Uma semana depois.
O sol brilhava intensamente no céu, iluminando o ambiente com um calor reconfortante enquanto o grande dia se aproximava. O ar estava carregado de ansiedade e nervosismo, criando uma atmosfera eletrizante que envolvia todos os presentes.
Jasper, com o coração acelerado e as mãos trêmulas, tomou a decisão de enfrentar seus pais. Ele adentrou o quarto deles, onde a tensão pairava no ar, e com a voz embargada, começou a compartilhar a notícia que guardara até o último momento. Seus pais, Vânia e Rony, encaravam-no com expressões carregadas de preocupação e incredulidade.
Vânia, com os olhos faiscando de determinação, recusava-se a aceitar a proposta de Lupin para que Jasper e Sofia ficassem juntos. Para ela, era inadmissível sequer considerar a ideia de seu filho se envolver com alguém ligado a Lupin. Sua postura era firme e inabalável, refletindo sua profunda preocupação e proteção maternal.
Enquanto isso, Rony, com um olhar mais compreensivo e uma pitada de esperança nos olhos, via a situação de forma diferente. Ele concordava com a oportunidade. No entanto, Vânia não conseguia compreender a seriedade das palavras de Rony, mantendo-se firme em sua posição contrária.
Vânia olha para Jasper com olhos cheios de preocupação e determinação. Sua voz ecoa no ambiente, carregada de uma mistura intensa de amor e medo.
— Você não vai e, ponto final — Ela diz, com firmeza, mas com um tremor sutil em sua voz, revelando a angústia que a consome.
Rony, ao lado de Vânia, olha para ela com compreensão e carinho, tentando acalmar suas preocupações. Sua voz é suave, mas firme, enquanto ele tenta explicar a situação.
— Não, ele vai sim — Rony responde, sua expressão séria, mas confiante. Ele tenta transmitir a Vânia a confiança que ele tem na decisão de permitir que Jasper vai com Sofia e Lupin.
Vânia se volta para Rony, os olhos marejados, lutando para conter as emoções que fervilham dentro dela. Sua voz treme ligeiramente quando ela responde, reafirmando sua posição como mãe protetora.
— Como assim?... Rony, eu não vou permitir que o meu filho saia de dentro da minha casa com aquela mulher — Vânia diz, sua voz carregada de amor incondicional e preocupação maternal.
Rony coloca a mão suavemente no ombro de Vânia, buscando confortá-la e transmitir sua confiança na decisão que tomaram juntos.
— Querida, eu sei que você está preocupada e isso é normal, você é mãe, mas eu sou o pai dele e não vejo nenhum problema em ele ir — Rony explica, sua voz calma e segura, tentando acalmar o coração aflito de Vânia.
A tensão no ambiente aumenta à medida que Vânia expressa suas preocupações e angústias com uma mistura avassaladora de emoções passadas e presentes.
— Claro que não, você nunca vê o problema, como há 14 anos atrás você também não viu o problema — Vânia desabafa, sua voz carregada de ressentimento e mágoa, relembrando do passado.
Ela se recusa a ceder, determinada a proteger seu filho a todo custo. Sua voz ecoa com intensidade, transbordando de amor materno e uma determinação feroz.
— Eu não vou permitir que o meu filho seja levado por aquela mulher, não é justo... A 14 anos atrás eu não aceitei, você aceitou por nós, Sofia chegou, agora ela está indo embora, e você está querendo que eu permita que o meu filho vá junto... A resposta é não! — Vânia declara, sua voz tremendo com a dor do passado e o medo do futuro.
As lágrimas ameaçam cair dos olhos de Vânia, sua voz embargada refletindo a dor de uma mãe que teme perder mais do que pode suportar.
— Ganhamos Sofia e agora estamos perdendo ela, e você vem com esse papinho querendo que eu deixe meu filho ir junto para me perder ele também? Não, não e não! — Vânia exclama, com a determinação de uma leoa, protegendo seu filhote.
Em meio ao turbilhão de emoções, Jasper, com voz calma e segura, tenta acalmar o coração atribulado de sua mãe.
— Mãe, a senhora não estará me perdendo, eu estarei indo proteger Sofia — Ele diz, com uma convicção serena, tentando transmitir tranquilidade e esperança em meio ao caos emocional que os envolve.
— Proteger? Você é só um menino, não é um guarda-costas...— Vânia responde, com um misto de desespero e resignação em sua voz, expressando sua preocupação com a segurança de seu filho diante dos perigos iminentes que os cercam — Meu filho, não servimos para eles ou elas, seja lá quem for... Éramos necessários enquanto Sofia estava considerada segura, agora ela vai ser levada daqui porque nossa casa não é mais um lugar seguro, é assim que eles pensam — Vânia desabafa, sua voz carregada de resignação e tristeza diante da realidade implacável que os confronta.
— Jasper, deixe-me conversar com sua mãe — Rony diz, buscando trazer um momento de calma e diálogo em meio ao turbilhão de emoções e conflitos que envolvem a família nesse momento delicado.
Jasper saiu do quarto de seus pais com passos apressados e determinados, seu coração batendo forte no peito, sua mente tumultuada por dúvidas e incertezas. Ao se sentar na cama em seu próprio quarto, um turbilhão de pensamentos invadiu sua mente, deixando-o confuso e perdido. Ele se perguntava se estava tomando a decisão certa ao considerar partir, deixando para trás sua família e amigos. E se um inimigo mortal como o Morteus atacasse novamente na sua ausência? E se Sofia precisasse desesperadamente dele?
Foi então, no meio desse mar de dúvidas, que seus olhos se fixaram em algo sobre a cômoda em frente à janela. Uma foto. E ali, registrados naquela imagem, estavam eles: Jasper, Sofia, Vânia, Rony e, quase imperceptível ao fundo, Catrina. Foi a primeira vez que Jasper reparou na presença de Catrina naquela foto, e um sentimento avassalador tomou conta dele. Uma urgência incontrolável de falar com alguém, de desabafar, de buscar consolo e orientação.
Sem hesitar, Jasper levantou-se num ímpeto e saiu correndo do quarto, passando apressadamente pelo ambiente ainda tenso dos pais discutindo, pela cena tocante de Sofia arrumando suas coisas entre lágrimas. Seu coração batia descompassado, seus passos ecoavam pelos corredores até que, finalmente, ele alcançou o destino de sua corrida frenética: o encontro com Catrina.
Ao chegar à casa onde Catrina estava hospedada, Jasper bateu à porta com expectativa e ansiedade, apenas para ser recebido por uma senhora rude que informou que Catrina já havia partido. O brilho nos olhos de Jasper se apagou instantaneamente, um misto de tristeza e desapontamento pairando sobre ele enquanto se encaminhava de volta para casa, com o coração pesado pela ausência da amiga.
