Bruno: Meu Deus!
Cecília: Bruno, senta.
Pierre: É, eu acho muito difícil isso ser uma teoria real.
Cecília: Não é impossível que seja ele, mas eu não entendo o porque outra pessoa ao invés de pegar a Mônica que estava lá.
Pierre: Esquece isso Cecília, esse tal de Otávio não iria pegar a Lise.
Bruno: Mas e se for ele e ele estiver…eu não consigo nem imaginar...
Cecília: Bruno, vamos ver as filmagens, talvez tenha alguma coisa que possa nos ajudar.
Ligamos o notebook e colocamos o pen drive.
Cecília: Pierre, coloca desde o dia anterior, por favor.
Pierre: Ok.
Ele põe no modo acelerado e ficamos acompanhando.
Cecília: De novo.
Assistimos novamente.
Bruno: Nada de estranho, todos seguem o caminho principal.
Cecília: Ok…Pode por o do dia.
Assistimos o momento em que os seguranças chegam.
Cecília: Eles foram antes…
Reconhecemos pela farda.
Cecília: Diminui a velocidade.
Cecília: Agora volta pro dia anterior.
Ele faz o que peço.
Cecília: Aqui.
Bruno: O quê?
Cecília: A tatuagem, um dos seguranças estiveram no posto um dia antes!
Pierre: Quem é o seu oftalmologista?
Cecília: Volta pro momento em que paramos, quero ver a saída deles agora.
Pierre põe o vídeo novamente.
Pierre: Tá estranho.
Cecília: Também reparei….
Bruno: Vocês podem me dizer o quê?
Ele disse meio impaciente.
Cecília: Não é o mesmo dia, o vídeo foi editado.
Bruno: Bem que eu achei estranho aqueles caras terem liberado tão rápido, ainda mais o acesso de tudo!
Cecília: Vamos até lá.
Pierre: Agora?
Cecília: Na verdade, eu vou até lá sozinha! Você fica e descobre qual dos seguranças tem essa tatuagem, ele pagou a alguém pra fazer isso e eu vou descobrir quem é agora.
Saio do escritório e o Bruno vem atrás. Subo até o quarto.
Bruno: O que tá procurando?
Cecília: E você, o que está fazendo aqui?
Bruno: Eu vou com você.
Cecília: Bruno, não precisa.
Bruno: Não vou deixar você sair sozinha.
Cecília: A profissional aqui sou eu…
Bruno: Eu sei, mas é bom ter alguém por perto caso precise de ajuda.
Pego uma pistola na mala e jogo pra ele.
Bruno: Meu Deus, Cecília!
Cecília: Vamos.
Saímos sem chamar a atenção da Camille e da Katia, vamos para o carro do Bruno e seguimos até o local.
Bruno: Porque acha que alguém faria isso?
Cecília: Que quem está falando?
Bruno: De quem alterou as imagens, será que essa pessoa tem algo a ver com o sequestro?
Cecília: Bruno, qualquer um sem caráter faria isso por por menos de cinquenta dólares.
Bruno: E o segurança?
Cecília: Vamos descobrir…Estou achando que estamos mais perto da verdade que nunca, o problema é que sempre tem um elemento novo, mas as peças vão começar a se encaixar.
Bruno: Tomara, eu só quero a minha Lise bem.
Chegamos no local e já estavam fechando. Já chego mostrando o meu selo.
- Ô pai…
O garoto chama um cara barbudo que sai do estabelecimento.
- O Loiro novamente, gostou do meu estabelecimento?
Ele tenta passar por mim como se não se importasse e eu paro ele.
Cecília: Ele veio sim, mas é só como acompanhante. Quem vai conversar com o senhor agora sou eu.
Ele me olha de cima a baixo.
- Esperem aqui fora meninos.
Os dois rapazes ficam do lado de fora e eu faço um sinal para o Bruno ficar atento.
Cecília: Me chamo Cecília, sou a agente responsável pelo caso da criança desaparecida semana passada por essas bandas, o senhor deve ter ouvido falar.
- Sim, e no que mais eu posso tá ajudando?
Cecília: Hoje mais cedo o meu parceiro de trabalho veio até aqui buscar as fitas da câmera de segurança.
- Eu mesmo passei os arquivos para o pin drive e entreguei.
