Saul estacionou o carro em uma rua movimentada, perto de uma barraca de verduras e frutas. Ele sentia o calor do sol, apesar de ser fim da tarde. Ele desceu do carro, e caminhou até a barraca. Ele cumprimentou o vendedor, e comprou uma água de coco. Ele abriu o coco com uma faca, e começou a tomar o líquido refrescante. Ele ouviu o telefone tocar, e viu que era Jacira. Ele atendeu, e disse.
Saul: Pronto, senhora Jacira, já estou disponível para você.
Jacira: Eu nunca pensei que eu ia dizer isso, mas quero contratar sua empresa para me ajudar. Surpreso, senhor Mão de Ferro?
Saul: Nem um pouco. Eu achei que você foi rápida demais. Eu esperava que você ligasse, mas não que me contratasse tão rápido.
Jacira: Você é um rato. Quero sair desta sem deixar o encosto do meu marido sem nada que é meu. Ele, quando me conheceu, era um pobre miserável, trabalhando para um jornaleco de bairro. Eu dei nome a ele, eu fiz ele. Ela falava com ódio, e amargura na voz.
Saul: Essa parte não é comigo. É com a justiça e com vocês. O meu papel é conter os danos, e conduzir esse processo da melhor forma.
Jacira: Você acha justo eu ter feito minha fortuna sozinha, e esse encosto ganhar metade do que é meu? Ela disse indignada, e continuou: Se a gente tivesse se separado amigavelmente, ok. Mas ele me traiu.
Saul: Engraçado, que você não teve essa mesma conduta quando o Sérgio Matarazzo se divorciou. Quando ele se casou com uma mulher mais nova, e vivia sendo traído, você fez da vida dele um inferno. Disse ele com um tom irônico.
Jacira: Você está aqui para me ajudar, ou me julgar?
Saul: Para te treinar. Acha que os jornalistas fofoqueiros não vão cair matando nesta contradição? Mas você acha que eu vou aceitar trabalhar para você por quê?
Jacira: Porque tenho dinheiro. E além do mais, se você não aceitar, eu procuro outra agência. Falou ela com bravura.
Saul: Sabe que está aqui me ligando, aposto que desesperado, o encosto. Aí, acho que ele vai querer minha ajuda. Ele deve estar muito mais necessitado que você. Falou com deboche, que deixou Jacira com ódio.
Jacira: Ele não pode pagar o que eu posso te pagar.
Saul: Nem tudo é por dinheiro. É pelo prestígio. Faço para ele até de graça. Ele estava sério, mas Jacira reconsiderou.
Jacira: Está bem. O que faço para que sua agência trabalhe diretamente para mim? Saul: Deixa eu atender seu marido, depois prometo que te ligo. Ele estava irritado com a insistência de Ari. Ao desligar, logo Ari ligou de novo, e Saul atendeu.
Ari: Seu miserável. Você disse que não ia revelar a ninguém. Agora você acabou com a minha vida.
Saul: Eu disse que dependia de você para não revelar nada. Você não me deixou escolha. Eu tive paciência com você. Te dei exclusividade na matéria do casamento, e a revista foi um sucesso. Cartas estão chegando à revista a todo momento. E, nesses tempos, revista vender assim é raro. E o que você fez? Se uniu à Sarah para me atacar. Mexer com meus clientes. Você pagou para ver, não é? Ari, ainda com raiva, fez um pedido.
Ari: Então me ajuda a salvar minha reputação. Ela vai vir com tudo para cima de mim. Eu posso contar uns segredos dela, que ajudariam a acabar com a reputação dela. E jogar ela na lama.
Saul: Lamentável isso que você está me pedindo. Eu não faço fofoca. Muito pelo contrário. Eu limpo a reputação dos meus clientes. Ari riu sinicamente.
Ari: E o que você está fazendo comigo?
Saul: Apenas estou me defendendo. E defendendo meus clientes. Agora vou desligar. Achei que seria interessante negociar com você. Mas, vendo que você é o que é, não vale a pena. Você se afundaria, e me afundaria junto. Saul desligou o telefone, e ligou para Jacira.
Saul: Jacira, se quer que minha agência trabalhe para você, não quero que você jogue sujo com seu marido. A não ser que ele te ataque primeiro.
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Atualizado até capítulo 69
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