...Alessandro...
Lía cai novamente no chão. Eu seguro sua cabeça a tempo, antes que ela se machuque. Ela desmaiou de novo.
Diego se aproxima e eu dou as ordens.
“Leve ela para casa e deixe as mulheres cuidarem dela."
"Sim, senhor”
Ele se abaixa para pegá-la, mas eu o interrompo por um momento.
"Nem por um segundo, ninguém sequer pense em tocá-la."
"Com certeza, senhor" ele responde um pouco nervoso, e então ele a carrega nos braços. Eu me levanto, observando como Diego leva Lia. Um dos meus homens se aproxima de mim.
"Senhor, o que fazemos com eles?"
Eu me viro e foco nas súplicas e gritos de Nando e seus capangas, que estão ajoelhados diante das armas apontadas para eles.
Me aproximo dele e ele começa a implorar.
"Por favor, tenha piedade, eu imploro! Eu não sabia que ela era importante para você, nunca mais vou tocar nela, eu juro..."
"Claro que não vai.”
Eu solto a fumaça do cigarro no rosto dele e ele estremece de medo.
"Cortem os dedos dele... e depois, a mão inteira."
Eu me endireito e dou alguns passos para trás para dar espaço.
"Não, não, por favor, Senhor..."
Nando é segurado para que sua mão seja colocada no chão, e então, um dos meus guardas tira uma faca.
Dou uma tragada no meu cigarro e solto a fumaça calmamente, ouvindo os gritos de dor daqueles idiotas, enquanto seus dedos são cortados um a um.
"Sabe, Nando? Eu já estava cansado de você e do seu maldito negócio, onde acham que podem vender mulheres, humilhá-las e desonrá-las apenas para satisfazer os desejos sexuais desses pervertidos.”
Eu me aproximo dele novamente, fazendo com que meus homens levantem sua cabeça para mim.
"Você se sentiu tão poderoso com o dinheiro que ganhou leiloando e abusando dessas pobres mulheres... Vamos ver se ainda vai se sentir poderoso depois do que eu fizer com você.”
Eu encosto o meu cigarro com força na testa dele, deixando uma marca e ele se contorce, gritando.
Volto minha atenção para os meus homens que o seguram e faço um sinal. Então, eles começam a fazer o que sabem melhor, torturar.
Olho para os outros homens que estão ali.
"Vão para o esconderijo dele e libertem todas as garotas. Se certifiquem de que todas estejam seguras e tragam elas para a minha propriedade. Dê cinco mil dólares a cada uma delas e incendeiem o local. Já com aqueles que trabalham para ele, torturem do mesmo jeito, não importa se é mulher.”
“Sim, senhor!”
Um grupo dos meus guardas subiu nas caminhonetes e partiram.
Eu ainda ouvia, atrás de mim, os cinco homens de Nando gritando de dor, sentindo suas partes queimando em chamas.
Então, eles foram jogados no mar.
Eu caminhei, passando por eles, e fui para o meu carro. Comecei a dirigir para casa.
As ruas estavam vazias e calmas enquanto eu dirigia até a estrada solitária que levava à mansão.
O portão foi aberto quando me viram chegando, entrei e estacionei na entrada.
Saí do carro apressado, entreguei as chaves para um segurança e entrei em casa.
"Como ela está?" perguntei ao chegar no quarto. Fran se aproximou de mim.
"Ela teve uma baixa de temperatura e suspeitamos que estava começando a ter hipotermia"
Eu parei abruptamente, preocupado.
“Já demos medicamentos a ela e a afastamos do frio, ela vai se recuperar."
Continuei subindo as escadas até chegar ao meu quarto. Pela porta entreaberta, pude ouvir as empregadas tentando acalmar Lia, que estava tremendo.
Fran entrou atrás de mim, mas as três mulheres que cuidavam dela se endireitaram assim que me viram entrar.
Me aproximei do seu lado, vendo ela se agarrar com força ao cobertor.
Ela ficou tempo demais debaixo d’água, para o frio intenso que fazia lá fora.
Notei que ela começou a abrir os olhos levemente e olhou para mim, tremendo.
"Aless...andro?" ela murmurou quase inaudível.
Apertei meu punho, tentando me controlar. Vê-la naquele estado me deixava possesso.
"Você ficará bem, minha bela... não se preocupe", murmurei, passando os dedos suavemente por seu rosto macio e depois, pelo seu cabelo, tocando-a de leve, como se temesse que ela se quebrasse com o mínimo toque meu.
Era isso que eu pensava toda vez que tocava nela, tão frágil e ainda mais estando em minhas mãos.
Ela suspirou pesadamente e pareceu voltar a dormir. Fiquei observando ela por um momento antes de me levantar e caminhar em direção à porta.
"Cuide bem dela", disse sem esperar resposta, antes de sair do quarto e fechar a porta atrás de mim.
Nesse momento, meu telefone começou a tocar e eu atendi imediatamente.
"Sim?"
“Senhor, fizemos tudo o que nos ordenou.”
“Ótimo. Cobriram tudo?”
“Claro, Senhor.”
“Bom trabalho.”
Após desligar, bati levemente meu celular contra minha mão, enquanto pensava.
Aqueles canalhas tiveram o que mereciam.
Sorri para mim mesmo e caminhei em direção ao meu escritório.
Ainda tinha muitas coisas para resolver.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
graca lobo
nossa que menina burra, comprada por um cara rico bonito, tratou ela bem,não forssou ela nada, pra fugir bem feito
2023-11-15
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Maria Sena
Esse sim pode se chamar de mafioso, dar o troco na mesma moeda. Acho que ele sabia que ela ia embora e colocou rastreador no celular, foi assim que encontrou ela rápido, pra sorte dela.
2024-11-10
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morena
o tipo de mafioso q eu gosto 🤩😍
2024-12-03
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