No entanto, o destino reservava uma surpresa inesperada para Jasper naquele dia melancólico. Antes de desistir por completo, algo o impulsionou a fazer uma parada em um lugar pelo caminho de volta. Enquanto se aproximava, avistou uma figura distante que lhe era familiar. Seu coração acelerou, suas pernas se moveram mais rápido do que nunca, e ele correu em direção à pessoa, chamando pelo nome dela com todas as forças.
Catrina virou-se ao ouvir seu nome sendo gritado, e no instante em que seus olhares se encontraram, um turbilhão de emoções tomou conta de Jasper.
— Oi. — Diz Jasper ofegante.
— Oi. — Responde Catrina com um enorme sorriso no rosto.
— Eu tinha ido atrás de você, mas aquela senhora disse que você já havia ido embora.
— Eu não podia e embora sem antes passar aqui.
— Por quê?
— Foi aqui que eu, você e Sofia, nos conhecemos... E também foi aqui que...
— Eu te beijei. — Jasper diz olhando dentro dos olhos de Catrina, que também estava com um leve sorriso no rosto.
— Estão... O que você queria falar contigo? — Catrina pergunta tentando quebrar o clima que ficou entre os dois.
— Queria te perguntar uma coisa…
— O que?
Jasper e Catrina se acomodaram na grama verde, Jasper, com o coração aberto, desabafou para Catrina, revelando todas as turbulências e incertezas que tumultuavam sua mente.
Com cada palavra dita por Jasper, Catrina ouvia atentamente, demonstrando sua característica: paciência e empatia. Ela se dedicava a compreender plenamente a complexidade dos sentimentos de Jasper, permitindo que ele se expressasse livremente, sabendo que suas palavras seriam acolhidas com carinho e compreensão.
O silêncio respeitoso de Catrina enquanto Jasper desabafava mostrava sua capacidade de ouvir, de absorver as angústias alheias sem julgamento. Era como se, ao ouvir Jasper, ela conseguisse enxergar além das palavras, captando a essência de seus anseios e medos mais profundos.
E assim, entre a grama verde e a brisa suave que acariciava seus rostos, Jasper encontrou em Catrina não apenas uma ouvinte atenta, mas também uma amiga verdadeira, alguém com quem podia compartilhar suas dores e alegrias sem reservas. O momento de confidências fortaleceu ainda mais o vínculo especial que existia entre eles, selando uma conexão baseada na confiança mútua e na verdadeira compreensão.
Catrina, com sua sabedoria e compaixão, segurou a mão de Jasper em um gesto de solidariedade e apoio, transmitindo conforto e serenidade com suas palavras amorosas:
— Não se preocupe. Aqueles que se amam de verdade nunca se separam, apenas andam juntos por caminhos diferentes.
Jasper, tocado pela ternura e compreensão de Catrina, agradeceu emocionado:
— Obrigada, mais uma vez — Uma única lágrima escorreu por seu rosto, carregando consigo a intensidade das emoções que transbordavam de seu coração, revelando a profunda gratidão que sentia por ter Catrina ao seu lado naquele momento de vulnerabilidade.
A revelação de Jasper sobre a compreensão de Sofia em relação a Catrina trouxe à tona um novo entendimento e valorização da presença da amiga — Agora entendo o porquê de Sofia sempre querer ouvir seus conselhos — Expressou Jasper, reconhecendo a sabedoria e a bondade que emanavam de Catrina e que tocavam a todos ao seu redor.
Catrina, humilde e gentil como sempre, respondeu com modéstia:
— Eu digo o que posso, acredito que não é muita coisa — Sua humildade e simplicidade na forma de ajudar e aconselhar mostravam a sua grandeza de alma e a generosidade do seu coração, fazendo de Catrina não apenas uma amiga, mas também um farol de luz e conforto para aqueles que dela se aproximavam.
Quase meio-dia, enquanto Jasper se despedia de Catrina após um momento de conexão e conforto. Antes de partirem, Jasper convida Catrina para passar em sua casa antes de ir embora, e ela concorda.
Ao retornar para casa, Jasper encontra seus pais e Sofia na sala, imersos em um silêncio carregado de tristeza e preocupação. A sensação de melhora que Jasper havia experimentado ao lado de Catrina desvaneceu diante da cena pesarosa que encontrou em sua família. A tristeza retorna, envolvendo-o novamente em um véu de emoções conflitantes.
Enquanto o relógio marcava o meio-dia e a incerteza pairava sobre a chegada de Lupin, a presença da família reunida na sala denotava a espera ansiosa e a apreensão pelo retorno da pessoa ausente. Ninguém sabia ao certo a hora em que Lupin voltaria, mas todos tinham a certeza de que isso aconteceria a qualquer momento.
E então, como se fosse um raio inesperado, Lupin surge diante deles, no meio da sala, trazendo consigo um turbilhão de emoções e surpresas. O encontro repentino e inesperado deixa todos atônitos, mas também repletos de sentimentos que transbordavam em meio ao reencontro tão aguardado. O destino reservava mais uma reviravolta na casa dos Davis abrindo caminho para novos capítulos e emoções intensas que estavam por vir.
— Voltei, estão todos preparados!?
Sofia, com os olhos inchados de tanto chorar, não conseguiu conter as lágrimas que continuavam a escorrer por suas bochechas. Jasper, olhando para seus pais com uma mistura de apreensão e determinação, fez a pergunta crucial: qual era a última palavra deles, um simples "sim" ou "não".
O silêncio pesado pairava no ar, enquanto Sofia, confusa e angustiada, buscava entender o que estava acontecendo. Rony, com sua voz firme e preocupada, expressou a necessidade de Jasper cuidar de si mesmo e de Sofia, lançando um olhar de apoio e encorajamento ao filho.
Vânia, a matriarca da família, não conseguiu conter as emoções que transbordavam de seu coração. Com um gesto suave e carinhoso, ela tocou o rosto de Jasper, transmitindo amor e proteção. Um beijo na testa selou o carinho e a ternura que permeavam a relação entre mãe e filho, desencadeando um turbilhão de sentimentos contidos.
Jasper, com o coração apertado pela dor e pela incerteza, abraçou sua mãe com força, permitindo-se chorar junto com ela, compartilhando a angústia e a tristeza que os envolviam. Logo em seguida, Rony se juntou ao abraço, formando um círculo de apoio e amor familiar em meio à tempestade emocional que os assolava.
