ser a minha mãe e minha irmã. Não quero ter responsabilidades com crianças... Não quero... Eu não quero muitas coisas... Mais quero você. Aceita as minhas condições... Ninguém precisará saber... podemos ficar juntos apenas no apartamento... Todas as vezes que eu quiser...
Clara: Nem tudo é sobre você. — não me importo com a lágrima que acabará de cair. — Realemnte você não é para mim, eu não sou para você. Quero ter um dia oque você tem hoje e sempre teve antes. Família. Quero ter alguém comigo, quero ter um filho, quero ser o motivo da responsabilidade de alguém, não, nunca, jamais, o motivo da desgraça na vida de alguém. Seja feliz Rafael. Como eu disse a você ontem, não ser apaixonado é bom. Você terá outras, eu quem me acostumarei a ficar sem você. Pontinho de paz...
Rafael se aproxima de mim, segura dos dois lados do meu rosto e começa a me beijar.
Rafael: Não me viciei no seu beijo... Me viciei em você.
Rafael começa ameaçar a tirar a minha roupa.
Clara: Rafael...
Ele continua.
Toc... Toc...
?: Rafa... Amor... Onde está a secretária?
Clara: Sua noiva chegou, pode me soltar.
Rafael finalmente me solta, passa as mãos no cabelo, suspira fundo e grita.
Rafael: Vai embora, Jade!
Fico parada o observando.
Jade: Vim aqui para irmos almoçar juntos.
Pego os papéis que estavam sobre a mesa, destranco a porta e saio.
Clara: Bom dia Srtª Pitell.
Jade: Eu não sabia que o seu lugar era aí dentro trancada com o meu noivo.
Clara: Desculpe...
Jade: Eu vi as notícias que saíram de vocês... Escuta...
Clara: Não se preocupe, não rola nada. Rafael e eu, sabemos disso.
Olho para ele, pego minhas coisas na minha mesa e saio para finalmente almoçar.
Rafael: Maria Clara!
Entro no elevador.
Lágrimas estão querendo se formarem novamente nos meus olhos, Mordo o canto inferior da boca afim de controlá-las, é em vão. É difícil controlá-las.
Mais que boba né? Vivo dizendo que eu entendo perfeitamente oque rola entre nós, mas agora estou assim. Sento no banco de uma praça, fico observando a paisagem e pensando em tudo até que enfim a hora de almoço acabe. Mas, eu não estava doida que chegasse logo a hora do almoço? Acho que só quero que esse dia acabe.
Eu criei sentimentos, ele estava criando sentimentos... Ninguém noiva de uma hora para outra. Ficamos juntos por dois/três dias, ele sabia exatamente oque já iria fazer. Ele foi naquele jantar para pedi-la em noivado. Eu fiquei no apartamento dele, ficamos como um casal... Eu avisei... Eu pedi...
Como não ter sentimentos? Ele era o meu ponto de paz. Rafael me tirava de um abismo que eu mesma me coloquei, que eu mesma me coloco. Agora acabou.
Dou uma mordida num sanduíche que comprei, mesmo sem fome. Não estou afim de ficar com muito mais tontura do que tenho tido.
Enjoo... Enjoo.. Muito Enjoo.
Coloco o sanduíche de lado, pego o remédio que Rafael havia comprado e tomo. Decido voltar para a empresa mesmo ainda faltando 15 min. para o meu horário de almoço acabar.
Chego na empresa e Rafael está encostado na porta da sua sala.
Rafael: Aonde você estava? Fui atrás de você.
Clara: Estava almoçando.
Rafael: Não estava no refeitório.
ele realmente foi atrás.
Não respondo. massageio os dois lados da minha cabeça com a ponta dos dedos e suspiro.
Rafael: Ainda está se sentindo mal?
Clara: Já assinou os documentos? Posso levá-los?
Rafael: Pode responder a minha pergunta?
Clara: Estou só com dor de cabeça. — Minto. — Assinou os papéis?
