Chegando lá ela foi bem recebida por todos seus colegas que ficaram encantados com a simpatia de Jaqueline que ainda estava nervosa com o novo ambiente. Ela sentiu que aí começava um novo ciclo da sua vida.
Estranha era a sensação de um novo começo, mas havia alguma coisa que despertou misteriosamente quando se sentou -se na cadeira de secretária na sala bem aconchegante com ar-condicionado e janelas de vidros coberto por persianas cor cinza.
A sala ficava no vigésimo andar. E para chegar até lá tinha que usar elevador, Aliás ela odiava andar de elevador. Logo de manhã subir no elevador lotado de gente mau humorada e diversas pessoas com mau cheiro de odor insuportável.
Mas não tinha do que reclamar após entrar em sua nova sala e começar a nova realidade para ela. E pelo que ela ficou sabendo ia trabalhar bem perto do poderoso chefão que costumava viajar muito para diversos países.
Assim como na Europa, Estados Unidos e Japão e até em Israel, o sonho de consumo de Jaqueline que sonhava conhecer Israel.
Por enquanto ela tinha que esquecer aquele sonho impossível. Agora era focar no seu novo emprego de secretária, não era o emprego dos sonhos, mas a empresa onde ia trabalhar era o mais desejado. A única coisa que deixava ela incomodada era quando falavam do tal CEO. Algumas suspirava por ele só de pensar, outras sentiam ódio sem saber o motivo.
E como Jaqueline acreditava só vendo ficava calada sem dizer uma palavra, até porque sabia que não podia confiar em ninguém sem antes conhecer a pessoa de quem realmente era. Para não tirar conclusões precipitadas.
Com 22 anos já passou por tanta coisa ruim e não queria passar de novo do quanto ela se decepcionou com algumas pessoas bem próximas dela. Sofreu sabotagem em outros empregos.
Então o foco dela era o trabalho e prestar bem atenção na secretária que estava prestes a sair, e só estava cumprindo aviso prévio. Ela se chamava Joaquina que se viu obrigada a pedir demissão por motivos pessoais que a impediam de trabalhar naquela empresa que ela gostava muito.
Olhando para ela, Jaqueline sentiu simpatia e detectou que era uma boa pessoa e confiável. Era bastante prestativa e pelo jeito as duas sentiram simpatia uma com a outra. Era um bom começo pensava que Jaqueline Joaquina estava 5 anos trabalhando, e tinha muita experiência e capacidade, era discreta e organizada. E isso ajudaria muito Jaqueline que para ela tinha que ser igual a ela ou até melhor.
— Porque você está saindo do emprego se gosta de trabalhar aqui?
— Porque estou de mudança para Santa Catarina, meu marido foi transferido para lá. Então tenho que acompanhar. Ele foi promovido e vai ganhar o triplo do que ganhava aqui nesta cidade.
— Há que legal, você tem filhos?
— Tenho duas filhas e um menino de 8 anos.
— E você é casada?
— Não, e nem quero casar tão cedo!
— Achei que era. Porque uma mulher bonita não vai faltar pretendente!
— Por enquanto está bom assim. — Jaqueline se empolgou demais, quase contou sua vida, mas freou a sua língua. Mesmo sentindo simpatia por ela, mas que não se sentia à vontade para revelar segredos de sua vida. Ainda mais com pessoas que ela não conhecia. Coisas que ela queria esquecer, as dolorosas lembranças que só faziam mal.
A única coisa que ela queria era se concentrar no seu emprego novo porque precisava ocupar a sua mente para não pensar no que aconteceu com ela no passado.
Já no primeiro dia de emprego Jaqueline estava se sentindo mais à vontade como se já tivesse trabalhado naquele lugar tão aconchegante.
Por enquanto ela ia dividir a sala com Joaquina que estava de saída. Faltava menos de um mês para ela terminar de cumprir o aviso prévio. E Jaqueline sem entender já estava sentindo saudades dela.
— Confesso que quando você for embora, vou sentir sua falta.
— É mesmo? Disse Joaquina.
— Eu também, porque você é a primeira pessoa que estou me sentindo à vontade, e pra dizer a verdade eu gostei muito de você.
— E eu também gostei muito de você. Mas eu acho que você vai se adaptar fácil.
— Porque está dizendo isso?
— Você é bonita, inteligente e parece que está disposta a trabalhar!
— Há, isso é verdade, até porque eu preciso muito desse emprego.
— Todos precisam, mas poucas pessoas mostram que estão mesmo querendo trabalhar.
— Como assim?
— Já vi muitas que fizeram entrevista e no dia seguinte nem apareceram.
— Porque? Perguntou: Jaqueline.
— Pelo mesmo motivo, fofocas quando chega alguém como novo funcionário fazem terrorismo sobre o CEO de que ele é isso e aquilo. Entende onde eu quero chegar.
— Foi o que eu imaginei.
Porque falaram que ele é arrogante e prepotente.
— E você acreditou?
— Se eu disser que não, eu estaria mentindo, fiquei insegura, mesmo assim sou daquelas pessoas que tenho que ver para crer.
— Fez bem, eu aconselho não dar ouvidos a ninguém em hipótese alguma. Se existe uma coisa que o diretor não gosta é de pessoas que conversam demais nos setores onde é local de trabalho. Mas isso não quer dizer que ele manda embora.
— É porque as minhas colegas falaram que ele é arrogante e prepotente?
— História delas. Acontece que vivemos num mundo cheio de hipócritas que falam e falam, mas não fazem nada. E tudo que fazem é para chamar atenção. Se pudessem, elas mesmas se atiravam nos pés dele por uma migalha de atenção.
— E você, Joaquina, o que pensa a respeito dele? Seja sincera.
— Da minha parte eu não tenho nada do que reclamar. Para mim ele sempre foi um bom patrão, sempre me respeitou como pessoa e profissional.
— Outra coisa que eu ouvi falar é que ele é muito paquerador! É verdade isso?
— É outra mentira, ele sempre foi um homem discreto que não gosta de mostrar os dentes. Ele tem uma postura de um empresário sério que dirige uma grande empresa e com muitas filiais no mundo inteiro. Então se exige dele uma postura respeitável para não perder a credibilidade que ele tem no mundo inteiro.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Marcia Gomes
hum entendi e gostei da atitude vamos vê mais dessa atitude 😏
2024-05-08
2
Rosa Costa
já estou gostando 🥰
2024-04-28
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