Capítulo 12

Estou muito bem trabalhando com meu pai, está sendo incrível aprender com ele que eu tanto admiro, pois além de ser meu pai, ele é o melhor criminalista do estado, um dos melhores do país.

Meu pai me pediu para fazer umas cópias para ele, só que o papel da minha impressora acabou e o office não está aqui para buscar folhas para mim.

— Papai vou buscar papel, o da minha impressora acabou. — aviso pelo o ramal.

— Tudo bem princesa, quando voltar trás um café pro papai, por favor?

— Trago sim papai, mais alguma coisa?

— Peça para entregar umas flores pra sua mãe.

— Rosas vermelhas?

— Sim.

— Algum cartão?

— Não, peça aqueles bombons que ela gosta também.

— Tá.

— Obrigada princesa.

— Por nada papai.

Ligo para a floricultura e peço para entregarem um buquê de rosas vermelhas e os chocolates para minha mãe.

Esses dois são lindos juntos, um amor desse é raro e ainda bem que aquela loira do mal não conseguiu separá-los.

Vou direto para o almoxarifado pegar meu papel.

— Boa tarde, pode me dar uma resma de papel, por favor? — peço para o rapaz que trabalha aqui.

— Você pode esperar só um minuto, vou guardar essas caixas e já volto. — ele diz.

— Tudo bem, eu espero.

Tiro meu celular do bolso e há uma mensagem do meu amor dizendo que está com saudades, sorrio, pois nos vimos na hora do almoço.

— Olha só quem está aqui. — viro para trás e vejo o namorado da Duda. — Olá.

— Oi. — digo sem olhar muito para ele.

— É o seguinte, você vem comigo e vai vir bem quietinha se não quiser morrer.

— Está louco?! Eu não vou a lugar nenhum com você.

— Você vem. — ele diz mostrando a arma para mim. — Nem se atreva a abrir a boca para gritar, tem um homem em frente a escola dos seus irmãos só esperando minhas ordens. — ele mostra uma foto dos meus irmãos entrando na escola.

— Eu vou, não faça nada com meus irmãos, eu faço o que você quiser.

— Vai na frente e não tenta nenhuma gracinha ou seus irmãos já eram.

— Ok.

Caminha na frente dele, tento sinalizar algo para os seguranças, mas nenhum deles olham para mim.

— Como conseguiu entrar aqui?

— Com o meu crachá, sua priminha conseguiu esse emprego para mim, ela é até gostosinha, mas muito travada, diferente de você que de longe se nota que é uma tentação.

— Você é um doente e nojento! O que quer? Dinheiro?

— Nem tudo é sobre o dinheiro riquinha.

Ele está há uma distância segura de mim para ninguém desconfiar, mas dado momento eu parto de uma vez e dou uma cotovelada no nariz dele e logo o segurança que está passando por nós corre para ver o que aconteceu.

— Ele está armado e estava tentando me levar! Reforcem a segurança na escola dos meus irmãos, pois tem gente lá na frente!

— Vou mandar reforços agora e chamar a polícia.

— Sua v*gabunda! Isso não vai ficar assim! — ele saca a arma e atira no segurança e sai correndo.

— Você é um nojento! — Grito para ele ouvir. — Tudo bem aí? — pergunto para o segurança.

— Sim, pegou de raspão.

— Que bom, peça reforços para a escola dos meus irmãos.

— Vou fazer isso agora mesmo.

— Luíza?! O que está acontecendo aqui? — Duda pergunta.

— Vem Duda, deixa eu te explicar.

Conto para ela tudo o que aconteceu e ela chora e as culpa por ter posto minha vida e dos meus irmãos em risco, mas ela não tem culpa, afinal quem é ruim não vem com um aviso na testa que é ruim.

— Desculpa Luíza. — ela diz chorando.

— Está tudo bem, por sorte nada aconteceu.

— Ainda bem que o tio Caio ensinou vocês a se defenderem.

— Ensinou sim e ainda bem que eu não tinha uma arma comigo, senão teria metido uma naquele desgraçado.

— Eu estou com medo, ele deve está com muita raiva de nós, deve vir atrás de nós Luíza!

— Calma! Temos muito seguranças.

— Mesmo com segurança, essas pessoas ainda conseguem se aproximar de nós.

— Por isso temos que ter cuidado com quem nos envolvemos e deixamos entrar em nossa casa.

