— Qual o problema em meu pai saber ou não? - Pérola perguntou direta.
— Óbvio, assim que esse cara ver quem é o seu pai, ele vai desistir de você na hora. - O loiro continuava com seu tom debochado.
Kai riu, chamando a atenção de Marcus:
— Eu já o conheci e achei ele um homem incrível. Pérola tem um pai atencioso e protetor, como um homem deveria ser. Também acredito que o senhor Netuno ficará feliz em saber que um cara pode se encantar pela beleza da filha dele. - Kai falou gentil, mas, no fundo, tinha um tom desafiador.
— Beleza? - Marcus riu e ignorou a mão de Oliver em seu ombro, em um pedido para ele parar. - Imagino que veja isso mesmo, afinal, você é mais feminino que ela, com esse cabelo comprido.
Pérola apenas viu um vulto passar por ela e Marcus ser jogado ao chão por um soco de Kai:
— Que bom que me acha feminino, assim posso quebrar a sua cara enquanto você duvida da minha força. - Um sorriso maniaco surgiu nos lábios de Kai.
— Ei! O que esta acontecendo aí? - A voz grave de Netuno chamou a atenção do grupo.
Oliver se apressou, ajudou Marcus a se levantar e passaram a correr na direção oposta do hotel, deixando Kai e Pérola sozinhos para serem interrogados por Netuno. O fisiculturista se aproximou da filha e do hóspede rapidamente, percebendo que as coisas não estavam bem por ali:
— Esta tudo bem? - Netuno perguntou observando o estado de Pérola, que não parecia bem.
— O idiota loiro falou besteira para ela e eu a defendi, me perdoe por causar tumulto. - Kai respondeu.
— Você defendeu a minha filha? - Netuno estava surpreso.
— Sim. Definitivamente, os homens desse local não sabem apreciar a beleza da sua filha.
— Você… - Pérola o encarou surpresa. - Você me acha mesmo bonita?
— Nossa, não precisa nem perguntar. Eu não teria te beijado se não te achasse linda.
— Você o quê? - Netuno estava cada vez mais surpreso, pois ele sabia o preconceito que a filha sofria por ser quem era.
— Me perdoe, senhor Netuno, foi o que passou pela minha cabeça para proteger a Pérola. Espero que não fique com raiva de mim por isso.
— Claro que não! - O homem de cabelos queimados de Sol, sorriu. - Acho que você fez um bem aqui. Enfim, creio que os dois tenha que conversar, Pérola, te espero para jantar.
— Já estou indo. - A jovem sorriu para o pai que começou a se afastar. - Então, o que foi isso?
— Como eu disse, eu te achei linda e quis te proteger. Se aquele idiota falar alguma besteira para você, pode me contar que eu quebro ele.
— É sério isso? - Ela sorriu, fazendo o oriental se encantar.
— Não sou um cara de brincadeiras. Se eu gosto é verdadeiro. - Ele pegou uma mão dela e segurou. - Me perdoe por ser evasivo.
— É… continuo surpresa com tudo isso, você foi o primeiro cara que me diz que me achou bonita e que me beijou, até então, ninguém nunca havia feito isso.
— Isso, sim, é surpresa para mim.
— Só é estranho.
— Foi ruim?
— Não! Só foi diferente de tudo que imaginei.
— Pérola, eu estou de passagem, mas gostaria de mostrar o quão incrível você é.
— Acho que você apareceu na hora certa. - Ela sorriu. - Vamos voltar? Esta esfriando.
— Vamos.
Kai fez questão de não soltar a mão dela até eles chegarem na calçada do hotel, onde os caminhos deles se divergiam. Ele entregou a prancha para ela e pode ver a jovem sorrir e seguir para casa. Estar ao lado de Pérola, lhe trazia uma paz que a muito ele não experimentava em seus dias. Mesmo que estivesse ali a trabalho, nada o impedia de encontrar um pouco de paz e sossego.
Pérola caminhou até sua casa e deixou sua prancha no local de costume. Ela ainda sentia o calor da mão de Kai sobre a sua, e o toque dos lábios dele ainda estava impresso em sua mente. Seu coração estava palpitando desde que ele havia tido sucesso sob a prancha. Não havia como negar o quanto ele era bonito e gentil, uma armadilha perfeita para se deixar cair.
Ela entrou em seu quarto pela grande janela de madeira para poupar tempo, a essa altura, seu pai já estaria pronto a aguardando para saírem. Rapidamente, Pérola entrou no banheiro e se despiu, ainda se recordando do beijo trocado com Kai. Era engraçado que a implicância de Marcus parecia irrelevante naquele momento e que somente as palavras de atitudes de Kai tomavam todo o espaço da sua mente.
Ao se lembrar do homem de corpo esguio e cabelos longos, ela sentiu seu coração disparar e sua mente se acalmar. Com um sorriso no rosto, a jovem surfista terminou seu banho e pela primeira vez teve uma real vontade de se arrumar. Daquela vez, ela não pegou as primeiras peças a disposição, mas sim escolheu uma calça mais apertada e uma blusa feminina. Assim que se vestiu, se olhou no espelho e se encarou percebendo o quão bonita ela era. Exatamente como seu primo Stephen sempre repetia e seus amigos também. Kai havia enxergado isso nela e isso a despertou, talvez fosse a hora de mostrar para Marcus e seus amigos quem ela era de verdade.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Aparecida Fabrin
verdade né eu também gostaria de fotos.
2024-12-04
0
Elizabeth Fernandes
Só tá faltando as fotos
2024-04-23
1
Marillac Prado
Até agora estou gostando da história.
Algo diferente da maioria das repetições que vejo aqui.
Palavras bem colocadas, um ótimo vocabulário e poucos erros ortográficos, graças a Deus 🙏
Parabéns 👏👏
Espero que siga o mesmo nível até o final.
2024-02-17
1