Vânia, em um gesto de compaixão e união, chamou Sofia para se juntar ao abraço coletivo, reconhecendo a dor e a dificuldade que todos estavam enfrentando juntos. O calor dos abraços, o som dos soluços e o peso da emoção compartilhada preenchiam o ambiente, revelando a força e a fragilidade da família diante dos desafios que a vida lhes impunha.
Lupin, consciente da importância do tempo e das despedidas inevitáveis, interrompe o momento familiar para anunciar que era hora de partir. Vânia, com sua doçura e amor maternal, beija a bochecha de Jasper e Sofia, transmitindo seu afeto e apoio naquele momento de despedida. Rony, com um abraço apertado, expressa seu carinho e cuidado pelos filhos enquanto eles se preparam para seguir em frente.
Ao saírem para a parte de fora da casa, Jasper e Sofia se deparam com Catrina, e a emoção do reencontro os envolve em um abraço caloroso e reconfortante. Jasper corre para abraçar Catrina, enquanto Sofia observa de longe, ainda distante em suas emoções. No entanto, a presença de ambas ali, no mesmo espaço, traz à tona uma série de emoções e memórias compartilhadas que transcendem as barreiras do passado.
O que antes parecia separar Catrina e Sofia, agora se transforma em um elo poderoso que as une. Em um gesto de coragem e vulnerabilidade, Catrina corre em direção a Sofia, e as duas se abraçam, deixando as lágrimas rolarem livremente. Em meio às lágrimas e aos suspiros emocionados, Sofia pede desculpas a Catrina, mas esta, com compreensão e amor, assegura que está tudo bem, que o perdão e a aceitação são mais fortes do que qualquer desentendimento do passado.
O olhar profundo e significativo que Catrina dirige a Sofia revela não apenas perdão, mas também uma nova compreensão e conexão entre elas.
— Eu te amo muito e quero que guarde consigo uma coisa, Eu quero que dance não para se exibir ou para impressionar, mas pelo simples prazer de dançar.
— Como assim?... Essa eu não entendi.
— Você vai entender… Apenas lembre… Não importa a distância que nos separa, mas sim o amor que nos une.
— E para mim? Não tem nenhum conselho?…
— Não, mas tem uma coisa que quero fazer desde hoje mais cedo.— Catrina puxa Jasper para mais perto de si e lhe dá um beijo, ele intensificou o beijo, mudando de ângulo, em seguida Jasper pergunta o que aquilo significaria e ela responde: — O beijo é um segredo que se conta à boca e não ao ouvido Jasper… — Diz ela sorrindo.
— Vamos? — Diz Lupin apresando as coisas.
— Vamos... Pai, mãe, Amo vocês.
— Também amamos você meu filho.— Diz Vânia chorando.
— Até logo, Catrina.
— Até, Jasper Davis.
— Tio, tia...
— Sofia… Olha, não se preocupe, tá bom… Jasper vai estar com você. — Sofia balança a cabeça concordando.
— Catrina...
— Sofia... Até logo minha amiga. — As duas se abraçam.
— Amo vocês.
— Precisamos ir agora... Vânia, Rony , até logo, Sofia , Jasper segurasse.
Jasper segura a mão de Sofia e, juntos, ela segura o ombro de Lupin, desaparecendo em uma nuvem de fumaça. Sofia retorna para casa, mas não sozinha, pois seu irmão a acompanha. Enquanto isso, Jasper e Sofia surgem no portão de um magnífico palácio, envoltos em beleza e mistério, mas sem a presença de Lupin ao seu lado.
Diante da imponência do palácio e da incerteza do que fazer a seguir, Jasper e Sofia se veem em um momento de decisão e descoberta. Em meio à atmosfera enigmática e grandiosa que os cerca, Jasper volta seu olhar para Sofia, buscando nos olhos dela uma resposta ou um sinal sobre o que fazer a seguir.
A troca de olhares entre Jasper e Sofia carrega consigo a essência da confiança e da cumplicidade que os une, mesmo diante do desconhecido e do inesperado.
— Vamos entrar?
Enquanto seguravam as mãos e se preparavam para adentrar o palácio, Sofia era tomada por sensações intensas: sua mão gelada, o coração acelerado, o suor frio escorrendo pela testa. Jasper, percebendo o nervosismo da amiga, tenta acalmá-la, assegurando que ele está ali ao seu lado, pronto para enfrentar o desconhecido juntos.
Sofia, balançando a cabeça em concordância e buscando controlar a respiração, absorve as palavras reconfortantes de Jasper e tenta acalmar seus nervos diante da iminente multidão que os aguarda do outro lado do portão. Com determinação e coragem, Jasper e Sofia empurram o portão, revelando uma cena surpreendente: uma grande multidão reunida, ansiosa pela presença de Sofia.
A visão da multidão os deixa paralisados, sem saber ao certo como reagir diante da recepção calorosa e imponente. Em meio ao silêncio tenso, um homem sussurra instruções para que comecem a andar, rompendo o impasse e dando início a uma jornada cheia de mistérios e desafios.
Sofia, sentindo a pressão do momento, vira-se para Jasper e, com determinação na voz, diz:
— Eu vou quando você for.
— Estão, vamos.
O soldado separa Jasper de Sofia, a jovem sente a ansiedade crescer dentro de si. Jasper, demonstrando sua confiança em Sofia, concorda em deixá-la seguir sozinha, prometendo encontrá-la depois. Com palavras de encorajamento, ele incentiva Sofia a se manter calma e focada, lembrando-a de que quanto mais rápido ela agir, mais rápido o desafio será superado.
Sofia, lutando contra os nervos e confiando em sua própria força, começa a avançar em direção ao palácio. Mesmo diante da pressão e do desconhecido, ela mantém a compostura, acenando e sorrindo para as pessoas ao seu redor, demonstrando coragem e determinação em cada passo dado.
Caminhando com determinação, Sofia chega até a porta do palácio, onde a Rainha Diana, sua mãe, lhe esperava. Os olhos da rainha transbordam de emoção, com lágrimas de alegria refletindo a felicidade estampada em seu rosto. Em um gesto de amor e acolhimento, Rainha Diana abraça Sofia, transmitindo todo o carinho e orgulho que sente pela filha.
Em um sussurro cheio de emoção, a Rainha Diana diz.
— Eu senti tanto sua falta.
Sofia sorri com educação.
— Povo de Aramat… é uma honra dividir a minha felicidade com vocês... E sim... A princesa Sofia voltou! — A grande multidão aplaudia e comemoravam.— Escutem!… Amanhã teremos uma declaração, vinda diretamente dela, mas agora acredito que ela queira descansar um pouco, nesse momento.