— Eu acho que nunca mais quero namorar na vida.

— Como vocês se conheceram mesmo?

— Em uma dessas conferências de advocacia, ele sentou ao meu lado e pediu uma caneta emprestada e puxou assunto comigo e logo trocamos telefone e marcamos de sair, ele parecia ser o cara perfeito.

— As aparências enganam, com certeza ele se aproximou de você sabendo exatamente quem você era.

— Mas, porque ele queria te levar e não levou a mim que era mais fácil?

— Acho que a questão dele deve ser com meu pai, deve ter alguma ligação com alguém que meu pai colocou atrás das grades ou talvez tenha relação com a Samantha, que também quer fazer mal pra minha família e até agora ninguém conseguiu encontrar essa cretina.

— Essa história está me deixando com mais medo ainda.

— Calma Duda, ninguém vai fazer nada.

— Meus amores?! Vocês estão bem? — Ruan corre e abraça nós duas, dá um beijo na testa da Duda e um selinho em mim.

— Está bem graças a Luíza irmão, se ela não fosse tão brava ele a teria levado.

— Ele te machucou, meu amor? — ele pergunta para mim.

— Não! Ele nem encostou em mim.

— Ainda bem, mas você não deve fazer isso meu amor, não gosto nem de pensar que ele poderia fazer algo com você. — ele diz e me dá um selinho.

— Eu sei me defender.

— Que bom que sabe, mas é perigoso.

— Melhor do que ele me levar não sei lá para onde e ele estava aramado.

— Mas você se arriscou amor, não quero que nada te aconteça.

— Está tudo bem amor.

— Não quero que nada aconteça com você também Duda, nem com você e nem com nossa irmã. — Ruan diz para Duda que só faz chorar.

— Desculpa irmão.

— Não chora, prometemos sempre cuidar um do outro, lembra? — Ruan pergunta para Eduarda.

— Lembro sim, e também que juntos cuidaríamos da Manu.

— Isso mesmo. — ele diz e os dois se abraçam.

Essa promessa dos dois tem uma grande significado, pois eles passaram por muitas dificuldades.

Ruan, Eduarda e Manuela tiveram um começo de vida bem difícil, os três viviam com a mãe biológica em uma casinha em um bairro na periferia e ela era usuária de drogas.

Os três passam muita fome, só não era pior, pois os vizinhos ajudavam, mas muitas vezes só davam comida para a Manu que era a mais nova.

A mãe deles se foi e eles tiveram a sorte da minha tia estar fazendo trabalho para uma ONG naquele dia e ter visto os três sozinhos, sujos, famintos e muito magros, Manu tinha um ano e estava muito abaixo do peso.

Eles foram colocados em abrigos separados, o que foi ruim para eles, pois eram muito apegados um ao outro, tanto que os três dormiam juntos. Minha tia lutou na justiça com a ajuda do meu pai e dos meus tios e conseguiu a guarda provisória dos três e posteriormente a definitiva.

— Você está bem, filha? — meu pai pergunta se aproximando e eu corro para abraçá-lo.

— Estou papai.

— Ele te machucou?

— Não, mas eu fiquei com medo de ele machucar meus irmãos, ele me mostrou fotos deles entrando na escola.

— Não se preocupe, seus irmãos já estão em casa, a segurança deles foi reforçada e a polícia acionada.

— Está ficando cada vez mais difícil papai, nós não podemos viver em paz, primeiro foi essa história da Samantha e agora isso. Será que os dois estão juntos nessa?

— Não faço ideia, mas só sei de uma coisa, aquela loira dos infernos tem alguém muito poderoso por trás dela, pois se escondeu de tal forma que ninguém consegue encontrar.

— Tio me desculpa, coloquei a Lulu em risco e os também seus outros quatro filhos. — Duda diz.

— Não se culpe meu amor, você não tinha como saber, vem aqui. — meu pai a chama e ela se junta ao nosso abraço. — Não foi culpa sua. — meu pai diz e beija o topo da cabeça dela.

— Mas eu que coloquei ele aqui dentro.

— Não se culpe meu bem. — meu pai diz. — Vamos todos para casa, ninguém tem mais cabeça para trabalhar hoje.

— Eu vou pra casa dos meus pais, não vou ficar sozinha no meu apartamento. — Duda diz.

— Eu vou te levar. — Ruan diz. — Depois eu vou ficar com você amor. — ele diz para mim.

