...Ruan...
Estaciono o carro em frente a casa dos meus pais e desço do carro para abrir a porta para Luíza.
— Você está muito linda. — digo olhando para ela que está usando um vestido laranja acima dos joelhos e uma sandália de salto de cor preta.
— Obrigada, gostoso. — ela diz e me beija. — Ainda é estranho jantar aqui na casa dos seus pais como sua namorada.
— Já fez isso antes.
— Mas não oficialmente, antes era sua namorada, mas ninguém sabia.
— Verdade. É tão bom poder ficar com você sem nos escondermos. — digo.
— É sim gostoso.
Entramos na casa dos meus pais e todos estão na sala jogando conversa fora.
— Oi filho. — minha mãe levanta-se e vem me abraçar.
— Oi mãe.
— Oi Lulu. — ela abraça e beija a bochecha da Luíza.
— Oi tia, como as senhora está?
— Estou bem, meu amor. Vocês dois não se desgrudam mais, não tem mais tempo para seus pais.
— Foi muito tempo guardando esse amor, tia.
— Aí... Mais um pouco e eu vou vomitar arco-íris. — Manu diz e nós sorrimos.
— Está precisando arrumar um namorado. — digo para minha irmã mais nova, que logo vai fazer dezoito anos.
— Eu não! Quero distância disso.
— Essa menina é estranha mãe! Daqui a pouco faz dezoito anos e nunca namorou na vida. — digo e ela mostra a língua para mim.
— Deixe sua irmã Ruan! — meu pai diz.
— Onde está a Duda? — pergunto.
— Está lá em cima com um namorado.
— Como assim? Eu nem sabia que ela tinha um. — digo.
— Ninguém sabia, trouxe hoje para nós conhecermos. — minha mãe diz.
— E vocês deixam ela ficar no quarto com ele? — pergunto.
— Sua irmã já é adulta filho.
— A senhora é moderninha demais mãe.
— Nem tanto, ainda acho estranho vocês dois namorando. — minha mãe diz e nos olha. — Tipo, é meu filho e uma das minhas princesinhas.
— Mãe, eu amo a senhora, mas a senhora sabe que a Lulu e eu não somos parentes de sangue. — minha mãe fecha a cara para mim.
— Você sempre com essa história Ruan! Eu sou sua mãe e ponto final.
— É óbvio que a senhora é, a melhor mãe do mundo, mas a senhora encara nosso namoro dessa forma por nós dois sermos primos, mas é só de consideração, não é de sangue.
— Família vai além de laços sanguíneos Ruan! Você não tem nosso sangue, mas é tão parte dessa família quantos os filhos dos seus tios, ninguém nunca te tratou diferente por conta disso.
— Eu sei, vocês são incríveis, eu me sinto muito grato e muito honrado por fazer parte dessa família, eu amo todos vocês, mas por favor aceite meu relacionamento com a Luíza, nós nos amamos de verdade e nos amamos a muito tempo.
— Eu aceito e entendo que se amem, mas isso foi um choque para mim, afinal vi vocês dois crescerem. Você já tinha dez anos quando veio para mim, mas essa outra aí eu vi nascer, estava lá no dia, participei do parto, então é estranho pensar que são da mesma família e tem um relacionamento, mas eu aceito, amo os dois e quero que sejam felizes. — minha mãe diz e Luíza e eu a abraçamos.
— Te amo tia.
— Também te amo Lulu. Amo os dois. — meu pai se junta ao nosso abraço.
— Eu também amo vocês. — meu pai diz.
— Vem pro abraço também estranha. — digo para Manu e ela revira os olhos, mas se junta ao nosso abraço.
— Mais um pouco e eu vomito arco-íris. — Manu diz e nós sorrimos.
Eduarda desce as escadas junto com um homem, que deve ser o namorado.
— Boa noite. — ele diz e nós nos soltamos do abraço coletivo.
— Boa noite. — Luíza e eu respondemos juntos.
— Oi Lulu. — minha irmã abraça minha namorada.
— Oi Duda.
— Oi irmão. — ela me abraça também.
— Oi. — digo e beijo sua testa.
— Esse é o Eduardo, meu namorado.