Depois da pequena declaração o povo foi dispensado, e os burburinhos haviam começado, Sofia já preparada para entrar, escutar alguém grita por seu nome.
— Jasper?
— Graças a Deus, cheguei rápido.
— É mesmo, se não eu teria te matado.
Após a chegada de Sofia e Jasper, a Rainha Diana toma a iniciativa de organizar os detalhes para garantir o conforto e a segurança de Sofia e seu convidado Jasper. Convocando as cozinheiras para prepararem o jantar real, as camareiras para decorarem o quarto de Jasper conforme seu gosto e para arrumarem o quarto de Sofia mais uma vez, a rainha demonstra sua atenção aos mínimos detalhes.
Além disso, a Rainha Diana solicita mais segurança ao palácio, garantindo a proteção total do ambiente e de todos os presentes. Em seguida, ela pediu para chamarem duas pessoas que desejava apresentar a Sofia e Jasper: dois jovens, um menino e uma menina.
— Jasper, Sofia… esses são Vitória e Pedro.
— Olá Vitória Metlin…
— Olá Sofia… Sofia Black.
— É, eu sei quem é você.
Vitória Metlin, com seu cabelo loiro ondulado, olhos claros e boca rosada, exibe um ar de desconfiança e mal humor em seu rosto, revelando uma personalidade intrigante e enigmática.
— Bem, obviamente eu serei Pedro... Pedro Henri.
Por outro lado, Pedro Henri, com seus olhos castanhos escuros brilhantes e um sorriso encantador, contrasta com a postura reservada de Vitória, trazendo uma energia calorosa e acolhedora. Sua presença carismática e confiante adiciona uma nova dinâmica ao encontro.
— Olá, aos dois, eu sou Jasper Davis.
Enquanto isso, Jasper Davis se apresenta de forma simples e direta, destacando-se pela sua sinceridade e abertura. Sua presença amigável e tranquila cria um contraste interessante com as emoções conflitantes que parecem permear o encontro entre Sofia, Vitória e Pedro.
O clima meio tenso ficou entre os quatro.
— Bem, acredito que os quatros estão apresentados, quero comunicar uma coisa... Bem, Pedro, eu colocaria você para apresentar o palácio para Jasper, mas eu vou preferir que mostre a Sofia, pois… Enfim você sabe, e Vitória, você ficará responsável mostrar para Jasper.
— Ok madri- quero dizer, Rainha… Licença, vamos. — Vitória chama Jasper de cara fechada.
Os quatros se separaram, Vitória vai com Jasper, enquanto Sofia ia com Pedro.
— Porquê a Rainha Diana não quis que a Vitória me mostrasse o palácio? — Sofia já havia despertado sua curiosidade. — Eu não me importo que seja você, não me entenda mal, até porque pareceu que ela não foi muito com minha cara, mas por quê?
— Bem, a Rainha conhece muito bem a Vitória, e sabe para onde ela te levaria.
— Para onde seria?
— Centro de treinamento, não é que não seja importante, até porque eu e Vitória vivemos lá, mas você precisa disso.
Pedro ao abrir a porta e depara com uma sala repleta de vestidos, maquiagens, sapatos e uma pista de dança, Sofia fica perplexa com a cena diante de si. Pedro, seguindo ordens e já familiarizado com a situação, explica a Sofia a razão por trás daquela preparação elaborada.
Explicando que como uma princesa, Sofia precisa estar sempre pronta e impecável para eventos importantes, como o banquete real e as danças que se seguirão. Pedro destaca a importância da imagem e da representação pública de Sofia, ressaltando que ela terá a responsabilidade de dançar com príncipes de outros reinos e com o comandante do reino de Aramat.
A revelação da agenda repleta de compromissos e a necessidade de Sofia se preparar para o banquete real e as danças com figuras importantes revela a complexidade e as expectativas que recaem sobre seus ombros como princesa. A sala repleta de opções de vestuário e maquiagem simboliza não apenas a necessidade de Sofia se apresentar de forma impecável, mas também a pressão e os desafios que ela enfrentará ao lidar com as demandas da realeza e das relações diplomáticas entre os reinos.
Sofia fala que sabia muito bem como se porta a mesa mesmo não tendo crescido no reino.
A postura firme e determinada de Sofia diante dos desafios que se apresentam revela sua força interior e sua autenticidade, mesmo diante das pressões da realeza. Ao afirmar que sua essência não seria alterada por um vestido ou por convenções sociais, Sofia demonstra sua confiança na sua identidade e nos valores que a definem como pessoa.
Pedro, compreendendo a perspectiva de Sofia, concorda com sua visão, reconhecendo a importância da autenticidade e da integridade em meio às exigências da realeza. No entanto, ele lembra a Sofia das responsabilidades que recaem sobre ela como princesa, destacando a necessidade de se preparar para o banquete real e o discurso que terá que proferir no dia seguinte.
A notícia do discurso a ser realizado no dia seguinte deixa Sofia impressionada e um tanto apreensiva, mas Pedro, com sua confiança e apoio, incentiva-a a relaxar e a se divertir durante os preparativos. Ele a encoraja, acreditando em sua capacidade de enfrentar os desafios com leveza e determinação, sem precisar se esforçar demais.
Diante da complexidade do momento, Pedro sugere que comecem pelo ensaio do discurso, considerando-o a parte mais desafiadora e crucial da preparação. A necessidade de Sofia transmitir uma mensagem significativa e impactante a seu povo coloca-a diante de um novo desafio, que exigirá não apenas habilidade linguística, mas também emoção e conexão com sua audiência.
O apoio e a orientação de Pedro oferecem a Sofia um suporte valioso nesse momento crucial, auxiliando-a a se preparar da melhor forma possível para o banquete real e o discurso que marcarão um novo capítulo em sua jornada no palácio de Aramat.
Já em outro lugar do palácio, lá estava Vitória e Jasper, Vitória havia levado Jasper para o centro de treinamentos assim como Pedro havia previsto.
A dinâmica entre Vitória e Jasper revela um contraste interessante entre suas perspectivas e personalidades. Enquanto exploram o centro de treinamentos do palácio, Vitória demonstra sua preferência por ambientes práticos e funcionais, onde ela se sente mais à vontade e no seu elemento. Sua aversão às formalidades da realeza e às tarefas de apresentação do palácio para Sofia reflete uma personalidade direta e focada em suas próprias prioridades.
Por outro lado, Jasper, impressionado com a grandiosidade e os detalhes do palácio, mostra-se aberto e curioso diante de cada novidade que descobre. Sua disposição em explorar e se encantar com o ambiente ao seu redor contrasta com a postura mais reservada e prática de Vitória.
