O fim

Havia doído, havia doído muito, mas o que podia se fazer a não ser continuar…

Depois do enterro de Rony e Vânia, as coisas precisavam voltar a caminhar, mesmo que ainda doesse tanto.

A vinda de Nyx, Kiara, Calix, Avena, Tiago, Levi, Bia, Lanai, havia sido muito significativa, uma amizade nascida através da morte de duas pessoas, algo triste, mas também algo significativo.

Mas nem tudo estava sonhando.

— Oi!

— Oi, Pedro.

— Como você está?

— Ainda está doente muito para mim, a perda de Rony e Vânia.

— Você gostava deles de verdade, né?

— Eu estava quase me acostumando com a possibilidade de ter uma mãe e um pai de novo.

— Eu sinto muito.

— Está tudo bem.

— … E você com Jasper?

— O que tem?

— Como vocês estão, já aconteceu algo entre vocês?

— Não… Não aconteceu nada entre agente.

— E como você está se sentindo em relação?

— Não sei… Mas não importa, eu estou bem.

— Tem certeza?

— Aham… Agora eu preciso ir, tenho que passar num lugar agora.

Vitoria sai deixando Pedro sozinho, a tristeza estava estampada no seu rosto, Pedro já sabia para onde iria, mesmo sem ter dito para onde. Os seus passos foram direto para o cemitério, era para lá, sempre para lá, que ela ia quando precisava conversar com seus pais.

— Ei, mãe, eu sei que estou ficando mais velha, e as linhas em minhas mãos mudaram. Mas você ainda me olha da mesma forma? Ei pai adivinha… Eu descobri que o senhor era o melhor aluno do professor Baltasar… Era realmente forte… Eu sei que fizeram tudo que puderam para garantir que eu tivesse uma boa vida. Então desculpe-me pelas brigas que eu arrumei por aí, pelo tom de voz alterada. Desculpe-me pelas vezes que fiz as escolhas erradas. A vida está voando e agora está me atingindo… Ah, já ia me esquecendo… Eu conheci uma pessoa, se lembra que eu havia digo que Sofia havia voltado e que ela havia trazido um garoto… Eu acabei-me apaixonando por ele… Não se preocupar ele é legal, acredita que ele me fez experimenta uma bebida… era vitamina de abacate, eu amei… Eu acredito que fiz uma bobagem, declarei-me para ele, mas ele não sabe, eu não sei o que fazer, tô tentando evita-lo, mas é difícil, os pais dele morreu também… tá muito complicado tudo aqui mãe, eu só queria o abraço de vocês agora.

— Será que o meu serviria para alguma coisa?

— Sofia!? O quê está fazendo aqui?

— Pedro disse-me que estaria aqui… Você não sente medo de estar aqui?

— Não, devemos ter medo dos vivos.

— Mas eu tô com medo de morrer, eu tô com muito medo… Vitoria… Eu não quero morrer.

— Calma, você não vai.

— Eu escutei uma conversa de Lupin com a minha mãe, ela disse que não sabe o que fazer, para isso não acontecer.

— Eu não vou permitir que nada de ruim aconteça com você! Assim como os meus pais não permitiram enquanto estavam vivos.

— … Eu não quero que ninguém mais se machuque por minha causa.

— Isso vai muito além de você, Sofia Black.

— … Você pode me dar um abraço?Sempre me abraça quando estou com medo.

— Talvez seja porque, você sempre me abraçava quando eu estava com medo.

— Eu queria me lembrar, queria lembrar de quando éramos crianças, mas não me recordo de nada, tento procurar na minha mente, mas não encontro nada.

— Isso será impossível.

— Porquê?

— Quando você foi levada daqui, as suas lembranças foram apagadas, por isso que não existe nenhuma lembrança sua de quanto tínhamos 5 anos, isso para sua própria proteção.

— Todos tentam me proteger, mas no fim…

— Para, pensamentos negativos agora não.

— Ok, desculpe… Então me fala!

— Falar o quê?

— Me fala como éramos quando criança.

— Bem…

................

— VITÓRIA, cadê você? Vitória, Vitoria, você está aí! Vamos brincar…

— Não quero.

— Ahh, você está aí… porquê não quer brincar?

— Aquelas suas amigas não gostam de mim.

— Não é que elas não gostem, elas só pediram para você veste o vestido.

— Mas eu disse que não, pois estava muito mais confortável com a minha roupa, mas mesmo assim elas ficam a zombar de mim.

— Eu vou pedir para elas pararem, vem… vem Vitoria.

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— Oi, Sofia e ai como você está? Desistiu de ir atrás daquela morta fome?

— Do que você me chamou?

— Vitoria? Você estava aí, eu não sabia, mas se soubesse teria falado mais coisa.

— Eu só não quebro sua cara agora, porque diferente de você, eu tenho educação, mas não pense que eu tenho educação a você, eu tenho educação há mim mesma, pois eu mereço ser privada dessas coisas, na verdade, desse tipo de pessoa.

— E desde de quando servente tem direito a educação!? Hahahahah.

— Garota, eu vou te ensinar uma ligação dúvida!

— CHEGA, NINGUÉM VAI DA LIÇÃO NINGUÉM AQUI! Vitoria sai, sai daqui agora.

— O quê?

— SAÍ!

— É sai mesmo sua bichenta… É isso aí Sofia é assim que se fala com gente desse tipo.

— Dá para parar? Chega né…

Uma hora depois:

— Cheirinho de roupa nova, eu acho que aquela, macho fêmea, nem sabe o que é isso.

— De quem está falando?

— Da menina que estava aqui.

— Vitória?

— Eu sei lá como é o nome daquilo.

— Vai embora daqui, por favor!

