Embora Carlos fosse muito atraente e bonito, ele não tinha adjetivos melhores que esse. Egoísta, egocêntrico narcisista. Eu não sou idiota de esquecer tudo que aconteceu e o que ele me causou. Minhas memorias com o Carlos são horrorosas.
Ele não se importava com ninguém mais do que ele mesmo. Mas talvez eu estivesse errada e Carlos estivesse com uma competição tosca para alimentar seu ego, ou pior, Carlos talvez fosse do homem que não consegue ouvir e aceitar um "não". Talvez Carlos estivesse com raiva de sentir-se atraído por uma mulher que não fazia parte da elite a qual ele pertencia. Ele pressionava meu corpo de forma possessa como se seu desejo fosse grande mas a sua raiva também. Era aquele tipo de homem que toda mulher deveria fugir, se não quisesse problema.
Obedecendo meus protestos ele afastou-se enquanto permanecia com um olhar embriagado, inflamado de paixão. Meu Deus! O Carlos realmente estava sendo sincero com seu desespero.
— Se for permanecer fazendo as coisas do seu jeito já que minha voz não tem importância para você, pelo menos me surpreenda. Que isso? você é um homem experiente, esperei mais do seu beijo.— Aquela era a sua ferida, o seu ego. Homens como Carlos sentiriam-se afetado com comentários críticos com relação aos seus encantos para com as mulheres.
Ele encarou-me completamente raivoso com um misto de paixão ferida e não correspondida. Sem dizer mais nada ele me deu as costas me deixando finalmente sozinha.Quando percebi que estava sozinha me questionei o que estava acontecendo, afinal beijada novamente ? Claro que o beijo muito bem vindo de Lawrence não tinha nada a ver nem a comparar com aquilo do Carlos. Mas de todo modo ainda eram assuntos que eu precisava entender. Eu era uma menina comparada aos dois, estranhamente eu suspeitava da atitude dos dois agora.
Embora Lawrence não tenha feito algo questionável ao ponto de Carlos.
Respirando pesadamente eu finalmente foquei no que realmente importava para mim. Meu filho e minha vó, eu ainda não fazia ideia de onde poderiam estar. Enquanto pensava em possibilidades seguindo o mais longe daquela vizinhança ao qual eu antes morava.Eu pensei na Camila, a conhecida mais próxima que eu tive na boate do Elias. Embora não fossemos tão próximas ela foi a mais próxima de um amigo que pude ter, eu pensei que seria o único lugar mais seguro que meu filho e minha vó poderiam estar.
Eu segui direção a casa dela as pressas. Eu percebia em todo lugar que chegava que as pessoas me encaravam como se vissem algo sobrenatural ou absurdo de se vê. Quando toquei a campainha da casa da Camila e ela abriu, foi como confortar meu coração metade do que sentia. Ela soltou um suspiro e me puxou para dentro as pressas.
— Samira, que caos sua vida se tornou!— Ela me abraçou apertado e de repente eu me sentia apreensiva. Eu estava começando ficar nervosa com medo do que ela iria me dizer, e se eles não estivessem com ela?
— Meu filho?— Eu soltei entre lagrimas que não pude conter. Ela confirmou de cabeça me abraçando mais apertado.
— Tá tudo bem, ele está na escola. Eu o tenho levado para lá desde que...— Ela parou rapidamente.
Eu a afastei do abraço encarando ela assustada. Camila tentava esconder algo, mas era uma tarefa difícil para ela. Camila era o tipo de mulher com traços de personalidade oral. A mulher que falava muito, que sempre estava aberta a falar e compadecer de outros. Camila soluçou e era como se de repente a minha vida estivesse por um fio.
— O que aconteceu?— Perguntei.
— Sua vó faleceu.
Não consegui esboçar reação alguma, primeiro achei que tinha ouvido errado. Mas aos poucos meu corpo foi pesando ao ponto de que não pude mais me manter de pé. Uma parte de mim acreditava naquela historia absurda e outra parte não queria acreditar. Caí sobre o chão completamente paralisada. Camila me abraçou imediatamente. Sem saber o que fazer eu me ergui do chão seguindo porta a fora, eu corri mesmo ouvindo Camila me gritar, corri sem saber para onde ir. Eu só queria gritar, eu queria colocar pra fora aquela sensação agonizante. Eu parei, eu gritei, eu chorei. Meu corpo chegou a um ponto em que não tinha forças para absolutamente nada. Não podia acreditar no que tinha acontecido, eu não queria acreditar, eu não queria ouvir. Quanto mais gritava mais eu queria gritar e jogar para fora aquela dor dilaceradora no meu peito.
Estava devastada. Não fazia ideia de onde estava, eu só percebi que tinha corrido muito quando vi um sapato social masculino parando a minha frente. Aos poucos eu segui com os olhos coberto em lágrimas até encarar a pessoa que via, mas quando a luz do sol chocou contra minha visão eu seguei por alguns segundo e sem conseguir dizer, ou fazer algo eu apaguei.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Maria Luiza Ferreira de Souza
muito comercial tá difícil de ler muito sofrimento e pouco sentimento
2024-01-24
1
🦊Guminho🦊
pq tanto sofrimento ?
2023-12-05
2
Ritacassie
Que horror gente
2023-10-03
0