Rafael: Sim!
Clara: O Sr não terá mais nada hoje... Terá apenas duas reunião que eu não estarei presente... Posso ir para casa?
Rafael: Ainda está se sentindo mal? É melhor ir para o hospital.
Clara: Só quero ir para casa... Posso?
Rafael: Só se eu puder levar você.
Pego a minha bolsa e saio. Ele sabe que não irei deixá-lo me levar.
Pego um taxi rapidamente, e logo chego em casa. Todo o enjoo que eu estava tendo, tudo oque eu estava tentando segurar, foi impossível segurar assim que chego em casa. Corro para o banheiro e começo a vomitar.
Vômito... Vômito...
Clara: Chega... Preciso ir até um hospital. Posso estar tendo uma intoxicação. Pode ter sido de alguma coisa velha que tinha na geladeira. — digo a mim mesma.
Chamo um carro e vou diretamente para o hospital.
Explico ao médico tudo oque eu tenho sentido e logo a sua pergunta me assusta.
Medico: Qual foi a data da sua última menstruação?
Sorrio... É impossível eu estat grávida.
Medico: Toma algum tipo de anticoncepcional? Usa algum método contra septivo?
Clara: Eu não estou grávida. Todas as vezes que tenho relação sexual, tomo pílula do dia seguinte.
Medico: Vamos precisar fazer dois exames. Urina, por favor nesse potinho e vamos colher seu sangue.
Vou mesmo realizar um teste de gravidez? Porra!
Medico: Srtª Belmonte...
Clara: ... — silêncio.
Medico: O contraceptivo de emergência não é para ser usado repetidas vezes. A taxa de eficácia diminui e a carga de hormônio exagerada pode causar vômitos e sangramentos. O termo "pílula do dia seguinte" poderia até ser considerado errado...
Ele vai falando e eu vou vendo tudo girando... Palavras do Rafel vem na minha mente...
"Não é que eu não queira abrir mão, eu só não quero ter um relacionamento sério. Não quero ter filhos, não quero pensar que tenho obrigações quanto a você ou qualquer outra pessoa... Você pode ficar aqui, todas as vezez que eu quiser ficar com você, venho aqui. Sei que logo sentirá o desejo de ter filho... Eu não me vejo com filhos."
Vou ficando ainda mais tonta...
Clara: Eu... Eu preciso ir...
quando estou prestes a levantar o medico diz:
Medico: Na verdade, a senhorita precisa tomar soro na veia e fazer alguns exames. Pelo oque me parece, não sabemos quanto tempo de gestação está. A senhorita está com a plaqueta baixa.
"não sabemos quanto tempo de gestação está..."
Tudo tem ficado muito confuso na minha mente. Lágrimas escorrem no meu rosto, perguntas se formam na minha mente... quando me dou por mim, minhas mãos, estão paradas sobre a minha barriga.
Clara: Volto depois.
Medico: Pela saúde do seu bebê, sugiro que fique no soro.
Pela saúde do meu bebê...
Fico na sala de medicação durante uns 40 minutos até que a última gota do soro pingue. Converso com o médico novamente e ele logo me orienta para que eu não demore com as consultas de acompanhamento. Faço que sim, pego a minha bolsa, saio do consultório e simplemente ando pelas ruas sem rumo.
O que eu devo fazer agora?
O que eu devo fazer agora?
O que eu devo fazer agora?
Talvez para muitos, essa minha reação será, idiota, para muitos, não deveria agir assim, porém, como devo reagir?
Talvez deva dividir isso com ele, com o Rafael... Esse filho não é só meu, não é somente eu quem devo ficar assim, não é somente eu quem devo ficar pensando no "E agora"
Sigo diretamente para a empresa...
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Atualizado até capítulo 179
Comments
Gislaine De Almeida
Nossa sério que existe mulher assim?
2024-12-27
0
deixar de se trouxar
2024-09-15
1
bem feito que a jade coloque chifre nele de novo pra ele aprender
2024-09-15
1