E o que deixava Jacqueline mais tensa eram os olhares daquele cavalheiro misterioso que não parava de olhar para ela. Aquela paixão ardente queimava seu peito, e um desejo aflorava a sua pele, estava difícil resistir à vontade de beber e perder o controle.
O que ela tinha a perder? Estava longe da sua família e não precisava temer por um julgamento precipitado. Afinal de contas ela era solteira, livre e desimpedida, não precisava dar satisfação a ninguém! A única preocupação que ela tinha, era com sua tia, onde ela morava a única família e sua filha de 4 anos, seu tesouro precioso, mas também isso não impedia dela viver uma vida mais social, ter alguém ou quem sabe se apaixonar? O único problema que deixava Jaqueline preocupada era seu descontrole quando bebia.
Porque mudava de personalidade! Completamente diferente do que ela era, acostumada a fazer algo diferente principalmente quando bebia álcool que fazia explodir um desejo de viver a vida, e grandes aventuras. Gostava de mergulhar a cabeça no desconhecido. Para ela não teria nenhum problema viver grandes paixões, mas que não gostava de se fazer de vítima quando as coisas saiam fora do controle, afinal de contas ela adora viver a vida intensamente, seu corpo cheio de energia e saúde. E muita saúde diga se de passagem.
Então ela começou a beber, sem precisar se preocupar que tinha que trabalhar no dia seguinte, Afinal de contas era uma sexta-feira e sábado ela estava de folga e só voltava segunda-feira?
Pediu uma cerveja, bebida preferida, e bebeu, e pediu mais uma para se acalmar, porque o cavaleiro misterioso não parava de olhar e cobiçar o seu corpo, e como ela ia fazer para fugir? E o que mais Jaqueline estava intrigada é o fato que todos os homens estavam cobiçando, mas que era apenas os olhares daquele cavaleiro, a sensação que ela já conheceu em algum lugar, só não sabia da onde?
E por que aquele cavaleiro estava deixando ela nervosa e perturbada fazendo ela perder controle? Após beber duas cervejas ela foi dançar na pista não estava conseguindo ficar só olhando, não era de ficar parada, ela precisava se agitar descarregar suas emoções, talvez fosse ansiedade, porque a noite não passava, queria ir embora e jogar aquela máscara pelo alto e parar de fingir ser o que ela não era. Não teve jeito quando tentou fugir já era tarde, o homem se aproximou dela convidando para dançar.
Ela não teve saída e nem como recusar.
— Aceita dançar comigo?
— É claro, e porque não!
— Com delicadeza ele levou ela no meio da pista e de rosto colado começaram a dançar. Os dois estavam perdidos em seus pensamentos, o delicioso perfume que ela estava sentindo, estava embriagando ela, o cheiro daquele homem Jaqueline já sentiu em algum lugar, só não conseguia lembrar, e ele também tinha certeza que conheceu essa misteriosa mulher.
Suas pernas tremeram quando ele abordou de forma surpreendente.
— Por acaso você não se chama Renata?
— Como?
— Renata, eu conheci alguém com esse nome!
Jaqueline sabia que era ela, mas ficou assustada com a descoberta, ela fugiu de São Paulo por causa de suas confusões por usar o nome Renata. E isso causou muita dor de cabeça que resultou numa obsessão de um chefe do crime organizado líder do PCC mais perigoso de São Paulo que não aceitou o fim de um relacionamento, do qual foi obrigada a fugir para o Sul do país.
E agora novamente encontra alguém que ela conheceu no passado sem saber que por trás daquela aparência estava Guilherme Matos, seu chefe que ela ainda não conheceu pessoalmente, e o verdadeiro pai de sua filha. Como ela faria para fugir dessa armadilha?
— Eu me chamo Jaqueline, acho que está confundindo com alguém!
— Não estou confundindo, é você mesma, essa boca linda eu nunca esqueci, para dizer a verdade, hoje é minha despedida de solteiro!
— Porque vai se casar amanhã?
— Não, estou me referindo a festa de despedida de solteiro, hoje fiz uma festa para me despedir das noites mal aproveitadas, vou deixar de ser boêmio, quero encontrar a minha alma gêmea, estou cansado das noites de bebedeiras e mulheres, agora eu quero uma só.
— E porque está fazendo isso?
— Por sua causa!
— Como assim? O que eu tenho haver com a sua vida amorosa?
— Tudo, desde que conheci você em São Paulo, nunca mais fui o mesmo.
— Mas eu não estou em São Paulo, estamos aqui na cidade de Gramado?
— Foi quando eu fui para uma conferência em São Paulo, saí à noite para uma formatura no lugar de um amigo meu que não pôde ir, então foi lá que conheci você!
— Então você não é de São Paulo?
— Não, sou daqui mesmo.
— O mundo realmente é pequeno. Mas, na verdade, eu me chamo Jaqueline e não Renata.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Marcia Gomes
essa é oportunidade pra ela se lembra que ele é o pai da filha dela 🎭
2024-05-09
2
Eloi Silva
eu também estou amando a história dos dois tomara que ficam juntos
2024-04-28
2
Luciene Da Silva Costa
estou amando a história /Angry/
2024-04-25
1