Capítulo bonus

Alex narrando

Resolvermos tudo na delegacia e fomos embora, percebo que pouco após entrarmos no carro a Amélia pegou no sono, até entendo, ela deve estar exausta e também abalada com tudo o que aconteceu, chego em frente a sua casa e quando vou acorda-la reparo no seu rosto, tão perfeito e sereno enquanto dorme, não sei o que me deu, mas simplesmente não consigo deixa-la, ligo o carro novamente e vou em direção à minha casa.

Ao chegar, estaciono na garagem, desço e a pego no colo, com cuidado para não acorda-la, subo as escadas e vou em direção a um dos quartos de hospedes, confesso que pensei em leva-la para o meu quarto, mas não achei apropriado, deposito ela na cama e saio para falar com a dona Ana, minha governanta.

Dona Ana é uma senhora de 65 anos, quando eu era menino ela trabalhava na casa dos meus pais, como eles nunca estavam eu e o Victor ficava com ela, quando os meus tios tinham algum compromisso. Quando comprei minha casa a trouxe comigo, amo e a respeito muito, acredito ser a única pessoa nesse mundo que eu não consiga mentir, uma mulher de muita fibra, ela e o seu esposo tem uma filha que souberam criar muito bem, Lídia é uma ótima moça, iniciou agora a faculdade de medicina, ela é bem centrada.

Vou em direção a casa dos fundos onde dona Ana mora com a sua família, ao chegar toco a campainha e em pouco tempo sou atendido.

Dona Ana: - Meu filho, está tudo bem?

Eu: — Está sim, eu só gostaria de pedir um favor.

Dona Ana: - Claro! Pode falar.

Eu: - Eu trouxe uma amiga dormindo, ela está no quarto de hóspedes, e gostaria de saber se a senhora tem alguma roupa de dormir para emprestar e se poderia me ajudar com ela.

Dona Ana: - Ajudo com maior prazer, só um minuto que já volto.

Depois de uns dez minutos dona Ana volta acompanhada por sua filha e com uma peça nas mãos.

Dona Ana: — Peguei essa camisola da Lídia e já que a moça está dormindo ela vai para me ajudar, eu não tenho mais o mesmo vigor de antigamente.

Eu: — Está bem, muito obrigada Lídia.

Lídia: — Imagina.

Fomos em direção a minha casa, dona Ana vai o caminho falando sobre a Amélia.

Dona Ana: — Essa moça deve ser muito especial, nunca trouxe ninguém aqui.

Eu: — Ela é a CEO da nova empresa que eu investi, a trouxe porque sofreu uma tentativa de abuso essa noite.

Dona Ana fica preocupada na mesma hora.

Dona Ana: — Mas ela está bem, pegaram o canalha?

Eu: — Ela está bem, impedi a tempo, e dei uns bons socos no cara.

Dona Ana: - Não deveria ter brigado menino, deveria ter chamado a polícia.

Eu: — Na hora não consegui me controlar, mas depois a polícia foi acionada e o Victor também está ajudando.

Dona Ana: — O Victor é um amor de menino, mas me conta, a quanto tempo está apaixonado por ela?

Na hora que escuto isso engasgo com a própria saliva.

Eu: - Não é nada disso, só quis ajudar.

Dona Ana: — Menino não tenta me enganar porque te conheço desde pequeno, você nunca trouxe ninguém aqui e se metendo em brigas, sempre teve controle das suas ações, apesar de ser todo nervosinho nunca perdeu a elegância a ponto de agressão física com ninguém.

Eu: — Eu sou nervosinho? (Pergunto dando risada.)

Dona Ana: — É sim, você pensa que tem sempre que ter a última palavra, mas meu menino, no amor a última palavra vem do coração.

Eu: — Eu a conheço há menos de uma semana, e desde o princípio não nos entendemos, ela é inteligente e esforçada, mas retruca por tudo.

Dona Ana: — Igual a você, aposto que ela também te ama, ninguém briga tanto sem motivo.

Eu: — Que nada, ela não me suporta!

Dona Ana: — Já pensou em mostrar-lhe a sua melhor versão? Eu sei que esse homem temido por todos foi um personagem que criou para não ser machucado, mas se dê uma oportunidade para felicidade, mostre para essa moça quem é de verdade.

Antes de consegui responder chegamos, aviso em qual quarto ela está e aguardo na sala, as duas sobem e depois de vinte minutos voltam.

