Ricardo Narrando
Após a pequena provocação que rolou com a Carol, o clima de tensão tomou conta de mim. A noite já havia chegado e nada de o Cauã acordar. Saí do quarto sem falar nada a ninguém e fui atrás do diretor do hospital para saber quem será o novo médico que irá tomar conta do meu filho. Preciso saber o que está acontecendo, pois ele não acorda e continua pálido, como se não tivesse uma gota de sangue no seu corpo.
Entro na sala dele sem falar nada e sem bater na porta. Quando abri a porta, o mesmo tomou um susto muito grande, parecia que estava vendo o próprio demo na sua frente e se ele não der um jeito nessa situação, ele irá conhecer o inferno mais cedo.
Ele me olha com os olhos arregalados e fica visivelmente com medo do que eu farei com ele.
Diálogo 💬
Diretor: Pois não, senhor Ricardo. Como posso ajudar?
Rick: Como pode ajudar? O meu filho está jogado em cima de uma cama hospitalar, o corpo dele não tem cor, parece que não tem uma gota de sangue correndo nas suas veias, ele não acordou até agora e a não ser aquele safado, nenhum outro médico foi lá para examiná-lo ou saber se está precisando de alguma coisa. Ele não mexe um dedo, a única forma de sabermos que ele ainda está vivo é por aquela máquina que apita o tempo todo e agora você vem perguntar como pode me ajudar? Você tem certeza que está me fazendo essa pergunta?
Diretor: Desculpe pelo mal entendido, mas eu designei um novo médico para cuidar do Cauã. Ele não foi até o quarto nenhuma vez?
Rick: Se eu estou aqui, é porque até o presente momento não apareceu ninguém lá.
Diretor: Vamos até à ala médica para entender o que houve.
Saímos da sala dele e nos encaminhamos ao local. Ao chegarmos lá, a cena que vimos foi de sentir ânsia de vômito. Que coisa nojenta! O FDP do médico que deveria estar cuidando do meu filho, estava comendo duas mulheres ao mesmo tempo no quarto de descanso. É inacreditável!
Rick: É esse o hospital sério, renomado e que vende uma pose de seriedade? É isso que acontece nos cantos desse hospital? - Falo olhando para o diretor que estava vermelho e eu podia ver o ódio exalando pelos seus poros.
Diretor: O quê é isso? O que vocês pensam que estão fazendo? Estão todos no olho da rua e por justa causa! — eles não sabiam se vestiam as roupas, ou se tentavam usar argumentos que não tinham para justificar.
Nós saímos do local e o diretor mandou chamar alguém que estava na ala da UTI e vir até o quarto do Cauã imediatamente. Chamou também os seguranças e mandou colocar o trio pornográfico para fora do hospital.
Ao chegarmos do lado de fora da ala médica, ele parou com uma mão na parede e a outra do lado esquerdo do peito. Pensei que ele estava tendo um infarto e cheguei a segurá-lo, mas ele se recompôs e disse que estava bem. Nos encaminhamos até o quarto e ao chegarmos, havia uma médica examinando o Cauã.
A Carol olhou-me e veio até mim preocupada. Ela queria saber se havia acontecido alguma coisa com ele, mas a tranquilizei e disse que depois contaria a todos o que ocorreu lá fora.
Ela abraçou-me e ficamos em silêncio esperando o parecer da médica.
Médica: Preciso de mais uma bolsa de sangue, do tipo O+. Ele está assim há quanto tempo?
Rick: Ele voltou da cirurgia às 12h e desde então, tomou uma bolsa de sangue, foi coletada amostra para exame e depois disso, não houve mais nenhuma intervenção médica.
Médica: Serei muito sincera, ele está assim devido a hemorragia que teve, o efeito do sedativo já terminou e ele não acorda, pois o seu corpo está em uma espécie de choque, devido a hemorragia, acredito, que pelas marcas roxas no peito, ele sofreu uma pequena parada cardíaca e foi reanimado rapidamente. — me solto da Carol e dou um soco na parede.
