"A sua beleza, e o seu sorriso, eram notados e apreciados por todos naquele lugar. E ganhar a amizade dele, era como ganha um prêmio."
_____________ II ___________________
Cléia bebeu toda a cerveja acompanhando Igor, e quando a sua esvaziou primeiro, a mulher jogou as migalhas de folhas secas.
Cléia: Emily! Enche mais aqui! Para ele também.
Emily: O Cléia, duas canecas é o limite para você ham? Não vai fazer ninguém te levar para casa, a menos que seja o Doutor, já que ele está aqui hoje não é?
Cléia: Para de se chata Emily, tenho certeza que o Doutor não vai se importar de me ajudar se for o caso. E aí, você cuida do Igor, se é que vai precisar não é? Ele já provou que é bem forte.
Emily: É verdade...
A moça encheu as duas canecas, e colocou no balcão, rapidamente, Cléia pegou a caneca que não era dela, e passou a sua para Igor.
Emily: Até agora o Red tem se provado bem forte para a minha cerveja artesanal. Fiquei até chateada.
Igor: Não fique. Eu vim da cidade, lá a cerveja não é natural, é mais álcool do que fermentação, então, qualquer um de lá, não vai cair fácil com a sua.
Emily: Entendi.
Igor virou a cerveja sem pensar.
Igor: Essa está um pouco diferente...
Cléia arregalou os olhos preocupada.
Cléia: {Como ele percebeu? Essa erva quase não tem sabor.}
Emily: Ué? Como assim diferente?
Igor: Não sei dizer bem. Mas me pareceu com um sabor diferente, mais amargo.
Cléia: Você deve estar sentindo diferença por causa do limão que está comendo junto com o torresmo.
Igor: É... Pode ser isso mesmo.
Emily: Eu vou ver se essa máquina está na temperatura correta. Beber a cerveja quente também altera o sabor.
Emily preocupada, foi analisar a máquina. Igor continuava comendo, e pegou mais uma caneca de cerveja. Em momento algum, Cléia saiu de perto dele. Até que quarenta e cinco minutos depois, Igor começou a se sentir estranho.
Ele olhava para frente, e via Emily atrás do balcão, com os lábios maiores do que o normal.
Igor: {Que isso?}
A visão meio embaçada, pregava peças nele. Ele olhou ao redor, e todas as pessoas pareciam ter lábios e olhos maiores que o normal.
Cléia: Ai, acho que exagerei. Não estou me sentindo bem. Vou ver se o Dout... Ah, não! Ele já foi embora. Igor?
Igor: Ham?
Igor olhou para Cléia, e o mesmo se aplicou a ela. A mulher estava com os lábios e os olhos enormes. Ela jogou o cabelo para trás, e evidenciou seu decote.
Cléia: Pode me levar para casa? Eu não estou muito bem, e sabe como é... Quando estamos assim a melhor coisa para se fazer é ir para casa.
Igor: Tá... Emily?
Emily: Oi? Já vai?
Igor: Vou... Aqui, a conta.
Igor segurou a mão da moça e coloco duas notas de cem.
Emily: Isso é muito. Deu oitenta o seu, com um descontinho amigável.
Igor: Não... pode pegar o troco.
Emily: Ok, o troco é vinte, pega de volta essa nota aqui Red!
Igor foi saindo ao lado de Cléia.
Emily: Ai ai, que coisa. Vou deixar ele comer de graça depois para compensar. Lá vai àquela vadia conseguindo carona de novo.
Doutor Harold: O que disse?
Emily: Doutor!? Não tinha ido embora?
Doutor Harold: Fui só ao banheiro. E quando estavam voltando vi você falando sozinha.
O homem riu
Emily: Ah, é que a Cléia não tem vergonha na cara.
Doutor Harold: Acho que ela é muito carente. Está morando sozinha, não tem família por perto. E as vezes, ela nem tem o que fazer para comer sabia?
Emily: Ah, sério? Isso foi o que ela te falou para ficar com pena?
Doutor Harold: Não. Eu realmente vi. Levei ela para casa, e ela insistiu em me fazer um café para pagar a carona. Ela abriu a dispensa na minha frente. Só tinha um pote se açúcar, e meio saco de café, o que ela fez para nós. Eu mandei uma caixa de suprimentos para ela.
Emily: É... Disso eu não sabia. Mas, mesmo assim, porque ela não tenta trabalhar não é? Tem muitas fazendas precisando de ajuda. E outros comércios também. Ela quer viver de arte. Os quadros feios que ela faz, já viu?
Doutor Harold: Sim. E concordo com você. Ela deveria arrumar um emprego. É jovem não tem filhos, e tem tempo de sobra.
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Igor dirigiu com muito cuidado, forçando sua mente a olhar o caminho com cautela. Finalmente, ele parou em frente a casa de Cléia.
Igor: É aqui não é?
A mulher não respondeu
Igor: Moça?
Ao olhar para o lado, ele viu Cléia de olhos fechados.
Igor: Você dormiu? Vamos moça! Acorda!
Ele empurrou a mulher meio bruscamente.
Cléia: {Que idiota! Vai ficar me balançando assim? Será que ele não vai me levar para dentro? Ai, que droga!}
Igor: Moça!
Cléia: Ham? Já chegamos?
Igor: Sim, pode descer.
Cléia: Ei... Igor?
A mulher aproximou seu rosto do dele.
Igor: {O que ela está fazendo?}
Cléia: Queria te agradecer por me trazer em casa...
A mulher apoiou a mão na coxa de Igor e beijou seu rosto lentamente.
Igor: Ok... Pode...
A mão desceu mais, e Igor ficou paralisado.
Igor: Você... Está passando dos limites. Sai do carro!
Cléia: Será que você quer mesmo que eu saia do carro?
Igor: Eu não estou me sentindo nada bem... A minha cabeça está... Sei lá, só não faça isso!
Igor segurou a mão da mulher, e afastou de suas pernas.
Cléia: Eu não vou descer do carro, se você não aceitar entrar e tomar um café comigo. Assim você volta melhor para casa também.
Igor: Não quero. Vou direto para minha casa.
Cléia: Então eu vou com você.
Igor: Nada disso! Você desce aqui!
Cléia: Porque está sendo tão estúpido assim?
Igor: Eu nunca fui gentil, eu sou assim mesmo. Se não sair do carro, eu...
A cabeça de Igor, parecia cada vez mais confusa.
Cléia: Tá bom, eu vou descer. Pode ao menos abrir o portão para mim? Não vou conseguir levantar àquela madeira.
Igor: Ok.
Igor desceu do carro e tirou a madeira horizontal que fechava o portão. Em seguida, voltou para o carro. Cléia estava do lado de fora olhando para ele. Quando Igor foi virar a chave de sua caminhonete, ela não estava no contato.
Cléia: Igor!! Agora você vai aceitar o meu café!
A mulher balançou a chave, olhando para ele.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Elly anjos
misericórdia que oferecida descarada
2024-11-08
0
Cida Domiciano
já tá chata essa garota oferecida tira ela do pé dele
2024-10-30
0
Liliane Alves
Essa paga vergonha no débito mesmo.../Facepalm/
2024-10-02
0