Esse é o jardim, o Sr. Mascheratti quase nunca está por aqui, mas sempre gosta de ver que tudo esteja bem cuidado.
- E parece que está... - murmurei olhando tudo.
Acho que levamos várias horas apenas olhando o interior da mansão. Havia tantos quartos e coisas que chamaram minha atenção, que achava que nunca ia acabar.
Me aproximei de um arbusto com várias flores lindas.
Mas algo à frente chamou minha atenção.
Me levantei e notei melhor aquela pequena construção cercada por um lago, e na entrada havia uma pequena escada.
Caminhei até lá sorrindo e quando cheguei na entrada, vi que tinha um assento de madeira preso ao teto, como se fosse um balanço e em frente a ele uma mesinha de café com um pequeno relógio em cima.
- O Sr. Alessandro não vai se importar de eu estar aqui, certo? – perguntei para garantir.
- Como eu disse, ele não passa muito tempo aqui, então não se importará – disse Fran.
- Que bom – murmurei aliviada, me sentando no assento e balançando levemente.
- Como é o Sr. Alessandro?
Fran me olha por um momento.
- A que se refere?
- Quero dizer... Como ele trata vocês? Vi que ele não é como muitos ricos que maltratam seus empregados...
- Ah, não, não. O Sr. Alessandro é muito considerado, nunca nos tratou mal de maneira nenhuma.
- Em que ele trabalha?
- Bem... – ela fica em silêncio sem saber o que dizer, o que me deixou curiosa e confusa. Parecia que eu tinha feito alguma pergunta extremamente íntima.
- Fran, precisamos da sua ajuda na cozinha – outra empregada se aproximou.
- Entendido. Desculpe, senhorita, eu tenho que ir...
- Não se preocupe, eu posso ficar aqui um pouco mais – sorri amigavelmente.
Ela concorda e vai embora com a outra mulher.
Quando me vi sozinha, suspirei olhando para a linda paisagem ao meu redor e sorri, fechando os olhos.
Acho que tinha esquecido como era viver sem medo ou preocupações.
Olhei o relógio na mesinha à minha frente.
Já é meio-dia?
Espera aí, que horas eu tinha acordado?
Mas, meus pensamentos logo foram interrompidos, quando ouvi rosnados ao meu lado.
Virei a cabeça para trás e fiquei tensa quando vi dois rottweilers me olhando como se quisessem pular em cima de mim para me matar.
- Ah... droga... – murmurei olhando para os cães, com medo.
Normalmente eu adoro animais, especialmente cães. Mas, a maneira como aqueles cachorros estavam rosnando para mim, me deixaram com medo.
- Ok... péssimo momento para estar sozinha aqui...
Os cães se aproximam de mim e eu levanto do assento, tremendo.
Dei um passo para trás, enquanto eles avançavam devagar e continuavam rosnando e mostrando os dentes.
Olhei rapidamente ao redor, mas o latido dos cães me fez dar um pulo e voltar a olhar para eles.
- C..Calma, cachorrinhos...
Bati as costas na parede de madeira, o que me assustou ainda mais, já que comecei a ver que estava encurralada.
Os cachorros latiram alto de novo, olhando para mim com mais raiva ainda.
Meu deus, como eu vou sair daqui?
Senti meus olhos se encherem de lágrimas, até que ouço um assobio que faz os cachorros pararem e se virarem.
- Sentados.
Os cachorros obedecem imediatamente à clara ordem de Alessandro, que caminhava em direção a entrada da casinha.
Ver e ouvir ele foi como se minha alma tivesse voltado ao corpo. Respirei aliviada e mais calma.
Alessandro então, passou pelos cachorros e se aproximou de mim.
– Quietos. Então, você conheceu o Rex e o Ney.
- Eu teria gostado de ter conhecido antes...
- Desculpe, minha Bela, foi meu erro.
Fiquei corada e desviei o olhar para o lado, mas então olhei de volta para os cães, que agora estavam sentados e com uma cara amigável.
- Eles te obedecem completamente – disse, impressionada – Que tipo de treinador eles tiveram?
- Eu treinei eles.
- Ah, foi? – Fiquei surpresa e ele concordou.
