Catherine
Aceitar o convite que Aldric me fez para nos encontrarmos e tomarmos um café foi um grande passo para mim, já que estou empenhada em descobrir mais sobre ele e sua família. O que realmente existe na família Sombraul? Há algo oculto sobre eles, e eu vou descobrir. Ontem, quando ele me mandou aquela mensagem se desculpando por não ter falado comigo na igreja, um sorriso genuíno surgiu em meus lábios.
Eu sei que, por mais que eu queira descobrir se ele ou a família dele escondem algo, isso de certo modo me assusta também, já que acredito fielmente que estou realmente gostando de Aldric. E isso por si só já traz um peso grande, considerando que meu pai parece não ter simpatizado muito com ele. Mas que Deus me perdoe, eu irei atrás de respostas; ficar apenas fazendo suposições está me matando. Preciso tentar entender tudo isso.
É exatamente por isso que, enquanto estou aqui sentada na cadeira em frente à floricultura, pego meu celular decidida e mando uma mensagem para ele.
📱CATHERINE: Oi Aldric, tudo bem? Sobre nossa conversa de nos encontrarmos e tomarmos um café... Pensei que poderíamos nos ver amanhã, o que acha? Eu achei um tempinho livre na minha agenda.
Assim que envio a mensagem, logo sua resposta chega quase que automaticamente:
📱ALDRIC: Oi, Catherine, eu estou bem, e você? Bem... Olha, eu adoraria ir amanhã conversar com você, mas amanhã estarei em expedição com meus tios para fazermos pesquisa a campo. Mas há uma maneira, se você conseguir um tempo hoje, poderíamos nos encontrar ainda hoje, o que acha?
Ao visualizar sua resposta, fico um tempo ponderando, e é então que uma ideia, embora maluca, surge em minha mente.
📱CATHERINE: Aldric, podemos nos encontrar hoje, então, mas terá que ser à noite. Há uma clareira na floresta, podemos nos encontrar lá. Você sabe onde fica?
Sua resposta não demora a chegar:
📱ALDRIC: Sim, eu sei onde fica. Mas eu te esperarei na praça central de SombraVale, tudo bem? Pois acho perigoso você entrar sozinha na floresta. Iremos juntos até a clareira.
Concordei com o plano, e enquanto o dia passa, mergulhei nas atividades da floricultura, atendendo clientes e realizando entregas de flores pela cidade. A noite chegou após um dia agitado, e, após o jantar, desejei boa noite ao meu pai antes de me recolher ao meu quarto.
Assim que constatei que meu pai tinha ido para o seu próprio quarto, dei início aos meus preparativos. Troquei minha roupa, substituindo-a por um vestido mais confortável, e calcei um par de tênis para facilitar a caminhada. Amarrei meus cachos em um rabo de cavalo prático e, como combinado com Aldric, sabia que ele já estava me esperando.
Antes de sair pela janela do meu quarto, murmurei uma pequena prece:
— Perdoe-me, Deus, mas sinto a necessidade de entender.
Com um salto, pulei pela janela, atenta para verificar se algum vizinho observava minha fuga. Graças a Deus, parecia que minha partida passou despercebida. Com cautela, iniciei minha jornada em direção à praça central, onde Aldric aguardava por mim. Com passos cuidadosos, segui pelas ruas tranquilas da cidade, envolta pela penumbra da noite. Cada sombra parece carregar consigo um segredo, cada ruído uma história não contada. O vento sussurra segredos antigos entre as folhas das árvores, enquanto as estrelas cintilam como testemunhas silenciosas de nossa jornada.
Ao chegar à praça central, avisto Aldric esperando por mim sob a luz fraca das lâmpadas ao redor. Ele está vestindo uma blusa preta com capuz, que contrasta com a palidez da lua, e calça jeans. Seus olhos brilham com uma mistura de expectativa e mistério, enquanto seus traços delineia uma expressão serena.
— Oi Catherine — ele disse, com um sorriso caloroso que aqueceu minha alma.
— Oi Aldric — respondi, tentando controlar a aceleração do meu coração diante da presença dele.
Juntos, adentramos a escuridão da floresta, e Aldric rapidamente liga sua lanterna, que projeta feixes de luz entre as árvores, iluminando nosso caminho. O ar está impregnado com o cheiro da terra úmida e o som dos galhos se movendo ao sabor do vento cria uma sinfonia misteriosa ao nosso redor, como se a própria natureza estivesse nos conduzindo para um destino desconhecido.
À medida que nos aproximamos da clareira, uma sensação de expectativa e tensão toma conta de nós, como se estivéssemos prestes a testemunhar algo extraordinário. Finalmente, chegamos, e a visão que se descortinou diante de nós é ao mesmo tempo magnífica e assustadora.
Sob a luz prateada da lua, iluminando o lugar como um farol celestial, a clareira parece um santuário antigo, onde os mistérios do universo se revelavam sob o manto da noite. É como se estivéssemos diante de um portal para um mundo desconhecido, onde o passado e o presente se entrelaçam.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 74
Comments