Eram seis horas da manhã e o sol já iluminava toda a praia. No porto oeste, o barco velho de nome Tenência, foi avistado por dois carros polícias. Enquanto eles se aproximavam, um homem sujo e saiu. Ele caminhou alguns passos, sentou no pier de madeira.
O Chefe dos oficiais um oriental de cinquenta e oito anos, se aproximou do homem e o reconheceu no mesmo instante.
Chan: Sallene!? Você está ferido!
O Oficial abriu a camisa rasgada de Tez para avaliar a gravidade do ferimento. O mais visível, era um corte profundo na lateral da barriga. No ombro direito, duas perfurações.
Chan: Sallene! Fala comigo, olha lado mim ok?
Com muita dificuldade, Tez ergueu a cabeça.
Tez: Chan... Tem mais um Maldonado... Eu preciso pegar ele.
Chan: Não seja ridículo! Você está gravemente ferido e quer mesmo continuar essa vingança? Temos que ir para um hospital.
O Homem puxou o rádio em sua cintura.
Chan: Aqui é o Chefe Chan. Preciso de uma ambulância, urgente. No porto oeste, segundo pier!
Enquanto Tez respirava com dificuldade, encostado nos braços de Chan, os oficiais faziam a perícia de dentro do barco.
Chan: Algum sobrevivente?
Oficial: Sim senhor, um homem que chamam de Guaco. Ele precisa de cuidados médicos.
Chan: Ok, tirem ele primeiro. E o Maldonado?
Oficial: Ele não sobreviveu senhor.
Chan: Ah, Tez!!! O que eu faço com você?
Tez tentou se levantar.
Chan: O que você pensa que está fazendo?
Tez: Tenho que voltar para casa, eles estão me esperando. Chan... Encontra o outro irmão para mim.
Chan: Está bem! Eu encontro, mas você vai para o hospital primeiro!
Tez: Não... Eu preciso voltar. Eu disse que voltava.
Chan: Sallene! Pare de ser teimoso. Se eles virem você assim vão ficar assustados. Principalmente o seu sobrinho... E Olha! A ambulância já chegou.
Parado no mesmo lugar, Tez pensou no que acabará de ouvir de Chan, em seguida, ele olhou para si mesmo.
Tez: Obrigada Chan!
O homem seguiu se arrastando até a ambulância, onde dois paramédicos já vinham ao seu encontro.
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Leyne acordou com dor no pescoço. Ele estava no sofá, e percebeu que pegou no sono.
Leyne: Tez?
Ele caminhou pela casa, e acabou parando na sala de coleções de Tez.
Leyne: {Eu acredito que você não saiu ileso dessa briga}.
Rodrigo: Ele ainda não chegou?
Leyne: Não... Vamos voltar lá Rodrigo, por favor!
Rodrigo: Ele ficaria muito bravo. Uma coisa que você tem que saber sobre o meu tio, é que ele detesta que desobedeçam uma ordem.
Leyne: Só que eu não ligo para isso. Como posso ficar tranquilo aqui, se ele pode ter se machucado por minha causa... Ou... Ou pior.
Rodrigo: Não foi por sua causa! Essa já era um guerra dele.
O telefone de Rodrigo tocou.
Rodrigo: Alô?
[Chan: Aqui é o chefe Chan, O Tez está no hospital, o ferimento foi greve, mas agora está fora de perigo]
Rodrigo: Obrigada Chefe Chan! Eu vou até lá ver ele. O mandaram para esse do centro?
[Chan: Isso mesmo. Venha logo, pois se esse teimoso acordar, vai querer ir embora sozinho.]
Rodrigo: Eu imagino que sim mesmo. Tudo bem, já estou a caminho. Obrigada!
Assim que desligou o telefone, Leyne se aproximou mais.
Leyne: Era sobre o Tez? Ele está bem?
Rodrigo: Sim, ele está no hospital, mas fora de perigo.
Leyne: Vamos lá, vamos ver ele!
Rodrigo: Sim, vamos. Me deixa só pegar a chave do carro lá em cima.
Leyne: Eu pego para você.
Rodrigo: Não precisa, me espera no carro, sua perna ainda não está totalmente curada não é?
Leyne: Olha é verdade. Mas as vezes, eu estou tão acelerado que nem percebo.
Enquanto Rodrigo subia para pegar a chave, Leyne ficou ao lado do carro esperando ansioso.
Rodrigo: {Parece que o Leyne está mesmo apaixonado pelo meu tio... Mas, será que isso vai dar certo? Eu realmente não quero ver ele sofrendo.}
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O carro de Rodrigo estacionou na frente do hospital. Leyne abriu a porta apressado para sair, mas seu pé bambeou quando tocou o chão. Leyne quase caiu no chão, mas foi amparado por Rodrigo o segurou pela cintura.
Rodrigo: Você está bem?
Leyne: Sim... Sim. Eu acho que estou acelerado demais. Me desculpa.
Se soltando de Rodrigo, Leyne passou na frente e entrou no hospital.
Rodrigo: {Como assim!? O que ele pretende se jogando assim dessa maneira? Parece um adolescente.}
A Recepção do Hospital, era bem na entrada, e lá, passaram o número do quarto onde Tez repousava.
O quarto era bem equipado, limpo e iluminado. Tez estava deitado, de olhos fechados quando Leyne se aproximou.
Leyne: Ele está muito machucado.
Rodrigo: Não se preocupe com isso. Não tem idéia de como ele se recupera rápido.
Tez abriu os olhos.
Rodrigo: Como você está se sentindo Tio?
Tez: ... Estou ótimo, vamos para casa agora.
Tez se sentou na cama e retirou o soro conectado no seu braço.
Leyne: Não Tez! Você não pode sair assim. Tem que se recuperar.
Tez: Estou bem. Eu me recupero em casa.
Rodrigo: Tá bom, então... Vou te ajudar a se vestir, Leyne por favor, chame o médico aqui.
Leyne: Certo. Estou indo.
...
Rodrigo: Tio... Você vai deixar o Leyne ir embora agora certo? Eu já consegui o endereço do tio dele, e os contatos de telefone. Se quiser, eu mesmo levo ele até lá.
Tez franziu a testa, seu olhar ficou sombrio.
Tez: Ele não vai embora agora.
Rodrigo: Ok eu entendo. Então depois que você se recuperar?
Tez: Não vamos falar sobre isso agora.
Rodrigo: Tudo bem. Quer se apoiar em mim para vestir as suas calças?
Tez tomou a roupa da mão de Rodrigo, e se vestiu. Quando estava fechando o botão, Leyne entrou ao lado do médico.
Leyne olhou para Tez.
Leyne: {Céus, ele é está lindo, mesmo ferido assim.}
Médico: O Chefe Chan assumiu a responsabilidade por sua alta precoce. Pode ir, mas não deixe de seguir as orientações médicas.
Tez: Certo, é aqui que assino?
O médico deu a caderneta para Tez e ele assinou. Em seguida, os três saíram do hospital.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
desocupad-
finalmente um capítulo longo.
2024-09-05
0
Lenilson André silva vieira
muito longo gostei
2024-08-29
0
Marcia Gomes
🙄
2024-05-08
0