— O quê? Porquê Sofia?

— Porquê eu te atoleiro demais até aqui, agora saí, eu não SUPORTO VER ESSA SUA CARA.

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— Oi… Será que posso ficar aqui?

— E as suas amigas?

— Elas não são minhas amigas, elas ERAM minhas colegas, duas coisas bem diferentes, e estão no passado, diferente de você que é amiga e está no presente.

— Você sempre será para sempre minha…

................

— Uai… Como você lembra de tudo isso em mínimos detalhes?

— Eu sempre soube de tudo nos mínimos detalhes.

— Eu tive uma amiga… Ela era uma pessoa incrível, mas ela foi embora, e disse antes dela ser morta pelas mãos do próprio pai, o seguinte… Eu quero que dance não para se exibir ou para impressionar, mas pelo simples prazer de dançar. Então eu te digo, você é incrivelmente, incrível, então dance, não tenha medo do que vão falar, só dance pelo simples fato de estar com a alma livre.

No dia seguinte já era dia de volta para a academia, obviamente apenas 4 dias para se recuperar da morte dos pais, não era o suficiente, mas era preciso volta, ou do contrário não precisa, mas volta para lá, e todos voltaram, no meio da viagem as pessoas tentava fazer de tudo para tenta animar o ambiente, Jasper e Nyx, conversaram a viagem inteira, Nyx aparentemente estava a ser um bom ponto de apoio para Jasper. Assim que chegaram a academia todos foram pegos com uma surpresa do professor Melchior.

— Olá, alunos e alunas, acabei de volta de uma viagem recentemente e acredito que todos já sabe disso, mas não é esse o ponto que quero falar, o que quero comunicar a todos é algo que talvez alguns iram gosta outros nem tanto, mas o fato é, já está decidido… Todos os alunos mais novos terão aulas juntos, a única coisa que continuará é os alunos mais velhos, que não estudaram com alunos mais novos, mas participaram de todos os eventos e comemorações, eu pude ver que juntos vocês são mais forte do que separado.

A animação de muitos foi lá para cima, e de outros nem tanto. O fato de saber que as aulas seriam tudo junto havia sido muito bom, o fato de que eles ainda seriam de tribos diferentes, mas trabalhariam juntos, isso era mais que demais. No dia seguinte os alunos começaram a se "espantar", pois assim que acordaram um dia novo, se separaram com caixas na porta dos dormitórios, e em cada uma caixa havia o nome do dono escrito, quando abriam, se depararam com uniforme, cada nação tinha um uniforme diferente.

Nação do Ar; Uniforme das Meninas.

Nação da Água: Uniforme das Meninas.

Nação da Terra: Uniforme das Meninas.

Nação do Fogo: Uniforme das Meninas.

Já os meninos…

Nação do Ar: Uniforme dos Meninos.

Nação da Água: Uniforme dos Meninos.

Nação da Terra: Uniforme dos Meninos.

Nação do Fogo: Uniforme dos Meninos.

Além dos uniformes, as aulas haviam ficado da seguinte forma.

1: Exercícios musculares (Era dada pela deusa da água) 2: Corrida em dupla (Era dada pela deusa do fogo) 3: Tratos das criaturas fantásticas ( Era dada pela deusa da terra) 4: Teorias de lentas, fatos, etc. (Era dada pela deusa do ar)

11:00 às 13:00 era horário de almoço e descanso.

5: Aula de poções (Era com a professora Elizabeth) 6: Aula de Kenjutsu 7: Aula de Duelo (Eram das pelo professor Baltazar) 8: Aula de alto cuidado (Era com a professora Elizabeth também).

Aquelas era as únicas aulas na semana, aos sábados eles tinham aula de Meditações, aula de Literatura e aula de Dança, que eram dadas por professores diferentes a cada semana (professores que vinham de outros lugar)

E aos domingos o descanso era garantido, dormir quantas horas quisessem, durante a tarde passava o dia com os amigos, e a noite um imenso banquete, os alunos arrumaram jeitos secretos de quebrar as regras da escola de sangue mestiço para dar aquela escapadinha e faz coisas que com certeza eles levariam advertência e até mesmo expulsão, mas sempre casando meios de escaparem.

As semanas estavam se passando muito rápido, parecia que o tempo estava sempre com pressa, os alunos estavam amando as aulas daquela forma, porém existia muitas briguinhas entre os alunos, tanto os mais novos quanto os mais velhos, os duelos era a partir preferida dos alunos, (nem todos, mas a grande maioria). E por conta disso, os alunos ficavam mais tempo juntos e novas amizades eram feitas, e assim as coisas prosseguiam.

 — Oi!

— Oi! O que faz aqui?

— Vim ver o meu irmão, como você está?

— Estou bem, só um pouco pensativo.

— E o que exatamente está a pensar?

— No pai e na mãe… O que é isso?

— Ah, o que é isso!? Bem, isso é algo que eu acredito que seja algo — Sofia dá uma risada — Que você vai gostar pelo visto.

— Ah é! Deixa eu ver…

— Claro, toma… Eu já vou indo.

— Certeza?

— Sim, é melhor… Tchau.

— Ok então, tchau.

Quando Jasper rasga o embrulho, e ver o que era, as suas lágrimas começam a cair, como uma torneira mal fechada, era um quadro, um lindo quadro, era uma pintura dos seus pais mais jovens.

O seu pai na época tinha 21 e sua mãe 19 anos, eram lindos, os seus olhares se conectavam, as suas opiniões não se "batiam" na maioria das vezes, mas no fim era sempre o mesmo, era estarei juntos, e foi assim que aconteceu.