Dona Ana: — Ela acordou e se trocou sozinha, mas estava com tanto sono que duvido que se lembre, e a propósito ela é muito bonita.

Eu: — Linda (A palavra sai sem autorização e dona Ana me olha com um sorriso.)

Dona Ana: — Menino agora vou descansar, mas pense no que te disse, se permita amar.

Eu: — Está bem, muito obrigada a senhora e a Lídia pela ajuda.

Elas vão embora e eu subo até o quarto para ver se a Amélia está bem, quando entro vejo que a camisola ficou extremamente curta, afinal a Amélia tem mais corpo que a Lídia, descido sair, pois quando eu finalmente ver o seu corpo, será com a sua permissão.

Vou para o meu quarto, tomo um banho gelado, porque eu sou correto, mas também não sou de ferro, tenho as minhas necessidades, após o banho deito e fico pensando no que a dona Ana disse, será que estou mesmo me apaixonando?

No outro dia acordo cedo, tomo o meu café e vou em algumas lojas procurar uma roupa para Amélia, afinal não vou deixá-la sair na rua com aquele vestido minúsculo que usava ontem, acho uma loja com uma roupa no manequim que acredito que ela vai gostar, entro e compro.

Volto para casa já são mais de 11 h, subo até o quarto da Amélia, a mesma ainda está dormindo, deixo no banheiro a sua roupa junto com itens de higiene que comprei na volta para casa.

Antes de sair do quarto paro na porta e olho para ela, nesse momento ela acorda e não reconhece onde está, como já esperado quando digo que está na minha casa ela fica furiosa comigo, aproveito para provocar um pouco sobre a camisola curta, que a essa altura já estava me deixando maluco, quando ela percebe como está vestida praticamente voa para de baixo das cobertas, completamente envergonhada.

Esclareço sobre quem a trocou e aproveito para provocar mais um pouco, sento ao seu lado e coloco uma mecha do seu cabelo atrás da sua orelha, respondo mais um questionamento, deixando implícito a minha excitação, vou me aproximando e como percebo que ela não recua a beijo, nesse beijo descarrego toda a minha vontade de tê-la desde o dia que nos conhecemos, passo a mão pela sua coxa e percebo que o seu corpo fica tenso, e ela para o beijo.

Me desculpo e insisto para almoçar comigo e por fim ela caba cedendo.

Enquanto ela se arruma vou para cozinha, já havia dispensado as cozinheiras porque hoje eu mesmo vou cozinhar, tenho esse amor pela gastronomia desde pequeno, e na juventude, estudei para me aperfeiçoar.

Estou quase finalizando o almoço quando a Amélia entra na cozinha, a roupa ficou perfeita, ela brinca sobre o tamanho da casa e eu dou uma resposta bem sugestiva, o que a deixa com uma expressão de confusão no rosto, por fim ela agradece pela roupa, e comenta sobre eu saber cozinhar.

Eu havia decidido seguir os conselhos da dona Ana e tentar uma aproximação para descobrir se o que sinto é apenas atração ou algo a mais, ela percebe que estou mais receptivo e me faz algumas perguntas pessoais, o que de início estranhei, pois ninguém nunca fez isso antes, mas vou ficando a vontade e acabo me abrindo, ela também conta um pouco da sua história, o que só faz a minha admiração por ela aumentar.

Acabamos de comer e ela se oferece para me ajudar com a louça e também questiona-me do motivo de eu ter protegido ela na boate, falo que não gostei do cara estar olhando ela, e a mesma questiona-me o porquê, nesse momento decido colocar todas as cartas na mesa, ou ela vai se entregar ou correr, falo do meu desejo por ela e tomo os seus lábios ferozmente e para minha surpresa ela retribui, só paramos o beijo por falta de ar.

Quando a convido para subir percebo que novamente ela fica nervosa e recusa o convite, uma ideia se forma na minha cabeça, e como estamos tendo uma conversa franca, peço autorização para questiona-la e ela autoriza então pergunto de uma vez:

Eu: - Você é virgem?

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Comments

Fatima Maria

Fatima Maria

EU ACHO QUE SIM E DIGO QUE NÃO.

2024-06-10

1

Carina

Carina

cade fotos do outros personagens, inclusive o dela. a principal

2024-06-07

1

Vera Lucia Xavier

Vera Lucia Xavier

Acho chato, quando os personagens repetem a mesma fala. Fica cansativo.

2024-06-07

3

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