Capítulo 07

Agora que meu relacionamento e de Ruan não é mais escondido, faço questão de desfilar com meu homem por esse escritório para lá e para cá. A loira está odiando isso, pois agora ela não pode mais dar em cima do meu homem, pois agora todos sabem que ele é meu.

— Bem que eu sabia que vocês tinham algo a mais. — a loira diz.

— E você está morrendo de inveja, não é? Por que queira está no meu lugar.

— Você é uma mimadinha, patricinha, filhinha de papai que não teve que batalhar para conseguir nada na vida.

— Pode falar o que quiser, mas eu não sou nada disso, até porque se eu não quisesse nem precisava estudar, mas eu não quero depender do meu pai para sempre.

— Como se você precisasse trabalhar.

— Preciso, todo mundo precisa, na verdade, e eu não sou diferente de ninguém, aqui sou estagiária como você, não tenho privilégio nenhum, tanto que eu poderia trocar de lugar com você e trabalhar com Ruan, mas eu não fiz isso.

— Você se acha muita coisa por ser filha de quem é!

— Me poupe! Sua raiva é por eu estar com o Ruan ou por eu ser filha do meu pai?

— De você mesmo! Eu não gosto de você!

— Coincidência, eu também não gosto de você. — sorrio.

— Você vai se arrepender mimadinha. — ela diz.

— Tudo bem aqui? — Ruan pergunta saindo de sua sala.

— Sim amor! Vamos?

Já é final de expediente e como todos os dias venho buscar Ruan na sala dele para nós irmos embora juntos. Tenho ficado a maior parte do tempo no apartamento dele. Estamos aproveitando todo o tempo que passamos longe um do outro.

— Obrigada por hoje Samantha. — Ruan diz e ela sorri, é costume dos homens da minha família fazerem isso, agradecem aos funcionários pelo trabalho prestado.

— Por nada doutor Ruan, até segunda.

— Até, bom final de semana.

— Obrigada.

— O nosso vai ser ótimo amor! — digo e a loira revira os olhos e Ruan sorri para mim, pois sabe exatamente porque falei isso.

Já longe dos ouvidos da loira, Ruan começa a falar.

— Estava marcando território? — ele pergunta.

— Estava! Mostrando pra ela que você tem dona. Ela que não se meta com meu homem!

— Amo quando diz isso.

— O quê?

— Que eu sou seu homem.

— Você é! Meu homem.

— A menstruação já foi embora?

— Já. — vejo ele sorri.

— Hoje eu vou te c*mer bem gostoso sua safada.

— Hum... Estou louca por isso.

Ruan dirige sem pressa por entre as ruas, fazendo o caminho do seu apartamento, onde eu tenho passado muito tempo, estou praticamente morando com ele.

Meu pai ter aceito nosso relacionamento me deixou muito feliz e eu fiquei bem surpresa por ele saber de tudo e nunca ter me dado uma bronca daquelas.

Meu pai na verdade não tem ciúme de nós, ele se preocupa com nosso bem estar e zela por nós.

Ele é o contrário do que todas achavam que ele seria em relação às filhas, ele não é doente de ciúmes que não nos deixa fazer nada. Na verdade, sempre tivemos liberdade, óbvio, dentro dos limites permitidos em nossa família, já que tem toda a questão da profissão dele e do nosso dinheiro, então temos que ter cuidado, mas sempre nos deixou sair, debaixo de muito segurança, mas sim.

Meu pai sempre foi presente em nossas vidas, assim como minha mãe. Sempre foram em nossa apresentações da escola e quando não iam era por causa de alguém compromisso inadiável.

Eu não considero meu pai ciumento, acho que ele cuida de nós, tipo, sempre chamou nossos namorados para aquela conversa com ele, em que ele diz que sabe usar uma arma e coisas desse tipo, mas isso é só o jeito dele dizer que nos ama e que não quer que ninguém nos machuque.

E quando isso acontece, meus pais sempre são nosso abrigo, sempre nos dão colo e fazem de tudo para nos animar.

— Lulu? — Ruan me chama. — Chegamos gostosa. — ele me espera sair do carro com a porta aberta.

— Ah!

— No que estava pensando? Estava em outra dimensão.

— Coisas... — ele me olha receoso.

— Amor? Não está com ciúmes da Samantha, está? — ele me olha preocupado.

— Tenho motivos para isso?

— De forma alguma.

— Ótimo.

— No que estava pensando?

— Em como meus pais são incríveis, como são bons pais, como se dedicaram e se dedicam a nós até hoje.

— Nossos pais são incríveis, todos eles, eu não tenho nem como expressar minha gratidão aos meus. — Ruan diz.

— O mais bonito são os casamentos, a união que os casais da nossa família têm, começou com nossos avós e passou para os filhos deles.

— E eles passaram para nós, porque eu quero casar com você Lulu, logo que se formar.

— Isso é um pedido?