— Oi pai, oi mãe, como está aí? Sinto muito a falta dos senhores! Mãe, o tom do meu cabelo mudou, mas será que me admira do mesmo jeito? Pai, lembra que me ensinou a pescar, me ensinou a andar de bicicleta… Me ensinou a amar, a tratar as mulheres da forma correta. Mãe a vida está voando e agora está me atingindo…

Jasper lembra das vezes que a sua mãe dizia que o melhor lugar para buscar refúgio e fortaleza, não era do homem, mas sim do céu… Jasper então coloca o quadro em cima da cama e se ajoelha e começa a chorar.

— Oi! pai… Ela é o amor da minha vida e eu não tenho dúvida nenhuma disso, porque desde que eu a conheci, sinto que encontrei a pessoa certa para mim. Ela é alguém com quem eu posso compartilhar tudo, que me apoia e me desafia a ser a melhor versão de mim mesmo, e ao lado dela que eu desejo construir toda a minha vida, algo mais bonito que nela-a, os olhos, algo lindo nela, o sorriso, algo que não gosto nela é ver ela triste, algo que eu amaria… Eu e ela, porque é só ela.

No horário do almoço todos estavam no grande salão, aquele havia sido um dos domingos mais calma na academia sangue mestiço, não se ouvia uma sequer palavra entre os alunos, e no meio daquele silêncio entre Giupi com uma caixa de som fazendo aquele silêncio vim ao fim, e todos olhares volta para ele.

Giupi Creevey:

Giupi era um menino intoleravelmente agitado, era um garoto cativante, de um enorme coração, e uma pessoa bem ambiciosa quando deseja algo. Seu animal também era um gato.(Tribo Fogo).

Naquele momento todos começaram a sorrir, sem parar, acreditamos que naquele momento todos foram gratos a Giupi, por ter quebrado o clima.

— Oi, Sofia Black?

— Sim.

— O professor Melchior, está lhe chamando na sala dele.

— Ele por acaso falou do que se tratava?

— Não.

— Ata, está bem, obrigado.

— De nada.

— Gente, eu vou lá — Sofia sai da mesa onde estava sentada com algumas amigas e vai até à sala do professor Melchior, Sofia não sabia o que havia acontecido, mas estava com medo — Professor! O senhor me chamou!?

— Oi, Sofia, mandei sim.

— Estou aqui.

— Sofia, você é uma jovem inteligente, persistente, forte e amável, e muita outras coisas, mas também sabemos que não existe apenas qualidade em uma pessoa…

— Professor, peço que seja um pouco mais direto.

— Sofia, isso chegou hoje cedo, não era a minha escolha, lhe mostrar, mas infelizmente não posso adiar o futuro e não seria justo com você.

Melchior entrega uma caixa para Sofia que dentro havia um coração, era justamente o coração de Catrina, na tampa da caixa do ladro de dentro, estava escrito, que o próximo coração seria o de Sofia, porém não seria colocado em uma caixa, mas seria consumido, Sofia, segura a caixa tremendo e chorando, suas pernas ficam fracas. Minutos de silêncio restabeleceu, depois, Sofia entrega a caixa para Melchior e agradece, e pede licença.

Na mente daquela menina amável, tem uma mente destruída que ninguém imaginava, os seus amigos poderiam até dizer ser seus amigos e poderiam até dizer que estaria com ela o tempo todo e que nada de mal aconteceria com ela, mas ninguém entenderia a confusão que estava na minha cabeça dela, porque tem certas coisas, que não podia ser mudadas ou explicadas.

— Sofia? Está tudo bem? Está com o rosto mais pálido do que o normal…

— Eu… Estou bem sim.

— Espero que você se cure das coisas que você não fala, mas sente em silêncio, Sofia Black.

— Será que você pode me abraçar Giupi?

— O quê?

 Sofia puxa Giupi e o abraça — Eu tô tão cansada psicologicamente, Giupi… Minha vontade e de senta aqui nesse corredor e chorar… Até consegui tirar toda essa angústia que está dentro de mim.

— Eu espero que você fique bem…

— Giupi… Acredito que eu sou o motivo das pessoas nunca ficarem, e pensando nisso, eu acho que eu preciso ir, mesmo que não seja o meu desejo, mesmo que eu esteja com medo, eu preciso ir.

— Deus não colocaria no seu coração o desejo de um sonho impossível ou um propósito inalcançável. Ele já sabe onde você vai chegar, então descansa o seu coração.

— … Será que isso ainda é possível?

— Só vivendo para saber.

Aquele aviso deixado com Melchior para Sofia, havia deixado Sofia muito pensativa o dia inteiro, fazendo com que recusasse convite de algumas colegas, Sofia só queria ficar sozinha, mas quando se tem amigos, nunca estamos sozinho.

— O quê está fazendo aqui?

— Vim dar uma olhada na cachoeira.

— Porquê?

— Porquê, sim.

— Então será que posso me sentar aqui?

— Claro! — Responde Sofia que só desejava ficar sozinha.

— … Se você pudesse prever o futuro… O que você estaria fazendo agora?

— …

— Eu acho que eu estaria agora tomando um café ou só estando como estou agora… Sentado com uma amiga, daria tudo pra da um abraço apertado em minha mãe nesse exato momento… Eu diria eu te amo para que eu mais penso… Talvez seja exatamente isso que o universo esteja precisando… Talvez seja o nosso universo…

— Você tem medo da morte? — Pergunta Sofia de repente.

— Eu tenho medo só de perder mais e mais tempo todos os dias… A morte é somente uma companheira no meio do caminho, do nosso caminho em qualquer estrada que decidimos seguir… Ela sempre estará lá.

— Mas eu não queria ela no meu caminho, Pedro.

— Ninguém quer.

