...Ruan...
Meu relacionamento com Luíza está cada vez melhor, temos conseguido escapar dos seguranças dela com desculpa de ela vai ficar com minha irmã Duda e como nós também temos uma equipe de segurança fica mais fácil o tio Caio liberar ela dos seguranças dela.
Não sei se ele desconfia de algo, mas provavelmente sim, tio Caio é experiente e conhece as filhas muito bem, assim como a tia Raquel também conhece. Acho que ela mesma já deve ter contato para o tio Caio, eles são um casal muito unido, são admirados por todos da família e os amigos, mas são muito invejados por muitos.
A família Alencar é conhecida por ter casamentos sólidos e duradouros, o único que casou duas vezes foi meu tio Fabrício, mas com a tia Thamara o casamento deu certo e estão juntos a muito tempo e tem dois filhos.
Pretendo ter um relacionamento duradouro com minha Lulu, essa morena tem o poder de me tirar dos trilhos, sou louco por essa mulher, seis anos que ela é a única dona do meu coração, e vai continuar sendo até o fim dos meus dias.
Anna Luíza será minha esposa e mãe dos meus filhos, não me imagino como outra mulher, quando imagino meu futuro, só imagino ao lado dela, com pelo menos umas três crianças nossas. Mas para isso precisamos conversar com a família e deixar tudo muito claro, não gosto de me esconder e nem tenho mais idade para isso.
Anna Luíza desfila sem pelo meu apartamento para lá e para cá sem se importar em se cobrir, acabamos de f*der e ela decidiu que quer comer pizza e se levantou para pegar o celular.
— Vem aqui? — a chamo e ela vem para cima de mim e rebola em meu colo sem pudor. — Quer mais é?
— Eu quero sempre mais gostoso.
— Você não toma jeito Anna Luíza, esse fogo que não passa.
— Vai dizer que não gosta que sua mulher te der um sexo gostoso várias vezes por dia.
— Gosto muito, você é incrível, minha gostosa.
— Eu sei! É por isso que você me ama.
— Eu amo mesmo minha Lulu.
— Qual a possibilidade de você parar de me chamar de Lulu?
— Possibilidade nenhuma.
— Não gosto!
— Oh minha princesa, Lulu é tão lindo, é carinho minha vida.
— Tá!
— Pediu a pizza? — pergunto beijando seu pescoço, ela ainda está em cima de mim.
— Pedi.
— Melhor tomarmos um banho então e esperar.
— Sim.
Damos uma rapidinha no banheiro e tomamos um banho e nada da nossa pizza.
— O entregador se perdeu, mas já está vindo pra cá, eles falaram que vão reembolsar o dinheiro por causa da demora e que na nossa próxima compra temos desconto. — Luíza diz.
Observo minha linda morena, usando uma camiseta minha e um de seus shortinhos curtos por baixo, que mais parecem calcinhas, ela deixou vários desses aqui, já que os usa muito aqui, como somos só nós dois temos privacidade para ficar até sem roupa o dia inteiro se quisermos.
A companhia toca, deve ser o entregar, já que deixamos avisado que poderia subir.
Luíza vai abrir a porta toda animada, mas vejo seu brilho sumir imediatamente quando encara minha mãe e meu pai parados do outro lado da porta, Manu está com eles e nós olha assustada.
Agora a terceira guerra mundial vai ser formada.
— Lulu? O que faz aqui? A Duda está aqui? Toquei no apartamento dela e ela não abriu.
Luíza não responde nada e minha mãe olha para mim, estou usando apenas um calção de tecido fino, sem camisa, Luíza com uma camiseta minha e ambos com os cabelos molhados.
— Ah não! Me digam que eu estou errada! Vocês dois?! Arrg... Ficou doido seu moleque?! Essa menina é sua prima! Como se fosse sua irmã.
— Amor pega leve com eles, eles já são adultos. — meu pai diz.
— Pega leve?! Pega leve?! O que ele está fazendo é errado! Seus pais sabem disso Luíza?
— Minha mãe sabe, tia.
— Ah, sabe?! E não disse nada?
— Não.
— Ruan, você ficou louco?! Com tanta mulher no mundo você vai e fica com sua prima? Então foi ele Luíza? O grande mistério que até hoje seu pai comenta?
— Fui eu sim mãe! Fui eu e eu não me arrependo, eu amo a Luíza e nada que a senhora ou o tia Caio digam vai nos separar.
— Quando isso aconteceu? Quando ficaram juntos.
— Em uma das viagens à casa de praia! — digo.
— Ruan você é doido moleque?! Seus tios confiavam as filhas dela a mim, estavam sob minha responsabilidade e você faz isso? O que seu tio vai pensar de mim?
— A culpa foi minha tia, eu quem procurei por ele, ele nunca me faltou com respeito.
