Capítulo 20

Quando o assunto era sobre caráter, ele não só mostrava o seu, como sem medo algum, arrancava as máscaras para expor o caráter alheio.

_____________ II ___________________

Alguma minutos de silêncio se fizeram, antes da resposta de Yuta. Igor o olhava bem atento a suas expressões.

Yuta: De forma alguma seria a minha intenção o desapontar, mas eu não pretendo mesmo ficar. Então, se puder me levar para casa, eu agradeço.

Igor: Tudo bem. Será como você quiser. Podemos nos ver amanhã? Se você não tiver algum compromisso.

Yuta: Sim, eu adoraria.

Igor: Eu estou pensando em sairmos um pouco a noite. Mas queria te levar em outro lugar.

Yuta: É mesmo? Aonde?

Igor: Quando eu vim para a cidade, notei que tem um restaurante na parte alta da pista. Inclusive, é um ponto de paradas. Eu vi que tem uma sacada, com vista para a represa. Acho que é um lugar que você vai gostar.

Yuta: Eu adoraria conhecer mesmo. Então nos vemos amanhã.

Igor: Eu te busco as sete horas, pode ser?

Yuta: Sim. Perfeito. Estarei pronto.

Igor beijou o rosto de Yuta, e pegou a chave da caminhonete logo em seguida.

|||

Após se separarem, mesmo cada um nas suas casas; Igor e Yuta passaram a noite pensando um no outro. A companhia tão agradável, que fazia ambos amarem estar juntos era a mesma sensação que os dois tinham. A vontade de ser verem o tempo todo. Eles foram dormir, com esse pensamento.

Uma nova manhã ensolarada surgiu, e para o casal apaixonado, porém, visitas inusitadas prometiam muito tumulto aos dois.

Primeiramente, foi a manhã de Yuta. Ele estava concentrado escrevendo algumas anotações, nas quais colocaria no seu livro, posteriormente. Algo que era o costume dele, para garantir capítulos ricos em detalhes, porém, ele foi interrompido, por batidas em sua porta.

Ao se levantar da cadeira, ele guardou o caderno e a caneta em uma mesinha, e foi e abrir a porta. No mesmo instante, Cléia se apresentou ao lado de um homem, que ele nunca havia visto.

Cléia: Bom dia Yuta, esse é o Henrique, o rapaz que eu comentei com você antes. Eu contei a ele que você é escritor. Ele tem umas ideias, e eu tive que trazer ele aqui.

O Rapaz de cabelos negros e olhos verdes, tinha uma boa aparência e se vestia como um cowboy.

Henrique: Como vai Yuta?

Yuta: ...

Yura não conseguiu dizer uma palavra sequer.

Cléia: Ei!? Eu disse a ele que você era muito educado. Vai me fazer passar por mentirosa?

Henrique: Cléia, receio que ele não esteja bem no momento. Podemos voltar outro dia.

Cléia: Ele me parece ótimo. Qual é o problema Yuta?

Yuta: Eu... Eu não estou disponível hoje. Estou ocupado e não quero conversar com ninguém, nunca. Eu... Quero ficar sozinho, e quieto aqui.

Henrique: Tudo bem. Vamos embora.

Cléia: Sabe o que inspira ele? Eu posso te contar. Eu mesma vi ele, no rio e...

Yuta entrou e fechou a porta.

Henrique: Caramba Cléia!? O que você fez para ele ham? Coitadinho, ele parecia que ia ter um piripaque. Qual é o problema dele?

Cléia: Ele é um garoto gay muito acanhado, sabe? Ele é muito tímido mesmo chega a travar, como você viu. Não disse que é desses garotinhos, que você gosta?

Henrique: Sim, sim. Mas eu achei ele mais assustado do que tímido.

Cléia: Tá bom, vamos embora. Mas já sabe onde ele mora. Não achou ele bonitinho?

Henrique: Tá brincando? Ele muito mais bonito do que você descreveu. Mas, você já tinha mesmo falado de mim antes?

Cléia: Ah, sim falei. Mas, não exatamente de onde.

Henrique: Entendi. Tudo bem.

Do outro lado da porta, Yuta se abaixou encostado na porta.

Yuta: {Porque isso? Porque isso? Ela era legal comigo antes. Porque fomos gostar da mesma pessoa? Eu queria que nada disso tivesse acontecido. Como eu vou sair de casa agora?}

|||

Na fazenda, Igor colhia cenouras quando um carro entrou. O fazendeiro se levantou, sujo de terra, e deu alguns passos à frente.

Valdete: Olá Walker! Como vai?

Igor: Olá senhora. Você é àquela que é como se fosse a primeira dama daqui, certo? O que posso fazer para ajudar?

Valdete: Bem, meu marido está ocupado, então me pediu para vir avisar, que amanhã cedo, vem um topógrafo aqui, para calcular os metros quadrados da sua fazenda.

Igor: O quê? Mas, isso é necessário? É um costume aqui, porque eu não fiz nenhuma solicitação.

Valdete: Claro que não. Mas acontece que temos que verificar áreas onde animais selvagens estão aparecendo. Tem locais como cavernas e orlas de rios, entende? Essas áreas são da natureza...

A mulher começou a olhar ao redor.

Igor: Eu não autorizei ninguém a vasculhar as minhas terras ok? Isso serve para a senhora também.

Valdete: Calma, não precisa ficar assim ofendido. Queríamos te avisar para não se assustar se ver alguém pelas redondezas.

Igor: Se eu ver alguém pelas redondezas, vou responder como o meu velho respondia. Então sugiro que avise a eles, para tomar o cuidado de não pisar na minha fazenda.

Valdete: Nossa, eu imaginava que você fosse uma pessoa mais gentil.

Igor: E eu esperava que você soubesse, que não se pega o que não é seu. Entendo perfeitamente o que quer dizer com "cavernas". Se você acredita que esse ouro existe, procure em qualquer lugar que quiser, menos nas minhas terras! Eu não quero ser incomodado aqui.

Valdete: Por favor, entenda o que esse ouro pode representar para a nossa cidade. Estamos em busca de modernidades, e urbanização. Essa cidade sequer tem uma rodoviária decente! Se esse ouro for encontrando, muitas inovações serão feitas.

Igor: Ótimo. Se esse ouro for encontrar "fora" das minhas terras, vocês podem fazer o que quiserem com ele! Agora por gentileza, saia da minha fazenda, por favor!

A Mine entrou novamente no carro.

Valdete: Você deveria não ser tão egoísta. Suas terras já são às melhores e mais produtivas daqui. Você deveria dar a chance de todos aqui prosperarem.

Igor: Egoísta?

Igor chegou mais perto do carro de Valdete.

Igor: Mesmo que a terra não seja boa para todos. Vocês não vivem só de terra. Eu vejo aqui; as melhores refeições, cervejas, biscoitos e ração de animais, até ferramentas! Tudo que eu procuro eu encontro aqui! Enquanto alguns colocam os olhos na terras dos vizinhos, outros mostram o que podem fazer. Lamento por ver que a senhora, é a primeira situação.

A mulher não conseguiu responder, apenas sorriu, de uma forma falsa e saiu dirigindo o seu carro.

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Comments

Daniela Rodrigues

Daniela Rodrigues

tudo por culpa daquela carniça eu quero mata ela, quem se habilita para esconder o corpo.

2024-09-16

2

Tania Maria Rufino

Tania Maria Rufino

Nosso Deus! Que pessoas ambiciosas, e com o que é dos outros.

2024-09-16

2

Ver todos

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