A história de Saul Maxmiliano e Alice Coentrin.
Saul ligou logo cedo para Ricardo, o pai de Alice, e pediu que ela fosse na reunião com ele, pois ele queria discutir sobre como ajudar na recuperação de danos da imagem de Ricardo, que estava sendo alvo de críticas na internet. Ele disse que Alice podia ser uma peça fundamental nesse processo.
Por volta das 18h, Alice chegou ao prédio onde ficava o escritório de Saul. Ela estava irritada em ter que esperar mais de uma hora na recepção, enquanto Saul estava em reunião com uma gravadora. Finalmente, ela foi chamada para entrar na sala dele.
A sala de Saul era muito escura, apenas uma mesa de vidro temperado, uma janela enorme com uma vista linda da cidade, e uma cadeira onde Saul estava sentado. Na mesa, apenas o computador e o tablet dele, e mais nada. A cadeira de visita ficava bem longe da mesa, Saul gostava de espaço. Quando ela entrou, viu Saul, um homem lindo, de corpo atlético. Ele tinha seus 40 anos, mas não aparentava mais de 35. Ele estava com uma camisa social de manga longa cinza de seda, ou algo assim. Alice, apesar de ser rica, nunca ligou muito para roupas caras, embora ela se vestisse muito bem. A calça social preta bem justa e os sapatos pretos sociais completavam o visual elegante de Saul. Ele estava de pé quando a recebeu, estava olhando pela janela, nem olhou nos olhos dela, e mandou ela sentar, ainda olhando fixo para o lado de fora. Alice percebeu que Saul não era visto como Mão de Ferro à toa, ele realmente era intimidador. Quando ele se virou e olhou para ela, ela pôde ver seu lindo par de olhos azuis acinzentados, a cor mais bela de um olho, ao mesmo tempo o mais frio e sombrio olhar. Saul, quando se virou, viu aquela mulher de 23 anos, albina, de cabelos curtos, mas o suficiente para amarrá-los e deixar umas pontas soltas, dando um charme a mais. Ela tinha uma beleza diferenciada, o que a deixava mais atraente. E ele percebeu que ela estava nervosa, ela mordia seus lábios e batia os pés, impaciente, com a mão segurando uma bolsa em cima do seu colo. Mas Saul era profissional, mesmo achando Alice atraente, ele não mudou o tom de voz, oferecendo a ela algo para beber.
Saul: Você deseja algo para beber? - ele pegou o telefone, para pedir à sua secretária Alda.
Alice pensou em recusar, mas estava com a boca seca devido à ansiedade que estava neste momento.
Alice: Água, senhor Saul.
Saul: Com gás ou sem?
Alice respirou fundo e disse: Sem, por favor.
Saul: Alda, traga, por favor, duas águas minerais, uma com gás e uma sem. - ele desligou o telefone, e olhou fixo em Alice, que tentava desviar.
Saul: Olha, Alice, o caso do seu pai não é tão grave assim, mas seu pai é um homem espontâneo, e hoje na internet, as pessoas adoram ver alguém tendo sua reputação assassinada, e a única maneira que elas podem sinalizar virtude é atacando quem fala demais. E seu pai fala demais, fala coisas que sabe e o que não sabe, é o famoso tio das festas. Seu pai conseguiu ter muito dinheiro, mas hoje ter dinheiro não é sinal de estar livre do tribunal da internet. Então, seu pai precisa de um porta-voz, você percebe que grandes empresários não ficam falando muito, só o básico. Então, eu queria que você pudesse ser a porta-voz dele, você é inteligente e se comunica bem. - ele falava, olhando fixo em Alice, que se sentia envergonhada e intimidada.
Alice: Não acho que devo falar pelo meu pai, e tenho outros sonhos para seguir, não quero ficar como uma porta-voz. - disse ela, irritada.