Sofia encosta a cabeça no ombro de Pedro e assim o dia continua… Até chegar a noite. Antes de Sofia deita na sua cama, caí de joelhos no chão, as suas colegas rapidamente se apresa para ajudá-la, mas ela só sabia chorar, o seu coração parecia que estava sendo rasgado, as lembranças de tudo o que havia acontecido nos últimos tempos passavam pela mente de Sofia, será que era tudo culpa da sua existência? O medo a afrontava, o desespero estava estampado no seu rosto, Sofia só chorava e gritava em desespero, até que Avena que era uma de suas colegas de quarto corre para chamar um dos seus amigos, quando Avena volta, volta trazendo Vitória. Assim que Vitória entra no quarto e vê Sofia naquele estado, corre para ajudá-la. Vitória abraça Sofia e pede para ela se acalmar, mas Sofia grita dizendo que estava a doer muito, era insuportável o que estava a sentir, Vitória pede para Avena chamar a professora Elisabeth e Vitória pede para outra menina ajudá-la, assim que Vitória colocar Sofia na cama, pergunta para Sofia o que ela estava sentindo, para está daquela forma, mas Sofia não diz nada a respeito a não ser grita de dó, uma dó que não era física, mas emocional… Assim que Avena chegar com a professora Elisabeth, Vitória para a professora fazer alguma coisa para Sofia se acalma, porém, Sofia se recusava em gritos dizendo que não tomaria nada que lhe fosse dado, pois da última vez que ela tomou, acordou com a notícia de que os seus tios estavam mortos, então não ela não tomaria, foi quando Jasper chega e pergunta o que estava acontecendo ali, Sofia pede ajuda para Jasper, então Jasper o abraça, dizendo que iria ficar tudo bem que ela só precisa ter calma.

— EU NÃO VOU MANTER A CALMA!… Todos correm risco de vida por minha existência e TODOS o tempo todo estão a tentar camuflar o fato, MAS EU NÃO SOU ASSIM!… EU NÃO CONSIGO, não mais…

— Ninguém… Ninguém nunca esteve tentando camuflar nada, principalmente isso…

— Então porquê parece que todo mundo está aceitando isso? Por que ninguém faz nada? Por que Jasper!?

— E quem disse que ninguém está fazendo nada… Assim que chegamos aqui, descobrimos que havia sido feito uma armadilha para lhe mata… Assim que descobrimos isso o professor Melchior foi atrás dos responsáveis, todos queriam lhe matar, porque acham que a culpa era sua, eu também acreditava nisso.

— Mas é… Avana a culpa é minha.

— Não é, isso vai muito além de você, você não havia nem nascido quando tudo começou… Isso não é simplesmente sobre você, porém infelizmente você está envolvida.

— Sofia!

— Oi Jasper!?

— Eu acho que você deva deitar um pouco e desça a cabeça.

— Ok — Sofia se despedir dos amigos e suas colegas vão deitar, Sofia mesmo preocupada repousar sua cabeça no travesseiro — Em paz me deitarei e dormirei porque só tu senhor me faz habitar em segurança.

No dia seguinte as funções voltaram ao normal, menos para Sofia, pois agora não conseguia olhar para as pessoas e não se lembra do que Avana havia-lhe contado, naquele momento tudo o que as pessoas faziam lhe dava medo, dos sorrisos para ela era falsidade, os olhares era de julgamento e ódio, viver daquela forma era algo horrível para Sofia.

— Oi! Como amanheceu hoje? Eu fiquei sabendo ainda pouco…

— Está tudo bem.

— Certeza? Porque eu não consigo acreditar, colocar um sorriso no rosto e dizer que está tudo bem não vai adiantar para mim.

— … Então o que deseja que eu fale?

— Mataria a aula de hoje?

— O quê? Porquê?

— Mataria ou não?

— Quem é você e o que fez com o meu Pedro?

— Prometo que será por uma boa causa.

— Aí Pedro… Está bem, mas só dessa vez.

— Ok.

E a expectativa de matar aula era grande para Pedro, menos para Sofia, que não tinha prestado a atenção em nenhum aula, pois parecia estar sempre no mundo da lua.

— Sofia, Sofia, Sofia!?

— Ah! Oi Bia, tudo bem? Precisa de algo?

— Você escutou o que eu falei?

— Desculpe-me, mas não, mas pode dizer de novo que eu prometo anotar.

— Não, Sofia, estou lhe chamando, pois a aula acabou, você não vem para o almoço?

— Ah é claro, obrigada, já estou indo.

Na verdade, Sofia não estava nem aí para saber se iria ou não almoçar naquele dia, pois os seus pensamentos estavam longe.

— Oi!

— Aí que susto Pedro!

— Desculpa, então você vai né!?

— Para onde?

— O quê? Como assim Sofia?

— Desculpa-me, eu não lembro…

— Combinamos de matar aula.

— Ah é isso, não acho que seja uma boa ideia, podem nos dedurar.

— Não é certo, mas prometo que será por uma boa causa.

— Ok, então vamos indo?

— Você não vai almoçar?

— Não estou com fome.

— Acredito que devas come sim, mesmo que não esteja com fome, vem senta aqui eu preparo um prato para você.

Pedro fez Sofia come mesmo sem fome. Quando chega o horário das aulas da tarde os dois não aparece, Pedro havia levado Sofia para um outro lugar, Pedro havia levado Sofia para a fonte do castelo

Um lugar onde quase ninguém ia, mas era um lugar lindo.

— Uau! Que lindo…

— Que bom que gostou.

— Porquê me trouxe aqui?

— Imaginei que precisasse fugir da realidade.