— Ainda não, só um aviso, você merece um pedido de verdade, com uma aliança e tudo mais. — sorrio e o enlaço pelo o pescoço e o beijo.

— Te amo Ruan.

— Também te amo meu amor.

Trocamos mais alguma beijos aqui no estacionamento do condomínio de Ruan e algumas pessoas que passam nos olham e sorriem.

— Vamos subir? Estou doido para entrar em você e te c*mer até cansar. — sorrio.

Meu celular vibra várias vezes na bolsa, pego para olhar enquanto tomamos o caminho do elevador, e meu coração gela quando começo a ler as mensagens e logo algumas fotos e vídeos vão abrindo, são mensagens de um número que não conheço.

Entro nas redes sociais e as fotos e vídeos estão em todas as páginas de fofoca.

— Que p*rra é essa?! — minhas mãos tremem e meus olhos começam a lacrimejar.

— O que foi amor? Você está pálida.

— Não! Meu pai não!

— O que aconteceu com seu pai Luíza?

Entrego meu celular para ele e ele arregala os olhos.

— Essa é a... Samantha? Samantha e seu pai têm um caso? — Ruan nega com a cabeça incrédulo.

— Vamos pra minha casa! Agora! Se minha mãe já viu isso deve está quebrando o maior pau com meu pai.

— Luíza, mas ela estava no escritório, agora você viu.

— E quem disse que isso é de hoje? Não acredito que meu pai fez isso.

— Ele não fez! tenho certeza! É seu pai Luíza, ele é louco pela sua mãe.

— P*rra! Eu vou matar aquela loira dos infernos! Bem que meu pai gosta de loiras mesmo.

— Luíza... é seu pai, poxa!

Ruan chega na casa dos meus pais em tempo record e quando entramos o caos está armado.

Laura e Letícia entre os dois, Clara e Cecília sentadas no sofá chorando, Davi e Noah ao menos não estão aqui.

— Vida pelo amor de Deus eu não fiz nada.

— Não me chame de vida! Como você joga quase vinte e dois anos de casamento no lixo por um caso qualquer Caio?

— EU NÃO FIZ NADA! P*RRA RAQUEL, ACREDITA EM MIM!

— Suas malas estão prontas! Vá embora da minha casa, logo assinaremos o divórcio pra você ficar com sua novinha, ela tem idade de ser sua filha seu cretino.

— Amor, eu não fiz nada, nem sei como essa menina foi parar na minha cama.

— Tá! Conta outra. — minha mãe parte pra cima do meu pai e Laura se coloca entre os dois.

— Calma! — Laura diz.

— Como essas fotos surgiram então? Vocês viajaram para o congresso semana passada e eu não pude ir pois estava ajudando a Bella com os trigêmeos, foi lá não é?

— Esse é o hotel que ficamos sim, mas eu não fiquei com ela, após o congresso tomamos um drink, todos nós do escritório, depois fiquei com sono e fui deitar, ela foi comigo até o quarto apenas pegar uns documentos que pediram na organização do evento e logo ela saiu e eu dormi. — meu pai desvia o olhar e com isso sabemos que ele não está contando tudo.

— Papai... conte tudo. — peço e ele respira fundo e as lágrimas começam a rolar.

— Tá! O evento terminou, tomamos uns drinks, todos nós, Ruan também estava lá. — ele olha para Ruan que assente. — Ela passou o tempo todo me elogiando e eu a cortando o tempo todo, Ruan viu! — ele assente de novo. — Comecei a ficar com sono e fui para o quarto, um dos organizadores pediu esse documento e ela foi comigo buscar, pois o documento estava comigo e depois eu não lembro mais de nada, apenas de acordar no outro dia com ela ao meu lado sem roupa e eu também, segundo ela tivemos algo, mas eu não lembro.

— Papai... — digo.

— Estão vendo? E nem isso ele me contou! — minha mãe tenta partir para cima dele de novo e Laura se coloca no meio.

— Calma! Sem violência mamãe. — Laura diz.

— Vai embora Caio! — minha mãe diz.

— Vida...

— Por que o senhor não contou para mamãe, papai? — Laura pergunta.

— Eu tive medo de ela julgar as coisas mal, eu não sei se tive algo com ela, infelizmente eu não sei, e isso está me matando desde semana passada, eu não tenho como dizer se fiz ou não fiz, mas se fiz eu estava bêbado, pois eu bebi umas a mais.

— Sem querer me meter, mas tio, o senhor nem bebeu tanto assim. — Ruan diz.

— Está vendo vida, Ruan está de prova. — meu pai diz.

— Se resolvam com o pai de vocês! Eu não quero mais olhar na cara dele! — minha mãe sobe as escadas e Letícia a segue.

— Vida... — meu pai tenta ir atrás dela, mas Laura e eu nos colocamos na frente dele.

— Muito bonito papai! Suas fotos circulando nas redes sociais. — digo.

— Eu não fiz nada! Aliás, eu não lembro.