— Quieta Luíza! Você era menor de idade, ele era o adulto em questão, deveria ter lhe afastado.
— Mas ele tentou tia, eu quem insisti. Eu amo Ruan tia, de verdade.
— Não Luíza, isso é tão errado.
— Não é não mãe, me desculpe pelo o que eu vou falar, eu amo muito a senhora e o meu pai, serei eternamente grato por tudo que fizeram por mim e pelas minhas irmãs, mas Luíza e eu não temos o mesmo sangue.
— E desde quando isso importa filho? — meu pai pergunta. — Você e suas irmãs são nossos, independente de laços sanguíneos.
— Eu sei pai, eu amo muito vocês, nem sei o que seria de mim e das minhas irmãs se não fossem vocês em nossas vidas, mas eu não vou abrir mão da Luíza, eu a amo de verdade, não é só um passatempo, não é brincadeira, faz seis anos que somos apaixonados e passamos a maior parte desse tempo separados por medo do que vocês iriam fazer.
— Eu vou ligar para os seus pais e pedir para eles virem aqui! Vão se vestir!
— Tia, pode deixar que eu falo com o meu pai.
— Não! Eu quero que conversemos todos juntos.
— Mãe não somos mais crianças, tenho vinte e seis anos e a Luíza vinte e um, somos adultos.
— E eu lá quero saber disso Ruan, essa menina é filha do seu tio! Muito jovem ainda, o pai dela tem que saber, já que a mãe já sabe. Vão se vestir!
Luíza e eu vamos até ao quarto em silêncio.
— Eu te falei que deveríamos contar. — digo.
— Não adianta me culpar agora!
— Se veste rápido! Sua casa é muito perto daqui, em cinco minutos seu pai deve chegar.
Visto um short jeans de cor preta e uma camiseta branca e minhas chinelas de ficar em casa.
Luíza veste um vestido longo cor de rosa e também calça suas chinelas.
Quando saímos do quarto, meus tios já estão na sala. Tio Caio olha diretamente para mim muito sério e tia Raquel pisca para mim.
— Fale com o seu tio Ruan. — minha mãe diz.
— Mãe, a senhora está fazendo tempestade em copo d'água, Luíza e eu já somos adultos.
— Você pode ter cem anos meu filho! Eu ainda vou ser sua mãe e você me deve respeito!
— Pega leve amor. — meu pai fala.
— Luíza? — tio Caio a chama.
— Oi papai.
— Quantas vezes conversamos sobre confiança?
— Desde sempre papai.
— E porque não confiou em nós?
— Eu tive medo papai.
— Medo de mim Luíza?! Eu sou seu pai, poxa! Eu sempre dei confiança a vocês, sempre falamos abertamente de tudo. Sempre dei liberdade a vocês, mas sempre pedi para me contarem tudo e quando digo tudo é tudo mesmo!
— Eu sei papai.
— E porque não falou desde o começo que era seu primo?
— Medo papai, eu tinha quinze anos, Ruan vinte, fiquei com medo, medo de levar bronca, medo de vocês quererem fazer algo com Ruan.
— Ruan é da nossa família Luiza, jamais faríamos nada contra ele. — tio Caio diz.
— Desculpa papai, eu sabia que ia ficar decepcionado comigo.
— Não estou decepcionado por você querer viver seu amor, estou chateado por não ter confiado em mim desde o começo. Eu sei de vocês dois faz muito tempo, um pouco depois que ficaram a primeira vez, esperei virem me contar e nenhum dos dois veio. Você subestima seu pai Luíza, esqueceu que eu tenho a melhor equipe de segurança e além de tudo, sou seu pai e te conheço muito bem. Soube de vocês os dois anos que ficaram juntos e te vi entrar no quarto da filha furtivamente várias vezes seu moleque. Só pra vocês dois saberem que ninguém engana Caio Alencar, eu sempre descubro tudo e sempre vejo tudo. — Luíza olha para mim e depois para o pai.
— O senhor sabia?!
— O tempo inteiro.
— E porque não falou nada papai?
— Porque queria que um dos dois viessem até mim e me contasse, mas não vieram e depois terminaram e pensei que haviam deixado essa história de lado e que havia sido apenas um romance de primos, coisa que acontece normalmente, quase todos já sentiram algo por algum primo em algum momento.
— Papai?
— Oi Luíza.
— Não desaprova nosso namoro?
— Não, nunca desaprovei, eu só quero que você seja feliz, vocês na verdade, você e seus irmãos.
— Quem é você e o que fez com meu irmão?! — minha mãe pergunta.
— Tenho cinquenta anos já Beatriz, só quero ver meus filhos bem e felizes e se a felicidade da minha filha for com seu filho por mim tudo bem, deixe de ser uma empata f*da. Beatriz sempre empatou minhas f*das. — nós todos sorrimos.
