Mesmo com os seus princípios, ele também era humano, e tinha fraquezas como qualquer um.
_____________ II ___________________
Igor: Moça... Você está complicando tudo... Eu preciso ir embora, não me sinto bem.
Cléia: Vai ficar melhor depois do café. Eu garanto para você! Só senta aqui um pouquinho. Que tipo de pessoa eu seria se deixasse você ir para casa assim?
Igor: Certo... Nesse caso, você tem razão.
Cléia: Eu já estou preparando.
Igor olhou ao redor, e o lugar parecia pequeno. Ele se sentiu um pouco sufocado. Cléia voltou com uma xícara de café, vestindo uma camisola de seda, na cor preta. Uma das alças caídas mostrava o ombro. Cléia, se insinuou o máximo que pode.
Cléia: Você deve ter muitas namoradas por aí não é?
Igor: Não. Eu não tenho tempo para isso... Esse café, está muito amargo.
Cléia: Ai, que cabeça a minha. Só um momento vou pegar mais açúcar. Aqui, está. Deixa que eu coloco Lara você.
Igor: {Não estou me sentindo melhor... Muito pelo contrário...}
Cléia derrubou açúcar nas pernas de Igor. E rapidamente, passou a mão para limpar.
Cléia: Que coisa... Você me deixa muito nervosa...
Igor: Moça, por gentileza, não faça isso... Você...
Cléia começou a acariciar Igor, e avançou, beijando o pescoço dele. Em seguida, a mulher se sentou no colo dele, e continuou beijando Igor, até que ele começou a corresponder, incentivando pela tensão que sentia em seu corpo, e as carícias ousadas da mulher.
A mente de Igor, se esvaziou, a visão ficou totalmente turva. Ele sentia somente seu corpo, reagindo as provocações, se mantia acordado, e em movimento. Ainda naquela cadeira, e ainda com uma de suas mãos segurando a xícara de café.
[...]
Pela manhã, Igor acordou com dor de cabeça. O cheiro de tinta desagradável, invadiu suas narinas, e ao abrir seus olhos, ele se levantou imediatamente, muito confuso.
Igor: Onde eu estou?
Cléia: Oiii! Já acordou?
Cléia estava no canto da pequena sala, segurando um pincel em suas mãos, em frente à um cavalete.
O rosto sério de Igor, foi desconfortável aos olhos dela.
Igor: Onde está a minha roupa?
Cléia: Por mim, eu nem diria. Você é uma obra de arte sabia?
Igor: Eu quero as minhas roupas agora.
Cléia: Calma, eu lavei. Estão secando. Tem uma toalha aí, para você tomar um banho. Eu fiz nosso café da manhã.
Cléia sorriu.
Igor pegou a toalha, e enrolou na cintura. Em seguida, foi até a mesa e pegou suas chaves, e a carteira.
Cléia: O que está fazendo?
Igor: Vou embora.
Cléia: Calma, a gente não vai tomar café juntos? Espera um pouco, suas roupas já vão secar. E depois... Ontem foi tão bom que...
Igor: Não vai acontecer novamente. Eu não estava respondendo por mim mesmo. E acredito que você sabia disso perfeitamente. Sua conduta foi muito desagradável.
Cléia: Não parecia desagradável ontem não é?
A mulher parou na frente de Igor.
Cléia: Porque você está lutando contra? A atração entre nós dois é perfeitamente normal. Você fala como se eu fosse desagradável.
Igor: Você é desagradável moça.
Cléia: Para de me chamar de moça! E porque está falando assim comigo?
Igor: Eu dormi com você ontem. É só isso. Não crie histórias na sua cabeça. Quando eu vi você pela primeira vez, até achei uma moça bonita, mas... Francamente... É melhor eu te dar um conselho. Não se joga assim para cima dos outros!
Cléia: Eu me joguei!? Você não resistiu ao meu charme. E falar assim... Parece que você está me ofendendo agora?
Cléia falou com um tom choroso.
Igor: Moça, isso de onde eu venho, tem um nome muito mais ofensivo. E as pessoas que se comportam assim como você, não são respeitadas. Eu vou embora. Me dê minhas roupas como estão.
Cléia: Não. Espera um pouquinho elas...
Igor deu as costas, e saiu apenas com a toalha enrolada em sua cintura. Entrou em sua caminhonete, e deu partida.
Cléia: IGOR! Você não pode sair assim!? Você... Vai mesmo me deixar assim?
O carro sumiu dos olhos de Cléia.
Cléia: Que homem difícil! Eu nunca conheci alguém assim como ele. É óbvio que você não vai se livrar de mim tão cedo, Igor!
|||
Igor voltou para sua casa, e se apressou para cuidar de seus animais e do serviço atrasado. Mas assim que a tarde caiu, ele começou a se sentir mal. Novamente a cabeça ficou dolorida, e a tontura o assustou.
Igor: Só tem telefone por aqui, e maioria da cidade não usa celular. Se eu conseguisse ligar para aquele doutor... O pior é que nem sei o número dele.
Totalmente exausto, Igor deitou na cama, e ficou ali, sofrendo com os sintomas desagradáveis.
[...]
Quando amanheceu, s senhora Melinha entrou na fazenda. Ela caminhou até a varanda da casa, e bateu na porta de madeira.
Melinha: Menino Walker!
Após três batidas, a senhora escutou o barulho de chinelos se arrastando até a porta.
Melinha: Desculpa menino, você deve estar ocupado é que eu...
Igor assustou a senhora, ao se apresentar com o rosto pálido e os olhos fundos.
Melinha: Céus menino!? O que houve com você? Adoeceu?
Igor: Acho que... Sim. Eu não consegui ir até o Doutor ontem. Achei que se dormisse eu melhoraria, mas... Acho que não melhorei, não.
Melinha: Eu vou chamar o Doutor aqui! Continua deitadinho.
Igor: Obrigada.
Melinha: Aí céus! Que perigo você morar aqui sozinho. Se você caísse ontem, não tinha ninguém para levantar você meu menino!
A senhora pegou o telefone do gancho, no canto da parede e discou um número.
Melinha: Oi Menino Doutor! Se vem aqui para o Rancho Verde correndo! O Menino Walker não está nada bem. Ele tá branco!
[Doutor Harold: Senhora Melinha, eu levo uns quinze minutos para chegar. Ele está consciente?]
Melinha: O Doutor quer dizer; acordado? Ele tá sim, por enquanto.
[Doutor Harold: Certo. Entendi. Eu já Estou indo.]
A Senhora colocou o telefone de volta no gancho, e voltou para perto de Igor.
Melinha: Se se aguenta firme aí. O Menino Doutor já está chegando viu? Fica quietinho.
Igor: Obrigado senhora.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Lary
tava demorando igorrrrrr... finalmente
2025-01-21
2
Rewi
putinha oferecida hein
2024-10-02
2
Tania Maria Rufino
Essa mulher me dá asco.😡 Quero arrancar as unhas dela, uma por uma.
2024-08-29
0