Alguns Dias Depois🍃
Carol Narrando
Estava trabalhando na loja hoje, ajudando a cobrir o horário de almoço dos meus colegas. Fui sentar no caixa para ver algumas coisas e adiantar a contabilidade da semana, quando sou pega de surpresa com o Rick entrando de forma desesperada e parando na minha frente.
O seu semblante era triste, os olhos estavam avermelhados, parecia ter chorado por muito tempo e presumo que foi a noite toda, já que era ainda próximo à hora do almoço.
Alguns colegas funcionários estavam entrando e eu logo o encaminhei até a minha sala para tentar entender o que acontecia.
Diálogo 💬
Rick: Carol, por favor ajude-me. Eu sei que você não tem nada a ver com isso e vou entender se você não quiser, mas ajude-me, por favor! - Vi os seus olhos lacrimejando.
Carol: O que aconteceu? Estou ficando preocupada.
Rick: Cauã está no hospital, ele teve uma crise de dores fortes na região do abdômen e eu o levei até lá para saber o que estava acontecendo. Quando chegamos, o médico o examinou e disse que ele precisará fazer uma cirurgia de apêndice, mas como está muito inflamada, ele precisará tratar com antibióticos primeiro para depois fazer a cirurgia. Contudo, ele não quer aceitar fazer e está chorando querendo ver você. Eu até tentei enrolar ele para não incomodá-la, mas ele recusou-se a tomar os remédios enquanto você não for vê-lo. Ajude-me, por favor! Eu faço o que você quiser...
Carol: Por que não veio antes, Ricardo? Ele está assim há quanto tempo?!
Rick: Faz três dias. Eu só não queria incomodá-la.
Carol: Isso não é incômodo nenhum, sabe que eu gosto dele. Vamos logo! - falo organizando a minha bolsa.
Rick: Desculpe-me por atrapalhar você no seu trabalho, mas eu já não tinha mais o que fazer.
Carol: Pare de se desculpar por isso, não estão me atrapalhando em nada. Eu adoro o Cauã e faria de tudo para vê-lo bem.
Rick: Vamos comigo, ele está no hospital.
Carol: Vou só avisar ao meu chefe e nós iremos, não levará mais do que 5 minutos.
Saio e vou até à sala do sr. Davi, ele é o dono da loja, só espero que ele não encrenque, pois ele não gosta muito quando saímos no meio do expediente. Mas eu vou mesmo que ele não aceite, tenho inúmeras horas extras pendentes para tirar e ele não irá impedir-me.
Bato na porta e ele pede para entrar, já fui pedindo a Deus que ele aceite e que eu não precise fugir, pois, preciso desse emprego.
Carol: Com licença, sr. Davi. Desculpe por atrapalhar o seu trabalho, mas aconteceu uma situação urgente e preciso ir até o hospital. Um primo meu está internado com apendicite e se recusa a tomar as medicações, ele está chamando por mim e... — Me interrompe.
Sr. Davi: Você não irá, está no meio do expediente, assuntos pessoais devem ser tratados fora do horário de trabalho.
Carol: Eu tenho inúmeras horas extras a tirar, não pode fazer isso comigo. Sempre estou ajudando quando precisa.
Sr. Davi: Já disse que não irá. Volte ao trabalho!
Carol: Eu irei sim e se quiser descontar do meu salário, fique à vontade.
Sr. Davi: Considere-se demitida ao sair por aquela porta.
Carol: Ok!
Saio da sala dele e vou direto em direção ao Rick, não vou demonstrar o que acabou de acontecer, agora a prioridade é o Cauã.
Ao chegar de volta à sala, pego a minha bolsa e nos encaminhamos em direção à loja para sair. Fui até a Bianca e dei uma pequena explicação sobre o que estava acontecendo, ela ficou visivelmente preocupada também, mas eu prometi mandar notícias a ela e ela disse que iria até lá assim que encerrasse o expediente. Não podemos ter duas desempregadas agora.
Quando chegamos no hospital, ele levou-me direto para o quarto do Cauã, que estava chorando de dor quando entramos.
Marília: Tome o remédio de dor, Cauã, por favor!
Cauã: Eu quero a Carol, vovó. — Estava próxima à porta quando ouvi a conversa
Carol: Então tome o remédio, meu amor. Eu já estou aqui. — Ele quase se levanta e grita.
Cauã: CAROOOL! Eu sabia que você viria. Eles querem cortar a minha barriga, não deixe eles fazerem isso, Carol. Por favor!
Carol: Eles querem só tirar essa dor de você e eu prometo que você não vai sentir nada, mas primeiro você precisa tomar os seus remédios, faria isso por mim?! Prometo ensinar a dar o meu mortal na piscina. — Estendo o meu dedinho a ele para fazer a promessa.