— Tudo bem, tomem cuidado.

Ruan me dá um selinho e sai junto com Duda.

— Gente, eu fiquei sabendo agora. — minha mãe diz as aproximando. — Tudo bem filha?

— Sim mamãe. — ela me abraça.

— Temos que pegar quem está por trás disso! Eu não quero que nada aconteça conosco. — minha mãe diz.

— Estamos fazendo o possível vida. — meu pai diz.

— Pois trate de fazer o impossível, temos duas crianças na escola, duas adolescentes e uma grávida e sem contar nessa aqui que bancou a heroína. — minha mãe diz.

— Ninguém vai encostar em vocês amor. — meu pai diz. — Vamos para casa?

— Vamos.

Eu deixo meu carro aqui para a segurança levar e volto junto com meu pai e com minha mãe.

Os dois sobem as escadas de mãos dadas, minha mãe segurando o buquê e meu pai beijando seu pescoço, os dois já vão aprontar um pouco, esses dois são puro fogo.

Vou até a cozinha fazer um lanchinho, pois estou com fome.

— Oi Môni. — digo entrando na cozinha.

— Oi Lulu. — todos amam me chamar pelo meu apelido de criança.

— Estou com fome, o que fez hoje?

— Só coisa que engorda com você diz, sua mãe pediu, já que seus irmãos chegaram mais cedo, ela disse que vão comer umas besteiras e assistir filmes.

— Hum, e o que você fez?

— Empadas de frango, coxinhas e batatinha, mas tudo assado na fritadeira sem óleo.

— Aí que ótimo! Vou querer tudo. — digo indo pegar a comida.

— Pode deixar que eu pego pra você, vai querer na sala de jantar?

— Não! Eu gosto de comer aqui nessa ilha, temos uma cozinha tão bonita e ninguém nem usa muito, eu amo a ilha dessa cozinha, acho linda.

Mônica me serve de duas empadas, algumas mini coxinhas, babatinhas e um copo de suco de goiaba.

— Essa cozinha é muito bonita mesmo, sua mãe tem um bom gosto.

— Tem sim, principalmente pra homens, porque meu pai é um sonho. — digo e nós duas sorrimos.

— Essa sorte eu não tive, o senhor Caio, além de muito bonito é muito bom com sua mãe, digo, pois trabalho aqui desde antes de você nascer e vi os dois desde o comecinho.

— Como conheceu minha mãe?

— Ah, eu comecei a trabalhar aqui ainda muito nova, tinha acabado de me formar, tinha dezenove anos, foi quando seu pai comprou a outra casa, onde eu comecei a trabalhar, a que ele vendeu, isso tudo antes de vocês nascerem, ele tinha uma casa, menor do que essa e tinha o apartamento, aí nós ficávamos revesando entre a casa e o apartamento, pois como você sabe seu pai é muito sistemático em relação a segurança, então onde ele fosse ficar nós íamos, numa dessas conheci sua mãe, ela era tão linda, ainda é, mas era muito jovem e de longe se via que ela era muito apaixonada pelo seu pai e ele por elas, mas fazia maior pose de durão, o tempo foi passando e quando percebemos sua mãe já estava morando com ele no apartamento e ele vendeu a casa, ai depois ele comprou essa, pra caber todos. Seu pai depois que assumiu o amor que sentia por sua mãe colocou o mundo aos pés dela, mas sua mãe nunca se deslumbrou com nada e nem com tudo que seu pai tinha e também nunca mudou, ela sempre foi a mesma pessoa, ela sempre gostou de comer na cozinha e de conversar com os funcionários e isso ela passou pra vocês, vocês são exatamente como ela. — ela diz e eu sorrio.

— Eu sou muito grata por ela ter nos ensinado esses valores.

— Seu pai era mais fechado quando morava sozinho, mas depois que sua mãe veio morar com ele, ele mudou muito, ela fez ele se acostumar a comer na cozinha e levar uma vida mais simples, na verdade os dois se completam.

— Ele são lindos juntos mesmo.

— São, fiquei tão triste quando achei que a dona Raquel ia se separar dele.

— Eu também, ainda bem que só passaram uma noite separados, meus pais nasceram um para o outro.

— Com certeza.

— E sua filha como está?

— Muito bem, sou muito grata aos seus pais por pagarem a escola dela.

— E como ela está na escola?

