Na manhã seguinte, chega ao escritório pontualmente às oito da manhã, não sabia ao certo como se comportar, afinal era tudo novo para ela, ao se apresentar na recepção, sua prima a felicita pela conquista, trocam algumas palavras, e em seguida Ivy sobe até o último andar, certamente Michael já a esperava. Enquanto andava pelos corredores, uma ansiedade tomava conta de seu ser, sabia que trabalhar para ele não seria nada fácil, dizem que mentes brilhantes, são também muito exigentes.
Ignorando totalmente seu coração descompassado e as contrações que seu estômago fazia, bate levemente à porta e entra. Ele a cumprimenta secamente, sem nem ao menos a olhar, permanecia concentrado em computador. Ivy permanecia parada no meio da sala, sem saber o que deveria fazer, sua presença era ignorada veementemente. Começamos bem! Pensou ela. Decide então se sentar em uma poltrona na lateral da sala, permanecia em silêncio. Em suas mãos, levava seu portfolio com alguns de seus melhores trabalhos, mas aparentemente não fazia diferença alguma, pois seu chefe estava mais interessado em algo no computador, do que na presença dela.
Longos quarenta minutos se passam, até que finalmente ele levanta sua cabeça e a olha pela primeira vez, seus olhos a examinavam da cabeça aos pés, não era nada agradável ser inspecionada daquela forma. Ivy acaba deixando sua irritação transparecer, pois estava longe de ser uma mulher submissa, e apesar de estar nervosa com toda a situação, não estava disposta a servir de capacho por homem nenhum.
— Algum problema, senhor Wood? Terminou sua inspeção pelo meu corpo?
Ele a ignorara completamente, apenas continuava a olhá-la com os mesmos olhos profundos, se demorava tempo demais em suas curvas, e o momento parecia interminável. Michael percebia que debaixo daquelas roupas formais e velhas, seu corpo deveria ser tentador, tinha certa graciosidade naquelas curvas, apesar da roupa encobrir, sabia que ali havia um corpo escultural, imediatamente se recrimina por tal pensamento. Escolhera Ivy Garcia para se passar por sua noiva, justamente por ser um tipo comum e sem graça, e devia se manter assim, sem tentar imaginá-la de outras formas, não cometeria o erro de levar uma de suas arquitetas para a cama.
— Michael, apenas, Michael! — Lembra, ele.
— Está bem, Michael! E então? Terminou sua inspeção? Acha que é agradável olhar assim para uma mulher?
— Não fazia inspeção alguma, Ivy. Apenas observava suas roupas. A partir de agora, trabalhará num escritório de prestígio, precisará se vestir de acordo. Não quero ofendê-la, mas suas roupas são simples e parecem um tanto quanto antiquadas, não poderá aparecer nas reuniões de qualquer jeito. Ainda mais sendo minha noiva, terá que estar vestida de acordo.
— Sinto muito, mas visto o que eu posso pagar. Aliás, já deveria saber disso! Não foi você que andou investigando minha vida? Então sabe que gastar com roupas caras, não cabe em meu orçamento! E... não se preocupe, agora que consegui este trabalho, comprarei roupas novas. Assim que receber o primeiro mês, comprarei novas peças.
— É tempo demais. Além de te dar um adiantamento para coisas básicas, faço questão de providenciar roupas novas, encare isso como sendo parte de seu trabalho, quase como se fosse um uniforme!
— Obrigada, mas minhas roupas quem compra, sou eu. E se me quer mesmo como “noiva” tem que entender que esta é minha situação, afinal, se “apaixonou” pela minha pessoa, e não pelas minhas roupas, não é? — ela diz, de forma sarcástica.
— Está bem, vejo que é orgulhosa, mas já adianto que vai passar vergonha em algumas ocasiões. Eu não me importo a maneira que estará vestida, mas se você também não se importa, faça como quiser... Quero também deixar uma coisa muito clara...Saiba que mesmo nós dois tendo um acordo, não vou privilegiá-la em nada, aqui no escritório, você terá que se esforçar tanto quanto qualquer outro arquiteto deste lugar, eu sei de sua capacidade, mas não vou ficar a elogiando toda hora, e se eu não gostar de qualquer projeto seu, serei direto. Estamos entendidos?
— Sim! Não espero que me privilegie em nada, eu sei de minha competência, e estou encarando essa oportunidade com muita seriedade, quero consolidar minha carreira, e é o que farei. Sou excelente em meu trabalho, Michael! Minha carreira é a única coisa que realmente me importa. Tenho ambição, e usarei esta oportunidade que me ofereceu para crescer profissionalmente.
— Ótimo, Ivy! Vejo que é uma mulher decidida e sabe seu valor. Nos entenderemos muito bem. Agora vamos sair pelo escritório, vou apresenta-la a algumas pessoas.
Ivy o acompanhava pelos corredores enquanto a apresentava para a equipe de arquitetos que trabalhavam diretamente com ele. As salas eram divididas por dois arquitetos, e a cada dupla que conhecia, sentia o entrosamento deles. Imaginava com quem dividiria a sala, havia notado o padrão dali, mas em nenhum momento esse fato havia sido mencionado. Tentava guardar o nome de cada um, o que era impossível, já que conhecera um andar inteiro de salas de arquitetos.
Havia recebido um olhar ou outro de curiosidade, um dos arquitetos havia deixado escapar que ele não saía pela empresa apresentando a equipe, o que deixava subentendido que ela deveria ser alguém especial. Não se sentia envaidecida por isso, sabia muito bem que tudo aquilo fazia parte do acordo dos dois. Ao retornarem à sala dele, depois das apresentações, Ivy o questiona sobre ter sido apresentada à sala em que trabalharia, ele apenas esboça um sorriso sarcástico e a olha.
— Não se deu conta, ainda?
— Conta, de quê?
— Vai trabalhar aqui, nesta sala. Não tirarei os olhos de você, não correrei o risco de alguém descobrir nosso acordo, pois assim que souberem que estamos juntos, começarão as especulações.
Mais uma vez, seu coração parecia querer sair pela boca, não havia passado por sua cabeça que trabalharia ao lado dele. Não conseguia responder nada, aquela informação havia a deixado fora do eixo. Seria capaz de trabalhar ao lado daquele homem exigente, e igualmente atraente?
Na manhã seguinte, Ivy vai para o trabalho com uma de suas roupas muito surradas, sabia que tinha que comprar peças novas, mas suas economias ainda eram poucas, e não tinha recebido seu primeiro salário, muito menos parte nas ações da empresa, o que a deixava em situação ruim. Ela coloca uma calça de pelo menos uns dois números a menos, e um blazer que cabia duas dela, a verdade era que sua aparência era péssima. Seus cabelos viviam preso num coque formal, e seus óculos que usava para não forçar a visão em frente ao computados, eram de armações enormes a deixavam parecendo com dez anos a mais.
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Edi Graças
Caramba Ivy não é a toa que ele se diz não se sentir atraído por você 🤣🤣🤣🤣🤣
2024-12-05
1
Zenith Afonso
Não vejo a hora, dela se transformar...
* do patinho feio ,em um belo cisne..*
2025-03-28
0
Janayna Santana
Oh Lindinho ela é BRASILEIRA
2025-02-01
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