Netuno estranhou a movimentação em casa, após voltar do seu treino matinal. Geralmente naquele horário Pérola estava na praia e pelo que ele se lembrava, a arrumadeira só estaria ali no dia seguinte. Foi então que ele ouviu a voz de Pérola vindo da cozinha, então provavelmente quem estaria ali com ela seria Stephen.
Ele caminhou animado até a cozinha e encontrou a filha terminando de arrumar a mesa de café da manhã para ele, só que o que surpreendeu o fisiculturista foi que não era Stephen que estava ali, mas sim Kai. O casal se virou ao mesmo tempo, quando perceberam a presença dele, foi então que Netuno percebeu que aqueles dois estavam ficando sérios:
— Bom dia crianças! - O homem mais velho cumprimentou com um sorriso. - Achei que estariam na praia.
— Bom senhor Netuno, eu pedi a Pérola para vir conversar com o senhor, gostaríamos que fosse o primeiro a saber. - Kai falou ao colocar uma travessa com frios sobre a mesa.
— É algo que eu devo me preocupar? - Netuno olhou desconfiado.
— Ah, não, é só formalidade. - Pérola puxou uma cadeira e indicou para o pai sentar. - O senhor já sabe que estamos ficando juntos, eu nunca escondi isso.
— Sim, eu sei. - O fisiculturista sentou no local indicado pela filha e pode ver Kai e Pérola se juntar a ele. - Então, digam o tem a dizer.
— Hoje eu pedi a Pérola em namoro e ela aceitou. - Kai falou direto, enquanto segurava uma mão da namorada. - Gostaria de saber se o senhor me aceitaria como seu genro.
— Não vejo problemas, você tem cuidado muito bem da minha princesa, mas já vou logo avisando, se vacilar com ela, eu te mato.
— Pai! - Pérola chamou o pai constrangida.
— Sabe Kai, eu só tenho a Pérola como filha, ela é meu tudo. - Netuno fala emocionado. - Eu sempre soube que alguém iria aparecer na vida dela, que ela cresceria e teria a sua própria família, mas ver isso acontecendo é tão assustador…
— Eu prometo cuidar muito bem dela, e se em algum momento eu não estiver sendo suficiente, eu assumirei a responsabilidade e sairei da vida dela para nunca machucá - la.
— Isso me deixa mais tranquilo. - Netuno sorriu contendo as lágrimas. - Não acredito que a minha princesa não é mais só minha.
— Eu sempre serei a sua princesa. - Pérola falou amável. - Você também é meu tudo, pai.
— E bem, acho que eu que estou entrando para família de vocês. - Kai falou constrangido.
— Verdade, acho que ganhei mais um filho. - O homem mais velho sorriu e abriu os braços convidando Kai para um abraço.
Constrangido, Kai abraçou o sogro de forma desajeitada. Eles ouvem passos e logo Stephen surgiu com o rosto com resquícios de sono. O jovem puxou uma cadeira e sentou a mesa:
— Bom dia. - Stephen cumprimentou sonolento. - O que o Kai faz aqui tão cedo?
— Vim pedir permissão para namorar a Pérola, lembra? - O oriental respondeu achando graça da displicência do primo da namorada.
— Ah é mesmo, estou morto por sua causa. - O estilista suspirou. - Então deu tudo certo, fico feliz. Só cuide desse marlim-azul, porque é uma raridade.
— Marlim-azul é seu passado. - Pérola falou irritada e deu um leve tapa na cabeça do primo, o fazendo o mesmo acordar.
— Por que marlim-azul? - Kai perguntou curioso, enquanto Pérola terminava de colocar algumas frutas cortadas na mesa.
— Esse é o apelido dela devido à prancha azul e branca que ela usa.
— Cada um da equipe tem uma cor predominante, o Marcus usa uma prancha toda branca, chamam ele de tubarão-mako, já o Oliver usa uma prancha azul com dourado, que representa o peixe-voador. - Pérola explicou. - Nós três somos os mais rápidos, há mais integrantes, mas não tão bons quanto nós três.
— Para mim, você consegue ser melhor do que aqueles dois. - Kai falou ao segurar uma mão de Pérola e olhá- la nos olhos, fazendo a morena ficar constrangida.
— Olha ela ficando vermelha. - Stephen brincou, o que fez ele e Netuno rirem. - Mudando de assunto, Pê, você pensou sobre o meu convite?
— Que convite? - Netuno perguntou curioso.
— O senhor sabe que vou lançar uma linha de roupas de praia, e eu gostaria que ela fosse a minha modelo principal.
— Eu dou todo o apoio.
— Eu também. - Kai concordou.
— Mas gente, eu não levo jeito para isso. - Pérola falou ao se juntar a eles na mesa.
— Já tentou alguma vez? - O oriental perguntou amável, surpreendendo o sogro e Stephen.
— Não, mas… não me sinto muito bem com a ideia de saber que serei vista por muita gente.
— Pense nisso como uma de seus campeonatos de surfe. Imagino que sempre tinha uma plateia, só que dessa vez só terá a equipe. Se quiser eu posso te acompanhar.
— Eu também estarei o tempo todo com você, Pê. - Stephen reforçou.
— Se quiser o papai também pode ir e se em qualquer momento você não se sentir a vontade, podemos voltar para casa. - Netuno reforçou.
Pérola suspirou e olhou para o trio sentado ao seu redor:
— Ok, eu vou tentar.
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Atualizado até capítulo 83
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