A relutância de Vitória em lidar com as formalidades e os protocolos da realeza, preferindo concentrar-se em suas atividades no centro de treinamento, evidencia sua autenticidade e sua determinação em seguir seu próprio caminho. Sua franqueza ao expressar sua falta de interesse pelas obrigações impostas pela realeza ressalta sua independência e autoconfiança.
O diálogo entre Vitória e Jasper revela as diferentes perspectivas e motivações que impulsionam cada um, criando uma dinâmica intrigante e potencialmente conflituosa. Enquanto Jasper busca entender as razões por trás das palavras de Vitória, a jovem loira mantém sua postura firme e decidida, deixando clara sua posição e suas preferências em relação ao seu papel no palácio de Aramat.
Já horas depois: Jasper e Vitória com tempo passado juntos explorando o palácio, compartilhando histórias e risadas revela uma relação de cumplicidade e camaradagem entre os dois. As conversas sobre eventos históricos, vitórias em batalhas e outros assuntos interessantes criaram um ambiente de aprendizado e descontração.
Ao retornarem para dentro do palácio, Vitória reconhece a necessidade de cumprir suas responsabilidades e encerrar o passeio, deixando claro que precisava se dedicar a outras tarefas. Jasper, demonstrando seu apreço pela companhia de Vitória, expressa sua lamentação pelo fim do passeio, destacando o quão divertido e enriquecedor foi o tempo que passaram juntos.
Vitória, embora precise seguir em frente com suas obrigações, compartilha o sentimento de diversão e apreciação pelo tempo compartilhado com Jasper, mas que precisava ir.
Já com Pedro e Sofia…
Diante da tentativa de Pedro em ensinar-lhe passos de dança desconhecidos, Sofia confia em suas habilidades e experiências prévias, fruto da educação e do apoio de sua família amorosa e inteligente.
Embora reconheça a importância das tradições e etiquetas da realeza, Sofia valoriza as lições e os ensinamentos adquiridos ao longo de sua vida, incluindo a arte da dança, que foi transmitida por sua família. Com um gesto decidido, Sofia se levanta da cadeira, mostrando a Pedro que ela não precisa de instruções formais para se destacar na pista de dança.
Com um largo sorriso e determinação, Sofia puxa Pedro pelo braço e demonstra com graciosidade e confiança os passos de dança que aprendeu em seu lar. Sua postura segura e seu talento natural surpreendem Pedro, revelando a verdadeira essência e habilidades de Sofia, que brilham com luz própria.
Enquanto os dois dançavam e se envolviam na magia do momento, o olhar de Pedro se perde na beleza e graciosidade de Sofia, levando-o a uma breve paralisação. A pergunta de Sofia sobre a mudança de comportamento de Pedro o pega de surpresa, levando-o a se desculpar e tentar disfarçar a distração, alegando que estava apenas perdido em pensamentos.
No entanto, antes que a situação pudesse ser esclarecida, a porta se abre revelando a presença de Jasper e Vitória, interrompendo o momento entre os dois.
Vitória, mesmo percebendo a tensão entre Sofia e Pedro, opta por fingir não ter visto nada e focar nas tarefas que precisam ser cumpridas, demonstrando sua determinação em manter a ordem e o protocolo no palácio.
Pedro, reconhecendo a importância de seguir as instruções de Vitória para evitar possíveis problemas com a Rainha Diana, concorda em finalizar a atividade e expressa sua gratidão pelo aviso oportuno. Enquanto isso, o mau humor evidente de Vitória, simbolizado pelo revirar de olhos e a saída da sala bufando, mostra sua frustração e impaciência com a situação.
Por outro lado, Jasper solicita a ajuda de Sofia em uma questão, levando-a a se despedir de Pedro e acompanhá-lo até o lado de fora da sala.
Jasper questiona Sofia sobre o que está acontecendo entre ela e Pedro, Sofia responde de forma tranquila, afirmando que tudo está bem e que Pedro é apenas alguém que a está ajudando com a dança, sem nenhum outro significado por trás disso.
A sugestão de Jasper para que Sofia fique de olhos abertos perto de Pedro indica uma preocupação protetora por parte dele, demonstrando seu cuidado e zelo pela amiga. No entanto, Sofia, confiante na sua relação com Pedro e na natureza da sua interação, rejeita a ideia de que haja algo além de uma simples amizade e colaboração entre os dois.
Ao afirmar que Jasper está exagerando e que não deseja ver esse tipo de atitude vinda dele, Sofia estabelece seus limites e expressa sua confiança nas suas próprias percepções e decisões.
Ainda naquele mesmo dia, quando Vitória se arrumava para a cerimônia real. Pedro compartilha com Vitória seus sentimentos durante a dança com Sofia, admitindo que sentiu uma vontade momentânea de beijá-la, mas optou por agir com respeito e não seguir adiante com esse impulso.
A confissão de Pedro sobre seus sentimentos e a decisão de respeitar os limites e a posição de Sofia como princesa demonstra sua integridade e consideração pela jovem. Vitória, ao ouvir a revelação de Pedro, concorda que ele agiu corretamente, ressaltando a importância de respeitar a posição e a identidade de Sofia como a princesa de Aramat.
O mistério do olhar de Pedro para Sofia intriga e provoca questionamentos na mente da jovem princesa enquanto se prepara para o grande banquete. A dualidade entre as palavras ditas por Pedro e a intensidade do olhar que ele lançou sobre ela desperta curiosidade e incerteza em Sofia, levando-a a se questionar sobre as verdadeiras intenções por trás daquele momento.
A ambiguidade do olhar de Pedro sugere algo além das palavras que foram trocadas entre os dois, deixando espaço para interpretações e possibilidades diversas. Bem, Sofia não podia perder tempo pensando naquilo, talvez era só besteira mesmo.
No banquete real, todos estavam elegantemente sentados ao redor de uma grande mesa ricamente decorada. A atmosfera era repleta de luxo e sofisticação, com candelabros dourados iluminando o ambiente e refletindo-se nas finas louças de porcelana. Os convivas eram uma mistura de nobreza e autoridades, com vários príncipes e princesas, reis e rainhas, todos vestidos com trajes deslumbrantes e joias reluzentes.
Os assentos estava dividindo da seguinte forma:
Na cabeceira da mesa, a Rainha Diana presidia o banquete com elegância e graça. Ao seu lado esquerdo, Sofia estava sentada, emanando uma aura de nobreza e serenidade. Do lado de Sofia, Jasper ocupava seu lugar, exibindo uma postura de confiança.
