Tento libertar meu braço, mas o seu aperto é firme. Olho para trás e encontro o olhar preocupado de meu pai. No entanto, por que ele permanece neutro? Emir se ergue, seu olhar penetrante deixa minhas pernas trêmulas.
— Eu vos declaro marido e mulher. Amanhã celebraremos o matrimônio, mas a partir de agora, você já é esposa de meu filho.
— Seu filho mal me... — Hassan cobre meus lábios com sua mão, dirigindo um sorriso ao pai. Enquanto o Emir se vira para discutir os detalhes da festa, Hassan sussurra em meu ouvido.
— Se tu contradizeres suas palavras, ele terá o poder de ordenar tua morte.
— Por que está fazendo isso comigo? Deveria casar-se com a Pérola.
— Gosto muito dela, é verdade. No entanto, ela não atenderia às expectativas da noite de núpcias. A esposa deve ser...
— Pura? Nessa você dancou, porque eu também não sou mais. Seria melhor me soltar e escolher a minha irmã.
— Você não é a primeira mulher pura que eu levarei para a cama, conheço muito bem. Estou bem atrás de você, me esfregando, e você nem se mexeu. Se já tivesse experiência, não permitiria isso.
Olho para trás, movo meu corpo para frente, e ele solta um sorriso no meu pescoço. Merdä, lamento profundamente nunca ter tido um namorado antes. Ele segura minha mão e nos conduz até às elegantes cadeiras, enquanto a mulher mais jovem me lança um sorriso gentil.
— Agora, és minha irmã, algo que nunca tive. Espero que possamos nos dar bem.
— Se me tratar bem, farei o mesmo. Dou o que recebo das pessoas.
— Adoro o seu senso de humor. Seja bem-vinda à nossa família. — Sorrio para ela, embora saiba que, se ela soubesse que estou aqui contra a minha vontade, não me receberia de braços abertos.
A mulher mais velha, por outro lado, parece não ter apreciado minha presença. Como mencionei antes, reconheço um olhar hostil de longe. O evento continua, e ele permanece ao meu lado, segurando minha mão para evitar qualquer tentativa de fuga. A ironia é que, se ele a soltar, eu provavelmente sairei correndo sem nem olhar para trás.
Ele se ergue, trazendo-me consigo, convidando-me para uma de dança no centro do salão. Descemos a escadaria, e enquanto observo meu pai, vejo o pedido de desculpas nos olhos dele. Minha irmã mais nova, por outro lado, parece soltar faíscas de raiva.
Ele segura minha cintura, nossos corpos se aproximam. O homem é notavelmente alto, talvez com mais de 1,90 metros de altura. Meu braço estica quase que por completo para alcançar seu ombro. Nesse momento, agradeço a Deus pelas aulas de dança, pois todos no salão abriram espaço só para nos observar.
A música começa, e o ritmo hipnotizante da melodia árabe preenche o ambiente enquanto nos preparamos para a dança. Seus olhos azuis encontram os meus, e juntos começamos a nos mover em perfeita sintonia.
Nossos corpos se entrelaçaram suavemente, como se estivéssemos contando uma história com nossos movimentos. Eu sentia a energia fluindo através de cada movimento de quadril, de cada ondulação do corpo. Nossas mãos se tocavam delicadamente, transmitindo uma conexão que compartilhávamos naquele momento mágico, como se já nos conhecemos a muito tempo.
A plateia estava em silêncio, cativada pela nossa dança, afinal, o filho do Emir dançava com a sua mais nova aquisição. Cada passo, cada giro, era uma expressão de sensualidade. O brilho das luzes destacava nossos movimentos, criando sombras que dançavam ao nosso redor.
À medida que a música atingia seu clímax, nosso ritmo se acelerava, e nossos movimentos se tornavam mais intensos. Nossos olhos não se desviaram um do outro, como se estivéssemos nos perdendo na música e na tensão que compartilhávamos.
E então, num último giro, eu o empurro, pois parecia que ele estava querendo me conhecer através dos meus olhos, nossas respirações estavam ofegantes, mas minha mente estava em êxtase. Aplausos e gritos preencheram o ar, e enquanto curvávamos em agradecimento, sabíamos que tínhamos compartilhado algo verdadeiramente especial naquela dança árabe de casal.
Olhava para ele como se tentasse entender o que foi essa dança, pois parecia que nossos corpos eram um só. Ainda estou tentando recuperar minha sanidade, que quase perdi com ele tão próximo de mim.
— Você dança maravilhosamente bem, meus parabéns, esposa. — Ele fala com um sorriso lindo nos lábios, e viro o rosto para o outro lado, pois sei que minhas bochechas estão vermelhas como pimentão.
Retornamos ao palco e reassumimos nossos lugares nas cadeiras. A noite se estendeu, parecendo uma eternidade. Quando finalmente terminou, agradeci a Deus, pois sabia que voltaria à casa de meu pai. No entanto, ao levantar-me, ele segura firmemente minha mão.
— Para onde pensa que vai, Rubi?
— Para a casa do meu pai. Nosso casamento está marcado para amanhã, e, portanto, não somos casados ainda, nem devemos viver sob o mesmo teto. — Ele solta uma risada, inundando-me de constrangimento.
— Peço desculpas, minha sheikha, mas meu pai declarou publicamente que já somos casados. A cerimônia de amanhã será apenas nossa celebração.
— Por que leva isso tão a sério? Mal me conhece, não sabe nada sobre mim. Você tinha um relacionamento com minha irmã. Ela deveria ser sua esposa, não eu.
— Já respondi a essa pergunta, mas permita-me dar outra resposta. Neste rosto, jamais alguém deixou uma marca, exceto você. Você é ousada, corajosa, e me sinto atraído por você, como se fosse um ímã, como se eu não pudesse permitir que escapasse. Senti isso assim que sua mão tocou meu rosto. E não adianta argumentar, pois agora já és minha esposa, não há mais volta.
— Posso escapar de você. Apenas preciso de uma oportunidade que acabarei com todo seu imã.
— Sim, é verdade, pode fazê-lo, se conseguir. Aceito o seu desafio.
— Se eu conseguir escapar, você me deixará em paz?
— Claro não. Ficará livre apenas até o momento em que eu a encontrar, depois retornará a ser uma prisioneira do sheik.
— Farei de sua vida um tormento eterno.
— E desse desafio que eu gosto. Mas eu transformarei a sua vida em um eterno prazer. Agora, sigamos para nossa casa, minha querida esposa.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Heloisa Coca
mas acho que é isso que ele quer uma mulher de atitude e não um cordeirinho que diz amem pra tudo ...esse casamento promete kkk, somos brasileiras e muitas de nós não abaixa a cabeça assim tão fácil , somos sangue quente kk
2025-03-11
1
Flor De Liz Soares Souza
misericórdia que casamento é esse,foi mais rápido que a velocidade da luz.
2025-03-31
0
Michelle Barreto
e uma tradição terrível lá não tem querer a mulher não tem voz
2025-01-05
0