Alice caminhou do lado de Saul, que abriu a porta do carro para ela, com um gesto cavalheiresco. Ela agradeceu, e se acomodou no banco do passageiro. Ela colocou o cinto, e olhou para ele. Ele estava sério, e concentrado na direção. No caminho, um silêncio estarrecedor. Alice pensou em pedir para Saul colocar música, mas não conseguiu falar nada. Ela não sabia que ele odiava música, qualquer uma. Por conta de um trauma como seu pai, quando agredia sua mãe e ele, para ocultar nas vizinhanças, ele ligava música alta. O barulho das músicas, enquanto sua mãe apanhava e ele, fazia ele sentir ânsia de vômito. Seu pai colocava qualquer tipo de música, era forró, samba, e romântica. Uma contradição. Ele teve um romance passageiro com Sarah, que era cantora, embora ele nunca tenha ido ao show ou ouvido a música dela. Ele sabia que ela era talentosa, porque ouvia opiniões de pessoas da área.
Saul mudo, estava muito focado em levar Alice até sua casa. Ele não queria conversar, nem se distrair. Ele queria apenas chegar logo, e se livrar dela. Ele não queria admitir, mas estava confuso. Ele não entendia o que tinha acontecido com ele, como tinha perdido o controle tão fácil. Alice era sua cliente, nada mais. Ele não podia se envolver com ela, nem sentir nada por ela. Mas ele sentia. Sim uma atração irresistível, uma vontade de beijá-la, de abraçá-la, de protegê-la. era uma ternura, uma admiração, uma paixão. Ele estava apaixonado por ela, e isso o assustava. Ele não sabia como lidar com isso.
Alice, quando ia descer do carro, Saul disse.
Saul: Alice, acho que você não deveria ser a porta-voz de seu pai. Não quero que você tenha essa responsabilidade. Ele falou com uma voz baixa e suave, que fez Alice se arrepiar. Ela se sentiu triste, será que ele não a achava mais capaz.
Alice: Por quê isso agora? Você passou dias tentando me convencer. Você não acha que eu sou capaz? Ela falou no mesmo tom que Saul.
Saul: É claro que acho. Você é incrível. Mas… Ele pausou, pensou no que ia dizer, e continuou: Não quero te ver assim novamente. Eu me preocupo com meus clientes. Alice revirou os olhos. Clientes, aff. Ela odiava quando ele falava assim, como se fosse apenas um negócio. Ela queria que ele falasse como se fosse algo mais, como se fosse um amigo, um parceiro. Ela queria que ele falasse como se fosse apaixonado por ela, como ela era por ele.
Alice: Eu que decido se vou ou não participar. E não você. E meu pai está contando comigo.
Saul: Ótimo. Amanhã quero você dando entrevista na Magazine do Povo às 14:30. Sem atrasos. Até amanhã.
Alice: Calma aí. Você disse que eu teria que apenas controlar as redes sociais do meu pai. Você não disse nada de entrevista.
Saul disse de maneira arrogante, e seca.
Saul: Estou dizendo agora. E por favor, não se atrase.
Alice sentiu uma raiva novamente. Como ele podia ser tão autoritário, tão insensível, tão jumento? Ela desceu do carro, e bateu a porta com força, fazendo um estrondo. Ele fez uma expressão de agonia e raiva. Ele odiava quando ela fazia isso. Ela saiu sem dizer tchau, e entrou em casa. Ele ficou por uns segundos parado, e começou a pensar no que tinha ocorrido com ele, como podia ter perdido o controle fácil. Alice entrou mal-humorada, e foi direto para o quarto. Ela bateu a porta, e fez todos em casa se assustarem. Ela se jogou na cama, de raiva. Ela estava prestes a pegar no sono, quando ouviu o telefone tocar. Era Saul.
Saul: Não quero que você fique brava comigo. Eu estarei amanhã com você na entrevista. Qualquer coisa que precisar, pode pedir minha ajuda, Alice. Ele falou com uma voz doce, que fez com que a raiva de Alice passasse. Ela se sentiu tocada, e feliz. Porque ele estava se importando com ela.
Alice: Saul, não se preocupe. Vai dar tudo certo. Agora pode ir para casa, e dirija com cuidado. Saul: Espera, vou estacionar. Ele estava dirigindo, e falando ao telefone. Ele sabia que era perigoso, mas ele queria falar com ela. Ele queria ouvir a voz dela, ele queria se desculpa. Ele estacionou, e continuou.
Saul: Pronto. Alice, eu vou estar do seu lado. Você pode contar comigo para tudo. Alice se derreteu toda. Ela não sabia se ficava feliz, ou assustada. Saul não era uma pessoa fácil de conviver. Ele era complicado, e misterioso. Ele era frio, e quente. Ele era doce, e amargo. Ele era tudo, e nada.
Alice: Saul, eu… Ela ia dizer que estava se apaixonando por ele, mas ele a interrompeu.
Saul: Tenho que desligar. As 18 recebo uma ligação. É sobre a matéria que o jornal fez sobre a gente. Depois a gente se fala. Até. Ele desligou, que fez Alice ficar com raiva, e depois rir. Ele era louco. Ela não via a hora de vê-lo novamente.
Às 18 horas, Saul recebeu ...
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Atualizado até capítulo 69
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