Capítulo 12

O elevador se abre. Christian começa a andar e eu vou atrás dele.

— Então? — Ele me pergunta sem me olhar.

— A reunião com o senhor Gomez. Parece que ele quer te fazer uma proposta.

— Ele te disse sobre o que é a proposta?

Neguei. Eu carregava a agenda dele aberta nas minhas mãos.

— Ele só disse que era importante.

Entramos na área dos funcionários. O relógio marcava uma hora em ponto e nós ainda estávamos chegando ao trabalho. Tão tarde?

Vi meus colegas, todos pareciam interessados ​​em saber por que chegávamos a essa hora.

— Está bem. Eu irei à reunião com o senhor Gomez.

— Avisarei a ele que você irá.

— Alguma outra coisa?

— Hmm. Parece que não.

— O que você vai fazer esta tarde?

— Vou para casa.

— Não tem planos de sair com alguém?

Passamos pela minha mesa. Larguei minha maleta na cadeira, entramos na sala do Christian.

— Não.

— Planeja descansar?

— Não.

— E então?

Ele se sentou em sua cadeira e abriu o laptop.

— Vou ver meu dorama.

— Seu dorama?

— Estou vendo uma série em andamento, se chama Cativar um Rei.

Ele meditou em minhas palavras.

— Você gosta de romance?

— E de drama também.

Ele me olhou fixamente e depois de alguns segundos, concentrou sua atenção no laptop.

— Não precisa me acompanhar na reunião com o senhor Gomez. Vou revisar algumas propostas e depois vou embora.

— Está bem.

— Aproveite a hora do almoço.

— Obrigada! Te vejo mais tarde.

Eu me virei, minha intenção era sair da sua sala.

— Julen. — pronunciou meu nome.

— Sim?

Ele me olhou intensamente.

— Nada. Esquece.

— Bom. Te vejo mais tarde.

Ele assentiu. Saí da sua sala.

...🍬🍬🍬...

— E então? — Jessi me perguntou.

— Então o quê?

— Vocês chegaram juntos ao trabalho? Ouvi um boato de que viajaram juntos. Alguém te viu sair do carro do chefe.

— Me viram? — perguntei chocada.

— Claro.

— Pois é. Chegamos juntos. O Christian foi a uma reunião esta manhã e me pediu para acompanhá-lo — menti.

Era óbvio que eu não ia dizer a eles que o verdadeiro motivo pelo qual chegamos juntos, foi porque eu dormi na casa do chefe.

— Eu pensei que algo tinha acontecido com você. Pensei que você não fosse vir trabalhar hoje — disse Erick.

— Obrigada pela preocupação, está tudo bem — respondi.

— Querem ir jantar esta noite? Eu convido — disse Kevin.

— Sim, eu gostaria — Jessica foi a primeira a responder.

— Claro, seria ótimo — respondeu Erick.

— Eu… — meu celular começou a vibrar.

Christian estava me ligando.

— É o chefe? — perguntou Kevin.

— Sim. Tenho que atender. Com licença.

Afastei-me da mesa e saí para o corredor.

— Alô? — falei.

— Terminou de almoçar? — ele pergunta.

— Sim.

— Excelente. Preciso te pedir um favor.

— Claro, como posso ajudar?

— Quero que prepare um buquê de flores para minha mãe.

— Algo em especial?

— Ela gosta de margaridas.

— Perfeito. Saio já.

— Pode me avisar quando estiver pronto?

— Sim.

— Vou te buscar na loja do seu amigo. Tudo bem?

A loja do Raul ficava longe daqui. Eu estava pensando em comprar as flores naquela floricultura de Las Animas. Vou ter que ir com o Raul!

— Tudo bem. Vou te esperar então.

Voltei para a cafeteria.

— Está tudo bem? — perguntou Erick.

— Sim. Tenho que ir.

— E isso?

— Vou comprar umas coisas que o Christian me pediu.

— Vai jantar com a gente hoje à noite? — Kevin queria confirmar.

— Obrigada, mas acho que não vai ser possível.

— Vai trabalhar até tarde? — Jessi estava curiosa.

Neguei.

— Não. Eu, tenho outros planos.

...🍬🍬🍬...