Cauã: Eu estou com medo de doer, mas quero muito aprender a dar o mortal na piscina. — Ele agarra o meu dedinho.
Carol: Fique tranquilo, eu estarei aqui com você sempre que precisar, agora seja obediente a sua avó e ao seu pai e tome o remédio, vai ajudar a parar de sentir dor.
Cauã: Tudo bem! Mas se eu dormir, você promete que não vai embora?!
Carol: Prometo!
Marília: Obrigada, Carol! Que bom que chegou. Já não sabíamos mais o que fazer... — fala com a voz triste.
E assim ele tomou o remédio e, passados uns 30 minutos, ele foi adormecendo, esse antibiótico dá sono, o médico já havia alertado para isso. Fiquei ao lado dele na cama o tempo todo, até que ele pegasse no sono e depois o Rick me chamou para sentar ao seu lado no sofá. Sei que ele também está precisando de carinho, pois está muito preocupado com o filho, então, sentei-me ao seu lado e puxei aquele homão para deitar no meu colo. Não estou me reconhecendo mais...
A mãe dele havia ido embora mais cedo, ela precisava ir em casa buscar algumas coisas para o Cauã.
Diálogo 💬
Carol: Vem aqui, sei que também está precisando de colinho kkkk
Rick: Não vai ficar bem para a minha pose de machão se alguém entrar aqui e ver a cena. — Ele fala sério e vem deitando.
Carol: Eu dou um jeito depois, se alguém falar alguma coisa a respeito, eu mando algum grandalhão bater neles...
Rick: Você é especial. Senti a sua falta. — Acaricia o meu rosto.
Carol: Eu também, mas preciso manter a minha pose de durona. — Rimos juntos e eu estava fazendo um cafuné na sua cabeça.
Rick: O que você fez comigo? — fala pensativo
Carol: Como assim?
Rick: Você sumiu… Eu sei que eu também sumi, mas pensei que, por algum motivo, me procuraria.
Carol: Eu não sou o tipo que procura um homem e também pensei que me procuraria. Eu nem saí muito de casa por esses dias, fui apenas uma vez numa boate com a Bi.
Rick: Você ficou com alguém durante esse tempo?
Carol: Não vamos entrar nesse assunto.
Rick: Por que não?
Carol: Porque eu acho um campo muito perigoso nesse momento. Nós ficamos duas vezes, não tem nada a ver isso.
Rick: Tudo bem, deixe isso. Eu não queria ouvir a sua resposta, mas já deu para entender.
Carol: Eu estou um pouco confusa. Eu nunca tive sentimentos por ninguém, perdi os meus pais muito cedo e me fechei para as pessoas, as únicas que consegui me manter aberta, foi a minha avó e a Bianca.
Rick: Eu entendo você. Depois que a mãe do Cauã foi embora, eu me fechei também, virei o famoso pegador, procurei por sexo e não relacionamento. Pensei que seria igual com você, mas não foi.
Carol: Não sabia disso, achei que a mãe dele mantinha algum tipo de contato.
Rick: Aquela vaga… — para de falar e respira — Aquela mulher foi embora quando ele tinha apenas um ano. Foi embora com um ex-amigo meu.
Carol: Sinto muito pelo Cauã, mas você se livrou de uma…
Rick: Tento pensar assim todos os dias. E nós? — muda o assunto rapidamente
Carol: O que tem?
Rick: O que faremos com essa saudade acumulada?
Carol: Não sei, me diz você…
Rick: Vamos matá-la, vamos deixar rolar. A gente vai ficando até descobrir o que queremos e depois nomeamos essa “relação”.
Carol: Então eu ficaria só com você e você ficaria só comigo?
Rick: Sem terceiros, não sou muito fã de dividir.
Carol: E depois?
Rick: Vamos vendo com o passar do tempo, o que for para ser, será.
Carol: Ok, vamos tentar. Seja o que Deus quiser! — Ele roubou-me um selinho e fiquei rindo dele feito uma boba.
Ficamos conversando um pouco, ele não é muito de falar de si mesmo e nem eu, conversamos apenas amenidades. Passados alguns minutos, ele dormiu serenamente e eu fiquei de olho no Cauã, caso ele acordasse e pedisse alguma coisa.
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Atualizado até capítulo 99
Comments
Elenilda Soares
excelente história parabéns 👏 👏 👏 👏
2025-02-11
0
zeni
Aurora linda sua história estou amando
2024-06-27
4
Pedro Miguel
Lindo Autora já tava com saudades deles dois
2024-04-25
12