— O senhor sabe como a mamãe tem ciúmes papai, ela não vai te perdoar. — Laura diz.

— Vocês acreditam em mim?

— Fica difícil papai. — digo. — Não sabemos o que aconteceu.

— Eu acho que ela dopou o papai. — Cecília finalmente abre a boca pra falar.

— Deveria ter feito exames papai. — Clara diz.

— Eu fiz, mas só de doenças sexualmente transmissíveis e tomei aqueles coquetéis, mas fiquei tão abalado que não lembrei de fazer um toxicológico. Eu amo a mãe de vocês meninas, nada mudou em todos esses anos, eu não sei o que irei fazer sem ela. Se eu fiz algo foi inconsciente, jamais teria coragem de trair a mãe de vocês.

Clara e Cecília abraçam meu pai e choram, Laura e eu nos unimos a eles e choramos também.

— É melhor o senhor ir papai, dá um tempo pra mamãe, depois com calma vocês conversam. — Laura diz.

— Onde estão Davi e Noah? — pergunto.

Afinal meus irmãos só tem onze anos e não é saudável presenciar esse tipo de coisa.

— Estão com a tia Liz, Lucas levou os dois. — Laura diz.

— Me perdoem filhas, me perdoem por isso, eu em minha sã consciência jamais faria isso, eu nunca trai a mãe de vocês, nunca sequer olhei para outra mulher, eu amo a mãe de vocês.

— Vamos tio, eu levo o senhor, o senhor não está em condições de dirigir. — Ruan diz.

— Eu vou subir e falar com a mãe de vocês. — meu pai diz.

— Não papai! O senhor não vai, deixe minha mãe descansar, depois vocês conversam. — Laura diz.

— Se eu for embora daqui, sua mãe não me deixa mais entrar! Por favor Lalá, me deixa ir falar com sua mãe, por favor. — meu pai começa a chorar e nós choramos junto com ele, até Ruan.

— Vamos tio, o senhor fica comigo hoje.

— Não! Eu vou falar com a minha mulher!

— Papai, por favor. Vai com o Ruan. — Laura pede.

Minha mãe desce as escadas acompanhada de Letícia, ela tomou um banho e está de roupa trocada, e os olhos estão vermelhos e inchados de chorar.

— Raquel... Vamos conversar, só nós dois, por favor?

— Não há nada a conversar Caio, contra fatos não há argumentos.

— Então prefere acreditar nisso do que em mim, que sou seu marido?

— Você deixou de ser meu marido a partir do momento em que decidiu deixar outra mulher deitar na cama.

— Mas eu não deixei.

— Caio, eu queria muito acreditar, mas você acordou com ela no outro dia e nem para me contar, eu não vou conseguir conviver com isso. Nós iremos nos encontrar agora somente para assistir o divórcio.

— Vida... Por favor? Não faz isso.

— Já entrei em contato com o escritório, eles vão providenciar o divórcio, infelizmente casamos com comunhão de bens e eu sou obrigada a ficar com metade de tudo que é seu, porque se não fosse assim, eu não queria nada.

— Por mim pode ficar com tudo! Se eu não tenho você eu não quero nada, pouco me importa o dinheiro, você é meu bem mais precioso, você e nossos filhos.

— Mamãe... Por favor? É o papai. — Clara pede chorando.

— Eu sei princesa, ele vai continuar sendo seu pai, jamais impedirei de vocês ter contato com ele, pode ficar tranquila.

— Não vai ser a mesma coisa. — Clara diz.

— Eu sinto muito filha, mas seu pai não vai mais morar aqui.

— Mamãe vai deixar aquela cretina ganhar de você? E levar seu marido? — Cecília pergunta.

— Ele é todo dela, eu não quero mais!

— Vida... Por favor? — meu pai se ajoelha na frente da minha mãe e chora e ela chora também.

— Levanta Caio.

— Não! — ele diz ajoelhado abraçado a ela.

— Ruan, leva meu pai, se eu conseguir vou ficar com vocês.

— Lucas? — Laura chama.

— Oi.

— Ajuda o Ruan levar meu pai, por favor?

— Sim.

Os dois saem levando meu pai e essa cena corta meu coração. Pensei que nunca veria uma cena dessas na minha vida. Achei que meus pais nunca iriam se separar.

Mas aquela loira vai se ver comigo... Ah se vai!

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Comments

Solaní Rosa

Solaní Rosa

tava tão bom autora casal perfeito onde tá a confiança deles com tanta tecnologia não vão descobrir nada

2025-03-05

1

Juliete Figueiredo

Juliete Figueiredo

cadê a tal confiança Caio Alencar? Vacilou, também não confiaria se fosse Raquel

2025-02-26

1

Edna Dias

Edna Dias

Luíza, também vou contigo e que essa loira aguada de esconda muito bem porque com raiva que eu tô,eu não sei do que sou capaz,vamos Luíza

2025-01-29

3

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