Os 15 dias seguintes passaram que nem deu para perceber, a correria foi tanta que mal conseguia parar para comer. Nunca assinei tanto papel na minha vida, quem diria que ter uma sociedade e mudar uma empresa de país daria tanto trabalho.
Finalmente chegou a hora de ir em direção ao meu futuro, estou sentada no aeroporto esperando a Nati, o Dilan e a Grazi, sim gente, minha amada assistente, que, na verdade está mais para amiga, topou embarcar nessa aventura comigo.
Depois de checar o meu cartão de embarque pela milésima vez, resolvi relaxar um pouco, e a recordação da minha família veio na minha mente, no meio da agitação que foi as duas últimas semanas eu e a Nati tiramos uns três dias para ir nos despedir, e como o meu coração doeu em saber que eu iria para mais longe ainda da minha mãezinha.
Lembrança on
Acabei de chegar na cidade onde a minha família mora, tudo está do mesmo jeitinho de quando vim visitar da última vez, quando desço do carro avisto logo minha irmã mais nova Ana andando a cavalo.
Eu: - Tem espaço pra mais uma aí?
Ana: - Amélia! Não acredito que você está aqui, porque não avisou que viria?
Eu: - Foi uma viagem de última hora, cadê o restante do pessoal?
Ana: - A mãe e o pai estão lá dentro, a Amanda foi no centro da cidade.
Quando minha irmã acaba de falar escuto aquela doce voz, da qual estava com tanta saudade.
Mãe: Amélia, minha menina!
Era minha mãezinha, toda linda, baixinha, pele começando a mostrar sinais da idade, e aquele sorriso que aquece qualquer coração.
Lembrança off
As lágrimas começam a desder com a lembrança da minha mãezinha, por diversas vezes tentei convencer eles a vim para São Paulo, mas eles sempre insistiam que seu lugar era na Bahia, e que eram muito felizes lá, e apesar da distância, eu sei o quanto sou amada pela minha família.
Acabo saindo dos meus pensamentos quando escuto uma voz me chamando.
Nati: - Amiga, por que você está chorando?
Eram a Nati e o Dilan que haviam chegado.
Eu: - Oi gente, nada demais, estava apenas lembrando da minha família.
Nati: - Nem fale, quando fomos nos despedir quase morri de tanto chorar.
Dilan: - Meninas eu sei como é difícil para vocês estarem longe dos que amam, mas lembrem-se que eles sempre estarão conosco e que nós temos uns aos outros.
Eu: - Verdade, vocês são demais.
Olho para frente e avisto a Grazi, dou um aceno para ela nos localizar. Ela se aproxima e nos cumprimenta timidamente.
Eu: - Gente vocês já conhecem a Grazi do escritório, e agora ela faz parte do nosso time, confio nela assim como em vocês e ela se tornará mais um membro da nossa família.
Nati: - Bem-vinda a família. (Nati fala já abraçando ela).
Dilan: - Bem-vinda irmãzinha. (Dilan fala com um sorriso de canto, e uma voz sedutora que eu nunca tinha visto, aí tem coisa viu).
Ahh, esqueci de mencionar como a Grazi é: ela é linda, cabelos naturais ruivo, olhos castanhos médio, sardas, magrinha, mas com umas curvas de dar inveja, outra que saiu de dentro de uma revista.
Eu: - Agora que estamos todos aqui, vamos indo que já está dando a hora do embarque.
Fizemos todos os procedimentos necessários e embarcamos, foi uma viagem tranquila, pra falar a verdade dormi quase o caminho todo, só acordei na hora do jantar, quando finalmente desembarcamos fui até o balcão de atendimento pedi informação, devo me lembrar de agradecer a Nati de me obrigar fazer um curso de inglês quando fomos para São Paulo.
No caminho esbarrei em um homem, fiquei encantada com sua beleza.
Eu: - Sinto muito.
Homem: - Olha por onde anda sua destrambelhada.
Fiquei incrédula, o que tem de lindo tem de estupido, mas isso não vai ficar assim.
Eu: - Já pedi desculpas, mas se você não quer aceitar o problema é seu, e outra, não te ensinaram o que é educação não?