— Realmente acertou… Pedro, se estivéssemos em Aramat, o quê as flores da cor rosa, significaria?

— Amor, Harmonia, Delicadeza, Apoio, Beleza e jovialidade.

— Nossa, como você sabe dessas coisas?

— A gente aprende na escola… Essa era uma das coisas que eu mais prestava a atenção porque gostava de aprender.

— Eu e Jasper não íamos para escola… Tivermos aulas em casa, tio Rony e tia Vânia não tinham condições para paga a escola.

— Bem, mas acredito que tenha sido legal aprender em casa.

— Sim, a tia Vânia nos ensinava coisas realmente ensinadas em escolas, como português, matemática, geografia, ensino religioso, já o tio Rony nos ensinava, história, artes, educação física, filosofia… Porquê está me olhando dessa forma? Na verdade, porquê quiz me trazer aqui?

— Não posso mais olhar assim… Para você?

— Poder pode, mas não dessa forma…

— Que forma?

— Daquela forma… Que só você me olha.

— Eu não consigo.

— Não consegue o quê?

— Não consigo parar de te olhar… Eu simplesmente me perco nos seus olhos castanhos e me perco nos pensamentos, imaginando o quão macio deve ser as ondas do seu cabelo, imagino a minha boca sentindo pela primeira vez o sabor que só a sua boca tem, me imagino tocar em seu rosto e sentir o quão macia a sua pele é, esse é o desejo dos meus pensamentos e do meu coração.

— Eu não sei o quê dizer…

— Só diz se me ama… Só diz se me ama Sofia Black… Porque esse é o que o meu coração diz, desde o dia que te conheci, eu te amo Sofia Black, e todos os dias que se passa eu te amo mais, cada vez mais, agora me diz… O meu amor por você é recíproco? Ou eu terei que me tortura todos os dias para ele deixa de existir? Por que eu não te amo com os pensamentos para não correr riscos de esquecer, e nem com o coração para não correr risco dele para de bater.

— Me ama é suicídio… Eu não vivo mais, eu apenas sobreviver, dia a pois dia, eu devo ter falado para as pessoas que estava tudo bem umas 40 vezes, mas não é verdade, então como você pode me ama? Como você pode amar uma pessoa que colocou a vida de muitas pessoas frente com a morte? Como você consegue dizer que me ama mesmo sabendo disso?

— Sim! Porque eu te amo com a minha alma, eu amo você, você não vê? Será que você não entende? Você é o amor da minha vida… Eu não sei deixar você.

— Mas você não pode se apegar.

— O quê você quer dizer com isso?

— Que precisamos nos afastar, e se isso não adianta, eu farei de tudo para você me odiar.

— Não! Não brinca com coisas sérias, por favor.

— Eu não brincaria com isso… Desculpa, eu preciso ir agora.

— Sofia, SOFIA!

Sofia não olhou para trás, mas enquanto corria para sair dali, as suas lágrimas corriam pelo seu rosto também. Doeu, doeu demais, como seria aparte daquele momento para Pedro e Sofia já que Pedro havia se declarado, mas Sofia havia rejeitado os seus sentimentos para o próprio bem dele, como a história deles dois iria continuar aparte daquele momento?

— Sofia? Está tudo bem?

— Não, Lanai me tira daqui, por favor.

— Está tudo bem com você?

— Está, só me tira daqui!

— Claro, vem comigo.

......................

— Senta aqui… Quer alguma coisa para tomar?

— Não Lanai, obrigada…

— Porquê está assim? Alguém fez alguma coisa com você?

— Não, eu só escutei algumas coisas que eu não sei explicar.

— Eu sei como é, eu também escuto muitas coisas ruim, as pessoas não têm piedade.

— O quê? Não, não foi coisas ruins…

— Então foi o quê?

— Se eu lhe contar, você não pode contar para ninguém.

— Claro.

— … Pedro, Pedro declarou-se para mim.

— E isso não é bom? Achei que gostasse dele.

— Eu não sei, mas sim eu sou apaixonada por ele, ele me trás paz, ele, só ele meche comigo de uma forma sem igual, ele… Ele me faz sorrir e me faz me sentir amada, ele cuida de mim, ele me escuta falar, ele demostra interesse em me conhecer, ele conhece o meu perfume, ele sabe a minha cor preferida, ele tem um abraço diferente, ele me deixa sem ar, eu confio nele, ele conquistou isso, ele conquistou cada espaço do meu coração, e ele nem precisou pede licença.

— Se você é tão apaixonada por ele, porque estava chorando? Eu sei que ele também é apaixonado por você, porque ele não parava de falar de você no baile.

— Sério? Mas eu não posso, eu não posso permitir que ele me ame.

— E desde de quando se manda no coração do homem, se lembra que Deus honrou Davi, não pele fato dele manda no coração de Davi, mas sim, pelo fato, dele conhecer o coração de Davi, o homem não controla o coração de outro homem, não se engane.

— Mas eu preciso que ele me odeie.

Aquela foi a última frase que Sofia falou para Lanai naquele dia. No fim do dia, as pessoas foram perguntar o porquê de Pedro e Sofia terem cabulado a aula naquele dia, mas Sofia dizia que preferia não dizer, já Pedro respondia sempre com o rosto molhado e com raiva. Uma semana havia passado desde então, e parecia que aqueles dois nunca haviam se visto antes, Jasper e Vitória já havia percebido, mas preferia não tocar diretamente no assunto.

— Oi.

— Oi.

— Como você está?

— Estou bem, não está vendo?

— EITA! Eu estou lhe devendo alguma coisa e não sei?

— Eu só não estou para papo.

— E quando foi que eu te perguntei se você, estava não para conversa?

— … Diz logo Vitória o que deseja.

