Rafael: Sou o mais velho de três irmãos. Rafael, Jheffter e Mia. Sempre vi meus pais trabalharem muito para que tivéssemos uma vida confortável. Houve um momento em que minha mãe descobriu uma neoplasia (câncer) Foi um baque para a nossa família. Tínhamos medo de perdê-la, meu pai não sabia se trabalharia demais ou se ficava estudando casos e casos assim como o dela. Não éramos ricos, não passávamos dificuldades, mais não éramos oque somos hoje. Eu vi a minha mãe adoecendo, eu vi o meu irmão Jhef, ficar louco, levar todas as suas frustrações para as bebidas e drogas pesadas, vi o meu pai exausto e começando a se preocupar com as finanças, mergulhar de cabeça em trabalhos para conseguir custear um tratamento adequado para minha mãe, e vi a minha irmã, Mia, nunca cama pela vez, por tentar tirar a própria vida. Nenhum de nós estávamos preparados para a pior notícia das nossas vidas. Mia queria morrer antes que a nossa mãe... Isso você não encontra em site nenhum... Eu ficava dividido... Trabalhei em 4 lugares ao mesmo tempo para ajudar o papai, quebrava a cara do Jhef todas as vezes que ele chegava em casa completamente drogado e procurava passar a maior parte do tempo com a Mia. Sempre tive medo de perder a mamãe, mas, se a mamãe fosse, seria por causa de uma doença, mas, perder a Mia... Eu não sei explicar...
Clara: Havia um medo de perdê-la...
Rafael: Doía pensar nessa possibilidade, eu perderia a minha mãe e a minha irmã. Foi então que determinei que seria quem eu sou hoje. Eu já estava na faculdade, continuei, me formei e na primeira oportunidade mergulhei de cabeça. Lancei o meu primeiro projeto, sucesso, segundo projeto, sucesso... Foi ficando intenso cada vez mais, cada vez mais pessoas vinham até a mim. Meu pai se afastou do trabalho e veio me ajudar... A minha família, é o principal motivo do meu sucesso.
Clara: Não sei dizer se posso dizer "que lindo"
Rafael: Não foi lindo, foi difícil e eu peguei uma barra pesada. Jhef só dava dor de cabeça, mas, eu sei que essa era forma dele lidar com os problemas. Você tinha tudo para...
Clara: Mais eu também tinha o meu pai. Por ele eu não me transformei no que a minha mãe é,
Rafael: Foi inteligente. Nunca se deprimiu ou até mesmo pensar em tirar a sua vida alguam vez? Como conseguiu sem pensar em...
Clara: Todos os dias...
Rafael: Todos os dias?
Isso é uma parte que nunca falei... Não é fácil você ser sozinha no mundo. Não ter amigos, não ter pessoas que se importam com você, não se sentir amada, protegida, segura... Sempre fui eu por eu... A momentos em que eu fico me perguntando quem sou eu, oque eu faço aqui, e digo que se eu partisse, seria apenas uma pessoa a menos no mundo.
Rafael: Maria Clara...?
Clara: Se a sua mãe partisse, seria muito difícil... Seria difícil para você, para seus irmão e para o seu pai... Mais vocês teriam um ao outro. Mia não suportou a ideia de perder a mãe e tentou ir primeiro, ainda sim, ela tinha vocês... Eu tive quem?
Rafael: Clara... – não me importo com as lágrimas que caem.
Clara: Todas as noites quando eu chego em casa, acendo as luzes e sinto o vazio daquele lugar. Imediatamente me pergunto o porquê que eu trabalho, o porquê que eu ainda luto... É nesse momento que penso em desistir... Não deveríamos estar falando de mim, Rafael... Era para estarmos falando de você.
Rafael vira totalmente para mim, ficando bem próximo, pelo pouco espaço que temos, limpa as lágrimas que correm na minha bochecha e então pergunta:
Rafael: No que pensa quando chega do trabalho?
Clara: Em qual comida congelada vou tirar para jantar, mesmo muita das vezes não jantando e no meu pai, no quanto tudo seria diferente se ele estivesse aqui... E quando penso nisso que vem outros pensamentos
Rafael: Todos os dias pensa a mesma coisa?
Clara: Algumas vezes não penso na comida congelada, penso só no meu pai.
Rafael: O que distrai a sua mente?
Clara: O trabalho.
Rafael: Depois do trabalho, Maria Clara.
Clara: Você...
Rafael: Eu?
Clara: Todas as vezes que venho para cá. Você é tudo oque...
Rafael: tudo oque você tem?
Clara: Tudo oque eu não tenho. Tudo oque faz eu me perder nos pensamentos, melhor, distrair os meus pensamentos.
Rafael não diz nada, absolutamente nada. Coloca a mecha de cabelo que estava caída no meu rosto atrás da minha orelha, acaricia o meu rosto e... me beija.
