Capítulo 04

Acordo para mais um dia de aula, só mais um ano e finalmente me formo.

Hoje estou usando uma blusinha de seda branca e uma calça de alfaiataria preta e um salto alto nude. Segundo minha professora, estudantes de direito precisam se vestir bem.

Pego minha bolsa e minha pasta com meu notebook e materiais e desço as escadas.

Estão quase todos aqui, menos os gêmeos que sempre se atrasaram.

— Bom dia família. — digo.

— Bom dia. — eles respondem juntos.

Me sirvo de café, pego uma fatia do bolo da Mônica, que é incrível e pego um pouco de frutas cortadas.

— Lulu?

— Oi papai.

— A que horas termina sua aula?

— Ao meio-dia.

— Não quer ir estagiar no escritório?

— Claro papai, eu vou sim, vai ser ótimo.

— Te espero lá então.

— Ok papai, obrigada.

— Por nada princesa, vocês são o futuro daquele escritório, eu quero me aposentar antes dos sessenta e curtir muito com sua mãe. — ele diz e dá um beijo na bochecha dela.

— E a senhora vai se aposentar também mamãe? — pergunto.

— Claro! Acha que vou deixar meu moreno sozinho? De jeito nenhum. — sorrio para os dois.

Meus pais são a personificação do que é amor de verdade.

Termino meu café e saio para a faculdade.

Preciso pensar em uma forma de fugir dos seguranças para ir para o apartamento de Ruan mais tarde, mas não vai ser fácil, pois meu pai está pegando pesado em relação a nossa segurança, depois que Laura foi assaltada.

...****************...

A manhã na faculdade transcorreu bem, eu amo esse curso. Sempre soube o que queria fazer da vida e é exatamente ser criminalista como meu pai.

Vou dirigindo meu carro até ao escritório sendo seguida pelos meus seguranças. Terei que pensar em uma forma de despistá-los, preciso ficar com meu gato.

Seria mais fácil esclarecer logo as coisas com meu pai, mas eu não sei qual será sua reação ao saber que estou com Ruan, alguém que ele acha que é como se fosse um irmão para mim, mas eu não o vejo assim, eu o vejo como homem e o amo muito.

Com Ruan não é só sexo, bom é pelo sexo também, pois com ele é muito bom, o melhor sexo da minha vida, mas entre nós dois vai além do desejo carnal, nos amamos de verdade e uma coisa completa a outra.

Sempre fui apaixonada pelo Ruan, desde a infância, sempre fui fascinada por esse homem, ele sempre foi muito bonito, mas ele não é só bonito por fora, é bonito por dentro também.

Pensava que ele nunca iria olhar para mim com outros olhos, pois eu era só uma menina e ele já era um homem feito, já tinha ficado com algumas garotas antes de mim, pois ele já tinha vinte anos.

Eu o beijei e ele passou dias sem falar comigo, isso me deixou muito triste, então quando tive oportunidade me entreguei para ele e ele outra vez ficou me evitando, mas descobriu que também me amava e decidiu ficar comigo.

Depois terminamos de vez e foi outro sofrimento, então fui tentando me curar ficando com outras pessoas, tive outro namorado, mas jamais esqueci dele e nem ele de mim. Tanto que depois de quatro anos sem nem ao menos nos tocar nada mudou.

Ficamos juntos depois de quatro anos e nossa sintonia foi a mesma.

Chego ao escritório e vou direto para a sala do meu pai.

— Princesa! — ele diz e eu vou até ele e sento em seu colo e dou um beijo em sua bochecha.

— Tudo bem paizinho?

— Sim, meu amor. Você almoçou?

— Não papai, vim direto para cá, estava ansiosa.

— Tem que se alimentar meu bem, vá até o refeitório e coma alguma coisa, o almoço é servido até às 13:00 horas.

— Estou indo papai. — dou outro beijo nele e vou ao refeitório.

O escritório é enorme, tem vários andares e nos últimos anos passou por uma reforma e meu pai construiu o refeitório que antes não tinha.

Chego ao refeitório e todos olham para mim, principalmente os homens, eles praticamente me comem com os olhos e eu ignoro todos eles.

Me sirvo de um pouco de arroz, feijão, salada, carne e pego um suco com adoçante.

Me sento na única mesa vaga que tem, pois não quero ter que ser simpática com ninguém.

Ouço uma risada estridente e olho para o lado, é a loira da boate que está muito animadinha colocando as mãos nos músculos do meu homem.

Ele me encara muito sério e eu estreito os olhos para ele, Ruan engole em seco e eu aceno com a cabeça para ele vir sentar comigo.

Como ele tem juízo e sabe que não deve desafiar a mulher dele, levanta-se e vem até a minha mesa e senta-se.

— O que faz aqui amor? Fiquei surpreso em te ver.

— Eu vi que ficou, aproveita que não estou aqui e fica flertando com ela?

— Não amor! De jeito nenhum, eu só tenho olhos pra você minha vida.

— Ruan Alencar não se atreva a ficar flertando com outras na minha frente!