— Quero saber se realmente está tudo bem… E quero saber porquê está mentindo para mim.

— Desculpa, eu só estou um pouco estressado.

— Ah, é e porquê?

— Ah, é muita coisa na cabeça… E ainda temos várias aulas hoje e estou super atrasado nas matérias.

— Eu acho que você precisa de um banho de cachoeira.

 — Não, água não me trás coisas boas, ainda mais cachoeira.

— Mas você vai tomar banho de cachoeira sim.

— Porquê?

— Porque eu não quero ver o meu irmão triste.

— Eu só voltarei sorrir quando ela dizer o porquê de não pode me amar.

— … Talvez ela esteja com medo.

— Medo? Porquê medo?

— Porque muita gente morreu por não contar a verdade do seu paradeiro, porque ela foi assediada por ser a princesa desaparecida, porque ela viu a amiga sendo morta pelo próprio pai, porque ela souber que os tios morreu a protegendo, ela só está com medo, ela não quer vê ninguém mais morrendo por ela.

— Então… Então eu errei dizendo que a amava?

— Não, antes tarde do que nunca.

— Então me diga, o que eu faço agora?

— Espere por ela, se verdadeiramente a ama, espere por ela.

— Então eu preciso falar com ela.

— Então corre… Ah, Pedro, cachoeira é um bom lugar para começar procurar.

E sem perda de tempo Pedro corre até a cachoeira, mas no meio do caminho é parado por Tiago que pergunta para onde ele estava indo naquelas pressas, Pedro responder ofegante dizendo que não podia falar agora porque estava ocupado, pois precisava falar com Sofia, mas Tiago diz que Pedro perderia tempo se ele estivesse pensando em ir para lá, Pedro pergunta se ele sabia onde estava Sofia então, Tiago diz que ela havia dito que iria para a cozinha, pedro pergunta se ele estava falando sério, Tiago diz que sim e Pedro sai as pressas. Assim que Pedro chega na cozinha do castelo, encontra Sofia, navegando em seus pensamentos.

— Sofia!

— Pedro! O quê está fazendo aqui?

— Eu te espero, não importa quanto tempo for, eu te espero, porque por você vale a espera, você vale cada tempo investido, você vale cada sorriso, cada lágrima, para me você vale tudo nessa vida. Eu me apeguei a você mais do que imaginava, me apeguei ao brilho desses olhos castanhos… E quando percebi era por eles que eu procurava em meio a essa multidão sóbria.

— Eu te amo Pedro Henri, eu te amo mais do que tudo.

Pedro sorrir para Sofia e os dois se abraçam, como se não houvesse amanhã.

E em outro lugar do castelo, Vitória caminhava com Kiara até o dormitório da nação do Fogo quando no meio do caminho olha para o pátio de grama verde, e se depara com Nyx beijando Jasper, Vitória não acredita no que estava vendo.

— Vitória, você está bem? — Perguntar Kiara que vê sua amiga paralisada.

— Vamos sair daqui!

— Espera, não íamos avisar o pessoal? VITÓRIA! Espera.

Vitória sai correndo antes que um dos dois as visse ali.

— Vitória, porquê não me esperou?

— Eles estavam se beijando…

— Eles quem?

— Jasper e Nyx… Eu não queria incomodar.

— Sinto muito, amiga.

— Sente? Porquê? Eu estou bem.

— Aham… Você quer sair daqui?

— Quero.

— Então vem.

Por mais que Vitória tentasse disfarçar, ela não conseguia, a sua feição demonstrava tudo o que a sua boca não dizia

— NYX! O quê acha que está a fazer?

— Desculpa Jasper! Eu te vi parado aí de cabeça baixa e achei que era o Giupi.

— Não, eu não sou.

— Eu ainda não me acostumei com o seu cabelo.

— Tudo bem, só presta mais atenção, a partir de agora.

— Pode deixar, eu não quero que isso se repita também.

— Ok, então você e o Giupi estão juntos?

— Sim, não faz muito tempo.

— Então, parabéns! Vocês são literalmente opostos, mas formam um belo casal.

— Obrigado Jasper, agora eu preciso ir, tchau.

— Tchau.

......................

— Oi, Kiara, você viu a Vitória? Estou atrás dela há um tempinho.

— Você tem certeza que era dela que você estava atrás!?

— Como assim? Do que está falando?

— Eu vi, na verdade, ela viu, você e Nyx se beijando.

— O quê? Não, isso não é verdade, nós não estávamos nos beijando, ela me beijou sem querer.

— Sem querer? Ah, ela tropeço e deu de boca na sua boca.

— Eu não estou mentindo.

— Jasper, você não deve satisfação para mim, eu não quero que você machuque ela.

— Onde ela está?

— Está na varanda.

Vitória navegava em seus pensamentos profundos.

— Está vestida na mesma roupa quando te vi pela primeira vez.

— O quê está fazendo aqui?

— Eu queria conversar com você.

— Mas eu não.

— E porquê?

— Porquê eu não quero, vai me a força?

— Claro que não… Eu não beijei ela.

— O quê?

— Eu não beijei ela, ela me confundiu com o Giupi, eu estava de cabeça baixa e ela acabou achando que era ele.

— … Certeza?

— Sim.

— Mas eu não ligo, você é livre.

— Não, eu não sou, eu estou preso.

— Preso a quem?

De repente se ouvi um trovão e o céu escurece.

— O quê foi isso?

— Sofia.

