— Vai dar ordens a seus empregados, não sou obrigada a nada, vai ver se eu estou na esquina, ou melhor, vai ver se me acha lá nas areias do deserto.
— Não estou brincando Rubi, abra a porta ou eu coloco ela no chão.
— Coloque, não serei eu a pagar por esse estrago que você quer fazer. — Ele fica em silêncio, e eu coloco a mãos nas orelhas, esperando o estrondo, mas não vem.
— Por favor Rubi, abre a porta. — Assim que se fala, com educação.
Eu abro a porta e me posiciono ao lado, convidando-o a entrar. Com um gesto, ele manda a serva colocar a bandeja sobre a cômoda e a nos deixar a sós. Ela obedece e lança um olhar em minha direção. Não olho para ele, pois eu também estou com muita raiva.
Seu romance era com Pérola, e sem me conhecer, ele me envolveu nesse emaranhado sem levar em conta o que eu queria. Lançou-nos ao acaso, e sou eu quem está sofrendo as consequências dos atos dele.
— Já lhe disse que é essencial que se alimente. Afinal, você pode estar carregando o meu filho em seu ventre, e é indispensável que se alimente. — Eu permaneço em silêncio, desviando o olhar. — O que aconteceu com o seu rosto?
Ele se aproxima abruptamente de mim. Com uma das mãos, ele gentilmente segura meu queixo, enquanto a outra traça suavemente a marca em meu rosto.
— Quem foi responsável por isso? Por favor, me conte.
— De que adiantará falar, se sempre que eu desobedecer as leis opressoras de vocês, vou receber algum castigo, e serei apelidada de mulher de diversão.
— Foi essa a impressão que tive ontem. Aquelas mulheres foram chamadas para divertir os homens, e você estava lá cumprindo qual papel, se não era para diverti-los?
— Eu fui lá só para pegar você na mentira, desfazer a imagem de homem romântico que você cultiva, e também evitar que trouxesse outra mulher aqui antes de me dá o divórcio e eu ir embora.
— Estava com ciúmes? — Ele pergunta com um sorriso travesso, e eu o empurro suavemente para que se afaste de mim.
— Não sinto ciúmes de você. Apenas acho incomum um homem se envolver com mais de uma mulher. Como mencionei, no Brasil, não estamos acostumados com esse tipo de situação. Se deseja trazer outra pessoa para sua vida, por favor, conceda-me o divórcio primeiro.
Ele se aproxima de mim novamente e me envolve com um abraço apertado, e nos deita na cama juntos, com ele por cima de mim.
— Como eu já mencionei, isso não vai acontecer. Não concederei o divórcio, você está presa a mim, e permanecerá assim eternamente. Você tem ideia do tormento que vivi essa noite, ao lembrar de vê-la dançando daquela maneira, diante daquele grupo de homens?
— Ficou com ciúmes, príncipe?
— Não só fiquei com ciúmes naquele momento, como ainda estou. Você é minha e somente minha, e só eu tenho o privilégio de apreciar o seu corpo. — Ele sussurra, movendo o rosto em direção ao meu pescoço e deixando algumas mordidas. — Sou ciumento, possessivo e egoísta. O que é meu, não compartilho com ninguém.
Empurro delicadamente o seu corpo para afastar o rosto dele do meu pescoço.
— Se você deseja exclusividade e não quer me compartilhar com ninguém, eu também quero a mesma coisa. Se trouxer outra mulher para o palácio como sua esposa, saiba que eu irei embora, e você nunca mais me verá.
— Posso assegurar que você não passaria sequer pelo primeiro portão. Especialmente após o que você fez ontem, não permitirei mais que saia sozinha com nenhum motorista, apenas comigo.
Com um movimento ágil, ele levanta minhas mãos acima da minha cabeça, prendendo-as com uma só mão, posicionando-se entre as minhas pernas, enquanto inclina o rosto em direção ao meu pescoço.
Meu corpo já anseia por ele, mas somos abruptamente interrompidos por uma batida na porta, que ecoa como um estrondo.
— Abra esta porta. Você não tem permissão para trancá-la, afinal, este não é sua casa.
Vejo os olhos de Hassan brilharem como brasas ardentes, e ele se levanta abruptamente de cima de mim. Enquanto isso, eu me sento, prontamente envolvendo meu roupão ao redor de mim. Hassan me encara por um momento e, em seguida, abre a porta.
— E onde é a casa dela, se não for na residência de seu marido, mama? — Ela fica paralisada, sem imaginar que ele estaria aqui comigo. — Ela é minha esposa, a primeira esposa do futuro Emir, esta casa é tão dela quanto é sua.
— Não me compare a ela, meu filho, essa mulher não é digna de ser sua esposa. Preciso conversar com você a respeito disso e quero que você cancele o casamento imediatamente. — Ele me encara, confuso. Em seguida, volta seu olhar para ela, questionando o que ela quer dizer. — Ela é um fruto de uma traição, Saad traiu sua esposa quando foi ao Brasil e engravidou a mãe dela. Ela não pode fazer parte da família real.
Eu fecho os olhos e baixo a cabeça, mesmo que não tenha culpa do que aconteceu, esse fardo sempre pesará sobre os meus ombros.
— Não vou cancelar o casamento, independentemente do que tenha ocorrido no passado. Casei-me com Rubi, e nossa união permanecerá intacta. E há algo mais que preciso lhe dizer...
Ele se aproxima de mim, pegando meu braço com um toque mais gentil desta vez, e me leva diante dela. Ele vira o meu rosto para expor a marca da mão e começa a falar.
— Não tem o direito de agredir minha esposa. Se houver necessidade de corrigi-la, serei eu a fazê-lo, e não a senhora. Ela não faz parte do harém do meu pai, portanto, não está sobre o seu controle, mas sim sobre o meu. Não quero ver isso acontecer, ou tomarei medidas junto ao Emir, e sei que ele aplicará uma punição adequada se eu apresentar uma queixa, não é?
Ela fica atônita com as palavras dele, e eu me sinto vitoriosa por isso. Ela quis fazer com que o meu rosto fosse um alvo para ser espancado. Só estou curiosa sobre qual punição o Emir lhe daria.
— Estamos de acordo mama?
Com os olhos fungando de raiva, ela olha para mim bem séria. E eu só levanto o queixo, mostrando para ela que eu também sou poderosa aqui dentro. Tudo isso está guardado na minha mente, e tudo que ela me fez terá um retorno trágico em sua vida, eu só preciso da o oportunidade.
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Dayane Castro
Alguém aí, ainda odeia o Hassan? 🤔🤭🤭🤭
2023-10-27
232
Maria Carmelita Albuquerque
Kkkkkk ele tinha que tomar uma atitude, porque Rubi seria saco de pancada dessa velha mal amada.😡
2024-12-14
0
Amanda
Até que enfim tomou uma atitude, não fez mais que sua obrigação pois obrigou ela a se casar com você, apanhar da mãe seria demais
2024-11-29
1