— Não estou amor, ela que flerta comigo, ela é minha estagiária então é difícil ficar longe dela.

— Ah é?

— Sim. E você vai estagiar aqui também?

— Vou.

— Se eu pedir pra trocarem ela por você, seu pai vai achar estranho.

— Vai. Já tr*nsou com ela Ruan?!

— Não! Eu não fico com ninguém daqui do escritório.

— Acho bom mesmo! É bom manter esse p*u bem guardado dentro das calças, porque ele tem dona. — ele sorri de lado.

— Ele tem sim amor, sempre teve.

— Vontade de arrancar os cabelos dessa enxerida, ainda fica olhando pra cá.

— Não tenho culpa amor, nunca dei indícios de que ficaríamos juntos.

— Ok.

Óbvio que estamos conversando em um tom muito baixo para ninguém nos ouvir, mas todos nos olham.

Terminamos nosso almoço e meu pai me diz que serei estagiária de um tal Jack, eu nunca ouvi falar dele, segundo meu pai ele é um advogado muito bom.

— Pode entrar. — ele diz quando bato na porta.

Encaro o homem que tem olhos azuis piscina sentado atrás de sua mesa e ele me olha de cima a baixo.

— Sou Luíza, sua nova estagiária.

— A filha do Alencar?

— Exatamente.

Ele deve ter na faixa dos trinta e cinco anos, tem a pele clara, uma barba bem feita, forte e usa um terno de três peças feito sob medida.

Que homem bonito meu Deus!

Sempre tive uma queda por homens mais velhos.

Sossega essa periquita Luiza!

Seu homem está aqui nesse mesmo andar.

— Seu pai falou maravilhas de você, que é uma das melhores da sua turma e que se forma ano que vem.

— Isso mesmo.

— Ele só não mencionou que você era linda, ele esqueceu do fato mais importante.

Tão bonito, mas quando abre a boca acaba o encanto.

— Esse não é o fato mais importante sobre mim, eu sou mais que um rosto bonito, se o senhor me der licença eu não vou ficar aqui e ouvir isso! Só porque sou mulher, o fato mais importante sobre mim é minha beleza? Eu sou muito mais inteligente do que bonita! — ele me olha assustado.

— Espera menina!

— Menina não! Anna Luíza Medeiros Alencar! — viro as costas e saio da sala dele.

Entro na sala do meu pai sem bater na porta e encontro minha mãe sentada no colo dele aos beijos, sorrio e nego com a cabeça, esses dois não tomam jeito.

Pigarreio para chamar a atenção dos dois, que me olham e sorriem.

— Oi, meu amor. — minha mãe diz.

— Oi mamãe.

— O que aconteceu? Que carinha é essa? — ela pergunta.

— Aquele advogado que meu pai me colocou para trabalhar com ele, não gostei! — meu pai me olha confuso.

— O que aconteceu Anna Luíza? — meu pai pergunta.

Conto a ele o que aconteceu e ele fecha os punhos.

— Eu vou até lá colocar esse idiota no lugar dele!

— Não papai! Não precisa, só me coloque para trabalhar com outro advogado.

— Eu vou falar com ele sim! Se ele disse isso pra você que é minha filha, imagine o que não pode fazer com outras mulheres, se é que já não fez. É o nome do escritório que está em jogo.

— Pega leve moreno. — minha mãe levanta do colo dele.

Meu pai sai da sala sendo seguido por minha mãe e por mim.

— O que disse pra minha filha?!

— Foi só um elogio, Caio, nada de mais! A sua filha não sabe receber elogios?

— Você não está aqui para elogiar a beleza física de ninguém! Está aqui para fazer seu trabalho.

— Ok.

— Eu estou te dando uma advertência, na próxima é demissão, minha filha não vai trabalhar com você e nenhuma outra estagiária, será designado um estagiário para você.

— Ok Caio. — o tal Jack me fuzila com os olhos.

— Esteja avisado, que isso não se repita outra vez, nem com a minha filha e nem com nenhuma outra mulher.

— Ok.

Saímos da sala dele e todos nos olham, parece até que somos de outro mundo.

— Você pode trabalhar comigo meu amor. — meu pai diz.

— O senhor não tem assistente?

— Não tenho! Sua mãe me fez demitir a minha.

— Por que eu fiz isso moreno?

— Porque a moça deixava bilhetinhos de bom dia junto com o meu café. — sorrio.

Minha mãe morre de ciúmes do meu pai, mas também quem não teria ciúmes desse paredão de 1,96 de altura, além de tudo lindo.

Acho que puxei a minha mãe, morro de ciúmes do meu homem, não gosto nem de pensar em nenhuma mulher perto dele. Não gosto nada da ideia da loira ser logo a estagiária do meu Ruan.

— Acha isso pouco Caio Alencar?

— Mas, vida eu não posso controlar o que as outras pessoas fazem! Eu só posso responder por mim. E você sabe muito bem que eu só tenho olhos pra você. — minha mãe sorri e dá um selinho nele.