— Ah não força! — digo e todos sorriem. — Dupla sertaneja.
— Ha ha ha! Muito engraçado. — Duda diz. — Não liga pra ele não amor, as pessoas dessa casa são todos malucos.
— Não tem problema, é engraçado mesmo. — ele diz.
— Essa é a Luíza, minha prima e namorada do Ruan.
— Prazer. — ele diz estendendo a mão para Luíza que aperta a mão dele.
Ele olha fixamente para Luíza e segura a mão dela mais tempo do que deveria e isso me incomoda. Não sou possessivo nem nada, mas não gosto de ver outro homem olhando para ela e ainda mais assim descaradamente e ainda é namorado da minha irmã para terminar de completar.
— Quer um vinho amor? — pergunto e ele solta a mão dela.
— Quero sim amor.
— Vem comigo?
— Claro amor.
Vamos até a adega dos meus pais, todos dessa família são apaixonados por vinho.
— Rosé amor?
— Sim.
Pego o vinho e vamos para a cozinha, onde sirvo uma taça de vinho para ela e um uísque para mim.
— Esse cara estava olhando muito pra você, não é?
— Você achou amor?
— Sim e eu não gostei.
— Ele é namorado da sua irmã, gostoso.
— Isso não impediu de ele ficar olhando pra você. Já não fui com a cara dele, namora minha irmã e fica olhando pra prima dela que também é cunhada na cara dela e na minha cara também.
— Não precisa ficar com ciúmes, meu amor. Onde que eu vou olhar pra outro homem, tendo um gostoso desses ao meu lado? — sorrio. — Eu só tenho olhos pra você Ruan, eu amo você. Esperei muito tempo para te ter ao meu lado, acha que eu vou jogar isso fora? Não troco você por nada desse mundo meu amor.
— Te amo tanto Anna Luíza. — digo a abraçando.
— Eu também te amo Ruan.
— Ei pombinhos? Vamos jantar? — meu pai convida.
— Vamos. — Luíza e eu respondemos juntos.
Sentamos na sala de jantar e as meninas que trabalham aqui servem o jantar e se retiram.
— Como vocês se conheceram? — pergunto para Eduarda.
— Num evento de advocacia, ele também é advogado.
— É mesmo? E trabalha aonde?
— Sou defensor público. — ele diz.
— Entendi. Quanto tempo faz que vocês estão juntos?
— Faz um mês, aí aproveitei que a Luíza vinha e resolvi apresentar o Edu pra vocês.
— Entendi.
Meu pai e minha mãe me olham intrigados, pois nunca fui de sentir ciúmes das minhas irmãs, mas a verdade é que não é ciúmes, só que esse cara não me passou confiança, não depois de eu vê-lo olhando para a minha namorada, mesmo eu estando ao lado dela e minha irmã ao lado dele.
— Bom, Luíza e eu já vamos. — digo depois de tomar o café que foi servido após o jantar.
— Mas já filho?
— Sim mãe.
— Venham jantar comigo mais vezes e traga meu irmão, minha cunhada e seus irmãos.
— Pode deixar, tia, vão jantar lá em casa um dia também.
— Nós vamos sim princesa.
Luíza abraça e beija meus pais e depois minhas irmãs e não se despede do namorado da Duda e eu gosto disso. Não a proibi, não sou esse tipo de cara, mas saber que ela evita certas situações por causa de mim me deixa feliz.
Abro a porta do carro para ela e ajudo a entrar.
— Obrigado amor. — digo quando pegamos a estrada.
— Pelo quê?
— Por ter evitado aquele cara.
— Ruan eu respeito você! Moramos praticamente juntos, se eu sei que algo te desagrada eu não vou fazer.
— Você é incrível Luíza.
— Eu sou! — ela diz e eu sorrio.
— Eu quero te levar a um lugar.
— É? Onde?
— Você vai ver.
— Tá.
Eu amo essa mulher e minha maior sorte é que ela me ama também.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Munique Silva Peçanha
Eita aí tem
2025-03-05
2
Maria Do Socorro Bezerra
Errado você não está.
2025-02-18
2
Maria Do Socorro Bezerra
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
2025-02-18
1