Homem: - Com quem você acha que está falando?
Eu: - Com certeza com um babaca, arrogante. Agora da licença que eu tenho mais o que fazer.
Passei por ele dando um esbarrão enorme, dessa vez de propósito, quem ele pensa que é para falar assim comigo. Encontrei meus amigos, contei o que aconteceu, e claro que riram muito de mim.
Nati: - Nem mudando de país você deixa de ser estressada.
Eu: - Não sou estressada, simplesmente não suporto gente folgada. Mas não vamos deixar aquele sem noção estragar nosso momento, porque afinal de contas estamos em Nova York.
Pegamos um taxi e fomos em direção a casa que o Augusto providenciou para nós, e gente no caminho fiquei admirada, que cidade linda, passamos pela Times Square, e claro que pedimos para o motorista parar um pouco e tiramos várias fotos, aquela coisa bem turista.
Dilan: - Meninas vamos, vocês moram aqui agora, vão cansar de ver esse lugar.
Grazi: - Verdade, e Amélia lembra que hoje ainda você tem uma reunião com Alex Walter.
Contra minha vontade, continuamos o caminho, até que por fim chegamos na casa, e que casa! A frente tinha um design moderno maravilhoso, por dentro tinha um quarto pra cada, e detalhe o meu era uma suíte, tenho que lembrar de agradecer ao Augusto, tinha uma cozinha grande, sala de estar e jantar e nos fundos um gramado maravilhoso, fiquei apaixonada.
Depois de conhecermos toda a casa, fomos cada um para seus quartos desfazer as malas, e no meu caso me arrumar, pois às 13hs me encontraria com o sr. Walter.
Tomei um banho, passei meu hidratante, fiz uma make bem marcada, escovei meus cabelos (hoje resolvi deixar eles bem liso), coloquei um macacão vermelho com decote "V", blazer branco, sandália e bolsa com detalhes dourado, caprichei no perfume e estava pronta.
Chamei um taxi, que logo chegou, passei o endereço e fui em direção as empresas Walter. Ao chegar fiquei de queixo caído, a empresa era um prédio inteiro que exalava elegância, fui até a recepção me identificar.
Eu: - Boa tarde, me chamo Amélia Rodrigues, tenho uma reunião marcada com o sr. Alex Walter.
Recepcionista: - Boa tarde sra. Rodrigues, sim o sr. Walter já havia informado, pode pegar o elevador a sua direita, a sala do sr. Walter fica no último andar.
Eu: - Muito obrigada...... qual seu nome por gentileza?
Recepcionista: - É Rebeca senhora.
Eu: - Muito obrigada Rebeca pela ajuda.
Rebeca: - Imagina, seja bem-vinda.
Eu: - Obrigada.
Segui em direção ao elevador, e nossa, o último andar é o 29º, que agonia subir tanto assim, ao chegar me deparei com mais uma moça, provavelmente deve ser a assistente do sr. Walter.
Eu: - Boa tarde, me chamo Amélia Rodrigues e tenho uma reunião com o sr. Walter.
A mulher me olhou dos pés a cabeça com cara de desdém, que vontade de perguntar qual o problema dela, mas tenho que me controlar para não passar uma má impressão.
Assistente: - Só um momento.
Ela saiu em direção a uma porta, que acredito ser a sala dele, logo em seguida ela voltou com nariz empinado e na minha opinião rebolando mais que o necessário.
Assistente: - Pode entrar.
Fui em direção a porta, na hora o nervosismo começou a bater, comecei repassar mentalmente o meu plano de negócios, quando passei pela porta reparei que minhas mãos estavam completamente suadas, involuntariamente olhei para elas, quando ouvi uma voz:
Sr. Walter: - Boa tarde.
Levantei o olhar e não acreditava no que estava vendo.
Eu: - Você!
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Fatima Maria
O CARA GROSSO 🤣🤣🤣🤣🤣🤣😍🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣 E AGORA?
2024-06-10
3
Teresinha Galvão
o babaca do encontrão
2024-05-29
2
Margarida
O teu futuro marido 🤭.
2024-05-28
2