O som do celular de Tez tocou ao lado da cama. Na terceira chamada, ele tentou alcançar apalpando a mesinha de cabeceira ainda de olhos fechados.
Tez: Alô?
Chan: Sallene, a informação que eu te dei é precisa. É ele mesmo.
Animado com a informação que esperava, Tez se sentou.
Tez: Nesse caso; vou resolver isso agora mesmo.
Chan: Você não precisa se mover de onde está, o Rufino Maldonado tem muitas acusações, os oficiais vão tomar conta dele.
Tez: Não é nada garantido que ele será mesmo pego.
Chan: Tez eu insisto que não se meta nesse assunto. Você já fez o bastante! Aliás, fez tudo o que não poderia.
Tez: Eu não faço nada então, desde que você me deixe ver o procedimento.
Chan: Ok, mas você não sai do carro.
Tez: Eu aceito. Farei o que me disse. Posso ir agora te encontrar.
Chan: Ok, a operação vai ser uma hora da tarde.
Tez: Ótimo, obrigada.
O celular foi deixado na mesinha de cabeceira novamente, e Tez saiu de seu quarto. Quando desceu as escadas, o cheiro do café fresquinho, denunciou a localização de Leyne.
Leyne: Bom dia! Eu fiz omeletes. Agora só vou fazer omeletes, já que descobri que sou bom com eles.
Tez caminhou até Leyne e o abraçou
Leyne: Quanto carinho... Você dormiu bem?
Tez: Dormiria melhor se você estivesse comigo.
Leyne: Ah... Quanto a isso eu...
Leyne segurou o rosto de Tez gentilmente, fazendo com que se alinhasse ao dele.
Leyne: O que a gente tem? É, o que é isso?
Tez: O que você quer que seja?
Leyne: Eu... Não sei bem o que dizer. Mas, gosto de você... E acho que colegas de casa, ou amigos não são tão íntimos como temos sido.
Tez: Somos íntimos?
Leyne: Tez, estamos sempre nos beijando e cuidado um do outro, e não é coisa de meros amigos.
Tez: E o que você quer? Está pensando em alguma coisa?
Leyne: Olha... Namorados se enquadra mais com o comportamento que temos.
Tez: Então namorados.
Leyne sorriu
Leyne: Namorados... Acho que você sabe, mas eu nunca namorei ninguém.
Tez: Leyne, eu vou ter que sair. Vou demorar um pouco.
Leyne: Ah... Eu vou ficar sozinho aqui?
Tez: Se eu chamar o Rodrigo você vai se sentir melhor?
Leyne: Acho que não. Deixa para lá, eu fico aqui e espero você.
Os dois se inclinaram um para o outro, e se beijaram.
Leyne: Vem, vamos tomar o café. Já que vai sair é melhor se alimentar bem.
Tez: Como quiser.
....
Após tomarem café, Tez subiu para se arrumar. Em seguida, ele desceu vestindo uma calça jeans e uma jaqueta de couro preta, por cima de uma regata cinza.
Leyne: Nossa! Você está bem bonito.
Tez: Você gostou? Vou me vestir assim mais vezes.
Leyne: Sim.
Tez: Eu pretendo voltar logo, tudo que você precisa tem aqui. Por favor, me aguarde.
Leyne: Sim.
Os dois se despediram com um longo beijo eTez saiu pela porta.
Leyne: É isso... Estou sozinho. Agora tenho que procurar o que fazer. Acho que vou limpar essas portas de vidro.
As portas estavam reluzentes, quando finalmente Leyne terminou. Por alguns minutos ele ainda ficou admirando o seu trabalho. Sua atenção, só foi desviada com a campainha da casa tocando.
Leyne: Ué? Quem será?
Correndo para o portão, Leyne tentou olhar por uma fresta, para se assegurar.
Rodrigo: Leyne! Sou eu.
Leyne: Ah, espera eu vou pegar a chave!
...
Leyne: {Mas o que ele está fazendo aqui? O Tez chamou ele? }
Leyne abriu o portão.
Rodrigo: Vamos Leyne! Vou levar você para o seu tio Billy.
Leyne: Quê?
Rodrigo: Vou te levar para casa.
Leyne: E... Foi o que o Tez pediu para você fazer?
Rodrigo: Não... Ele não falou nada. Mas, já sabemos onde o seu tio mora, e não há mais necessidade de você ficar aqui preso.
Leyne: Rodrigo... Eu quero muito ver o meu tio. Mas, vou esperar o Tez para me despedir.
Rodrigo entrou e fechou o portão.
Rodrigo: Ok, temos que conversar.
Segurando a mão de Leyne, Rodrigo o levou para uma mesinha no canto da piscina.
Rodrigo: Deixa eu explicar de uma vez... O Meu tio não vai te permitir ir embora. Se você não aproveitar essa oportunidade, vai ficar preso.
Leyne: Porque está dizendo essas coisas? Ele tem sido muito legal. Rodrigo, eu acho que você não conhece bem ele...
Rodrigo: Você é quem não conhece! Eu sei o que estou dizendo.
Leyne se levantou inquieto.
Leyne: Eu agradeço, mas vou esperar o Tez.
Rodrigo: Leyne, me ouça! Sabe o que o Tez faz de melhor? Ele elimina pessoas! Ele era uma pessoa equilibrada antes, mas depois que a minha mãe morreu... Ele mudou. Estou falando isso porque eu passei por isso!
Leyne: Como assim... Passou por isso?
Rodrigo: Meu pai não podia cuidar de mim, então meu tio me trouxe para morar com ele. Ele tinha tanto medo de que acontecesse alguma coisa comigo, que não me deixava sair. Ele não me deixava ver o meu pai, nem a minha avó... Eu fiquei anos aqui, preso. Depois comecei a me interessar por artes marciais e tiro. Ele me ensinou tudo, e eu aprendi bem rápido.
Rodrigo fez uma pausa para olhar para Leyne, esperando que ele estivesse prestando atenção, ao confirmar ele continuou.
Rodrigo: Faz três anos que eu pude finalmente sair. Você é uma pessoa livre, você tinha um sonho, estudou e se esforçou para isso. Mesmo que algo tenha dado errado, encare o que passou aqui como uma segunda chance... Mas se você não for embora agora, você nunca mais vai sair.
Leyne ficou em silêncio.
Rodrigo segurou a mão de Leyne
Rodrigo: Por favor Leyne, confie em mim. Me deixa te levar para ver seu tio. Eu não quero que você sofra aqui.
Leyne: Ele não parece ser assim... Bem, ele é mandão e não se expressar bem...
Rodrigo: Ele está trabalhando em uma vingança, e eliminando pessoas! Você sabe o que aconteceu naquele barco não é? Só um homem saiu de lá vivo além do Tez.
Enquanto Leyne com os olhos vermelhos, se atormentava ao pensar no que ia fazer, Rodrigo foi se antecipando. Pegou as chaves, e se levantou.
Rodrigo: Vamos! Precisamos ir agora.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
desocupad-
vai dar merda...
2024-09-05
2
Maria Julia
que ver q o Tez vai chegar bem na hr, se n vai acontecer alguma coisa do tipo
2024-03-30
9
Anna🩷
tava tudo tao de boaaa mdss
2024-03-30
1