CAPÍTULO 12

“Seja lá o que Deus quiser”. — Pensou Jaqueline. Não era mulher de fugir dessas situações. Estava longe da família e caso algo acontecesse não ia provocar constrangimento em seus familiares! Ficou enfrente o espelho colocando a sua maquiagem, ela era vaidosa, as coisas tinham que ser como ela queria, sabia muito bem ser elegante quando queria, a sua roupa era impecável.

Tinha bom gosto em tudo, sabia como se comportar diante das adversidades, ela ainda não conversou pessoalmente com seu chefe, apenas ouviu falar dele, aliás, ela ouviu falar muito, que despertou medo e curiosidade até mesmo excitação. E isso deixava ela perturbada porque nenhum homem deixava ela nervosa do jeito que estava, talvez pelo fato dele ser poderoso. De qualquer forma ela não queria decepcionar e segundo o que ela ouviu falar dele através da sua amiga Joaquina ele não era tão mal quanto as pessoas nos corredores da empresa falavam. E Jaqueline se deu conta que isso acontece em qualquer empresa. Ela guardou bem os conselhos de sua amiga Joaquina. “Nunca julgue as pessoas através dos comentários!”. A maldade não está na pessoa julgada e sim naquelas que gostam de julgar.

Afinal de contas, ela estava bem avisada pela sua amiga Joaquina. Enfim, ela estava pronta para o desafio, encarar sem medo de ser feliz, aconteça o que acontecer não podia se arrepender pelos seus atos. Já era bem grandinha e não era mais uma criança para ficar escondida na barra da saia da mãe.

Deixou a sua pequena filha de quatro anos com a sua tia, que fazia questão de cuidar da neta sobrinha porque tinha adoração por ela. A filha de Jaqueline se chama Natasha, olhos castanhos claros, cabelos castanhos claros e cacheados. Linda que chamava atenção pela beleza e esperteza. Para o orgulho de Jaqueline que tinha nela seu maior apreço, que tudo valia a pena por ela. Sua maior razão de viver e batalhar dia após dia sem se arrepender do que fizera no passado. Embora sendo filha de um pai desconhecido, ela se colocava como pai e mãe ao mesmo tempo.

E nunca culpou o pai pelo fato dele sumir pelo mundo afora, até porque Jaqueline era especial diferente de outras mulheres, se existia uma coisa em Jaqueline era que ela odiava se fazer de vítima, seu caráter não permite fugir das suas responsabilidades.

Não pedia satisfação a ninguém no que ia fazer ou deixar de fazer, sua personalidade sempre foi de uma mulher forte que assumia seus erros sem medo. Fazia as coisas que dava na teia. Pensando assim foi a esse baile de máscaras. Até porque ela precisava extravasar suas energias acumuladas, ainda mais que ela era acostumada à adrenalina, e fazia tempo que não cometia uma loucura, era assim que ela definia a sua vida. “A minha vida é muito louca”. E louco é aquele que não sabe viver.

Chamou o Uber e foi até o local da festa, quando chegou chamou atenção pela sua beleza e elegância. Ao entrar no salão de festa entregando o convite para o segurança e entrou, estava sozinha até porque era uma estranha recém contratada para assumir o lugar de Joaquina que estava de saída para Florianópolis, Santa Catarina.

Ela não conhecia ninguém, afinal de contas o propósito era esse, já que a festa era apenas para os funcionários e alguns convidados especiais. Guilherme Matos, o responsável pela festa, estava cercado por diversas mulheres. Afinal de contas era a sua despedida de um homem festeiro, era o que ele pensava, e de fato estava fazendo maior esforço para se sentir a vontade, alguma coisa estava mudando dentro dele sem entender porque, é claro que ele gostava de mulher, mas naquele momento ele queria somente uma, estava sendo difícil ele segurar a vontade de dar um fora em todas elas, mas precisava controlar. Até os seus amigos mais próximos estavam estranhando a atitude dele e a maneira fria que ele tratava as que estavam com ele. Ele era bem maduro o suficiente para saber que tudo aquilo era pelo que ele tinha e não pelo que ele era, tudo o que representava e não pelo homem de verdade.

Ele estava cansado e chegou a se arrepender de ter feito aquela festa. Pensava com ele mesmo. “Porque inventei essa festa ridícula?”.

A vontade que ele tinha era abandonar o barco como se diz na gíria popular. Nada fazia sentido estar naquela festa. Não conhecia ninguém, afinal de contas todos trabalhavam para sua empresa e todos de máscara e talvez nem todos viessem. “Coisa ridícula eu ameaçar de mandar embora caso não viessem”. Pensando em silêncio.

Ele pediu licença e foi até o toalete, estava muito nervoso, o coração apertado sem saber porque aquilo estava acontecendo? Que noite melancólica, ele acreditou que por ter feito aquela festa ridícula ia melhorar um pouco seu péssimo humor, sem ele mesmo saber por quê. Alguma coisa estava errada.

Foi ao toalete masculino e ficou em frente ao espelho.

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Comments

Marcia Gomes

Marcia Gomes

nada de arrependimento bb o bom estar por vim 🎭

2024-05-09

0

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