Rick: Eu vou matar aquele verme. Ele praticamente matou o meu filho e ninguém me falou nada! São um bando de incompetentes, isso sim.
Marília: E agora doutora? O que vai acontecer com o meu neto? — a minha mãe chorava, enquanto era abraçada pelo meu pai.
Médica: Eu não irei levá-lo para a UTI, pois agora ele está estável, mas ele precisará ficar um pouco mais de tempo aqui no hospital. Eu vou atrás do exame de sangue dele para ver como está e volto para falar com vocês. — a enfermeira entra com a bolsa de sangue e coloca no Cauã.
Bianca: Carol! Amiga... Fala comigo... Olha aqui para mim, vai ficar tudo bem. — A Carol estava em choque.
Vou até ela e abraço o seu corpo, ela me aperta e começa a chorar e tremer. Ela estava nervosa, enquanto chorava, ela apertava o meu corpo, parecia pedir socorro. Ela está revivendo a dor de perder alguém.
Rick: Se acalme! Ele vai ficar bem, agora vai dar tudo certo. Olha para mim — ela não olha — Olha aqui, linda! — finalmente recebo o seu olhar — O Cauã ama você e vai voltar para ficar conosco para vocês dois pregarem-me várias peças juntos. Tudo bem? Não fique assim! Vai dar tudo certo.
Carol: Desculpe, eu só fiquei com medo. Eu quem deveria estar dando forças para vocês e eu quem estou sendo consolada.
Roberto: Está tudo bem, querida! Estamos aqui para apoiarmos uns aos outros. Vai dar tudo certo!
Marília: Vamos ter fé. Você está com o seu terço aí? Vamos até à capela para rezarmos juntas?!
Carol: Vamos. Você quer ir comigo? — ela pergunta para mim
Rick: Eu vou esperar o resultado do exame e vou até lá para me encontrar com vocês. Tudo bem?! — ela balança a cabeça em positivo e eu dou um selinho nela e ela sai com a minha mãe e a Bianca.
Eu nunca imaginei que iria passar por isso um dia. Ver o meu filho nessa situação, destrói o meu psicológico. Eu não posso perdê-lo.
Passado algum tempo, a médica retorna à sala com um papel em mãos e o seu semblante estava aparentemente tranquilo.
Médica: Olha, os exames dele estão tranquilos até então. Resta agora esperar que após mais essa bolsa de sangue ele fique um pouco mais forte e acorde. Eu presumo que a quantidade de sangue perdido não tenha sido pequena e, por isso, ele se encontra nesse estado. Além disso, eu vou colocar alguns medicamentos como Noripurum e Ferro para a prescrição, pois as plaquetas abaixaram, mas isso não é tão preocupante assim. O ferro irá auxiliar na fortificação do organismo e essa palidez logo sumirá. Pedirei à enfermeira que venha administrar as medicações. A cada 50 minutos, virei fazer uma nova checagem, até que ele desperte.
Rick: Ok, obrigada doutora.
Ela sai da sala com uma prancheta na mão e vai anotando algo nela. A porta novamente é aberta e quem entra é a enfermeira com as medicações que a médica nos explicou que aplicaria.
Assim que a enfermeira sai, eu vou até à maca do Cauã e fico com ele um pouco, pelo menos o corpo dele já não está mais frio como antes. Rezo um pouco e depois saio do quarto em direção à capela.
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Atualizado até capítulo 99
Comments
Gislaine Duarte
q hospital mais bagunçado é esse misericórdia 🤣
2024-03-02
45
Elenilda Soares
esses funcionários desses hospital são muito incompetentes viu eles são a treva um horror
2025-02-12
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Vaniza Goncalves
que sufoco ,mais agora vai ficar tudo bem
2025-01-11
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