Jasper segura na mão de Vitória e sai a correr, e no meio do caminho encontrar Kiara, Jasper pergunta se ela sabia o que havia acontecido, mas Kiara responder que não, quando Bia aparece perguntado se eles havia ouvido o trovão, e se eles sabia o que era, e Levi e Avana chega na hora dizendo que eles precisavam ir com eles, Levi entrega uma bolinha brilhante para cada um e diz para eles jogarem no chão e mentalizar o salão real, assim cada um faz. Quando chegam no salão encontram Pedro em desespero, e o professor Melchior juntamente com todos os outros professores e alunos.

— O quê está acontecendo aqui? Cadê Sofia.

— Pedro? O quê você tem?

— Sofia, Sofia foi levada… Eles a levaram — Pedro diz com a voz trêmula.

— O quê? Não, isso não pode ser verdade.

— Jasper, Vitória, pegaram ela o que eu faço?

De repente algo aparece do nada caindo no chão era Sofia, estava desacordada, alguém grita, Pedro ao ver empurra Jasper que estava em sua frente e sai correndo até ela, logo Jasper e Vitória vão atrás.

— Se vocês se aproximarem mais um passo dela, nós a matamos.

— Como conseguistes entrar aqui.

— Olá Melchior. Então sua segurança não é pariu para mim.

Todos estavam com medo.

— Sabe Melchior, eu não entendo… Eu não entendo como as pessoas conseguem confiar em você, nessa academia, vocês dizem que daqui vão sair grandes heróis, mas até hoje nenhum conseguiu vencer o vilão.

— E quem disse que não existiu.

— Quem é a pirralha?

— Eu sou a filha daqueles que já derrotam alguns de vocês, eu sou Vitória Metlin.

— Hora, hora, hora, se não é uma Metlin, eu tive o desprazer de conhecer os seus pais, mas eu tive o prazer de matar os seus pais… Você carrega a beleza de sua mãe, e é irritante como o seu pai.

— Eu odeio você!

— Pena que eu não pedi a sua opinião.

— Ah é, mas esse tipo de opinião eu não dou para quem pede eu dou para quem merece.

— Vitória não irrita ele, é a vida de Sofia que está em risco — Diz Pedro.

— Eu acho melhor escutar seu amiguinho.

— Morteu, eu ordeno que fique longe deles.

— Se não você vai fazer o quê?

— Já se esqueceu que nunca deve entrar no caminho dos magos!?

— Até onde eu sei, aqui só tem dois.

Gaspar aparece entrando pela porta do salão real, e alguns dos morteus que sabiam o que poderia acontecer começa a desaparecer, os três magos estavam juntos outra vez, como antes, mas os morteus não desistiria tão fácil, pois o que eles queriam estavam na sua frente, depois de anos. O morteu que ainda estava em forma de pessoa agarra Sofia pelo pescoço (que ainda estava desmaiada) e a levanta, pega um punhal e diz que se alguém aproximasse ele a mataria, (tudo estava acontecendo rápido), os três magos Melchior, Baltazar e Gaspar, seguram na mão um do outro e gritam dizendo "Que ruja el león y tiemble la tierra". Mas o morteu imediatamente enfia o punhal no coração de Sofia, mas antes de chegar no seu coração se escuta um grande rugido e o punhal gira poeira. Os outros morteus que era como sobra também vira poeira no ar, mas aqueles que ainda tinham forma de pessoas começar a se decompor, os seus corpos se consumiam, até virarem brasas vivas.

  Havia acabado tudo, todos os tormentos, aquele rugido não era qualquer coisa, havia limpado a mente de Sofia, a maldição lançada sobre sua vida, havia sido queimada, porque na verdade foi dito que, se alguém guarda a palavra dele, nunca ninguém verá a morte. Pois nele está a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

Enquanto Sofia estava ali ainda desmaiada no chão, aparentemente teve a sua última visão.

— Olá, Sofia Black.

— Quem está aí?

— Não podes ver o meu rosto, pois se visse, teria que morrer, e não és digna de vê.

— Eu já não estou morta?

— Não, ainda não é chegada a sua hora.

— E quando será?

— O futuro só a me pertence, viva dia após dia… Vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém tirará, agora deves ir.

— Antes de eu ir… Será que pode falar o seu nome?

— Sou o seu melhor amigo.

Sofia acorda e estava em sua cama, Pedro sentado na beirada da cama e Jasper estava abraçando com Vitória.

— Muita tristeza para pouca gente.

— Sofia!

— Oi Pedro.

— Você está bem? Está precisando de algo? Que come alguma coisa?

— Calma Jasper, deixa Sofia respirar — Diz Vitória.

— Eu acho que já vi essa cena — Responde Sofia, sorrindo.

......................

Uma semana depois de tudo aquilo, as respirações profundas não eram, mas de preocupação, eram de alívio, as coisas estavam se encaminhando super bem.

— Oi.

— Oi.

— Como você está?

— Estou bem… E você?

— Mais ou menos.

— Ah é… Porquê?

— Amanhã terá a seleção na tribo do fogo, para ver quem irá participar do torneio de espadas.

— Amanhã também acontecerá na tribo da Terra, na verdade será em todas as tribos.

— É como está se sentindo em sabe que será selecionada?

— Não estou com essa expectativa toda.

— E porquê? Você é a melhor.

— Você está sendo um puxado de saco e eu não fui muita boa essa semana, nas aulas.

— Ah, para com isso, você é a melhor e vai vencer… O quê acha de tomarmos uma vitamina de abacate?

— Eu amei a ideia!

No dia seguinte havia chegado, porém ainda era madrugada, Vitória estava na biblioteca estudando.

Essa era uma das coisas que Vitória havia observado que a sua mãe fazia sempre, antes de ir para o palácio em Aramat, o seu estudo era sobre a arte da luta e poder etc.

