Que dor de cabeça insuportável. Nunca corri atrás de mulher nenhuma, nunca tive vontade de correr atrás de mulher nenhuma, porém, Maria Clara mexe com a minha cabeça de uma forma surreal. Ela desceu de elevador, rapidamente eu desci de escada, porém, quando eu cheguei ao hall da empresa, ela entrou no táxi, que logo saiu.
Eu já sabia que isso aconteceria, mas, não imaginei que seria como aconteceu. Esses malditos dias...
Certamente, se não tivesse ligado para ela naquele dia, num dia em que eu estava puto da vida e só queria um momento para relaxar, num dia em que ela estava tão vulnerável, num dia em que os dois estava precisando um do outro... As coisas hoje não seriam assim e o pior de tudo, que não me arrependi.
Volto para a minha sala, Jade está sentada em cima da minha mesa, veste uma mini saia, e pelo o que eu vejo, veste por baixo apenas uma calcinha.
Jade é Loira dos olhos claros, tem um baita corpo, causa desejo em qualquer homem. Cheirosa, linda, gostosa... Sem caráter nenhum... Se é em outra época, tomaria ela aqui mesmo, porém, todo desejo, fome, atração, que eu tinha nela, foi transformado em nojo.
Não contei exatamente tudo sobre a minha situação com a Jade, para a, Maria Clara. Jade e eu, ficamos juntos durante um bom tempo, eu gostava dela, tinha respeito por ela, namorava apenas com ela.
Com pouco mais de dois anos e meio de relacionamento, descubro que Jade estava grávida, fiquei a coisa mais boba do mundo. Se eu não era apaixonado por ela antes, havia me apaixonado ali.
Pouco tempo depois, de descobrir que ela estava grávida, descobri a traição e quando descobri o tempo de traição, imediatamente, veio a criança na minha mente, poderia ser meu, mais também poderia não ser meu. Um lado no meu coração dizia que eu torcia para que fosse meu, outro lado, torcia para que não.
Quando, Jade completou 11 semanas de gestação, a obriguei a realizar o teste de DNA. Se fosse meu, eu iria ama-lo incondicionalmente, eu já o amava. No período em que nos separamos devido às traições, a única coisa que eu sentia falta, era de conversar com a barriga. Saber que sim, aquele filho era meu, encheu o meu coração de alegria e raiva ao mesmo tempo. Não queria algo que me ligasse para sempre naquela mulher. Todas as vezes em que eu a via, eu queria agarrar em seu pescoço.
No mesmo dia em que descobrimos que o filho era meu, Jade ameaçou a tirá-lo, ameaçou a abortar, dizia que não iria ser mãe solo. Eu pedia para que ela desse para mim, eu implorava. Levei minha mãe e a minha irmã para conversarem com ela, mais tudo o que ela dizia era que só nos daria a criança se eu ficasse com ela, nem que fosse durante a gestação. Não levei o que ela falou a sério. Foi então que num certo dia a mãe dela ligou chorando para a minha mãe informando que a Jade havia perdido o bebê.
Ter a notícia de que, Jade havia perdido o bebê, foi a mesma coisa de ter ouvido a notícia "A, Jade matou o bebê" Imediatamente, minha mãe gritou e disse que se eu tivesse ficado com ela, que se eu tivesse apoiado ela, nada disso teria acontecido. De fato não. Eu poderia ter suportado nove meses. Não fui capaz de fazer o mínimo por um filho, pelo meu primeiro filho... Desde então perdi totalmente o desejo de ser pai.
A minha primeira vez, sem usar preservativo com a Clara foi aqui na empresa, no mesmo dia em que ela me rejeitou durante a noite. Quando cheguei aqui, tive um desejo tão grande nela que não aguentei. Maria Clara, não quis fazer sem preservativo de jeito nenhum, obviamente devido a minha fama de sair com diversas mulheres. Eu já não estava aguentando mais, precisava fazê-la minha alí mesmo, coloquei um dos meus dedos dentro dela, chupei ela por completo, ela me chupou, e gostoso. Maria Clara já estava tomada pelo prazer, também já não estava aguentando mais. Foi então que tivemos a nossa primeira vez sem preservativo.
