Depois de um tempinho de silêncio uma pergunta gruda na minha cabeça.
— E a mãe do Gabriel?
A diversão que estava estampada no rosto dele some rapidamente. Sua postura relaxada muda para uma postura rígida e desconfortável.
Merda. Acho que eu toquei no calcanhar de Aquiles.
Max suspira pesadamente fechando os olhos.
— Você na precisa me dizer. Desculpe, fui muito intrometida.
Me apreço em dizer. Torço nervosamente os dedos da mão, lutando contra a grande vontade de morder minha própria língua.
Que ótimo Bruna. Que boca linguaruda você tem!
— Tudo bem. Eu só... não falo muito dela.
Percebo um nota de peso na voz dele. Imediatamente me sinto culpada. E desejo poder voltar no tempo para recolher minhas palavras.
— Eu entendo. Você não precisa...
Antes que eu termine de falar, Max me interrompe.
— Não precisa ficar assim Bruna. Sei que você não fez por mal.
Ele sorrir gentilmente olhando para mim. O que faz, com que, eu relaxe um pouco. Depois de alguns minutos calados com um silêncio meio desconfortável entre nós, Max começa a falar novamente.
— A mãe do Gabriel foi uma moça que conheci em uma festa. Ela era bem bonita. Tinha cabelos pretos, olhos azuis, e um sorriso encantador.
Max sorrir levemente lembrando da aparência da mãe do Gabriel. Sinto-me levemente estranha com isso. Mais, não sei por que me sinto assim. No entanto, eu não me atrevo a interrompe-lo.
— Ela era realmente uma beleza. Todos os caras a queriam. A gente foi se aproximando. A cada dia eu ficava mais deslumbrado com ela. Me considerava um homem sortudo. A final de contas, aquela mulher linda me queria. Queria um cara pobre. Um cara que não tinha nada na vida. Mais eu estava errado.
A voz dele fica muito mais pesada e melancólica. Consigo sentir a dor dele somente pela voz. Sinto vontade de abraçá-lo e confortá-lo, mas, me mantenho onde estou.
— Depois que eu descobri que ela estava me traindo, eu terminei tudo. Eu estava sofrendo, enquanto ela estava curtindo. Eu dei todo meu amor para ela. E ela jogou na minha cara que amor não iria comprar os luxos que ela tanto queira. Que amor sem dinheiro não valem nada. Então, depois de um tempo sem ter contato com ela, ela veio até minha porta. Me falou que ficou grávida de um filho meu. E que não tinha me contado antes por que ela estava pensando em abortar, mais que não teve coragem. Então ela me entregou o Gabriel. Disse que não queria ficar com ele, que um filho só ia atrasar a vida dela naquele momento e que ele era minha responsabilidade.
Continuo calada, esperando que Max termine toda a história.
— Então eu tive que aprender a conciliar as coisas. Ser pai solteiro, estudar e trabalhar.
— Deve ter sido muito difícil.
Falo, enquanto tento dirigir tudo o que ele acabou de falar.
— Foi sim. Depois disso não abrir meu coração para mais ninguém. Não me envolvi emocionalmente com nem uma mulher.
Engulo em seco. Tento colocar em ordem todos os meus sentimentos. Não sei o que ah de errado comigo. Sinto raiva, nojo, inveja e várias outras coisas pela mulher que partiu o coração de Max , e ao mesmo tempo sinto uma admiração muito grande por ele.
— Ela é louca. Só pode ser. Como alguém pode ter você e jogar fora? Ela é uma cadela. Sem um pingo de noção. Você é muito admirável Max. Você é forte. Um homem bem incrível.
Tento ser solidária com ele. No entanto, acabo ficando supresa comigo mesma. Por que, as palavras que acabaram de sair da minha boca são totalmente verdadeiras e eu acredito de verdade nelas.
Max não diz nada, ele apenas me encara. Aquela intensidade voltando com força enquanto ele me olha.
— Hã... você tem a música que você gosta em disco? Eu gostaria de ouvir.
Max sorrir e balança a cabeça. Ele vai até uma pequena estante, se abaixando ele abre uma pequena porta, ele puxa algo de dentro. Depois de levantar novamente, Max pega um grande disco e coloca para girar no toca disco. A voz do cantor invade o ambiente. Nesse momento eu tenho uma grande ideia. Olho para Max e dou um sorriso desafiador.
— Gostaria de dançar comigo?
Quando os olhos de Max se expandem em espanto e surpresa, eu pulo igual louca internamente. Me sinto muito orgulhosa por ter conseguido fazer ele ter tal expressão.
— Claro.
Max se aproxima de mim. Ele pega minha mão
e coloca cada uma na altura dos ombros dele. Sinto as mãos dele segurando a minha cintura delicadamente. Nós começamos a balançar devagar de um lado para o outro. Não estamos seguindo corretamente o ritmo da música, mais, nem eu e ele estamos lingando para isso. Estou mas consente do corpo dele próximo do meu. Da respiração dele perto da minha. E do delicioso cheiro que vem dele.
— Você dança bem.
Dou um pequeno sorriso para o elogio de Max.
— Você chamaria a brilhante arte de não pisar no pé do parceiro de dança de "saber dançar bem"?
Max rir da meu comentário sarcástico.
— Eu considero. Se você fosse uma pisadora de pés, eu iria desistir de dançar com você. Ainda bem que você dança bem, já sobre cantar...
Eu começo a rir da cara que ele está fazendo. Sinto um pouco de pena que ele teve que ouvir minha linda cantaria.
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Atualizado até capítulo 79
Comments
Cleude Aparecida Oliveira
Acho que o Gabriel nao é filho não dele
2024-10-24
8
Lara Rafaela
ele so vai lembrar dos momentos felizes que teve com ela
2024-10-10
0
𝕸𝖔𝖗𝖊𝖓𝖆𝖍✿
eleh nunka vaih esquecer o show musical delah kskskssksk
2024-10-04
0