Após o jantar, eles combinaram de se encontrar na rua para que Pérola recebesse suas primeiras lições de moto. O casal estava se divertindo bastante juntos e a jovem conseguiu pegar o jeito de pilotar rapidamente, surpreendendo Kai, que ficou orgulhoso da conquista dela. Estava sendo lindo ver o quanto ela estava evoluindo:
— E então? - Pérola parou a moto ao lado dele.
— Você está indo muito bem. Se quiser aprender a dirigir um carro, pode me falar que eu dou um jeito de te ensinar. - Ele segurou o guidão para ela sair da moto.
— Posso pedir o do meu pai. Ele vai ficar surpreso em saber que quero aprender a dirigir depois de tantos anos.
— Você já tinha tentado antes? - Kai perguntou curioso.
— Sim, mas acabou mal. - Ela olhou para o chão com uma expressão de dor. - O instrutor me assediou e desde então eu não quis entrar em um carro com outro homem que não fosse da minha família.
— Isso deve ter sido horrível. - Kai colocou a moto no descanso e a abraçou. - Espero que esse cara tenha pagado pelo que fez. - ele já pensou em investigar para descobrir quem foi a pessoa para fazê - lo pagar.
— Não se preocupe, o cara está preso. Eu não fui a única. - Pérola se aconchegou nos braços dele. - Isso já tem um tempo, imagino que as coisas tenham mudado bastante.
— Provavelmente. Onde eu moro, você pode escolher uma instrutora mulher para te acompanhar, imagino que aqui também já tenha adotado isso.
— Sim, eu já fiquei sabendo disso. Acho que vou procurar uma autoescola para me matricular.
— Eu te apoio.
— Antes que eu me esqueça, vai ter uma festa na área de eventos do hotel, meu primo vem para se apresentar, ele é um estilista e DJ famoso. Aceita vir comigo?
— Claro.
— Só que terá momentos em que você vai ficar sem mim, porque eu reveso nas pick-ups com o meu primo.
— Oh, mais uma qualidade? É isso mesmo? - Kai falou surpreso.
— Sim, apesar de muita gente me julgar por isso.
— Pérola, você é incrível, deveria confiar mais em si mesmas e valorizar as suas habilidades, se as pessoas não conseguem valorizar isso é por puro despeito.
— É o que meu pai sempre fala, mas é difícil quando se houve isso durante toda uma vida.
— Sabe, eu nunca fui um cara muito fácil de se lidar. Quando era mais novo, sempre briguei muito e fazia coisas das quais não me orgulho, mesmo as pessoas sempre esperando o pior de mim, aqui estou eu, tendo uma vida plena e calma, surpreendendo a todos que sempre falavam que eu não tinha futuro.
— Então o senhor não era fácil? - Ela perguntou em tom de brincadeira.
— Quando eu era moleque, tinha um grupo de amigos e passávamos a noite na rua.
— E o que faziam?
— Furava uns pneus de carros estacionados em lugar errado, implicávamos com bêbados, batia em valentões… esse tipo de coisa.
— E quando parou?
— Com o tempo aquilo não era mais tão divertido e também comecei a trabalhar para ajudar em casa, logo vieram os estudos também. Mas me conte o que fazia quando mais nova.
— Hum… - Pérola pensou um pouco. - Eu participava de muitos campeonatos de surfe, então meus dias eram entre os estudos e treinos.
— Então sempre foi uma boa menina?
— Pois é, mesmo que as pessoas pensem errado de mim, eu sempre fui uma boa garota. Até porque contrariar o meu pai sempre esteve fora de questão.
— É, acredito mesmo que não seja uma boa ideia. - Kai brincou a fazendo rir e em seguida a puxou para mais um beijo.
Mais afastado do casal, precisamente, no portão da casa ao lado da casa de Pérola, um homem jovem, com cabelos castanhos claros, olhos azuis e ar elegante observava o casal com curiosidade. Stephen havia chegado de viagem no meio da tarde, mas como estava muito cansado, optou em dormir primeiro antes e depois faria uma surpresa para Pérola.
Quando acordou, após longas horas de sono, após se arrumar e pegar o presente que havia trazido para prima, ele saiu para a entrada da casa e já pode ouvir o som do motor de uma moto, o que era raro por ali a noite. Já que de casas só tinha as da família e o hotel, e a noite o hotel ficava bem-parado, já que havia pouco movimento no restaurante.
Ao abrir o portão, ele viu a prima pilotando uma moto, coisa que não imaginava ver depois do que havia acontecido com ela quando havia tentado tirar a habilitação. Aquele incidente ainda estava fresco em sua mente, já que ele havia quase matado o instrutor na época. Logo ele percebeu que Pérola não estava sozinha, mas com um homem que parecia completamente apaixonado por ela, e o melhor, não era nenhum dos babacas que falavam mal dela pelas costas.
Com um sorriso, ele voltou para dentro da casa e seguiu para o hotel, onde pegaria mais informações com Marin, sobre o desconhecido que estava com a prima.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Aparecida Fabrin
est cada vez melhor.
2024-12-04
0