Se a estagiária do Ruan não fosse a loira, eu até pediria para trocar de lugar com ela, mas minha mãe não vai gostar da ideia de ter uma loira trabalhando com meu pai, já que ele tem uma queda por loiras.

— Mas, eu só posso vir à tarde papai e de manhã?

— Sua mãe vai ficar de minha assistente e à tarde você assume.

— Ok.

— Já pode começar indo levar esses documentos para o Ruan assinar.

— Ok.

Pego os envelopes com meu pai que são mais ou menos quinze e vou para a sala de Ruan.

— Boa tarde. — digo para a loira quando chego na sala de Ruan, olho para o crachá dela e se chama Samantha.

— Boa tarde. — ela diz séria.

— Vim trazer esses documentos para o Ruan assinar.

— O Doutor Ruan está ocupado, pode me dar que eu entrego para ele.

— Não! Me mandaram entregar em mãos.

— Sou assistente dele, sei o que é confidencialidade!

— Não estou dividindo, mas é que ele tem que assinar logo e eu tenho que levar se volta.

— Espere então!

— Vou esperar sim florzinha.

— Acha que eu não percebo a forma como olha para ele! — ela diz.

— Somos primos!

— Eu sei que são mais que isso, basta você chegar em qualquer lugar que nada mais importante para ele. Quando você chega, parece que ele só enxerga você.

— Somos muito apegados desde quando éramos crianças.

— Sei... O que seu pai diria se soubesse disso?

— É melhor você ficar na sua, senão vai que eu reclame para alguém que você está me ofendendo e me caluniando... Trabalhar aqui é tão bom pra quem está começando. — ela me encara furiosa e fica calada.

O homem que estava na sala com Ruan, sai e eu entro, sem ser anunciada nem nada.

Assim que ele me ver abre um sorriso daqueles de molhar a calcinha.

— A loira desconfia de nós.

— O que ela disse?

Conto para Ruan o que ela falou.

— Eu acho melhor nós conversarmos com seu pai Luíza.

— Relaxa gostoso, depois nós contamos.

— Luíza...

— Relaxa.

— Depois não diz que eu não avisei.

— Trouxe pra você assinar e tenho que levar de volta assinado.

— Meu beijo antes. — ele pede e aperta o botão para travar a porta.

Deixo os papéis em cima da mesa e monto em seu colo e lhe beijo, as mãos dele vão direto pra minha bunda e ele aperta com força.

— De calça amor? Ia facilitar minha vida se fosse um vestido ou uma saia. — sorrio.

— Está anotado, só venho de vestido ou de saia agora. — ele sorri e eu saio de cima dele e me ajoelho em sua frente.

— Luíza... O que vai fazer?

— Estou faminta! Quero meu leitinho.

— Luíza... está brincando com fogo, seu pai está aqui ao lado.

— Eu gosto de me queimar, só relaxa e me dá meu leitinho. — ele nega com a cabeça.

Puxo seu membro para fora da calça e passo minha língua pela a cabecinha, que está bem molhada, Ruan fecha os olhos e coloca a mão em meus cabelos.

Vou colocando ele na boca pouco a pouco até que inicio meus movimentos de vai e vem, o chupo rapidamente e o masturbo ao mesmo tempo, já que isso é tudo que não temos, tempo.

O sinto pulsar em minha boca, Ruan segura minha cabeça com as duas mãos e g*za bem no fundo da minha garganta.

Ele me puxa levemente pelo o cabelo para eu me levantar, sento em seu colo e ele me beija.

— Se tivéssemos tempo eu iria retribuir e depois te c*mer bem gostoso aqui na minha mesa.

— Eu iria adorar, mas não temos tempo, assine os papéis doutor Ruan.

— Vou assinar. — saio do colo dele e ele fecha a calça.

Vou até ao banheiro, dou jeito nos cabelos e passo uma água na boca.

Ruan assina tudo rapidamente, dou um beijo nele e saio da sala, a loira me encara, mas não diz nada.

Se morde de ciúmes piranha!

Esse homem é meu!

Volto para a sala do meu pai e o entrego os papéis assinados.

— Você demorou Lulu.

— Ruan estava ocupado com alguém na sala, tive que esperar.

— Ok. — entrego os documentos ao meu pai e vou para a minha mesa, que fica do lado de fora da sala dele.

Não gosto e nem me sinto bem mentindo para o meu pai, ele é incrível, mas tenho muito medo da reação dele quando descobrir.

Eu estou muito ferrada, isso sim...

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Comments

Munique Silva Peçanha

Munique Silva Peçanha

Ela tem que contar logo o pai dela vai ficar muito triste quando descobrir por outra pessoa.

2025-03-05

3

Maria Do Socorro Bezerra

Maria Do Socorro Bezerra

Ela sempre fala o quanto o pai é maravilhoso e não fala a verdade para ele. Ele vai ficar muito mais chateado pela mentira do que pelo namoro.

2025-02-16

2

Juliete Figueiredo

Juliete Figueiredo

eles sempre deixaram bem claro que podiam confiar nele, será triste descobrir como foi enganado

2025-02-26

2

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