Capítulo 10

O quarto é enorme. Acabei de sair do banho e não consigo acreditar que isso esteja acontecendo. Que nem nas novelas!

Termino de secar o cabelo. Sem medo, corro para a cama e me deito. É super macia!

— Aqui está a sua roupa. — A voz dele me faz sentar.

Ele segura um porta-terno e o coloca sobre a cama. Ao lado, coloca uma sacola de papelão que provavelmente continha sapatos.

— Obrigado!

Ele assentiu.

— Vem. Eu te ajudo a se trocar.

— Não precisa. Eu consigo sozinho.

Ele pareceu não acreditar em mim.

— Deixa que eu faço isso.

Camisa branca. Abotoaduras. Meias pretas.

— Você vai à academia? — Ele pergunta.

— Não. Bom, às vezes faço alguma rotina em casa.

— Você está sarado.

— Só um pouco.

Vesti as calças. Abotoei o cinto. Christian quis ajeitar minha gravata borboleta, seus dedos roçaram meu pescoço e seus olhos estavam muito concentrados em mim.

— Pronto! Agora sim.

No espelho, gostei muito do meu reflexo. Eu estava muito bonito! Eu me sentia bonito.

— Obrigado pela ajuda.

— Você está muito bem. Por que você não usa terno no escritório? — Ele quis saber.

Coloquei um pouco de perfume na minha roupa.

— É que eu não gosto muito de usar terno. Acho muito formal.

— O trabalho que você tem é formal.

— Talvez. Mas eu não gosto.

— Você está muito bonito! — Ele disse.

— Obrigado. Eu me sinto bonito! — Fui sincero.

— Está na hora de irmos para a recepção.

Eram duas horas da tarde.

— Claro.

...🍬🍬🍬...

Tudo estava se desenrolando de forma agradável. A comida estava uma delícia. Lombo de porco ao molho de cogumelos, vinho, massa, pão. Delicioso!

Na mesa estava a família dele. Sua mãe, seu outro irmão e alguns parentes não tão importantes.

— Gostou da comida? — Christian perguntou.

— Estava muito boa. Comi demais!

Estávamos sentados juntos.

— Que bom. Eu sempre gosto de te ver comer. Você come com tanto desejo e seu rosto, quando você gosta do sabor, não sei, você fica lindo.

Aquilo me surpreendeu.

— Não diga besteira. Você está meio doido! — Eu o fiz saber.

Ele começou a rir, sua mãe pareceu surpresa em vê-lo assim.

— Vou ao banheiro.

Ele se levantou e saiu. Fiquei sozinho com a família de Christian.

— Quantos anos você tem? — A mãe dele quis saber.

— Tenho dezenove anos.

— Você é muito jovem!

— É o que dizem.

— Como vocês se conheceram? Meu irmão não é de fazer amigos e socializar. — Gerardo interveio.

— Sou estagiário na empresa dele. Foi assim que nos conhecemos — respondi.

— Estagiário? O que você está estudando?

— Gestão de escritório.

— Nunca ouvi falar disso.

— Bem, agora você sabe que existe uma carreira com esse nome.

— Em que área da empresa você trabalha?

— Sou secretário do Christian.

Isso último chocou Gerardo.

— Secretário dele?

— Isso mesmo.

Ele levou o copo à boca e bebeu um pouco, parecendo duvidar das minhas palavras.

— Bem, então meu irmão mudou.

— É a primeira vez que o vejo sorrir assim — acrescentou a mãe.

Do que eles estavam falando? O quanto Christian havia mudado?

— Estão falando sério? — Fiquei curioso.

— Claro. Meu filho é frio e arrogante, é muito difícil fazê-lo sorrir ou socializar. Mas parece que você mudou isso.

Suas palavras me impactaram muito. Então eu tinha influência sobre meu chefe?

— Bem, não faz muito tempo que nos conhecemos. Estou trabalhando para ele há quase duas semanas.

Ambos ficaram surpresos.

— Bem, parabéns! Não sei o que você fez, mas em tão pouco tempo você mudou o chip do meu filho — disse a mãe —. Obrigada por fazê-lo sorrir.

