A viagem de carro foi bastante silenciosa e tranquila, o que foi uma alívio para me, estava morrendo de medo que Izi e Gabriel começassem a brigar dentro desse carro. Porém, tudo se seguiu calmamente e antes mesmo que eu percebesse estávamos parando.
— Já chegamos? — pergunto quando Gabriel abre a porta do carro.
— Sim, nós chegamos — Ele sorrir enquanto me ajuda a sair só carro.
Eu saio e logo depois Izi está do meu lado.
— Oh meu deus! — Nós duas falamos ao mesmo tempo
— Você mora aqui!? — falo toda admiranda e ao mesmo tempo nervosa.
Quanto dinheiro a família dele tem? - Penso comigo mesma.
A nossa frente tem uma grande casa toda iluminada, que facilmente poderia ser confundida com um castelo. Na frente da casa tem um pequeno jardim que leva até a porta da frente.
Por sua vez as portas são grandes e altas, dando até mesmo a ideia de que foi construída para um gigante. A casa é linda e ao mesmo tempo parece um pouco intimidante por causa do seu tamanho.
— Não vamos ficar parados aqui, vamos entrar —Gabriel pega no meu braço e me puxa um pouco.
Quando entramos na casa o ar falta dos meus pulmões, por que se ela é linda por fora, por dentro é deslumbrante.
Logo na sala inicial tem dois mordomos esperando, eles comprimentam os visitantes e ficam encarregados de guardar os casacos e pertences pessoais dos convidados. Notasse logo que todos os objetos presentes na sala, das persianas nas janelas até o tapete do chão, são de boa qualidade e provavelmente muitos caros.
Nossa, tenho pena de quem arruinar qualquer objeto aqui, vai ter que vender um órgão no mercado negro para poder tentar pagar.
Depois de passar pela sala inicial, somos levados até um grande corredor, nós passamos por várias portas, e quando eu penso que está acabando, Gabriel nos conduz para a direita no corredor, dessa vez a gente passa um total de cinco portas até parar em frente a uma porta dupla, que como o restante da casa, é enorme.A porta já está aberta, o cômodo é bem grande e amplo, nas paredes há várias portas de vidros que começam do teto e vão até em baixo da parede.
E é nesse momento que eu tenho uma leve crise de pânico.
— E... e... eu não sei se consigo fazer isso Gabriel — Minha voz sai bastante trêmula.
— Querida, olhe para me.
Ele me pede.
Eu tento fazer o que pede, mais tirar meus olhos dessa grande multidão que está dentro do salão é quase impossível.
— Você só precisa se concentrar em mim, e só em mim. — Ele enfatiza as palavras enquanto segura a minha mão que está suada agora e tremendo.
Eu resprio lentamente fechando meus olhos.
— Sim, você está certo. — Me recomponho.
— Então vamos conhecer meu pai. — Ele dar um sorriso leve.
Nós adentramos o salão, assim que começamos a andar, várias pessoas começam a olhar para nós e parecem cochichar algo uma com as outras. Ao perceber isso, sinto uma grande vontade de me encolher, multidões de pessoas nunca foi a minha praia, detesto ser os centros das atenções, no entanto, isso tudo é pelo Gabriel, então endireito os ombros e ergo a cabeça.
Gabriel para de vez em quando para conversar com algumas pessoas. Mais em determinado momento ele começa a seguir em linha reta, parando de repente.
— O que...
Antes que eu termine a frase, consigo ouvir uma voz. Uma voz forte, impotente, grossa, e quase melodiosa.
A curiosidade toma conta de mim, a voz desse estranho me chamou a atenção. Ok, talvez eu tenha gostado da voz do desconhecido um pouquinho mais do que eu deveria. Mais, mesmo assim, não consigo me impedir de olhar a quem pertence essa linda voz.
Quando dou um espiada atrás das costas de Gabriel, eu o vejo, de costas, parado bem alí. Primeiramente o que me chama a atenção são seus ombros largos e fortes, e sua altura também.
— Pai...
Quando essas palavras saem da boca de Gabriel eu sinto o mundo cair.
Que porra é essa?
O desconhecido, que agora eu sei que é o pai do meu noivo, para de conversar com a sua companhia e virasse para nós.
Ok, talvez eu tenha ficado levemente boba, mais ele não é nada do que eu pensei.
Quando você pensa no seu sogro, você imagina alguém de meia ideia, sem muitos atrativos físicos, e sendo uma pessoa simpática. Mas o meu sogro não é assim, ele nem parece ter mais que trinta anos, cabelos meio longo, olhos castanhos ativos, um físico de colocar inveja em muitos garotos mais novo, e uma pele levemente bronzeada.
— Minha nossa senhora dos homens gostosos! — Izi fica boquiaberta — Esse é o seu sogro?