— Bem demais, está no nono ano, ano que vem já começa o ensino médio, as notas estão ótimas.

— Que bom.

— Tenho que honrar o dinheiro que os seus pais pagam.

— Eles fazem de coração, pode ter certeza disso.

— Eu sei que sim.

— Ela está com quantos anos mesmo?

— Quatorze.

— Uma mocinha já.

— Já, mas acho que ainda fui mãe tarde demais, sua mãe é só um ano mais nova que eu e tem vocês que já são mulheres feitas.

— Que nada, você é jovem aínda e muito bonita. Tem namorado Môni?

— Tenho, mas eu na minha casa e ele na dele, tenho uma filha adolescente e todo cuidado é pouco, sem contar que minha irmã mora comigo.

— Ah! Você está certa.

— E você e o Ruan hein? Quem diria. — eu sorrio.

— Eu sempre fui apaixonada por ele Môni, eu amo aquele homem, olha o anel que ele me deu. — digo estendendo a mão para ela.

— É lindo! Vão casar logo?

— Ano que vem, depois que eu me formar.

— Que bom que você está com quem você ama, não tem nada melhor que isso.

— É sim.

— Eu amei muito o pai da Isa, mas ele não prestava, foi só dizer que estava grávida que ele deu no pé.

— Ele nunca te ajudou com nada Môni?

— Não! E só registrou a menina depois de fazer DNA, deu vontade de esfregar o exame na cara dele, eu só ficava com ele e ele sabia disso, mas caiu na pilha da mãe dele.

— Sogras! Ainda bem que a minha me ama. — nós duas sorrimos.

— Também é sua tia!

— Então... Mas falando sério Môni, deveria ter colocado ele na justiça, meus pais teriam ajudado você.

— Nunca precisamos daquela traste pra nada e também na justiça ele ia poder ficar com ela aos finais de semana e eu não quero minha filha metida no meio deles, a casa dele é muito mal frequentada e minha filha é menina e também ele tinha que fazer a parte dele sem ter que ser obrigado pelo juiz.

— Eu te entendo Môni, bom que você está conseguindo e sua filha é linda e inteligente e quem perder é ele por ter perdido a infância da filha.

— Exatamente.

— Aí Môni isso está uma delícia, essa sua massa de empada é deliciosa. — ela sorri.

— Eu ouvi empada? — Ruan se aproxima e me dá um beijo na bochecha e Mônica sorri. — Oi Mônica.

— Oi senhor Ruan.

— Não... senhor não Mônica! Só Ruan mesmo.

— Ok.

— Tem pra mim também? — ele diz aprontando para o meu parto.

— Claro! — ela serve Ruan.

— Cheiro de comida boa! — Laura se aproxima. — Quero! Mas quero tudo em dobro, pois estou comendo por dois.

— Senta aí Lalá. — Mônica diz.

— Quando vamos ter um também hein amor? — Ruan pergunta se referindo a quando vamos ter filhos.

— Depois de casar amor.

— Acho bom mesmo! Já basta essa senhorita que me fez ser avô antes dos sessenta. — meu pai se aproxima.

Ele está usando uma regata branca e um calção de tecido fino de cor preta, olhando assim nem parece que já tem cinquenta anos, meu velho está com tudo em cima.

— Vai dizer que não está adorando a ideia de ser avô? — Laura pergunta.

— Estou sim minha princesa, mas as outras duas não precisam seguir o mesmo rumo não ouviu. — meu pai diz olhando para Ruan e para mim.

— Pode deixar papai! Só depois de casar.

— Acho bom mesmo!

Logo chega minha mãe, os gêmeos, as gêmeas, Letícia e Lucas e Gabriel.

Nossa reunião acontece aqui na cozinha mesmo com muitas risadas e muita bagunça.

É tão bom está assim que até conseguimos esquecer que tivemos um dia tenso hoje.

Mais populares

Comments

Juliete Figueiredo

Juliete Figueiredo

concordo plenamente, assalto tudo bem, eu nao reagiria, mas sequestro só se fosse pega distraída. E o dispositivo de alerta, elas não usam mais?

2025-02-26

2

Maristela Cuoghi

Maristela Cuoghi

parabéns autora estória maravilhosa

2025-04-01

1

Quase cinquentona🥴🥺😔😩

Quase cinquentona🥴🥺😔😩

Pior que é verdade 🥴

2025-01-17

2

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!