Assim que o sol nasce todos se preparam e seguem os seus caminhos, cada um para se encontrar com suas "Deusas", a seleção seria rápida e seria apenas duas pessoas de cada nação.

Na nação do Ar:

 Pertencentes da Nação do Ar, vocês aprenderam muitas coisas nesse tempo que vocês estão aqui, mas precisam saber, que não serão todos vocês que entraram naquela arena, mas serão dois de vocês, apenas dois, e serão vocês, Avana e Levi.

Na nação da Água:

Os melhores sempre foram selecionados, é por isso que estão aqui, mas quem entrará lá dentro hoje será, Tiago e Pedro.

Na nação da Terra:

Você adquire força do lugar onde pisam, tem terra debaixo dos pés de vocês, lembrem sempre disso e lutem, nos representem lá dentro, Kiara e Vitória.

Na nação do Fogo:

Força, coragem, determinação, fogo nos olhos, desejam ganhar? Estão ganhem, e não nos decepcione Calix e Jasper.

...****************...

Era a tarde e a arena estava lotada.

A ansiedade não cabia no peito daqueles que torcia, imagina para aqueles que iria duelar. Depois de um longo e tremendo discurso, o combate começou, era dupla contra dupla. No fim da luta, Levi sai com o braço sangrando do corte que Kiara havia feito, e Kiara estava com a perna machucada que Avana havia machucado tentando defender Levi, todos participantes estavam com algum corte e machucado, mas o de Kiara e Levi eram os mais profundos. Depois do combate Kiara e Levi foram levados para a enfermaria, mas estavam bem apesar disso. No dia seguinte, somente no dia seguinte havia sido anunciado a nação vendedora, e que havia sido a nação do Fogo, o mais harmonioso de tudo foi que todos haviam comemorado junto, apesar de quem ganhou ou perdeu, pois a vitória era de todos, a comemoração prolongou-se até a noite, e no outro dia estava todos cansados. No dia seguinte as coisas estavam quietas, pois o silêncio pairava sobre cada um, e quando abriam a boca para dizer alguma coisa, o som quase não saia, as aulas de manhã aconteceu mesmo estando todos cansados, no horário do almoço Jasper não havia sido visto, ninguém sabia do seu paradeiro, o que havia se passado na mente de algumas pessoas era que ele estava ocupado demais com a fama de um torneio que ele nem havia ganhado sozinho.

Na noite daquele momento dia.

— Oi, desculpa, atrapalha vocês, mas vocês viram Jasper? Não o vejo desde hoje cedo.

— Não, não vimos não.

— Obrigado mesmo assim.

— Vitória!

— Oi, Pedro…

— Você ficou sabendo de Jasper?

— O quê? O que aconteceu com ele?

— Vem comigo — Pedro pega uma bolinha das mesmas de Levi e joga no chão segura no braço de Vitória e os dois aparecem no estádio.

— Pedro, o que estamos fazendo aqui? Pedro, Pedro, cadê você?

— Ele não está.

— Jasper? Você está aí, está bem? Fiquei sabendo que havia acontecido alguma coisa com você.

— Eu quero lhe dizer uma coisa.

— O quê?

— Aqui, debaixo desse céu estrelado, com a lua que nos alumia, como sinal de benção, por algum motivo eu não consigo desistir de você, e eu não quero! Eu nunca quis tanto uma pessoa como eu quero te ter, sempre quando escuto a sua voz eu respiro aliviado, eu tenho tanto amor guardado Vitória Metlin. Eu quero ficar com você, só com você, só você me faz sorrir diferente, me mostra como a vida pode ser leve independente da dor que carregamos, você é o meu refúgio em dias caóticos, quando nós nos abraçamos o resto do mundo não importa para mim, você me transborda, você me faz sentir que vou explodir, você faz eu me sentir a pessoa mais especial do universo, você é a pessoa que eu amo Vitória Metlin.

— É você, é sempre você, conheci muitas pessoas, mas nenhuma é como você, então por favor não quebre o meu coração, não me faça despedaçada, eu sei como isso começar, eu já sou machucada demais, não me quebre de novo, eu não aguentaria mais Jasper Davis…

— Jamais, te prometo amor verdadeiro, para não corre o risco do tal eterno acaba, eu te amo Vitória Metlin… Debaixo desse céu que está cheio de estrelas brilhantes que pelo bem visto o brilho delas se compara com o dos seus olhos e essa lua que carregar a formosura que só o seu sorriso tem, venho lhe pedir… Aceita namorar comigo?

— … Sim, claramente, SIM!

Acendeu as luzes das arquibancadas e todos pularam e comemoraram — AEEEEEEEEEEE.

......................

O ano havia ido embora, e as aulas da academia haviam dado por acabado, agora era hora de voltar para casa definitivamente, os laços criados ali seria para a vida toda não importava qual caminho seguido por cada um deles.

— Não importa o caminho que vamos seguir, eu vou sempre te amar.

— Eu também sempre vou te amar Vitória Metlin.

— Promete que vamos nos ver lá fora?

— E claro que sim… E prometo que muitos vão olhar e vão dizer, aquelas são as filhas de Vitória Metlin e Kiara Walter.

Todos se despediram… Os quadros chegaram em casa, e o encontro em todos de Aramat havia sido emocionante, Jasper e Vitória contaram para Diana sobre o seu namorado e Pedro pediu a mão de Sofia em namoro para a Rainha Diana. Semanas depois da sua chegada, Tailon e Sofia se reencontraram, mas Sofia não queria saber de nada, só estava feliz com o reencontro com o amigo, Tailon a desejou muitas e muitas bençãos para o relacionamento dela com Pedro.

...E assim se deu por encerrada essa história....

Não fique triste porque acabou, fique feliz porque aconteceu!

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