Chegando em casa, fiquei pensando nisso o tempo todo, já não sabia se havia gozado dentro ou não, ficamos durante horas ali. A minha sala não transmite som, não nos preocupamos com nada, nem tão pouco com as reuniões do dia. Fui na farmácia, comprei a pílula do dia seguinte e quando ela viu o que era, não disse nada, apenas tomou e deixou claro para mim que havia engolido. Achei aqui satisfatório. A noite no meu apartamento, coloquei camisinha, porém, não rolou, não aguentei, precisava senti-la novamente. Arranquei a camisinha e nunca mais usamos.
A minha maior segurança é saber que todas as vezes ela toma o comprimido, falo que ela não precisa me mostrar todas as vezes que engole, mas, no fundo, agradeço por me mostrar. Não quero filhos, não me imagino mais com filhos.
Se essa desgraçada da Jade não tivesse feito o que fez, hoje eu estaria com o meu filho, talvez se não estivesse rolado traição, talvez, ainda estaríamos juntos.
Jade, não tinha esse desejo e acabou tirando de mim também.
Jade e eu ficamos durante o horário de almoço todinho na minha sala. Eu não quis almoçar, então ela pediu comida para ela e comeu alí mesmo. Mandei que ela fosse embora mais de três vezes, porém ela ali, estava ficando claro para mim o principal motivo para que eu não arrumasse nada sério com a Maria Clara. Jade ali, estava deixando claro para que eu não fosse atrás da Maria Clara.
Jade: Gosta dela né? — ela interrompe o silêncio. — poderia ter noivado com ela...
Não respondo.
Jade: Não tinha ninguém melhor do que a sua secretária não? Logo uma secretária?
Já estou ficando sem nenhum pingo de paciência. Cemicerro os punhos, respeito fundo e olho para a Jade.
Jade: Secretaria... Será que ela foi a única, ou será que você tem fertiches em secretárias? A outra era bem mais bonita. Não entendo o porque escolher uma secretária...
Rafael: Não estendo o porquê de ter escolhido um segurança, e olha que ele nem era isso tudo.
Jade: E ela é? Você é muito burro mesmo. Eu sou mulher, você é homem. Você é um homem, um homem rico, já transou com ela né? Sem camisinha... — não respondo — É um idiota mesmo.
Rafael: Você já pode ir embora, Jade. Caso não saia agora por bem, sairá por mau. — nem que eu a tire com as minhas próprias mãos.
Jade: Só estou falando isso por que ela não aceitara tão fácil a notícia do seu noivado, obviamente vai dar o golpe da barriga. Daqui a pouco ou daqui umas semanas, virá aqui e falará que está a espera de um filho seu.
Olho para a porta e vejo Maria Clara ali, ouvindo tudo o que a Jade falou, logo, aproveito para deixar claro essa situação patética.
Rafael: Quanto a isso não devemos nos preocupar, Maria Clara e eu, sabemos que se ela estiver grávida, esse filho não é meu. Agora vai embora, Jade.
Jade permanece em cima da mesa, me aproximou dela, seguro fortemente no seu braço, e começo a arrasta-la para fora da minha sala.
Jade: Tá... Tá... Tá... Eu saio, seu monstro.
Ainda sim, levo Jade até a porta.
Jade: Se você estiver pensando em dar o golpe da barriga, esquece. Do seu topinho eu dou aula.
Clara: Ainda bem que não sou a sua aluna.
Olho para elas, vejo Jade entrando no elevador dando "tchauzinho" em deboche para a Maria Clara.
Antes que a Maria Clara vire, entro na minha sala, passo as mãos no cabelo e suspiro fundo não sei quantas vezes.
Que situação desgraçada.
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Atualizado até capítulo 179
Comments
Solaní Rosa
como uma mãe e um pai pode arrumar uma noiva tão vadia e escrota traidora para o filho imagina se eles não gostassem dele
2025-03-24
0
Diane Fariass
totalmente sem lógica esse "noivado" com essa traidora
2025-02-26
0
⭐𝐕𝐞𝐫𝐚 𝐅𝐫𝐞𝐢𝐭𝐚𝐬💫
a mulher traiu o cara praticamente abortou a criança mesmo assim os pais dele faz ele ficar noivo de novo da mulher Deus me livre uns país desse
2024-09-19
2