Estou muito bem trabalhando com meu pai, está sendo incrível aprender com ele que eu tanto admiro, pois além de ser meu pai, ele é o melhor criminalista do estado, um dos melhores do país.
Meu pai me pediu para fazer umas cópias para ele, só que o papel da minha impressora acabou e o office não está aqui para buscar folhas para mim.
— Papai vou buscar papel, o da minha impressora acabou. — aviso pelo o ramal.
— Tudo bem princesa, quando voltar trás um café pro papai, por favor?
— Trago sim papai, mais alguma coisa?
— Peça para entregar umas flores pra sua mãe.
— Rosas vermelhas?
— Sim.
— Algum cartão?
— Não, peça aqueles bombons que ela gosta também.
— Tá.
— Obrigada princesa.
— Por nada papai.
Ligo para a floricultura e peço para entregarem um buquê de rosas vermelhas e os chocolates para minha mãe.
Esses dois são lindos juntos, um amor desse é raro e ainda bem que aquela loira do mal não conseguiu separá-los.
Vou direto para o almoxarifado pegar meu papel.
— Boa tarde, pode me dar uma resma de papel, por favor? — peço para o rapaz que trabalha aqui.
— Você pode esperar só um minuto, vou guardar essas caixas e já volto. — ele diz.
— Tudo bem, eu espero.
Tiro meu celular do bolso e há uma mensagem do meu amor dizendo que está com saudades, sorrio, pois nos vimos na hora do almoço.
— Olha só quem está aqui. — viro para trás e vejo o namorado da Duda. — Olá.
— Oi. — digo sem olhar muito para ele.
— É o seguinte, você vem comigo e vai vir bem quietinha se não quiser morrer.
— Está louco?! Eu não vou a lugar nenhum com você.
— Você vem. — ele diz mostrando a arma para mim. — Nem se atreva a abrir a boca para gritar, tem um homem em frente a escola dos seus irmãos só esperando minhas ordens. — ele mostra uma foto dos meus irmãos entrando na escola.
— Eu vou, não faça nada com meus irmãos, eu faço o que você quiser.
— Vai na frente e não tenta nenhuma gracinha ou seus irmãos já eram.
— Ok.
Caminha na frente dele, tento sinalizar algo para os seguranças, mas nenhum deles olham para mim.
— Como conseguiu entrar aqui?
— Com o meu crachá, sua priminha conseguiu esse emprego para mim, ela é até gostosinha, mas muito travada, diferente de você que de longe se nota que é uma tentação.
— Você é um doente e nojento! O que quer? Dinheiro?
— Nem tudo é sobre o dinheiro riquinha.
Ele está há uma distância segura de mim para ninguém desconfiar, mas dado momento eu parto de uma vez e dou uma cotovelada no nariz dele e logo o segurança que está passando por nós corre para ver o que aconteceu.
— Ele está armado e estava tentando me levar! Reforcem a segurança na escola dos meus irmãos, pois tem gente lá na frente!
— Vou mandar reforços agora e chamar a polícia.
— Sua v*gabunda! Isso não vai ficar assim! — ele saca a arma e atira no segurança e sai correndo.
— Você é um nojento! — Grito para ele ouvir. — Tudo bem aí? — pergunto para o segurança.
— Sim, pegou de raspão.
— Que bom, peça reforços para a escola dos meus irmãos.
— Vou fazer isso agora mesmo.
— Luíza?! O que está acontecendo aqui? — Duda pergunta.
— Vem Duda, deixa eu te explicar.
Conto para ela tudo o que aconteceu e ela chora e as culpa por ter posto minha vida e dos meus irmãos em risco, mas ela não tem culpa, afinal quem é ruim não vem com um aviso na testa que é ruim.
— Desculpa Luíza. — ela diz chorando.
— Está tudo bem, por sorte nada aconteceu.
— Ainda bem que o tio Caio ensinou vocês a se defenderem.
— Ensinou sim e ainda bem que eu não tinha uma arma comigo, senão teria metido uma naquele desgraçado.
— Eu estou com medo, ele deve está com muita raiva de nós, deve vir atrás de nós Luíza!
— Calma! Temos muito seguranças.
— Mesmo com segurança, essas pessoas ainda conseguem se aproximar de nós.
— Por isso temos que ter cuidado com quem nos envolvemos e deixamos entrar em nossa casa.