- Por que isso te surpreendeu?
- Não, na verdade... eu meio que esperava por isso.
- E por que?
Fiquei tensa pois quando tentei dar um passo para trás, ele me encurralou contra a grade, apoiando as mãos dos lados e se aproximando mais do meu corpo.
Seu perfume forte entrou no meu nariz e seus olhos me analisaram com tanta intensidade, que me deixou com vergonha.
Eu tenho que admitir, esse Alessandro era muito bonito.
-Bom, porque... – desviei o olhar, mas depois olhei para os olhos dele – Porque você intimida, dá a impressão de que se eles não te obedecerem, algo ruim acontecerá... e...
– Você acha que eles me obedecem por medo? – Ele perguntou franzindo a testa.
Minha coragem de dizer o que pensava acabou e eu me arrependi de ter falado aquilo.
- Sim...Não, quer dizer...
Ele se afasta e vai até seus cachorros, que se abaixam e abanam o rabo, parecendo animados.
- Você acha que eles têm medo de mim?
Fiquei em silêncio.
- Não confunda respeito com medo, minha bela. Eu nunca os espanquei por não me obedecerem, e nunca faria isso.
Ele acaricia seus cães, que parecem muito felizes com o toque dele, e então, Alessandro se levanta e me olha intensamente, com seus olhos amendoados.
- Se você acha que inspirar medo em alguém é o mesmo que ganhar respeito, então você não está apta a ser uma líder. Porque cedo ou tarde, o medo vai acabar. Governar pelo medo é o mesmo que cultivar o ódio. Uma hora, todos vão te trair sem nenhum remorso e arrependimento.
Ele falava tudo aquilo tão sério, que me fez pensar se algo assim aconteceu com ele ou com alguém que ele conhece.
- Vem.
Ele diz do nada e estende a mão para mim.
Eu olhei para os cachorros, que me observavam. Eles não rosnaram, mas ainda pareciam alertas com o meu movimento.
- Eu acho que estou bem aqui... - Eu disse ainda com medo.
- Vamos, eles não vão te atacar se você mostrar que não tem medo deles.
- Mas...
- Vamos, eu prometo que eles não vão te machucar. Confia em mim.
Eu olhei para os cães novamente e estreitei os olhos.
- Você tem certeza?
- Eles não atacam ninguém a menos que eu ordene, eu os conheço bem, então sim, tenho certeza.
Ele faz um gesto com os dedos da mão.
- Vem.
Eu o olhei por um momento, mas então suspirei e dei um passo em sua direção, levantei minha mão até a dele e ele apertou, me puxando para ele.
-Rex, venha.
Ele diz, e o cão à direita se levanta.
Eu o observei surpresa com a rapidez com que eles obedecem os comandos dele e vendo os cães sem intenção de atacar.
Eles pareciam fofos agora.
Alessandro pegou minha mão e a estendeu para a cabeça de Rex.
Eu estava tremendo um pouco, mas Alessandro não soltou minha mão e, em vez disso, a aproximou mais de Rex.
Suspirei tentando me acalmar e então senti o pelo do cachorro nos meus dedos. Fiquei surpresa por ele não ter me atacado, mas logo comecei a me acalmar e acariciei a cabeça dele.
Alessandro soltou minha mão aos poucos e eu sorri emocionada com Rex, que rapidamente se apegou a mim, abanando o rabo e se aproximando mais do meu rosto.
- Está vendo? Ele gostou de você.
Eu olhei para ele e tirei minha mão, mas então Rex se levantou sobre mim e me derrubou no chão.
Ele queria brincar comigo agora.
-Ei! - Comecei a rir, porque Rex começou a querer lamber meu rosto e Ney também se juntou a nós, querendo um pouco da minha atenção.
Isso é muito fofo.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 69
Comments
Maria Sena
Uau, que momento lindo, ele parece um perfeito cavalheiro. Tomara que não nos decepcione, porque às vezes esses calmos são os piores.
Escondem segredos obscuros, conquistam e quando menos espera .ostra a verdadeira face.
2024-11-09
0
morena
Simm 😍
2024-12-03
0
dani
eita rapaz rex e Ney 🤣🤣
2024-06-16
4