Um beijo diferente, um beijo o qual eu sempre procurei. Com ternura, carinho, delicadeza...
O meu coração acelera, minha respiração fica mais rápida e eu tento ao máximo controlar as minhas mãos.
As mãos do Rafael, passeam pelo meu corpo mais não com intenção de algo, passeam fazendo carinho. Suas mãos, passam pelo meu rosto, nas minhas pernas, nos meus braços, na minha costas, e param no meu rosto. As minhas mãos, ainda estão imóveis. Eu sei que amanhã nada disso terá válido nada.
Rafael: Você é linda, Maria Clara.
Clara: Não brinca comigo... por favor...
Rafael: Eu já faço com você oque eu não deveria fazer, Maria Clara.
Clara: Pelo menos aquilo sempre foi claro para mim, apenas sexo. Esta bom assim.
Rafael: Você é linda.
Inicia o beijo novamente. E dessa vez, minhas mãos param no rosto dele.
Rafael: Eu sou um idiota. Você é linda. Todas as vezes que acabamos...
Clara: Você manda eu ir embora.
Rafael: Por isso eu sou um idiota.
Clara: Você é sim, mas, eu sou mais. Deveria fazer igual você, mergulhar de cabeça nessa vida tão injusta. deveria sair, beber, dançar, conhecer outros caras, tranzar pra caramba e levar os meus pensamentos para outras coisas...
Rafael: Tranzar pra caramba comigo, né?
Clara: Também...
Rafeel: Também?
Clara: Vai que nesse meio caminho encontro o amor da minha vida. Eu deveria começar hoje mesmo, ao invés de estar triste por hoje ser o aniversário do meu pai, eu deveria estar comemorando o meu aniversário...
Rafael: O que?
Clara: Antes dele falecer, Ele sempre dizia que o melhor aniversário dele era a dez anos atrás, o dia que eu nasci, no aniverssario dele.
Rafael: Você veio aqui, super mau, realizou um capricho meu, mesmo sabendo que eu mandaria você ir embora a qualquer momento, mesmo estando mau...
Clara: Eu disse que sou mais idiota do que você. Ou era vim aqui, ou ficar lá, pensando, chorando.
Rafael: Agora estou mau comigo mesmo... Sou um baita filho da put@
Clara: Relaxa Obrigado pelo dia de hoje, foi o melhor aniversário em 16 anos.
Rafael: Você é patetica.
Clara: É, eu sou... Agora, ainda não falou sobre a outra parte da sua vida.
Rafael: Não tem mais oque falar.
Clara: Obvil que tem...
Rafael: Parte amorosa? — faço que sim — Não há muita coisa... Foquei apenas em crescer proficionalmente, depois que cresci, diversas mulheres se jogavam para mim, eu adorava aquilo e por isso vivia com mulheres diferentes...
Clara: Você adora isso, por isso ainda vive com diversas mulheres diferentes.
Rafael: Assumi um relacionamento serio com a Jade, não deu certo, muito estresse, traição, brigas. Algo que era para ser legal, me dava dor de cabeça só de pensar, foi então que percebi que namoro não era para mim. Sempre foi muito melhor, ficar com um monte do que com uma só e ainda me dando dor de cabeça.
Clara: Então nunca se apaixonou?
Rafael: Não sei... Como vou saber...
Clara: Não é difícil saber.
Rafael: Não? Como é?
Clara: A pessoa por quem você está apaixonado, é sempre a pessoa que você quer ver depois de um longo dia estressado, é a pessoa que quando está tudo dando errado, apenas vendo ela te faz pensar em outra coisa, quando está triste é ela que você quer, quando está feliz, é ela que você quer... Tudo se resumirá em vê-la. Ver ela, deixa você você feliz, independente de qualquer situação.
Rafael: Então estou apaixonado por você.
Clara: Idiota! — Dou um tapa nele.
Rafael: Hoje foi muito estressante, eu quis você aqui. Semana passada, fechamos um contrato muito bom, eu também quis você.
Clara: Você me quer para tranzar... A pessoa por quem você está apaixonado, você quer dividir todas as coisas, é diferente. Nunca sequer paramos para conversar, Rafael.
Rafael: Então por quê eu sempre quero você aqui? Por que eu nunca fico com as mesmas mulheres mais fico com você?
Clara: Talvez eu faça um sexo bom.
Rafael: Isso você realmente faz.
Foi impossível não ficar com vergonha.
Rafael: Tá com vergonha?
Clara: Cala boca.
Rafael: Agora mesmo.
Rafael, novamente começa a me beijar, dessa vez sim, dessa vez a desejo, muito desejo. Desejo de ambos os lados.