Tio Caio mudou muito, não é mais nem sombra daquele ciumento que já foi, ele só passa essa fachada de tubarão para as pessoas de fora, mas para a família é totalmente diferente.
— Ruan?
— Sim, tio.
— Cuide da minha filha.
— Pode ficar tranquilo tio, eu cuidarei bem dela sim, eu amo sua filha, tio, tenha certeza que é verdadeiro.
— Não duvido que seja verdadeiro, mas saiba que se você magoar minha filha eu vou esquecer que sou seu tio e que tenho muito apreço por você e você vai se ver comigo.
— Eu não vou magoá-la tio, eu amo sua filha, amo faz muito tempo, muito obrigado por confiar em mim e me deixar ficar com ela.
— Eu não tenho que deixar, ela é adulta e sabe o que faz, só estou aqui para orientar os caminhos dela e também para cuidar se caso as coisas não derem certo. Vem aqui? — tio Caio levanta-se do sofá e abre os braços para mim e eu o abraço. — Faça minha filha feliz.
— Farei tio, darei o meu melhor por ela.
— Assim espero. — ele diz e dá dois tapas em minhas costas. — Vem aqui meu amor? — tio Caio chama Luíza.
Luíza se joga nos braços do pai como se fosse uma criança pequena que aprontou e que o pai perdoou. É lindo a relação que tio Caio e tia Raquel têm com os filhos.
Minha relação com meus pais é muito boa, até porque adotar é um ato de amor, e minha mãe adotou três crianças de uma vez. Eu amo esses dois incondicionalmente, apesar da minha mãe ser brava, mas logo passa, ela é incrível, meu pai também.
Devo muito a esses dois, se não fossem eles, acho que teria morrido de fome junto com meus irmãos.
Minha mãe biológica usava tanta droga que desmaiava, e nós três sentavamos perto dela e às vezes se passam horas e nada dela acordar.
Alguns vizinhos às vezes ouviam o choro de fome da Manu e vinham nos ajudar, davam uma mamadeira a ela e Duda e eu por sermos maiores as vezes não ganhavamos nada, mas sendo apenas criança Duda e eu sabíamos que Manu era a prioridade.
No dia em que minha mãe biológica morreu também foi o dia que conhecemos Beatriz Alencar, a médica pediatra que nos atendeu na fundação, ela era voluntária e de cara se interessou por nós e como sua família é bem influente conseguiu nossa guarda provisória e logo a definitiva.
Tudo que sou hoje é Graças a Beatriz e Michel, meus pais, amo esses dois incondicionalmente e levo seus nomes tatuados em meu corpo, não que precise disso para demonstrar amor, mas é minha forma de homenageá-los.
— Vamos Beatriz?! Deixe os garotos em paz, deixe de ser empata f*da. — tio Caio diz.
— Me respeita! — nós sorrimos.
— Te amo mãe. — digo e ela sorri para mim.
— Também te amo meu amor, juízo viu, não vá engravidar a Lulu agora.
— Não vou não mãe, Luíza ainda é jovem, nem se formou ainda, vamos esperar mais um tempo.
— Acho bom mesmo. — minha mãe diz.
— Te amo também pai. — digo para meu pai.
— Amo você filho. — abraço meu pai e minha mãe e Luíza abraça os pais dela.
— Desejo que vocês sejam muito felizes, faça ele feliz Ruan, cuide bem dela. — tia Raquel diz.
— Obrigado tia. Pode deixar que iria fazê-la muito feliz e cuidar dela também.
— Muito bem. — minha tia me abraça.
Manuela que entrou muda está saindo calada, não deu uma palavra.
Meus pais, Manu e os pais de Luíza vão embora e enfim respiramos aliviadas.
— Eu disse para contar. — digo.
— Contar para quê se ele já sabia?
— Mas não foi nós que falamos.
— Tanto faz, ele já sabia e ponto final. Somos um casal e não precisamos mais nos esconder de ninguém, agora todo mundo vai saber que vou tem dona.
— Eu tenho mesmo! Você é dona da minha vida e do meu coração.
— E você do meu, te amo Ruan.
— Também te amo meu amor.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 27
Comments
Juliete Figueiredo
poxa Caio, entendi a parte de ser liberal e querer a felicidade dos filhos, mas esse sem vergonha já era adulto ele deveria ter assumido o fez
2025-02-26
1
Maria Do Socorro Bezerra
Exatamente. Eu entendo ela não ter falado com 15 anos, era muito jovem e insegura, mas agora já tem 21 anos, podia ter dito, mas também não merece ser julgada e declarada culpada, todos têm direito de errar.
2025-02-16
2
Solaní Rosa
fiquei feliz com atitude do Caio ele é muito esperto tem olhos de águia nada passa por ele acabou o medo da Luísa o casal vai ser feliz
2025-03-05
1