...Alessandro...
Vi como Lia saía da mansão correndo, parecia assustada... na verdade, aterrorizada. Isso despertou minha curiosidade e uma vontade de arrancar informações desse sujeito a golpes. Giselle foi atrás dela.
“Segurem eles”
Ordenei e rapidamente meus homens prenderam os acompanhantes desse sujeito, que antes tinham sido imobilizados.
“O negócio está cancelado, Luciano, não preciso mais de você.”
“O quê? Você vai defender ela, sério?” Ele começou a rir com deboche. “Você é mais mole do que pensava, Ale! Você se deixou dominar por essa vadi...!”
Dei um soco em seu rosto, deixando-o inconsciente e com o nariz quebrado.
Levantei, soltando-o bruscamente e com nojo. Limpei o sangue em meus nós dos dedos e olhei para os acompanhantes.
“Qual de vocês estava com ele quando ele a comprou?” Perguntei, me aproximando. Eram três que o acompanhavam.
“Vai se foder” Disse um deles com raiva, e eu atirei em sua perna.
“Vocês que vão se foder bem muito se não me disserem o que quero saber” coloquei a pistola na boca dele e ele tremeu de medo, enquanto fazia uma careta de dor.
“Vou perguntar mais uma vez. Quem sabe alguma coisa?”
Houve um silêncio prolongado, mas então um deles falou.
“Nós três estávamos...”
Me aproximei do outro.
“Não conte nada a ele, você viu o que o chefe falou-“
“Cala a boca”
Bati no que tinha falado para que se calasse.
“Me conte tudo.”
Ele abriu a boca, mas parecia com muito medo para dizer, seus companheiros o olhavam furiosos.
“De qualquer jeito, vamos morrer...” Ele diz para os companheiros. “Tem fotos e vídeos... você saberá tudo com isso, o Senhor Luciano é um depravado, gostava de gravar... ele guarda tudo em um pen drive, sempre o carrega com ele...”
“Peguem o pen drive” Falei, e rapidamente alguns guardas se aproximaram de Luciano.
“Aqui” Tiraram o pen drive da carteira dele.
“Levem-nos para o porão.”
“Sim, Senhor.”
Peguei o pen drive e ignorando os chamados dos outros, fui para o meu escritório, a passos acelerados.
Queria saber o mais rápido possível a gravidade do dano que aquele desgraçado havia causado a Lia.
Liguei meu computador e conectei o USB.
Rapidamente, consegui ver vários vídeos e imagens de diferentes garotas que foram tiradas recentemente.
Todas elas fazendo atos obscenos ou mostrando seus corpos nus.
Fiz uma careta de nojo com o nível de perversidade daquele homem e fui até o início e encontrei quem estava procurando.
Eram três vídeos.
Mas antes de abrir, só pela imagem, eu já estava com a mão tensa e com uma sensação estranha instalada em meu peito.
Fechei os olhos, respirei e quando abri, resolvi assistir um dos vídeos.
Nos primeiros segundos, já pude ver uma menininha, era Lía, de apenas doze anos, com os braços e as pernas amarrados, com uma venda cobrindo os olhos e a boca.
Ela chorava enquanto aquele desgraçado se divertia com ela, e o pior foi quando ele convidou aqueles outros três desgraçados que o acompanharam hoje.
Ouvi as tentativas de Lía de gritar e implorar e isso fez meu sangue ferver, fechei os olhos e cerrei os punhos até que os nós dos meus dedos ficassem brancos com a pressão.
Pude ouvir as risadas deles e como eles a chamavam de diferentes maneiras, enquanto aquele ato perverso continuava, até que ela diz que começou a sangrar por trás.
Empurrei o computador com raiva, fazendo-o se quebrar no chão. Saí do escritório furioso e vi Fran conversando com os guardas, explicando que não estavam conseguindo encontrar Lia.
“Rex, Ney. Encontrem ela.”
Disse firme, e os cães saíram correndo imediatamente em direção ao pátio.