Cecília: Acontece que exatamente na parte em que precisamos muito saber o que houve, as imagens estão trocadas.
- Como assim?
Cecília: Isso menos. E além de ser crime a alteração de dados, o senhor pode entrar para a lista de investigados pelo desaparecimento da Lise.
- Isso é impossível, eu não alterei nada! Eu nem sei mexer nessas coisas direito, essa empresa é de família, eu e os meus meninos trabalhamos muito.
Cecília: Quem fica responsável por essa parte? Preciso conversar com os seus filhos.
- Eu não sou criminoso e nem os meus meninos! Me levem se quiser!
Ele estica os braços.
Os outros nos olhavam do lado de fora.
Cecília: Tudo bem, eu acredito em você…mas ainda assim alguém pode ter mexido e alterado, alguém teve acesso a essa parte do posto?
Ele não sabia me responder, então chamou os filhos e eu perguntei a eles. Os dois responderam que não, porém, um deles era mais calado que o normal.
Cecília: Você não quer me contar nada?
- Ele é tímido, não fala muito.
Cecília: Qual o seu nome?
- Alan…
Ele disse com a voz trêmula.
Cecília: Alan, pra livrar que as portas desse estabelecimento sejam fechadas e o seu pai vá para a prisão, diga agora mesmo o que sabe.
Bruno: Cecília…
Cecília: Bruno, ele sabe de alguma coisa.
O pai dele se colou na frente do filho e começou a gritar comigo.
Cecília: Acho bom o senhor abaixar o tom de voz.
Coloco a mão na minha cintura mostrando que estou armada e o silêncio reina.
Cecília: Ótimo. E Alan, eu ainda tô esperando.
- Por favor, o meu filho não sabe de…
Alan mesmo interrompe o pai.
Alan: Eu sei.
O pai dele o olhou como se tivesse levado um tiro no peito.
Cecília: Você pode falar.
Alan: Fui eu…
Respirei fundo.
Cecília: Porquê?
Alan: Ele me pagou, eu precisava de uma grana pra comprar um skeat novo.
O Bruno me olhou.
- Meu filho…
Cecília: Eu acho melhor o senhor sentar, alguém pega uma água pra ele…Alan, podemos bater um papo lá fora?
Saímos deixando os outras lá dentro.
Cecília: Você pode me dizer agora.
Alan: Ele chegou fazendo amizade, foi super gente boa e até me deu o troco…Depois ele voltou e me ofereceu uma grana pra ter acesso a câmera de segurança.
Cecília: Você não quis saber o motivo?
Alan: Sim, ele disse que precisava saber se a mulher dele estava tendo um caso e que descobriu o posto por conta de uma notificação que chegou no celular dele, pois ela havia usado seu cartão de crédito, mas não tinha carro.
Cecília: Uma história convincente pra você?
Ele deu de ombros.
Cecília: Eu realmente acredito que o seu pai seja uma boa pessoa, mas se eu desconfiar que você está mais metido do que isso nessa história…Esse local irá virar saudade, sua família ficará sem o negócio por sua culpa e você terminará o ensino médio no juizado de menores.
Alan: Ainda estou no fundamental.
Cecília: Que seja! Eu não quero mais você envolvido nisso e se alguém perguntar, nunca estivemos aqui, você não fez nada e nem conhece ninguém.
Alan: Ok…
Cecília: Tem como recuperar essas imagens?
Alan: Leva um tempo, mas acho que sim.
Cecília: Quanto tempo?
Alan: Dois dias e eu resolvo.
Cecília: Ok, mas não me passe a perna.
Alan: Não vou, será a minha forma de agradecimento por não ter levado o meu pai preso.
Cecília: Vou confiar em você.
Entramos novamente.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 73
Comments
Ira Rosa 🌹
Estou dobrando roupas porém não tiro os olhos da história 😅 Muito boa e intrigante estou amando
2025-03-07
1
Luzia aparecida Araújo
Cecília precisa de guarda costas! Ela está se expondo demais! Cada capítulo aparece mais gente envolvida no sequestro!
2025-01-29
0
Zenith Afonso
Eita ,,,que essa Cecilia, é " porreta, " está tirando, " leite de pedra *....Mulher,,,quando quer ,sabe se impor....
2024-11-21
0