São seis e meia da tarde, o buquê de margaridas para Juliana está pronto desde as três. E o Christian ainda não veio!

— Ele vem te buscar? — Raul me pergunta pela terceira vez.

— Já te disse que sim. Você não quer que eu fique aqui com você?

— Não tem problema, só estou dizendo que talvez ele tenha se esquecido de vir te buscar.

Soltei um suspiro.

— Seja como for, pelo menos consegui ver meus capítulos enquanto esperava.

— Está vendo aquela série que você me disse?

— Sim. Está muito boa. O rei acabou de descobrir que ela é uma mulher.

— Como assim? Ele não sabia que ela era uma mulher?

Neguei.

— É que ela se disfarçou de homem por um motivo muito importante e o rei sempre pensou que ela realmente era um homem.

— E depois?

— No palácio corre o boato de que o rei gosta de homens e… Você precisa assistir. Já estou emocionada só de te contar!

Ele não pareceu interessado na minha sugestão.

— Não tenho tempo para pensar em assistir a séries coreanas.

— Que amargo!

A porta principal se abriu. Pensei que fosse o Christian! Mas não. Eu estava errada.

— Seja como for. Vou ao banheiro. Pode atender este cliente?

— Claro.

Era uma mulher bonita. Vestia-se elegantemente e irradiava uma aura de ser “madame da alta sociedade.”

— Bem-vinda! Em que posso ajudar? — é a primeira coisa que digo.

— Estou procurando flores para meu marido.

— Alguma flor em especial?

— Você tem rosas brancas? Não as vejo por aqui.

— Sim. Temos rosas brancas.

Aconduzi-a até o balcão principal e junto ao móvel, estava o vaso com as rosas brancas.

— Elas estão lindas! Vou querer uma dúzia.

— Com certeza. Em qual papel a senhora gostaria que elas fossem embrulhadas?

Ela examinou o mostruário de cores disponíveis.

— Quero o azul metálico.

Assenti.

— Em um momento estará pronto.

Peguei as flores. Levei-as para a mesa e juntei alguns ramos de folhas verdes. Arrumei o buquê. Embrulhei-o.

— Se quiser passar no caixa, meu colega irá cobrar — sugeri à cliente.

Ela me atendeu.

A porta se abriu novamente, outro cliente entrou. Amarrei uma fita azul como toque final e terminei o buquê.

— Rosas brancas? — Sua voz me faz dar-lhe minha atenção —. Pensei que você não gostava de rosas.

— Não são minhas favoritas, mas…

— Christian? O que você está fazendo aqui? — ela pergunta.

Minha cliente tem o rosto tomado pela surpresa e meu chefe parece ter visto um fantasma. Por que ele parecia estar bravo?

— Marisa — disse ele.

Que diabos estava acontecendo aqui? Senti um pouco de tensão no ar.

— Como você está? Te enviei o convite do meu casamento, pensei que…

— Você realmente queria que eu fosse? — ele a interrompeu —. Não faz sentido.

Me senti um pouco desconfortável com a situação. Quis interromper.

— Com licença, seu buquê está pronto, senhora — eu disse.

Ela voltou sua atenção para mim e pegou as flores.

— Muito obrigada! Ficou muito bonito. Espero que meu marido goste!

— Acho que ele vai gostar — acrescentei.

— Preciso ir. Foi um prazer te ver, Christian! — ela se despediu.

Ele não respondeu à saudação. Ela foi embora.

— Vou pegar o buquê para sua mãe — eu o avisei.

Christian parecia estar meditando. Ele não me respondeu.

— Está tudo bem? Parecia que aqueles dois iam brigar — Raul tinha percebido.

— Não sei que diabos eles têm um com o outro. Mas, está na hora de eu ir. Te vejo mais tarde.

— Se cuida.

— Você também.

Com o buquê nas mãos, caminhei até Christian. A atenção dele estava na porta e literalmente, ele não parecia muito bem.

— Você está bem? — Não tive medo de perguntar.

— Sim. Bem. Não.

— Você…?

— Ela era minha esposa.

— Sua esposa?

— Vamos embora daqui!

E de repente, ele pegou minha mão e saímos da loja.

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