Um bom bate boca.
Saul estava no seu escritório, ele estava olhando pela janela, vendo a movimentação da cidade. Ele tinha tido um dia difícil, cheio de problemas e cobras peçonhentas. Ele tinha que lidar com Jacira e Ari, um casal de jornalistas de fofoca, que viviam atacando ele e seus clientes. Eles eram piores do que Maristela, a dona da revista Boca a Boca, que era a principal rival de Jacira. Ele também tinha que dispensar jornalistas curiosos, que queriam saber se era verdade o namoro dele com Alice, e se ela não ia se pronunciar.
Ele estava colocando seus pensamentos em dia, quando a porta do seu escritório se abriu com violência. Era Alice, que entrou sem bater, seguida por Alda, sua secretária, que tentava detê-la. Alice estava com uma expressão furiosa, e segurava uma revista de fofoca nas mãos. Ela jogou a revista na mesa de Saul, fazendo um barulho estridente. Saul olhou para a revista, e reconheceu a foto dele e de Alice, saindo do restaurante na noite anterior. A manchete dizia: "O novo casal do momento: Alice e Saul, a filha do rei do aplicativo". Era tudo mentira.
Os três falaram ao mesmo tempo. Alda: Desculpe, senhor, ela já veio entrando, quer que eu chame os seguranças? Alice: É assim que você acha que vai ajudar meu pai? Essa sua ideia de ir ao restaurante, só me causou problemas. Saul: Vamos com calma aí. Saul se levantou, impondo sua presença. Ele deixou Alda intimidada, mas não Alice, que o encarava com ódio. Ele disse: Alda, não precisa chamar a segurança.
Saul: Eu acredito que a madame vai se comportar. Ele falou com ironia, que deixou Alice com vergonha e raiva. Ele continuou: Deixe eu e Alice a sós, por favor, Alda. Alda balançou a cabeça e saiu.
Saul: Agora somos só nós dois, pode continuar, sou todo ouvidos. Ele falava com deboche, que irritava mais ainda Alice.
Alice: Seu narcisista de merda, você acha engraçado tudo isso, é? Minha vida já estava bagunçada e agora com isso, quero que você vá à empresa e desminta tudo isso agora. Você está vendo isso aqui, essa revista. Saul levantou para olhar a revista apenas de zoera.
Saul : Estou sim, uma das revistas mais cafonas e tendenciosas do Brasil, não sabia que você se interessava em ler esse tipo de revista. Ele falava apenas para irritar Alice. Alice perdeu a paciência com ele e disse:
Alice: Eu não estou brincando, Saul, liga agora para a impresa e desminta isso, se não eu te mato. Saul bocejou, que irritou ainda mais Alice. Saul se sentou com calma, sem perder a pose, e disse:
Saul: Já acabou o espetáculo, ou tenho que ouvir mais alguns elogios à minha pessoa? Alice percebeu que passou dos limites, e ficou um silêncio na sala.
Saul: Alice, eu te garanto que até amanhã tudo isso será resolvido, se não amanhã, será depois de amanhã. Pode ter certeza. Eu sei com quem lido. Alice revirou os olhos, pensando: Lá vem ele mostrar como é poderoso. Saul: Continuo. É minha prioridade que meus clientes sejam preservados, e natural que vocês sejam alvo de ataques por me procurar, isso não é nenhuma novidade, mas isso faz parte do processo, não ligo para o processo, e sim para o fim dele, eu sempre sou bem sucedido em recuperar a vida dos meus clientes de volta à normalidade. Ao mesmo tempo que Alice sentia firmeza nas falas de Saul, ela sentia raiva, ele demonstrava um poder, e superioridade que a irritava.
Alice: Então aguardo amanhã ou depois notícias deste caso... e... é verdade que... pensa em se casar? Ela falou e depois se arrependeu. Saul não perdeu o tempo para brincar.
Saul: Sim, por quê? Quer se candidatar? Só uma coisinha, eu não me envolvo com clientes. Ele falou e deu um sorriso maquiavélico, que fez o sangue de Alice ferver. Ela não respondeu nada, porque não queria perder o controle. Saul percebeu a raiva que Alice tinha, e ele se sentiu no controle novamente, agora ele podia ler ela perfeitamente.
Alice se levantou para ir embora, mas sentiu uma tontura que a fez perder o equilíbrio. Ela viu tudo girar ao seu redor, e sentiu um frio na barriga. Ela teria caído no chão, se não fosse Saul, que a segurou pelos braços, e a ajudou a se sentar novamente. Ele estava preocupado com ela, e correu até sua mesa para pegar o telefone. Ele ligou para Alda, e pediu que ela trouxesse água para Alice. Ele voltou ao encontro de Alice, que já se sentia melhor. Foi só um mal-estar, provocado pela falta de alimentação e pelo nervosismo. Mas isso não deixou Saul tranquilo. Ele se agachou na frente dela, e colocou os cabelos brancos de Alice para trás, com delicadeza. Ele sentiu o aroma doce do perfume dela, que o envolveu. Ele olhou nos olhos dela, que mudavam de cor conforme a luz. Às vezes eram azuis, outras vezes pareciam roxos, e muitas vezes no sol vermelhos. Era uma condição que alguns albinos tinham, e que ele achava fascinante. Eles se olharam intensamente, e fizeram a triangulação com os olhos, de maneira instintiva. Eles se aproximaram um do outro, sem perceber. Eles estavam a ponto de se beijar, quando Alda bateu na porta, trazendo a água. Ela quebrou o encanto, e os dois se afastaram, constrangidos. O coração de Alice estava acelerado. Ela sempre se achou estranha, e não se achava atraente. Ela sempre teve vergonha de si mesma, por ser albina. Ela já havia namorado outros rapazes, mas nunca se sentiu desejada como naquele momento. Ela tinha certeza que ele a queria. Aquele olhar dele não a enganava. E ela teve que admitir, que odiou o fato de Alda ter entrado. Saul, mesmo se sentindo envergonhado por quase perder o controle da situação, ainda se mantinha preocupado com Alice, e disse que ela só iria para casa com ele. Ele queria cuidar dela, e levá-la em segurança. Ele não queria admitir, mas estava apaixonado por ela.
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Atualizado até capítulo 69
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