— Eu acho que nunca mais quero namorar na vida.
— Como vocês se conheceram mesmo?
— Em uma dessas conferências de advocacia, ele sentou ao meu lado e pediu uma caneta emprestada e puxou assunto comigo e logo trocamos telefone e marcamos de sair, ele parecia ser o cara perfeito.
— As aparências enganam, com certeza ele se aproximou de você sabendo exatamente quem você era.
— Mas, porque ele queria te levar e não levou a mim que era mais fácil?
— Acho que a questão dele deve ser com meu pai, deve ter alguma ligação com alguém que meu pai colocou atrás das grades ou talvez tenha relação com a Samantha, que também quer fazer mal pra minha família e até agora ninguém conseguiu encontrar essa cretina.
— Essa história está me deixando com mais medo ainda.
— Calma Duda, ninguém vai fazer nada.
— Meus amores?! Vocês estão bem? — Ruan corre e abraça nós duas, dá um beijo na testa da Duda e um selinho em mim.
— Está bem graças a Luíza irmão, se ela não fosse tão brava ele a teria levado.
— Ele te machucou, meu amor? — ele pergunta para mim.
— Não! Ele nem encostou em mim.
— Ainda bem, mas você não deve fazer isso meu amor, não gosto nem de pensar que ele poderia fazer algo com você. — ele diz e me dá um selinho.
— Eu sei me defender.
— Que bom que sabe, mas é perigoso.
— Melhor do que ele me levar não sei lá para onde e ele estava aramado.
— Mas você se arriscou amor, não quero que nada te aconteça.
— Está tudo bem amor.
— Não quero que nada aconteça com você também Duda, nem com você e nem com nossa irmã. — Ruan diz para Duda que só faz chorar.
— Desculpa irmão.
— Não chora, prometemos sempre cuidar um do outro, lembra? — Ruan pergunta para Eduarda.
— Lembro sim, e também que juntos cuidaríamos da Manu.
— Isso mesmo. — ele diz e os dois se abraçam.
Essa promessa dos dois tem uma grande significado, pois eles passaram por muitas dificuldades.
Ruan, Eduarda e Manuela tiveram um começo de vida bem difícil, os três viviam com a mãe biológica em uma casinha em um bairro na periferia e ela era usuária de drogas.
Os três passam muita fome, só não era pior, pois os vizinhos ajudavam, mas muitas vezes só davam comida para a Manu que era a mais nova.
A mãe deles se foi e eles tiveram a sorte da minha tia estar fazendo trabalho para uma ONG naquele dia e ter visto os três sozinhos, sujos, famintos e muito magros, Manu tinha um ano e estava muito abaixo do peso.
Eles foram colocados em abrigos separados, o que foi ruim para eles, pois eram muito apegados um ao outro, tanto que os três dormiam juntos. Minha tia lutou na justiça com a ajuda do meu pai e dos meus tios e conseguiu a guarda provisória dos três e posteriormente a definitiva.
— Você está bem, filha? — meu pai pergunta se aproximando e eu corro para abraçá-lo.
— Estou papai.
— Ele te machucou?
— Não, mas eu fiquei com medo de ele machucar meus irmãos, ele me mostrou fotos deles entrando na escola.
— Não se preocupe, seus irmãos já estão em casa, a segurança deles foi reforçada e a polícia acionada.
— Está ficando cada vez mais difícil papai, nós não podemos viver em paz, primeiro foi essa história da Samantha e agora isso. Será que os dois estão juntos nessa?
— Não faço ideia, mas só sei de uma coisa, aquela loira dos infernos tem alguém muito poderoso por trás dela, pois se escondeu de tal forma que ninguém consegue encontrar.
— Tio me desculpa, coloquei a Lulu em risco e os também seus outros quatro filhos. — Duda diz.
— Não se culpe meu amor, você não tinha como saber, vem aqui. — meu pai a chama e ela se junta ao nosso abraço. — Não foi culpa sua. — meu pai diz e beija o topo da cabeça dela.
— Mas eu que coloquei ele aqui dentro.
— Não se culpe meu bem. — meu pai diz. — Vamos todos para casa, ninguém tem mais cabeça para trabalhar hoje.
— Eu vou pra casa dos meus pais, não vou ficar sozinha no meu apartamento. — Duda diz.