Ao lado de Jasper, o Príncipe Bernardo da Itália estava acomodado. Apesar de ser um príncipe bem-sucedido, ele sofria de uma doença não contagiosa, que, embora não fosse transmissível, causava desconforto aos que a conheciam. A presença de Bernardo acrescentava uma camada de complexidade e vulnerabilidade à realeza presente no banquete.
No outro lado da mesa, em frente a Sofia, estava sentada Vitória, ao seu lado, Pedro ocupava seu assento, posicionando-se de frente para Jasper, criando uma dinâmica interessante entre eles. Ao lado de Pedro, a Princesa Olivia do reino de Lesotho estava sentada. Conhecida por sua beleza deslumbrante, Olivia também era famosa por sua personalidade reservada e distante, especialmente em relação ao seu reino inimigo.
A tensão entre Pedro e Jasper era palpável, como se estivessem prestes a se enfrentar em um duelo. A antipatia mútua entre os dois era evidente, criando um clima de hostilidade que permeava o ar ao redor deles. Enquanto Pedro e Jasper se encaravam com olhares cortantes, mostrando sua rivalidade latente, Vitória direcionava seu olhar furioso para Sofia, desejando poder expressar sua raiva de forma mais direta.
Para Vitória, Sofia era vista como uma figura falsa e hipócrita, despertando um desejo quase irresistível de confrontá-la. No entanto, Sofia parecia alheia às emoções negativas ao seu redor, pois seu foco estava inteiramente direcionado para o Príncipe Levi, um jovem encantador e carismático. Levi, com seus cabelos escuros e olhos verdes hipnotizantes, comandava metade dos soldados de Bursa com habilidade e gentileza.
Durante a dança real, Levi fez um convite galante a Sofia, convidando-a para dançar no salão magnificamente decorado. Enquanto os dois rodopiavam graciosamente pela pista de dança, Pedro observava a cena com um misto de admiração e ciúmes, testemunhando a harmonia e elegância do casal dançando em perfeita sintonia.
As palavras da Rainha ecoaram pelo salão, descrevendo Levi e Sofia como "dois jovens lindos", reconhecendo a beleza e a elegância que irradiavam durante a dança. Enquanto a Rainha expressava sua admiração, Vitória observava a cena do andar de cima, mantendo seu olhar crítico e julgador sobre o que se desenrolava diante de seus olhos.
Para Vitória, a atmosfera do banquete e a interação entre os convidados pareciam fúteis e sem propósito. Seu olhar de desaprovação refletia sua visão de que tudo aquilo era uma grande perda de tempo e energia, incapaz de compreender a importância ou o significado por trás das interações sociais e cortesias da realeza.
Enquanto a Rainha e os demais presentes apreciavam a beleza e o encanto da dança real, Vitória permanecia distante, enxergando além das aparências e questionando a validade de toda aquela pompa e cerimônia.
Jasper tentava fugir de Olivia, que tentava flertar insistentemente com ele, criava um clima de desconforto e embaraço. Ao encontrar uma oportunidade, Jasper inventa uma desculpa para se afastar, alegando que precisava ir ao banheiro e prometendo voltar em breve. Enquanto conseguia se livrar da atenção de Olivia, Jasper avista Vitória e se aproxima dela lentamente, buscando uma conversa mais sincera.
Com cuidado, Jasper questiona Vitória sobre sua ausência entre os demais casais que pareciam estar desfrutando do banquete com alegria. Intrigado, ele quer entender por que Vitória escolheu se distanciar e não participar das interações sociais com os outros convidados. Em resposta, Vitória revela sua visão crítica e desapegada daquela atmosfera festiva, explicando que, apesar de fazer parte do reino, ela se sente como uma estranha entre eles e não compartilha do mesmo entusiasmo pelos eventos da realeza.
Jasper sorrir e diz que concordava com Vitória porquê normalmente depois do jantar ele não ia dançar, com certeza não, naquela hora Vitória tenta desfaça, mas não consegui, Jasper havia conseguido tira um leve sorriso de Vitória, Jasper olha para a Vitória e ver ela tentando esconder seu sorriso, e pergunta porque dela tentava o esconder, já que ele era tão lindo, Vitória então diz que não havia nenhum motivo para ela andar com os dentes para fora o tempo todo, Vitória então volta a fica seria e diz que ela não era igual a essas outras meninas que gostam de se mostrar para chamar atenção,
— Eu acredito em você, Vitória. Não precisa ficar nervosa desse jeito. Vejo como você é diferente das outras meninas com Sofia.
— Você realmente acha necessário me comparar com Sofia, Jasper?
— Por que você não gosta dela, Vitória?
Vitória muda de assunto rapidamente.
— Preciso ir, Jasper.
— Para onde você vai?
— Vou para bem longe de tudo isso. Não quero vomitar.
— Posso ir com você? — Pergunta ele sorrindo.
Vitória: sabendo que Jasper está tentando fugir de Olivia — Sim — Responde Vitória que sabia que ele estava tentando fugir de Olivia.
Os dois então saem juntos para o lado de fora do palácio.
Vitória, percebendo a quietude da noite, conduz Jasper até o centro de treinamento iluminado apenas pela luz do luar. Com determinação, ela pega Jasper pelo braço e o leva para o meio do espaço. Jasper, surpreso, pergunta a Vitória o que ela está planejando.
Vitória, com um sorriso confiante, revela seu propósito: mostrar a Jasper quem ela realmente é. Então, ela entrega uma espada a Jasper e pega outra para si, desafiando-o a se defender. Os dois se preparam para um duelo de espadas, cada um assumindo sua postura de combate.
Enquanto Vitória avança com habilidade e destreza, atacando com precisão, Jasper demonstra sua agilidade, inteligência e excelentes reflexos para se defender dos golpes. A luta entre os dois revela a competência e determinação de ambos, com Vitória demonstrando sua maestria na arte da espada e Jasper mostrando sua capacidade de se adaptar e reagir rapidamente.
Após meia hora de intensa luta de espadas, Jasper pede a Vitória para ir com calma, percebendo seu cansaço. Vitória, atenta ao estado de Jasper, para o combate e se senta no chão, enquanto Jasper se deita, quase sem fôlego. Em um momento de pausa, os dois compartilham um instante de descontração após a adrenalina do confronto.
Vitória elogia Jasper, reconhecendo sua habilidade e destreza, e o elogia pela sua destreza. Jasper, surpreso com o elogio, questiona se Vitória está brincando, pois a considera espetacular e capaz de até mesmo tê-lo derrotado. Vitória sorri e assegura a Jasper que jamais faria algo assim com ele.