Saul: É temporário, até que seu pai arrume um porta-voz mais adequado. Seu pai revolucionou os apps de namoro e amizade, esse app é incrível, não existe no mercado algo melhor que ele, mas existe uma corrida para chegar lá, e se seu pai perder tempo, como arrumar sua reputação, pode perder o prestígio. - disse Saul, calmo, e ele foi chegando perto de sua cadeira e sentou. Alice se sentiu desconfortável com esse homem lindo, ao mesmo tempo frio, olhando para ela.
Alice respondeu, secamente: Vou pensar, é só isso mesmo ou você tem mais coisas a me dizer?
Antes de Saul responder, a porta bateu, era Alda com as águas que Saul pediu. Ela colocou as garrafas na mesa e saiu, sem dizer uma palavra. Saul pegou a água com gás e abriu, oferecendo a outra para Alice. Ela pegou, mas não abriu, apenas segurou na mão.
Saul: Não, é só isso mesmo. Eu só queria te fazer essa proposta, porque eu acho que você tem potencial para isso. E também porque eu me preocupo com o seu pai, ele é meu cliente, e os problemas dele agora são meus. Eu não quero que ele se prejudique por causa de uns haters na internet. - ele disse, com sinceridade.
Alice: Eu entendo, senhor Saul, mas eu não sei se eu quero me envolver nisso. Eu tenho os meus planos, os meus projetos, e eu não quero ficar à sombra do meu pai. Eu quero construir o meu próprio caminho. - ela disse, com firmeza.
Saul: Eu respeito a sua decisão, Alice, mas eu espero que você pense bem sobre isso. Você pode me dar uma resposta até amanhã? - ele perguntou, com gentileza, ele estava tentado manipular ela, claro mais não para o mau,as para conseguir atigir seus planos de limpar a imagem de Ricardo.
Alice: Tudo bem, eu posso pensar até amanhã. Mas eu já adianto que a minha resposta provavelmente será não. - ela disse, com honestidade.
Saul: Tudo bem, eu aceito a sua resposta, seja ela qual for. Mas eu espero que você não se arrependa depois. Essa é uma oportunidade única, Alice. Você pode fazer a diferença, não só para o seu pai, mas para o mundo. - ele disse, com entusiasmo.
Alice: Obrigada, senhor Saul, mas eu acho que o mundo já tem gente demais querendo fazer a diferença. Eu só quero fazer o que eu gosto, e o que me faz feliz. - ela disse, com simplicidade.
Saul: Eu admiro a sua simplicidade, Alice, mas eu acho que você tem muito mais a oferecer do que você imagina. Você tem talento, carisma, inteligência, beleza. Você tem tudo para brilhar, Alice. Não deixe que o medo ou a insegurança te impeçam de ver isso . - ele disse, com admiração, isso realmente era que Saul achava de Alice.
Alice: O senhor está sendo muito gentil, senhor Saul, mas eu não preciso de elogios para me sentir bem. Eu sei quem eu sou, e o que eu quero. E eu não tenho medo nem insegurança, eu tenho certeza das minhas escolhas. - ela disse, com orgulho.
Saul: Eu respeito as suas escolhas, Alice, mas eu espero que você também respeite as minhas. Eu não estou te elogiando por educação, eu estou te elogiando porque eu acho que você merece. E eu não estou te fazendo essa proposta por interesse, eu estou te fazendo essa proposta por confiança. Eu confio no seu potencial, eu vi você no estacionamento, e você tem um dom incrível- uma parte que ele tava era verdade outras não, ele achava ela mesmo talentosa, e estava impressionado, mas a ideia toda era para que ela ajudasse ele a salvar a reputação de Ricardo no mercado.
De repente, a porta foi aberta de novo, com força. Sarah Maia entrou aos gritos.
“Quem é essa?”, perguntou Sarah, olhando para Alice com desconfiança.
Em seguida, ela disparou:
“Você veio para a entrevista? Você se candidatou para Casar como Saul? ou venho pelo jornal? responda logo Garota!!
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Atualizado até capítulo 69
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