— Eu vou te levar. — Ruan diz. — Depois eu vou ficar com você amor. — ele diz para mim.
— Tudo bem, tomem cuidado.
Ruan me dá um selinho e sai junto com Duda.
— Gente, eu fiquei sabendo agora. — minha mãe diz as aproximando. — Tudo bem filha?
— Sim mamãe. — ela me abraça.
— Temos que pegar quem está por trás disso! Eu não quero que nada aconteça conosco. — minha mãe diz.
— Estamos fazendo o possível vida. — meu pai diz.
— Pois trate de fazer o impossível, temos duas crianças na escola, duas adolescentes e uma grávida e sem contar nessa aqui que bancou a heroína. — minha mãe diz.
— Ninguém vai encostar em vocês amor. — meu pai diz. — Vamos para casa?
— Vamos.
Eu deixo meu carro aqui para a segurança levar e volto junto com meu pai e com minha mãe.
Os dois sobem as escadas de mãos dadas, minha mãe segurando o buquê e meu pai beijando seu pescoço, os dois já vão aprontar um pouco, esses dois são puro fogo.
Vou até a cozinha fazer um lanchinho, pois estou com fome.
— Oi Môni. — digo entrando na cozinha.
— Oi Lulu. — todos amam me chamar pelo meu apelido de criança.
— Estou com fome, o que fez hoje?
— Só coisa que engorda com você diz, sua mãe pediu, já que seus irmãos chegaram mais cedo, ela disse que vão comer umas besteiras e assistir filmes.
— Hum, e o que você fez?
— Empadas de frango, coxinhas e batatinha, mas tudo assado na fritadeira sem óleo.
— Aí que ótimo! Vou querer tudo. — digo indo pegar a comida.
— Pode deixar que eu pego pra você, vai querer na sala de jantar?
— Não! Eu gosto de comer aqui nessa ilha, temos uma cozinha tão bonita e ninguém nem usa muito, eu amo a ilha dessa cozinha, acho linda.
Mônica me serve de duas empadas, algumas mini coxinhas, babatinhas e um copo de suco de goiaba.
— Essa cozinha é muito bonita mesmo, sua mãe tem um bom gosto.
— Tem sim, principalmente pra homens, porque meu pai é um sonho. — digo e nós duas sorrimos.
— Essa sorte eu não tive, o senhor Caio, além de muito bonito é muito bom com sua mãe, digo, pois trabalho aqui desde antes de você nascer e vi os dois desde o comecinho.
— Como conheceu minha mãe?
— Ah, eu comecei a trabalhar aqui ainda muito nova, tinha acabado de me formar, tinha dezenove anos, foi quando seu pai comprou a outra casa, onde eu comecei a trabalhar, a que ele vendeu, isso tudo antes de vocês nascerem, ele tinha uma casa, menor do que essa e tinha o apartamento, aí nós ficávamos revesando entre a casa e o apartamento, pois como você sabe seu pai é muito sistemático em relação a segurança, então onde ele fosse ficar nós íamos, numa dessas conheci sua mãe, ela era tão linda, ainda é, mas era muito jovem e de longe se via que ela era muito apaixonada pelo seu pai e ele por elas, mas fazia maior pose de durão, o tempo foi passando e quando percebemos sua mãe já estava morando com ele no apartamento e ele vendeu a casa, ai depois ele comprou essa, pra caber todos. Seu pai depois que assumiu o amor que sentia por sua mãe colocou o mundo aos pés dela, mas sua mãe nunca se deslumbrou com nada e nem com tudo que seu pai tinha e também nunca mudou, ela sempre foi a mesma pessoa, ela sempre gostou de comer na cozinha e de conversar com os funcionários e isso ela passou pra vocês, vocês são exatamente como ela. — ela diz e eu sorrio.
— Eu sou muito grata por ela ter nos ensinado esses valores.
— Seu pai era mais fechado quando morava sozinho, mas depois que sua mãe veio morar com ele, ele mudou muito, ela fez ele se acostumar a comer na cozinha e levar uma vida mais simples, na verdade os dois se completam.
— Ele são lindos juntos mesmo.
— São, fiquei tão triste quando achei que a dona Raquel ia se separar dele.
— Eu também, ainda bem que só passaram uma noite separados, meus pais nasceram um para o outro.
— Com certeza.
— E sua filha como está?
