Capítulo 11.

...Rafael....

Alguns dias depois...

A forma como Isis e Ayla se deram bem, foi surpreendente. Admito que isso acabou me deixando com mais espectativas em cima da morena, apesar de não querer.

Sinto que com ela, posso finalmente ser eu mesmo, tranquilo, sem mentiras e sem esconder nada. Porém, tenho medo de estar criando espectativa demais e depois me decepcionar ao não dar certo.

Mas irei deixar o tempo nos guiar, se for para ficarmos juntos, acredito que daremos certo.

Hoje é o dia em que iremos nos ver após o final de semana, minha primeira aula na universidade. Ao chegar do colégio, vim logo para casa e tomei um banho caprichado, fiz a barba e arrumei bem meus cabelos.

Me vesti com uma camisa, calça e tênis. Passei meu perfume favorito e um creme em minha pele. Pego meus materiais e minha chave, saindo do apartamento.

[...]

Talvez eu tenha ficado ansioso demais para ver Isis, tanto, que cheguei cedo na universidade. Não havia quase ninguém e minha sala estava vazia.

Deixo minhas coisas na mesa e encosto na mesma, me perdendo em pensamentos.

Saio de meu devaneio quando ouço o barulho da porta, olho para o lugar e sinto meu coração se disparar no peito ao ver a morena entrar na sala.

O sorriso de orelha a orelha foi impossível de evitar, nem mesmo com todo esforço.

— Isis.— murmuro, a seguindo com o olhar.

Isis se aproxima timidamente, ela estava linda com uma blusa, calça jeans e um coque frouxo em seus cabelos. Não havia maquiagem em seu rosto e ela parecia cansada.

— Oi Rafa.— Sorriu.— Acho que cheguei bem cedo.

— Eu também.— Solto um riso bobo.— Mas pelo jeito, foi muito bom. Estava ansioso para te ver!

— Também estava.— admiti.— Nossa, você está tão lindo e cheiroso...Hoje eu nem consegui ir em casa tomar um banho.

— Estava trabalhando?— observo seu rosto cansado.

— Sim! Foi um dia puxado.— Suspirou.— Minhas costas doem e sinto que quando cair na cama não vou acordar mais.

Olho para ela com ternura. Imagino que trabalha para poder ajudar em casa e conseguir comprar o que precisa para a faculdade.

Seguro na cintura de Isis e a giro, a colocando sentada em minha mesa. Fico entre meio suas pernas e toco seu rosto, levando um cacho solto para trás de sua orelha.

— Rafael, o que está fazendo?— Riu, segurando em meus ombros.

— Te ajudando a relaxar.— digo simples.

— E se alguém chegar?

— Está bem cedo. Relaxa.

Passo a massagear seus ombros, ela fecha os olhos e solta suspiros longos e aliviados. Deixo um beijinho em seu ombro seguindo até seu pescoço. Percebo que seus pelos ficam arrepiados, o que me faz sorrir.

— Rafa...— gemeu baixinho, segurando em meu ombro.

— Como eu queria te fazer relaxar aqui, Isis.— sussurro próximo de seu ouvido.— Te deitar nessa mesa, abrir essas pernas e te chupar até você está totalmente relaxada.

— Rafael... porra. Não faz isso.— se desvelhencia, me olhando.— Vai me deixar excitada.

— Essa é a intensão.— Sorrio de lado.

— Mas do que adianta se não poderemos fazer nada.

— Agora não, mas depois da aula sim.

— Aqui?— Seus olhos se arregalam.

— Bem que eu queria, mas poderiam nos pegar.— Solto um riso baixo.— No meu carro, como naquela noite em que lhe dei uma carona...

— Rafael, Rafael.— Riu, negando em um balançar de cabeça.— Seu carro vai acabar de tornando nosso motel.

— E eu adoro isso.

Seguro no rosto de Isis e beijo seus lábios com selvageria, abro passagem para que sua língua venha de encontro com a minha, iniciando uma guerra a procura de espaço.

Separamos em meio a um susto quando ouvimos um barulho no corredor. Acabamos rindo disso e a morena correu para o banheiro.

Também acabei indo, pois estava bastante excitado e precisava arrumar minha calça.

[...]

Acho que nunca tive uma aula tão demorada como essa. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser em Isis, em ela em cima de mim cavalgando...Porra!

E o pior de tudo é que ela ficou me provocando a aula inteira, mordia a caneta e fazia alguns gestos insinuantes que estavam me deixando louco.

Quando a aula finalmente se encerrou, só queria correr e ter Isis em meus braços, porém, tive que esperar todos saírem da sala.

— Vou te esperar no ponto de ônibus.— me avisou, saindo com Manuela.

Rapidamente arrumei minhas coisas, estava saindo da sala quando o diretor Hugo vem em minha direção.

— Rafael!— chamou por meu nome.

Fecho meus olhos com força.

— Porcaria!— resmungo baixinho.

Abro um sorriso amarelo e me viro para ele.

— Hugo! O que precisa?

— Ah, nada, nada.— Sorriu.— Quer tomar um café?

— Ah... Obrigado, mas preciso ir para casa, minha filha está em casa com a babá sabe, tenho que ir logo.— invento.

— Tem uma filha? Minha nossa!— Riu.— Quantos anos?

— Dois anos.

— Parabéns rapaz. Ah, só queria dizer que você tem sido ótimo em nossa instituição. Os alunos estão finalmente elogiando um professor.— Bate em meu ombro.— Só não se esqueça de ficar longe das alunas, sei o quanto podem ser atraentes, mas seu emprego vale mais.

— Claro. Agora, eu realmente preciso ir.

— Vai lá. Até depois.

— Até, Hugo.

Quando ele finalmente some no corredor, solto um suspiro de alívio.

Saio do prédio praticamente correndo, jogo minhas coisas no banco de trás e dirijo até o ponto de ônibus, encontrando Isis.

— Me desculpa pela demora, Isis.— peço, assim que ela entra no carro.— Hugo me parou no corredor e enrolou.

— Tudo bem, Rafael. Fique tranquilo.— Sorri.— E então, vamos para o meu relaxamento?

— Claro, só que eu pensei em algo melhor durante a aula.

— Algo melhor?— me olhou curiosa.

— Que tal um motel? Banheira, cama macia...

— Isso me parece tentador.

— Só nos dois, posso pedir um champanhe e podemos fazer o que quiser. Melhor ainda, pode gritar o quanto quiser.

Vejo Isis morder seus lábios, escondendo um sorriso.

— Está me convencendo. Mas não precisa do champanhe, apenas um bom quarto com uma cama gostosa e uma boa massagem dessas suas mãos grandes estão de bom tamanho.

Isso faz meu coração disparar.

Puta que pariu, que mulher perfeita!

— Farei a melhor massagem que você poderia receber, em todos os lugares do seu corpo. Principalmente no mais sensível.

Os olhos de Isis estavam totalmente negros, havia um brilho intenso ali.

— Rafael, vamos logo para esse motel ou esqueço essa ideia agora mesmo!— rosnou.

Solto um riso baixo e assinto, saindo com o carro a procura de algum bom motel.

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Comments

Leoneide Alvez

Leoneide Alvez

hot hot hot kkkk

2024-04-15

0

LMCF

LMCF

Ta incrível, envolvente... não demora Autora. Queremos mais desse casalzinho lindo, aventureiro e proibido.

2024-04-12

1

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