Bocejei enquanto me esticava na cama e apertei os olhos antes de abri-los e observar ao redor.
Levantei rapidamente olhando melhor o quarto e lembrando como terminei neste lugar.
É verdade... o leilão...
Olhei ao meu lado, a cama estava vazia assim como o quarto.
Percebi que meu roupão estava mal colocado, deixando a mostra um pouco dos meus seios.
Fiquei corada e me cobri rapidamente ao pensar que aquele homem... Alessandro... poderia ter me visto demais ou pior, talvez me tocado enquanto eu dormia.
Mas ele disse que não me tocaria...
E ele pareceu ser um homem de palavra, pensei.
Respirei fundo antes de me levantar da cama, fiquei vagando, um pouco indecisa para onde ir, mas quando estava prestes a ir ao banheiro, a porta se abriu e eu fiquei parada no lugar.
- O Sr. Mascheratti solicita que desça para o café da manhã – Disse uma mulher com uniforme de serviço, mantendo a cabeça abaixada o tempo todo.
- Eu... mas estou de roupão... não tenho nada para vestir.
Ela ficou em silêncio, provavelmente sem saber o que dizer, mas então a porta se abriu novamente e outra mulher com uniforme entrou.
- Desculpe, mas o Sr. Mascheratti me pediu para trazer isso.
A segunda mulher se aproximou de mim com uma sacola na mão e me entregou. Olhei para o conteúdo percebendo que era uma roupa.
Como ele sabia que eu não tinha roupas?
- Ah... obrigada... – disse, meio sem jeito.
- Vamos esperar por você para levá-la à sala de jantar.
Concordei levemente antes de caminhar com incerteza em direção ao closet. Abri e fechei a porta atrás de mim, mas fiquei boquiaberta ao ver o quão grande e elegante era por dentro.
Sério, qual é o trabalho desse Alessandro para ter todo esse luxo?
Soltei o ar de meus pulmões, me aproximei do enorme espelho no fundo e me olhei para ver quão mal estava.
Meu rosto estava com olheiras acumuladas de noites sem dormir bem. A noite anterior foi a primeira vez que dormi tão profundamente e confortável em anos.
Estava um pouco pálida e magra, já que minha punição era ficar sem comer. Nando me trancava em um quarto só com água durante três dias, quando eu era devolvida ou ninguém me comprava.
Parei de me olhar, afastando as memórias ruins. Então, finalmente, comecei a trocar o roupão.
Fiquei surpreendida quando o vestido de seda salmão caiu como uma luva no meu corpo.
Como ele sabia o meu tamanho? O que mais esse Alessandro sabe sobre mim?
Voltei a me olhar no espelho após já estar vestida. Eu tinha que admitir que ficava bem com aquelas roupas caras.
Parecia outra pessoa...
Saí do closet e vi as duas mulheres ainda lá, elas me levaram para fora do quarto e me guiaram até embaixo, passamos por várias salas até chegarmos a uma grande sala de jantar onde facilmente caberiam umas dez famílias inteiras.
- A comida já está servida, por favor, coma. - disse uma das mulheres.
- E... o Sr. Alessandro? Ele não vem? - Perguntei.
- O Sr. Mascheratti nunca toma café da manhã aqui.
- Hã? Por quê?
- Porque ele tem coisas importantes a fazer.
Aquilo me deixou curiosa. Que tipos de negócios ele tinha?
Mas, percebendo que ninguém iria me responder, parei de perguntar e simplesmente me sentei na cadeira em frente à comida que estava na minha frente e que cheirava muito bem para um café da manhã.
Quando dei a primeira mordida, foi como provar a melhor comida do universo.
Estava delicioso, nunca pensei que uma refeição simples pudesse ser tão gostosa.
Nunca tinha comido um café da manhã tão gostoso na vida.
Não demorei muito para terminar de comer e fiquei mais do que satisfeita.
Sorri levemente.
Os outros homens que me compraram, só me davam restos e nem me deixavam sentar à mesa.
Eu parecia o cão da casa.
Mas o Alessandro realmente me tratava de um jeito diferente.
- Vejo que está gostando de ficar aqui, minha bela.
As empregadas rapidamente se curvaram em um cumprimento para Alessandro, que entra na sala de jantar e vai diretamente em minha direção.
- Como estava? - ele se senta na cadeira ao meu lado e aponta com a cabeça para o prato.
- Estava... muito bom, eu gostei muito - disse abaixando o olhar, enquanto sorria levemente.
Mas não demorou nem três segundos para ele me fazer levantar o olhar para ele.
- Não abaixe a cabeça diante de ninguém, entendeu? Os outros é que devem abaixar a cabeça diante de você, minha bela.
- E você? - Eu falei sem perceber, e então arregalei os olhos surpresa com a minha própria pergunta, mas ele sorriu e soltou uma risada curta e suave.
- Vai depender se você abaixá-la diante de mim ou... me fazer abaixar a cabeça por você - ele passa o polegar na linha dos meus lábios, como se estivesse limpando algo no canto da minha boca.
Fiquei corada e toquei o lugar que ele tinha tocado, envergonhada por não ter percebido aquela sujeirinha.
- Enfim, tenho que sair, Fran.
Ele disse, se levantando da cadeira.
- Sim, Senhor? - s primeira empregada se aproximou com a cabeça abaixada.
- Deixo ela sob a sua responsabilidade, mostre o lugar para ela se ela quiser e explique as regras da casa.
- Como desejar, Senhor.
Alessandro me estende a mão. Levantei minha mão devagar, mas ele a pegou e puxou, me fazendo levantar.
Ele me olha dos pés à cabeça e sorri.
- Até logo, minha bela.
- Hm... Até... Alessandro... - Me atrevi a dizer.
Vi pelo canto do olho as duas empregadas trocarem olhares surpresos, antes de abaixaram a cabeça novamente. Pensei que tinha feito algo errado, mas então vi o sorriso satisfeito de Alessandro.
Ele então, se afasta de mim e sai da sala de jantar.
- Venha comigo, senhorita - Fran se posiciona ao meu lado e me indica o caminho.
Assenti e comecei a caminhar ao lado dela.
- Gostaria de conhecer a propriedade?
- Seria bom, assim não me perco - disse com um sorriso discreto e notei um pequeno sorriso vindo dela, mas que logo foi escondido.
- Então, me siga.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Regiane Pimenta
Ele tá sendo muito bom para ela
2023-11-21
141
Maria Sena
Tenho a impressão que rle já conhece ela ou a família dela no passado. Como sabe o nome dela, é como se ele tivesse sido ido já sabendo que ia com prar ela.
2024-11-09
0
morena
ava, como será q ele sabia né
2024-12-03
0