— Muito bem, sou muito grata aos seus pais por pagarem a escola dela.
— E como ela está na escola?
— Bem demais, está no nono ano, ano que vem já começa o ensino médio, as notas estão ótimas.
— Que bom.
— Tenho que honrar o dinheiro que os seus pais pagam.
— Eles fazem de coração, pode ter certeza disso.
— Eu sei que sim.
— Ela está com quantos anos mesmo?
— Quatorze.
— Uma mocinha já.
— Já, mas acho que ainda fui mãe tarde demais, sua mãe é só um ano mais nova que eu e tem vocês que já são mulheres feitas.
— Que nada, você é jovem aínda e muito bonita. Tem namorado Môni?
— Tenho, mas eu na minha casa e ele na dele, tenho uma filha adolescente e todo cuidado é pouco, sem contar que minha irmã mora comigo.
— Ah! Você está certa.
— E você e o Ruan hein? Quem diria. — eu sorrio.
— Eu sempre fui apaixonada por ele Môni, eu amo aquele homem, olha o anel que ele me deu. — digo estendendo a mão para ela.
— É lindo! Vão casar logo?
— Ano que vem, depois que eu me formar.
— Que bom que você está com quem você ama, não tem nada melhor que isso.
— É sim.
— Eu amei muito o pai da Isa, mas ele não prestava, foi só dizer que estava grávida que ele deu no pé.
— Ele nunca te ajudou com nada Môni?
— Não! E só registrou a menina depois de fazer DNA, deu vontade de esfregar o exame na cara dele, eu só ficava com ele e ele sabia disso, mas caiu na pilha da mãe dele.
— Sogras! Ainda bem que a minha me ama. — nós duas sorrimos.
— Também é sua tia!
— Então... Mas falando sério Môni, deveria ter colocado ele na justiça, meus pais teriam ajudado você.
— Nunca precisamos daquela traste pra nada e também na justiça ele ia poder ficar com ela aos finais de semana e eu não quero minha filha metida no meio deles, a casa dele é muito mal frequentada e minha filha é menina e também ele tinha que fazer a parte dele sem ter que ser obrigado pelo juiz.
— Eu te entendo Môni, bom que você está conseguindo e sua filha é linda e inteligente e quem perder é ele por ter perdido a infância da filha.
— Exatamente.
— Aí Môni isso está uma delícia, essa sua massa de empada é deliciosa. — ela sorri.
— Eu ouvi empada? — Ruan se aproxima e me dá um beijo na bochecha e Mônica sorri. — Oi Mônica.
— Oi senhor Ruan.
— Não... senhor não Mônica! Só Ruan mesmo.
— Ok.
— Tem pra mim também? — ele diz aprontando para o meu parto.
— Claro! — ela serve Ruan.
— Cheiro de comida boa! — Laura se aproxima. — Quero! Mas quero tudo em dobro, pois estou comendo por dois.
— Senta aí Lalá. — Mônica diz.
— Quando vamos ter um também hein amor? — Ruan pergunta se referindo a quando vamos ter filhos.
— Depois de casar amor.
— Acho bom mesmo! Já basta essa senhorita que me fez ser avô antes dos sessenta. — meu pai se aproxima.
Ele está usando uma regata branca e um calção de tecido fino de cor preta, olhando assim nem parece que já tem cinquenta anos, meu velho está com tudo em cima.
— Vai dizer que não está adorando a ideia de ser avô? — Laura pergunta.
— Estou sim minha princesa, mas as outras duas não precisam seguir o mesmo rumo não ouviu. — meu pai diz olhando para Ruan e para mim.
— Pode deixar papai! Só depois de casar.
— Acho bom mesmo!
Logo chega minha mãe, os gêmeos, as gêmeas, Letícia e Lucas e Gabriel.
Nossa reunião acontece aqui na cozinha mesmo com muitas risadas e muita bagunça.
É tão bom está assim que até conseguimos esquecer que tivemos um dia tenso hoje.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Juliete Figueiredo
concordo plenamente, assalto tudo bem, eu nao reagiria, mas sequestro só se fosse pega distraída. E o dispositivo de alerta, elas não usam mais?
2025-02-26
2
Maristela Cuoghi
parabéns autora estória maravilhosa
2025-04-01
1
Quase cinquentona🥴🥺😔😩
Pior que é verdade 🥴
2025-01-17
2