“Senhor, o que faremos com...?”
“Eu mesmo lidarei com eles depois. Mas antes, chamem alguns homens dispostos a ensinar uma lição a quatro sujeitos por dez mil dólares.”
Deixei a casa e segui os cachorros.
Ambos ficaram cheirando e correndo por todos os lados, até que ouvi o latido de Ney. Corri na direção dele, e ele entrou em um arbusto. Rex o seguiu.
Fiquei imóvel por um momento, até que pude ouvir os soluços abafados de Lia por trás da parede de grama.
Olhei para o lado e caminhei naquela direção, percebendo que poderia entrar por ali.
Ela estava lá, sentada em um canto, com os joelhos cobrindo a cabeça.
Me aproximei dela lentamente e me agachei até a sua altura.
“Lia...”
Estendi a mão, mas ela se encolheu e não quis olhar para mim.
“Não me toque!”
Parei abruptamente, e isso só aumentou minha raiva contra aquele maldito.
Suspirei, acalmando a mim mesmo. Então a segurei pelos braços, mesmo que ela se esquivasse.
“Não! Me solte! Eu não quero!”
“Lia... Lia...! Sou eu... Minha bela, olhe para mim...”
Segurei o queixo dela com firmeza, mas também com delicadeza, e finalmente ela me olhou.
“Sou eu...”
“Alec...?”
A forma como ela encurtou meu nome não me incomodou, especialmente agora.
“Sim, fique tranquila...”
Ela parecia prestes a soluçar novamente, mas então me abraçou. Fiquei surpreso por um momento, mas ela se agarrou a mim, escondendo o rosto em meu peito.
“E-eu... só... vi e... lembrei do que ele me fez e...”
Apertei ela contra mim e coloquei minha mão na sua cabeça.
“Tudo bem... ele não vai mais te machucar, eu prometo... eles não vão te tocar novamente. Ninguém mais vai te tocar novamente. Você pode ficar tranquila.”
“Alec... Você sente repulsa de mim agora que sabe que eu...?”
Eu olho para ela profundamente, querendo entender porque ela me perguntou aquilo.
“Claro que não, minha pequena, não pense nisso...”
“Alec... Você não vai... me... substituir?”
“Substituir você?”
Olhei para ela confuso, e ela abaixou o olhar.
“Quand... Quando você disse para preparar o quarto... eu pensei que tivesse encontrado outra pessoa...”
As palavras dela me surpreenderam mais do que o abraço. Ela se importa se eu ficar com outra mulher? Bem, suponho que ela acha que, se for substituída, será expulsa daqui.
“Eu nunca a trocaria por ninguém. Eu te disse, agora você é minha. Isso significa que tudo de você me pertence... e eu não largo nem troco facilmente o que é meu.”
Sorri levemente, fazendo-a levantar o olhar para mim.
“Nem mesmo se for uma mulher experiente que não hesita em te dar o que você quer?”
Essa garota realmente me surpreende, não posso acreditar no que ela está perguntando.
“Nem mesmo por isso.”
“Alec... É errado querer ficar, não pela proteção, mas porque... não quero te deixar?”
E lá vamos nós de novo. Ela me surpreendeu mais uma vez.
“Sim, pequena, é errado”
Falei firme e ela baixou o olhar, mas logo eu sorri e fiz ela olhar para mim de novo.
“Mas... o que eu posso fazer? Eu também não quero te deixar... minha linda menina”
Ela me abraçou com força novamente, e eu a envolvi em meus braços por inteira.
Mesmo que eu odeie admitir, aquele idiota tem razão em algo, estou ficando mais sensível...
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Iva Pimenta
estou amando que livro gostoso de ler
2025-01-24
0
Maria Sena
Ah autora, eu tô apaixonada por esse mafioso gostoso e cruel. E ai vamos negociar, dar ele pra mim, por favorzinho. 🥰🥰🥰🥰🥰🥰
2024-11-10
0
Neiva Ina
🥰🥰🤗💞💞
2024-09-18
0