Os dois compartilham um momento de cumplicidade, sorrindo um para o outro e se olhando por cerca de sete segundos. Nesse instante de tranquilidade, sob a luz suave da lua, Jasper e Vitória encontram uma breve pausa para apreciar a companhia um do outro, em meio à noite.
Vitória quebra o contato visual, desviando o olhar e elogiando o cabelo de Jasper. Ela expressa curiosidade sobre a origem da cor de seu cabelo, destacando a raridade de encontrar pessoas no mundo mestiças com cabelos vermelhos. Jasper compartilha que herdou a cor de cabelo de sua mãe, que também tinha os cabelos vermelhos, revelando sua ligação familiar com a tonalidade única de seus fios e que no seu mundo era comum.
Percebendo a emoção de Jasper ao falar de sua mãe, Vitória nota o brilho de lágrimas em seus olhos e comenta sobre isso. Jasper, com sinceridade, confirma o amor profundo que sente por seus pais e a saudade que o consome. A lembrança de seus pais parece trazer à tona sentimentos de nostalgia e afeto, revelando a importância da família na vida de Jasper.
Vitória, tocada pelas palavras de Jasper sobre saudades de seus pais, compartilha sua própria dor de sentir falta dos pais que não estavam mais presentes em sua vida. A mistura de saudade invade seu coração, revelando a complexidade de suas emoções diante das poucas lembranças. Enquanto uma lágrima escorre pelo rosto de Vitória, Jasper se levanta e se senta ao lado dela, percebendo a intensidade de seus sentimentos.
Com gentileza e empatia, Jasper tenta enxugar a lágrima de Vitória, demonstrando seu desejo de confortá-la. No entanto, Vitória se recusa a permitir que Jasper limpe sua lágrima, virando o rosto para evitar que ele veja sua vulnerabilidade.
Vitória se levanta rapidamente, sentindo a necessidade de entrar, interrompendo o momento de vulnerabilidade e intimidade compartilhado com Jasper. Jasper também se levanta e pede desculpas, sugerindo que ela fique mais um pouco, mas Vitória recusa, mencionando que a rainha provavelmente estava procurando por ela. Com um último olhar, Vitória parte, deixando Jasper sozinho.
Enquanto a cerimônia continuava, Levi convida Sofia para uma caminhada pelo palácio e para uma conversa mais íntima. Sofia, encantada com o convite, aceita prontamente. Durante a conversa, Levi elogia Sofia, expressando admiração pela singularidade de sua beleza. Ele destaca como é impressionante a falta de princesas que possam ser comparadas a ela, ressaltando a beleza de seus olhos castanhos, seu sorriso encantador e sua beleza única.
Sofia, tocada pelas palavras de Levi, sorri radiante a cada elogio, sentindo-se valorizada e especial diante dos gentis comentários do Príncipe.
— Acredito que você está exagerando, Levi, só para me agradar.
— Não, estou falando sério, você é linda... Eu sinto até mesmo desejo de...
— ... Acho melhor voltarmos, acredito que podem sentir nossa falta.
— Bobagem, Sofia. Acredito que estão todos ocupados dançando e se entupindo de bolinhos e eu... Estou adorando estar aqui com você.
Levi segura suavemente na mão de Sofia, interrompendo a caminhada dos dois. Eles param de andar, e Levi se posiciona de frente para Sofia, criando uma proximidade intensa entre eles. Enquanto Levi se aproxima de Sofia, ela tenta se afastar a cada passo, recuando para trás. No entanto, a parede próxima impede que ela recue ainda mais, fazendo com que seus corpos fiquem muito próximos um do outro.
— A sua gentileza é admirável, Levi, mas...
— Sofia... Deixa eu te mostrar... Que eu não sou feito só de gentileza.
Levi suavemente acaricia o rosto de Sofia e, num gesto ousado, beija seus lábios.
Sofia então tenta afastar Levi, expressando dúvidas sobre a situação e levantando a possibilidade de que talvez não estivesse certo o que estavam fazendo. Levi, confiante, responde que não era errado, argumentando que não havia nada nem ninguém entre os dois que os impedisse de explorar seus sentimentos e desejos.
— Por acaso está gostando de alguém? Por isso está insegura?
Sofia, após a pergunta de Levi, confirma que não há ninguém em sua vida. Levi, então, questiona o que os impedia de seguir em frente, argumentando que não estavam escondendo nada de ninguém e que poderiam ser apenas um casal de jovens apaixonados. Ele enfatiza que nem mesmo a mãe dela veria problemas nisso, pois os considerava lindos juntos.
Sofia, de alguma forma, não estava sentindo sinceridade nas palavras de Levi. Ela percebia uma sensação de manipulação por trás de suas palavras, o que a deixava desconfortável e desconfiada. Diante desse sentimento, ela pede a Levi para não continuar, interrompendo a tentativa de aproximação e esclarecimento por parte do Príncipe.
Porém, Levi, decidido a não ouvir mais as palavras de Sofia, a beija.
Diante da atitude de Levi, Sofia tenta se afastar e empurrá-lo para longe, expressando sua vontade de interromper o beijo e estabelecer limites claros em sua interação. No entanto, Levi, sendo mais forte, impede que ela se afaste, ignorando sua resistência física e persistindo em sua abordagem.
Levi segura os braços de Sofia e a beija novamente à força, ignorando completamente sua resistência e desespero. Sofia, sentindo-se invadida e desrespeitada, entra em desespero e tenta se libertar e empurrar Levi com mais força, lutando para se proteger e reafirmar seus limites diante da situação
Levi encurrala Sofia contra a parede e a beija com mais intensidade, ignorando suas tentativas de resistência e comunicando que quanto mais ela resistisse, mais ele a desejava
Sofia, em desespero e angústia, pede para Levi parar, mas ele continua ignorando seus apelos.
A cena se torna ainda mais intensa quando, inesperadamente, Vitória agarra Levi por trás e coloca um punhal em sua garganta, interrompendo a situação de forma drástica. Vitória, confrontando Levi, pergunta se ele não tinha ouvido nenhuma das palavras que Sofia havia dito, expressando sua indignação com a atitude dele.
Em resposta, Levi começa a sorrir e revela que não se importava com o que Sofia havia dito, pois o que ele realmente queria ele já havia conseguido: o beijo da princesa Black.
Vitória, com uma expressão determinada e intensa, ameaça Levi com palavras carregadas de raiva e desafio:
— Sabe... Se eu fosse você, eu dormiria de olhos abertos. Acredite, você não vai querer amanhecer qualquer dia desses e descobrir que está sem suas partes de baixo, porque eu vou fazer você se arrepender de ter nascido... Me aguarde.
