Na manhã seguinte, despertei ao observar ele se aprontando, vestindo sua kandurah. Seus olhos encontraram os meus, e ele se aproximou, sentando ao meu lado.
— Estou indo a uma viagem de negócios. Gostaria de levá-la, mas, irei com um grupo de homens, então é melhor que você permaneça aqui. Caso queira explorar o palácio ou fazer uma refeição fora, fique à vontade. Contudo, peço que todas as noites retorne para que a cama não perca o seu calor e nem saia o seu perfume.
— Você levará alguma mulher para se divertir durante a viagem de avião?
— Rubi, já aprendi a lição. Sei que você descobrirá se houver alguma mulher conosco e encontrará uma maneira de estar lá novamente. Mas não se preocupe, não convidarei nenhuma mulher, serão apenas homens.
Ele gentilmente ergue meu queixo, me dá um selinho e se levantar. Enquanto ele termina de se arrumar, eu me apresso em fazer minha higiene e o acompanho até a porta.
Antes de partir, ele me envolve pela cintura e me beija, um beijo que parece ser de despedida, a julgar pela sua expressão.
— Não esqueça, quando eu voltar, quero a cama pegando fogo. — Ele sela suas palavras com um breve beijo.
Ele entra no carro e se afasta, e quando me viro, deparo-me com a Sultã.
— Enquanto ele estiver fora, pegue suas coisas e desça para o harém. Naquele corredor, há apenas homens, e não é apropriado para você ficar lá.
— Mas Hassan mencionou...
— Ele e seu pai não estão aqui, e quando isso acontece, sou a autoridade. Estou lhe dando uma ordem. — Ela passa por mim, quase me empurrando.
Não quero arrumar confusão com ela enquanto Hassan não estiver aqui, não sou louca o suficiente para fazer isso, meu rosto estará em risco.
Virando-me, vejo-a dando ordens às servas para devolverem minhas roupas ao meu quarto no harém, e peço que levem minhas refeições também. Quanto mais longe dela, menos confusão eu causo.
Saio do palácio para explorar os arredores e caminho até o fundo, onde um belo lago se estende. Há peixes nadando e uma mulher cuidando das plantas do outro lado. Aproximo-me dela, e ela sorri, mas depois abaixa a cabeça.
— Salamaleico, minha senhora. Não é permitido permanecer nesta parte do palácio.
— Salamaleico, e por que não?
— Esta área pertence ao Príncipe Habid, e ele não permite que ninguém venha aqui, exceto ele e sua esposa.
— Mas ele é irmão de Hassan, certo?
— Sim, senhora, mas é que...
— Senhora Rubi, a Sultã está lhe chamando. — Olho para trás e vejo um dos seguranças dela me entregando a mensagem.
— Diga que eu estou indo, mas por agora estou ocupada conversando.
— Ela disse que é uma ordem! — Suspiro profundamente. Olho para a senhora com quem estava conversando e prometo que conversaremos depois, seguindo o segurança da Sultã.
Ao chegarmos, a encontro sentada na sala com as pernas cruzadas. Ela aponta para que eu me sente e começa a falar.
— Há limites que devemos respeitar aqui no palácio, e um deles é não bisbilhotar as áreas proibidas.
— Hassan me disse para explorar o palácio, mas não especificou onde eu poderia ou não ir.
— Entendo, na parte dos fundos do palácio é totalmente proibido, e você não deve ir lá. Se for, eu informarei Hassan, e as consequências serão severas para você. Pois Hassan e Habid têm questões pessoais que não tenho a obrigação de lhe revelar, mas é estritamente proibido que a família de um deles entre na parte do palácio do outro. Compreende?
Concordo com a cabeça, e ela se levanta, deixando claro que não repetirá o aviso. Não tive irmãos próximos, exceto Pérola, que deve estar me xingando todos os dias por causa do que Hassan fez. No entanto, preciso descobrir o que aconteceu entre os dois para gerar essa rivalidade.
A serva menciona que levará minha refeição ao meu quarto, e eu respondo que estou a caminho. Adentro o harém, onde as mulheres se preparam, parecendo prontas para um evento especial. Me sento junto à irmã de Hassan, para entender o que está acontecendo.
— Elas estão se arrumando para a volta de meu pai, pois uma delas passará a noite com ele, a menos que ele traga outra mulher da viagem.
— Trazer outra mulher?
— Já percebeu que meu pai coleciona mulheres né? Quatro são arábia e as outras três são de outros países. Elas se embelezam e manda foto para ele, para que ele se sinta atraído por elas e volte logo para casa, e não queira trazer outra mulher.
Sua conversa deixa uma pulga atrás da minha orelha, e eu volto a me preocupar com a possibilidade de Hassan trazer uma segunda esposa para cá.
— Posso lhe perguntar algo? — Ela acena com a cabeça em concordância. — Por que há conflitos entre seus irmãos?
— Não te contei nada, viu. Eles brigam pelo poder, querendo se tornar o sucessor do meu pai. Como o Hassan apresentou mais projetos do que o Habid, ele garantiu que o Hassan o roubou e declarou guerra, afirmando que vai provar ao nosso pai que o Hassan não merece o cargo. Até o momento, tudo o que o Hassan faz é bem visto pelo meu pai, mas eu suspeito que o Habid esteja planejando algo, pois ele está muito quieto.
A serva traz a bandeja e eu solicito que me entregue, alimentando-me ali enquanto conversamos. No entanto, esse gesto parece não agradar a senhora Sultã, que não desvia o olhar de nós duas.
— Sua mãe parece não gostar de mim, e eu nem sei o que fiz de mal para ela.
— Ela tem esse jeito, parece ter uma expressão séria com todos. Não se preocupe, apenas tente não irritá-la, pois ela costuma tratar mal muitas das mulheres de meu pai quando não fazem o que ela pede.
— Maltrata de que maneira? — Antes que ela possa responder, ouço os gritos da Sultã dirigidos a uma das mulheres que está tomando um banho de rosas. Ela repreende a mulher por entrar sem sua permissão, mergulhando sua cabeça na água por algum tempo, como se estivesse prestes a afogá-la.
Eu, movida pela raiva da injustiça, me levanto correndo até lá e puxo a Sultã com força pelo braço, para evitar que ela mate a mulher. No entanto, seus olhos enfurecidos se fixam em mim, como se pudesse me fulminar apenas com o olhar...
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Kellyla Nunes
Credo, que cultura mais infeliz, as mulheres parecem cachorros disputando as cadelas, misericórdia.
2024-12-01
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Carolainy Lima
se a cultura for assim q nem e na história e mulheres lindas e brasileiras nascemos no paraíso
2024-12-14
0
Raimunda Neves
Parece que as mulheres são um saco de esperma, /Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse//Curse/
2024-12-04
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