Eu a ouço sussurrar para me, mais não consigo olhar para ela. Não, meus olhos estão focados no homem a nossa frente, ele parece exercer um tipo de atração magnética, mesmo que você não queira, não vai conseguir desviar os olhos dele.
Ele olha para Gabriel e de repente seus olhos suavizam, e ele abre um lindo, não, um mega maravilhoso sorriso.
— Puta merda, molhei a calcinha.
Izi não consegue manter seus pequenos comentários para se.
— Fica calma mulher! — dou um cotovelada sutil nela ao mesmo tempo que a repreendo.
— Amiga, que sogrão, eu vou acabar sendo a nova madrasta do Gabriel, vai ter dois casamentos — Ela fala super empolgada.
Eu quase caio na gargalhada, felizmente eu consigo me controlar.
— Abençoada seja quem senta todo dia nesse homem.
— Para Izi, eu vou ter um ataque de riso bem na frente do meu sogro, fica quieta piranha!
— Mulher, se eu ficar com um homem desse, eu não saio de cima, iríamos abrir uma creche, seríamos igual coelhos, reprodução a todo vapor, todo dia seria dentro.
Eu não consigo aguentar mais, a forma como ela fala essas coisas, meio admirada e muito empolgada, não dar para não rir.
Eu começo a rir descontroladamente.
— Parece que a jovenzinha está se divertindo.
Quando aquela voz soa novamente, os pelos do meu corpo se arrepiam um pouco. Imediatamente eu paro de rir.
Quando eu abro os olhos, ele está olhando para me, especificamente para me. E eu não sei como, mais sinto minhas pernas bombiar um pouco. Ele não tem só lindos olhos castanhos, ele tem um lindo seduzente, intenso par de olhos castanhos, e ser o foco deles não está me fazendo muito bem.
De repente a sala parece pequena, e é como se a temperatura aqui dentro se elevasse. O engraçado é que todos os homens estão de ternos, o meu sogro está somente com uma camisa social azul forte, e uma calça social branca, que por sinal moldam muito bem as pernas e coixas dele, e mesmo estando assim, ele ainda consegue ser o homem mais bonito aqui dentro.
— A gatinha não fala? — dar um leve sorriso de dentes brancos
— Acho que tive um orgasmo — Izi se inclina e sussurra no meu ouvido.
Eu vou morrer, tenho certeza, não tem como eu dar conta de Izi e seus comentários, e ao mesmo tempo conseguir ficar forte diante desses olhos.
— E... E... E...
Ótimo, agora tô gaguejando igual uma idiota.
Enquanto me observa lutar para parar de fazer vergonha comigo mesma, o pai de Gabriel sorri de um jeito sedutor e convencido, quase como se já soubesse que essa seria minha reação diante dele.
— Não precisa ficar nervosa, eu não mordo.
Ele rir um pouquinho enquanto fala isso, o que me leva a duvidar da veracidade das suas palavras.
Eu simplesmente paro de tentar falar, e o encaro de forma séria, me sentir um pouco incomodada com a brincadeira dele. Ele por sua vez também me encara, e eu logo percebo que não é uma boa ideia brincar de encarar com ele.
Sinto meu coração acelerar um pouco, eu não consigo, ele é muito intenso, quanto mais tempo eu passo olhando para seus olhos, mais parece que me afundo neles, e uma vontade incontrolável de descer meus olhos para seus lábios começa a se formar.
Merda Bruna! Pare com isso, ele é seu sogro, você ficou louca? - Minha voz de acusação interior aparece.
— Pai, para com isso, eu vim aqui para você conhecer minha noiva — Ele fala meio inquieto.
Gabriel nunca ficou assim antes, e imediatamente me sinto culpada.
Meu deus, o que tô fazendo?
Para meu alívio o pai de Gabriel desvia seus olhos castanhos de me.
— Sim, me desculpe filho, sua amiga é bem divertida, então, vamos ao que interessa — Ele sorrir para o filho.
— Você deve ser a grande mulher não? — sorrir.
Todos sabemos que ele está se referindo a noiva do filho, o que a gente não entendeu foi ele falar isso para Izi.
Se fosse uma Izi normal, ela teria dado alguma resposta engraçadinha, mais parece que a invencível Izi foi derrubada. A coitada nem consegue formar uma frase coesa.
— Pai, não é ela.
— Hora, então quem...
Essa é a chance de mostrar para ele que não sou nem uma idiota.
— Sou eu. — falo orgulhosa.
Porém, diferente do que eu esperava, o sorriso fácil que estava no seu rosto até um momento atrás desaparece, e o rosto do meu sogro assume uma expressão séria, fria e distante.
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Atualizado até capítulo 79
Comments
Tatiana Coutinho
Olá Autora, meninas... Podem me dizer seno livro tem imagens dos personagens principais?
2024-12-03
1
Maria Helena Pereira
Autora por favor coloca fotos dos personagens
2025-01-27
0
Thais
kkkkkk
2025-04-02
0