Eu me senti lisonjeado.

— Não tem de quê, estou aqui para servi-lo.

A hora da dança começou. Os recém-casados começaram a dançar e alguns casais se juntaram a eles.

— O que eu perdi? — Christian pergunta ao voltar.

— A dança começou — eu simplesmente respondo.

— Você gosta de dançar?

— Um pouco. Você gosta?

— Eu não sei dançar.

Fiquei chocado com sua resposta.

— Está falando sério? Você, que é um dos empresários mais importantes da cidade, sabe muitas coisas. Não acredito que você não saiba dançar.

A música termina, os casais voltam para seus assentos. Meu celular começou a vibrar.

— Você gostaria de dançar comigo? — Juliana me convidou para dançar.

Não atendi a ligação do Raul.

— Claro.

Era um danzón. Não havia muita dificuldade em mexer os pés. Rapidamente nos adaptamos à melodia.

— Quero te dizer uma coisa importante — disse ela.

— Claro, estou ouvindo.

— É sobre meu filho.

— Tudo bem.

— Eu… você é realmente o secretário dele?

— Sim. Eu sou realmente o secretário do Christian.

Ela assentiu.

— Bem, veja, eu conheço meu filho e sei que ele não tem passado nada bem nesses últimos anos. Desde o divórcio, algo se quebrou dentro dele e me machucava muito vê-lo tão triste. Ele se tornou completamente arrogante!

Não pude deixar de rir.

— Sim, no começo ele era arrogante comigo.

Juliana sorriu.

— Mas hoje ele é um homem completamente diferente. Ele parece feliz quando está com você!

— Você acha?

— Eu posso confirmar.

— Então acho que isso é um bom sinal.

Houve uma troca de voltas rápidas entre nós e então continuamos nossa conversa.

— Parece que meu filho sente algo por você. Eu vejo isso nos olhos dele!

— Sentir algo por mim? Acho que podemos ser bons camaradas.

Ela curvou os lábios levemente em um sorriso.

— Não querido, o Christian está encantado por você. Ele está apaixonado!

...🍬🍬🍬...

São dez horas da noite e a festa está a todo vapor. O álcool fez com que muitos perdessem a linha e assim, soltaram o corpo para a diversão escandalosa. Os noivos estavam animados!

— Você está se divertindo? — Ele me pergunta.

E eu sou um dos muitos que beberam demais esta noite. Juliana era minha companheira de bebedeira!

— Sim. Minha cabeça está girando e eu quero dançar.

— Dançar? Mas você mal consegue ficar de pé. Você está um pouco bêbado!

Eu ri. Eu não estava com vontade de rir, mas não importava e comecei a rir.

— Você se importa se eu te levar para dormir?

— Como quiser.

— Não o leve! — Juliana ordenou. — A festa ainda não acabou.

— Mãe, você também está bêbada. Direi a Gilberto para levá-la para casa.

— Gilberto é um homem da minha idade? — Ela estava tão perdida quanto eu.

— Não. Calma mãe. O Gilberto é meu motorista.

— Ah.

Eu vi uma garrafa de vinho pela metade, não tive medo nem vergonha, corri até a mesa para poder levar a garrafa à boca. Eu estava no céu!

— Não beba mais. Não é bom para…

— Você disse que ia me levar para dormir. Estou com sono!

— Farei o que você pedir.

Levantei-me a toda velocidade, como se fosse um bebê, ele me pegou no colo e não demoramos muito para chegar ao carro. Christian me acomodou no banco do passageiro.

— Vou te levar para minha casa.

— Sua casa?

— Sim. Você vai passar a noite lá.

Eu ri como um bobo novamente.

— Só espero que você não faça nada estranho comigo.

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Comments

sim kkkkk

2025-02-21

0

leitor_wolf🫦

leitor_wolf🫦

kakakkaakkakakaka
alguém avysa

2025-01-04

2

leitor_wolf🫦

leitor_wolf🫦

KAKAKAKAKAKAAKAKAKKAKA
Imagino a cara dele nesse momento

2025-01-04

4

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