Com apenas um rápido movimento já estou em cima dele, uma de suas mãos está segurando o meu cabelo bem próximo a nuca. Mordidas no meu pescoço me arrepiam, minhas unhas passeando no corpo dele o faz suspirar pesadamente. Os meus gemidos entre o nosso beijo, faz ele ficar ainda mais louco, sendo assim, apertando ainda mais os meus cabelos nos seus dedos.
Rafael: Put@ que pariu, Maria Clara, você conseguiu me viciar no seu beijo...
Ele está duro, muito duro. Meus movimentos de vai e vem no colo dele, faz ele ficar ainda mais alucinado e com muito mais tesão.
Rafael não quer saber se estamos num local "livre" livre onde qualquer pessoa que possa aparecer na janela possa ver. Ele tira a minha blusa, eu tiro a sua blusa, sua boca está cada vez mais perto dos meus seios e isso me faz ficar completamente exitada.
Sua mão que entes estava no meu cabelo, está agora entrando dentro da minha calcinha e isso sim, me faz ficar ainda mais molhada.
Rafael: Molhadinha para mim...
Clara: Vamos entrar...
Rafael: Quero ficar com você aqui... Assim todas as vezes que eu subir aqui, lembrarei...
Porra Rafael... Não precisava mencionar isso... Novamente, lembro que amanhã, isso não significará nada...
Clara: Podem nos ver...
Rafael: Então que vejam a porra da mulher gostosa que eu tenho.
Não me importo. Que seja aqui então.
Levanto a saia ainda mais, deixando a minha bunda totalmente livre para ele, que de imediato aperta os dois lados, coloco o seu membro, completamente duro para fora e quando estou prestes a encaixar...
Rafael: Quero sentir o seu gosto primeiro...
Clara: Então só depois de mim...
Vou descendo lentamente, mantendo o meu olhar no dele, toco no seu membro, passo a língua por toda a glande até que por fim, enfio tudo na minha boca de uma só vez.
Faço os movimentos do jeitinho que ele gosta o levando a completo tesão. Fico ali, ajoelhada aos pés dele durante uns bons minutos...
Rafael: Desse jeito não estou aguentando mais, Clara... Sai...
Clara: Eu disse que queria sentir o seu gosto... Vai enfrente.
Rafael: Porra, garota!
Nao deu outra, Rafael, segura o meu cabelo fazendo um rabo de cavalo, segura firmemente e solta tudo na minha boca.
Rafael: Se quiser pode...
Olho para ele limpando os cantos da minha boca e em seguda chupo meus dedos.
Rafael: Caralh0... Vem aqui...
Invertemos as posições... Rafael agora quem me passará prazer.
Fez oral, de frente, por cima, por baixo, de quatro, de todas as formas... Estamos com os nossos corpos completamente suados, já na terceira rodada.
Rafael: Não vou aguentar... não quero tirar... Tá apertadinha... Porra....
Novamente, solto tudo dentro.
Ficamos nos dois deitados no chão do terraço olhando para o céu. Quando me dou em conta, já estou perdida nos meus pensamentos como sempre. Dessa vez é um pensamento bom, não são como os outros.
Rafael limpa uma lágrima que escorreu na minha bochecha sem que eu percebesse.
Eu vou me reerguer, papai... eu prometo!
Rafael: O que foi? Fiz alguma coisa?
Não respondo, apenas viro-me para ele e sorrio, logo ele começa a acariciar o meu rosto.
Rafael: Não entendo o porque você é assim. Tão linda... Merece muito mais do que eu estou disposto a te dar.
Clara: Eu sei...
Rafael: Por que chorou?
Clara: Esse foi o meu melhor aniversário em 16 anos. Eu mereço mais do que isso... Me peguei pensando...
Rafael: No seu pai?
Clara: Sim... Vou seguir enfrente.
Rafael: Acabar de tranzar com um cara, depois falar que estava pensando no seu pai, não é muito caótico, Maria Clara?
Clara: Sabia que você é a única pessoa que me chama de Maria Clara? Ele me chamava assim, Maria Clara.
Rafael: Gosto da combinação, gosto do som sonoro que sai. Maria Clara. Aposto que o seu apelido era Clarinha...
Clara: Sim... — sorrimos um para o outro. — e o seu Rafinha...
Rafael: Sim — sorrimos novamente. — Depois passou a ser Rafa. Jhef e Mia ainda me chamam de Rafa.
Clara: O meu passou a ser Clara.
Rafael: Combina com você.
Clara: As vezes, você parece ser fofo...
Rafael: Talvez seja o meu outro lado. Vamos lá dentro, você precisa tomar o comprimido.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 179
Comments
Amélia Rabelo
agora eu já estou entendendo a história kkkk
2024-08-01
4
Claudia
👏👏👏👏👏♾🧿
2024-06-25
1