Depois dessa conversa, Alice foi até um restaurante com Saul, onde ele se encontrou com Amanda, uma cantora do grupo Chapa Fria, que também era sócia dele. Alice pensou consigo mesma como ele gostava de cantoras, e ela conheceu duas cantoras em um dia. Ela não era muito atenta aos cantores da moda, mas ficou com vergonha de lembrar que viu Amanda na reunião, outro dia, e não a reconheceu. Ela viu até ela conversando com Saul no corredor, perto do elevador. A moça era muito simpática, e tinha um sorriso contagiante. Ela usava uma blusa preta de alças, que deixava sua barriga à mostra. Ela tinha uma calça jeans rasgada, que combinava com seu estilo despojado. Ela tinha os cabelos castanhos longos e cacheados, que caíam sobre seus ombros. Ela tinha os olhos castanhos escuros, que brilhavam com animação.
O restaurante era um lugar sofisticado e aconchegante, que tinha uma decoração moderna e elegante. O ambiente era iluminado por luzes indiretas, que davam um toque de intimidade e romance. O som de uma música suave tocava ao fundo, criando uma atmosfera relaxante e agradável. O aroma de comida deliciosa se espalhava pelo ar, estimulando o apetite dos clientes. O garçom perguntou o que eles iam beber, e Saul disse:
- Eu quero uma água com gás e limão siciliano, com gelo. - ele disse, com simplicidade.
Alice estranhou, porque imaginou que ele pediria bebidas caras e famosas. Amanda pediu um vinho tinto de uma marca que Alice não se lembrou, e Alice pediu um suco de maracujá. Todos olharam para ela, e ela disse:
- Não bebo nada alcoólico. - ela disse, com naturalidade.
Amanda perguntou, com curiosidade:
- É por motivos religiosos? - ela perguntou, sem querer ofender.
Alice disse, com sinceridade:
- Não, não é por motivos morais, mas por não gostar do gosto de álcool. - ela disse, com simplicidade.
Amanda então brincou, com bom humor:
- Viu, Saul, encontramos alguém que não bebe nada com álcool, que não seja por motivos religiosos, como você. - ela disse, com admiração.
Saul pareceu não se importar com o comentário, mas Alice ficou curiosa por ele não beber. Homens como ele gostavam de ostentar um paladar refinado para bebidas famosas. Amanda era muito legal, e fazia Alice se sentir bem. Alice estava quase se divertindo, se não fosse a cara de tédio de Saul. Após jantarem, Saul recebeu uma ligação e deixou Alice com Amanda, que rasgou o verbo elogiando Alice. Ela disse que viu o perfil dela, que ela falava bem, e que ela deveria ter uma conta no YouTube ou no TikTok. Ela disse que não gostava muito da vida famosa, e que entendia o medo de Alice. Ela sabia que as pessoas ainda viam as pessoas albinas como estranhas, e que isso era uma injustiça. Amanda era muito persuasiva, e gente boa. Ela fazia Alice rir, e se sentir mais confiante. Saul demorou, e assim Alice pôde se abrir melhor com Amanda. Mas, no fundo, Alice não parava de pensar nele.
Final da noite
Essa de deixar as duas sozinhas era plano de Saul, ele queria que elas se dessem bem para Amanda amaciar Alice para ele convencer ela a aceitar ser a porta-voz de seu pai. E Amanda estava indo bem com todo o plano. Alice estava convicta que esse era o melhor a fazer. Saul voltou, e Amanda disse que precisava atender uma ligação, e deixou o território para Saul Maximiliano finalizar o trabalho. Saul disse, com um sorriso forçado:
- Desculpe a demora, e aí, o que achou da Amanda? Uma mulher incrível, não é? - ele falou, sem notar que o sorriso de Alice se desfez.
Ela não sabia por quê, mas aquele elogio indicava que ele poderia ter sentimentos por Amanda. E ela tentava lutar contra sua mente, ela não queria aceitar que estava na dele. Ele viu o sorriso dela desmanchar, e pela primeira vez não conseguiu ler alguém, a não ser a Sarah, que era rainha em simulação. Mas hoje ele não caía mais na dela. Agora essa moça, a Alice, o deixava confuso e com medo. Será que essa carinha de anjo era mais uma armadilha, uma Sarah 2.0? Alice disse, com frieza:
- Ela é legal. - ela disse, sem entusiasmo.
Saul disse, com curiosidade:
- Vai aceitar trabalhar com a gente para ajudar na mitigação de danos do caso do seu pai? - ele perguntou, esperançoso.
Alice suspirou, cansada e sem forças para recusar, e disse:
- Sim, senhor Saul, sim. - ela disse, com resignação.
Saul respondeu, com satisfação:
- Ótimo, agora temos que ir. Eu não gosto de dormir tarde, se isso acontece eu morro de dor de cabeça. Ainda bem que não desfilo mais, eu tinha que ficar em festas chatas até a noite acabar. - ele falou, sem perceber que ofendia Alice.
Falando isso, Saul conquistou de vez a inimizade de Alice. Ela se sentiu insultada e magoada, pois ele parecia desprezar está com ela. Ela se levantou da mesa, pegou sua bolsa, e disse, com raiva:
- Então vamos logo, senhor Saul. Não quero atrapalhar o seu sono de beleza. - ela disse, com ironia.
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Atualizado até capítulo 69
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