Quando o assunto era sobre caráter, ele não só mostrava o seu, como sem medo algum, arrancava as máscaras para expor o caráter alheio.
_____________ II ___________________
Alguma minutos de silêncio se fizeram, antes da resposta de Yuta. Igor o olhava bem atento a suas expressões.
Yuta: De forma alguma seria a minha intenção o desapontar, mas eu não pretendo mesmo ficar. Então, se puder me levar para casa, eu agradeço.
Igor: Tudo bem. Será como você quiser. Podemos nos ver amanhã? Se você não tiver algum compromisso.
Yuta: Sim, eu adoraria.
Igor: Eu estou pensando em sairmos um pouco a noite. Mas queria te levar em outro lugar.
Yuta: É mesmo? Aonde?
Igor: Quando eu vim para a cidade, notei que tem um restaurante na parte alta da pista. Inclusive, é um ponto de paradas. Eu vi que tem uma sacada, com vista para a represa. Acho que é um lugar que você vai gostar.
Yuta: Eu adoraria conhecer mesmo. Então nos vemos amanhã.
Igor: Eu te busco as sete horas, pode ser?
Yuta: Sim. Perfeito. Estarei pronto.
Igor beijou o rosto de Yuta, e pegou a chave da caminhonete logo em seguida.
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Após se separarem, mesmo cada um nas suas casas; Igor e Yuta passaram a noite pensando um no outro. A companhia tão agradável, que fazia ambos amarem estar juntos era a mesma sensação que os dois tinham. A vontade de ser verem o tempo todo. Eles foram dormir, com esse pensamento.
Uma nova manhã ensolarada surgiu, e para o casal apaixonado, porém, visitas inusitadas prometiam muito tumulto aos dois.
Primeiramente, foi a manhã de Yuta. Ele estava concentrado escrevendo algumas anotações, nas quais colocaria no seu livro, posteriormente. Algo que era o costume dele, para garantir capítulos ricos em detalhes, porém, ele foi interrompido, por batidas em sua porta.
Ao se levantar da cadeira, ele guardou o caderno e a caneta em uma mesinha, e foi e abrir a porta. No mesmo instante, Cléia se apresentou ao lado de um homem, que ele nunca havia visto.
Cléia: Bom dia Yuta, esse é o Henrique, o rapaz que eu comentei com você antes. Eu contei a ele que você é escritor. Ele tem umas ideias, e eu tive que trazer ele aqui.
O Rapaz de cabelos negros e olhos verdes, tinha uma boa aparência e se vestia como um cowboy.
Henrique: Como vai Yuta?
Yuta: ...
Yura não conseguiu dizer uma palavra sequer.
Cléia: Ei!? Eu disse a ele que você era muito educado. Vai me fazer passar por mentirosa?
Henrique: Cléia, receio que ele não esteja bem no momento. Podemos voltar outro dia.
Cléia: Ele me parece ótimo. Qual é o problema Yuta?
Yuta: Eu... Eu não estou disponível hoje. Estou ocupado e não quero conversar com ninguém, nunca. Eu... Quero ficar sozinho, e quieto aqui.
Henrique: Tudo bem. Vamos embora.
Cléia: Sabe o que inspira ele? Eu posso te contar. Eu mesma vi ele, no rio e...
Yuta entrou e fechou a porta.
Henrique: Caramba Cléia!? O que você fez para ele ham? Coitadinho, ele parecia que ia ter um piripaque. Qual é o problema dele?
Cléia: Ele é um garoto gay muito acanhado, sabe? Ele é muito tímido mesmo chega a travar, como você viu. Não disse que é desses garotinhos, que você gosta?
Henrique: Sim, sim. Mas eu achei ele mais assustado do que tímido.
Cléia: Tá bom, vamos embora. Mas já sabe onde ele mora. Não achou ele bonitinho?
Henrique: Tá brincando? Ele muito mais bonito do que você descreveu. Mas, você já tinha mesmo falado de mim antes?
Cléia: Ah, sim falei. Mas, não exatamente de onde.
Henrique: Entendi. Tudo bem.
Do outro lado da porta, Yuta se abaixou encostado na porta.
Yuta: {Porque isso? Porque isso? Ela era legal comigo antes. Porque fomos gostar da mesma pessoa? Eu queria que nada disso tivesse acontecido. Como eu vou sair de casa agora?}
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Na fazenda, Igor colhia cenouras quando um carro entrou. O fazendeiro se levantou, sujo de terra, e deu alguns passos à frente.
Valdete: Olá Walker! Como vai?
Igor: Olá senhora. Você é àquela que é como se fosse a primeira dama daqui, certo? O que posso fazer para ajudar?
Valdete: Bem, meu marido está ocupado, então me pediu para vir avisar, que amanhã cedo, vem um topógrafo aqui, para calcular os metros quadrados da sua fazenda.
Igor: O quê? Mas, isso é necessário? É um costume aqui, porque eu não fiz nenhuma solicitação.
Valdete: Claro que não. Mas acontece que temos que verificar áreas onde animais selvagens estão aparecendo. Tem locais como cavernas e orlas de rios, entende? Essas áreas são da natureza...
A mulher começou a olhar ao redor.
Igor: Eu não autorizei ninguém a vasculhar as minhas terras ok? Isso serve para a senhora também.
Valdete: Calma, não precisa ficar assim ofendido. Queríamos te avisar para não se assustar se ver alguém pelas redondezas.
Igor: Se eu ver alguém pelas redondezas, vou responder como o meu velho respondia. Então sugiro que avise a eles, para tomar o cuidado de não pisar na minha fazenda.
Valdete: Nossa, eu imaginava que você fosse uma pessoa mais gentil.
Igor: E eu esperava que você soubesse, que não se pega o que não é seu. Entendo perfeitamente o que quer dizer com "cavernas". Se você acredita que esse ouro existe, procure em qualquer lugar que quiser, menos nas minhas terras! Eu não quero ser incomodado aqui.
Valdete: Por favor, entenda o que esse ouro pode representar para a nossa cidade. Estamos em busca de modernidades, e urbanização. Essa cidade sequer tem uma rodoviária decente! Se esse ouro for encontrando, muitas inovações serão feitas.
Igor: Ótimo. Se esse ouro for encontrar "fora" das minhas terras, vocês podem fazer o que quiserem com ele! Agora por gentileza, saia da minha fazenda, por favor!
A Mine entrou novamente no carro.
Valdete: Você deveria não ser tão egoísta. Suas terras já são às melhores e mais produtivas daqui. Você deveria dar a chance de todos aqui prosperarem.
Igor: Egoísta?
Igor chegou mais perto do carro de Valdete.
Igor: Mesmo que a terra não seja boa para todos. Vocês não vivem só de terra. Eu vejo aqui; as melhores refeições, cervejas, biscoitos e ração de animais, até ferramentas! Tudo que eu procuro eu encontro aqui! Enquanto alguns colocam os olhos na terras dos vizinhos, outros mostram o que podem fazer. Lamento por ver que a senhora, é a primeira situação.
A mulher não conseguiu responder, apenas sorriu, de uma forma falsa e saiu dirigindo o seu carro.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Daniela Rodrigues
tudo por culpa daquela carniça eu quero mata ela, quem se habilita para esconder o corpo.
2024-09-16
2
Tania Maria Rufino
Nosso Deus! Que pessoas ambiciosas, e com o que é dos outros.
2024-09-16
2