Vitória empurra Levi para longe e posiciona Sofia atrás dela, protegendo-a e demonstrando sua força e coragem diante da situação.
Enquanto Levi corre e chama seus homens, Pedro chega e questiona o que está acontecendo, surpreendido ao ver Levi fugindo. Vitória, aliviada com a chegada de Pedro, instrui-o a levar Sofia dali, enquanto ordena a Puff, um dos soldados reais, a encontrar Jasper no centro de treinamentos e informá-lo sobre a situação de urgência. A voz de Vitória transmite determinação e autoridade, mostrando sua capacidade de liderança e proteção em meio ao caos e à tensão do momento.
Depois de Vitória ter dado as ordens para Pedro e Puff, ela vai ao encontro da rainha para avisar o que havia acontecido: A preocupação toma conta da rainha ao saber do que aconteceu com Sofia, sua filha. Com o coração apertado e a mente inquieta, a rainha decide ir imediatamente ao encontro de Sofia para garantir sua segurança e bem-estar. A expressão de angústia e determinação no rosto da rainha reflete sua profunda preocupação maternal e seu instinto protetor em relação à princesa.
Ao adentrar no quarto, a rainha se depara com uma cena angustiante: Sofia estava aos prantos, seu rosto banhado em lágrimas, enquanto Pedro tentava em vão acalmá-la. A aflição pairava no ar, intensa e palpável. Repentinamente, Jasper irrompe no quarto, seu semblante aflito denotando urgência. Ao avistar Jasper, Pedro se ergue imediatamente, pronto para enfrentar qualquer acusação que pudesse surgir.
Jasper, tomado pela emoção, aponta o dedo acusador para Pedro, exigindo explicações sobre o estado de Sofia. Pedro, com firmeza e dignidade, nega veementemente qualquer envolvimento nos tormentos de Sofia. Sua postura altiva desafia Jasper a recuar, a abaixar o dedo acusador.
Enquanto a tensão pairava no ar, Sofia, trêmula e vulnerável, suplica por conforto. Ela busca nos braços de Jasper o refúgio que tanto necessita, o abraço que acalma sua alma atribulada. Pedro, imóvel e observador, testemunha a cena com um misto de preocupação e impotência.
O abraço de Jasper envolve Sofia em um calor reconfortante, um gesto de compaixão que traz um alívio momentâneo ao coração aflito dela. As lágrimas cessam gradualmente, substituídas por um vislumbre de esperança em meio à escuridão emocional que os envolvia. E assim, no silêncio do quarto, a emoção transborda, unindo aqueles corações em um momento de vulnerabilidade e conexão profunda.
Vitória depois de ter falado com a rainha sobre o ocorrido, corre para informar o comandante sobre o ocorrido com Sofia, agindo com urgência diante da gravidade da situação. Enquanto isso, a rainha Diana, em um gesto de cuidado e proteção, pede gentilmente a Jasper para se retirar por um instante, desejando ter uma conversa com Sofia.
A rainha se dirige a Sofia com uma expressão serena, pedindo para que Sofia a encarasse. Os olhares se encontram, e em um momento de conexão íntima, a rainha assegura a Sofia que nada de mal poderia lhe acontecer naquele instante. A afirmação da rainha, embora reconfortante, deixa Sofia perplexa. Sofia questiona se a rainha estaria brincando, afinal, ela acabara de vivenciar um episódio terrível dentro do castelo, um local que a própria rainha insistia ser seguro.
— Eu fui assediada e isso nunca havia acontecido comigo quando eu morava com a minha família de verdade!
— Sofia... Eu ... Desculpe-me.
— Tia, eu acredito que Sofia está muito cansada agora, e talvez seja melhor ela fica com Jasper. — Fala Pedro tentando evitar qualquer discussão.
A rainha Diana, com a emoção transbordando em lágrimas que percorrem seu rosto, concorda com a postura de Pedro diante da situação delicada. Em um gesto de ternura e afeto, Diana tenta suavemente dar um beijo na testa de Sofia, buscando transmitir um conforto materno à jovem. No entanto, antes que seus lábios toquem a pele de Sofia, um lampejo de consciência atinge.
Diana se lembra com pesar que Sofia havia expressado claramente sua vontade de se manter distante dela naquele momento de tribulação. Então a rainha Diana, em um gesto de gratidão e afeição, distribui beijos carinhosos nas bochechas de Jasper e Pedro antes de deixar o quarto, agradecendo por eles estarem ali e os desejando uma boa noite.
Pedro, preocupado com o bem-estar de Sofia, entrega a Jasper um remédio para ajudá-la a dormir e encontrar repouso após o turbilhão de emoções vivenciado. Jasper, com dedicação e preocupação, administra o medicamento a Sofia, assegurando-lhe que logo ela se sentirá melhor.
Em um gesto de solidariedade e compaixão, Pedro se aproxima de Sofia, segurando sua mão com ternura. Com palavras de consolo e esperança, ele tranquiliza ela, garantindo-lhe que o amanhã trará renovação. Sofia, com um olhar de gratidão e vulnerabilidade, agradece pelo apoio recebido, sentindo-se acolhida.
Após a administração do remédio, Sofia mergulha em um sono tranquilo e reparador, acalentada pela presença atenciosa de Jasper ao seu lado. Jasper, observando a paz no rosto adormecido de Sofia, deposita um beijo suave em sua testa, transmitindo-lhe um último gesto de carinho e proteção antes de deixar o quarto, deixando-a entregue aos sonhos reconfortantes.
Ao sair do quarto, Jasper se depara com Vitória no corredor:
— Vitória?
— Jasper?! Oi… Então, como ela está?
— Está bem, acabou de dormir... Mas e você como está?
— Eu?... Eu estou bem.
— Certeza?
— Como assim? Por que a pergunta?
— Está agitada… O que você estava fazendo?
— Eu?… Bem… Eu estava com o comandante, estávamos resolvendo uma coisa.
— Ah!
— Estão eu já vou indo, você vem?
— Sim… Claro, vamos.
Jasper, sendo o primeiro a visitar Sofia na manhã seguinte, encontra ela sentada na cama. Com preocupação, Jasper questiona se Sofia não tinha dormido bem, e ela responde que sim, mas que acordara cedo, às 6:00 da manhã. Em um gesto de afeto, Jasper deposita um beijo suave em sua bochecha.
Nesse momento, Pedro e Vitória chegam ao quarto, testemunhando a interação entre Jasper e Sofia. No entanto, um mal-entendido surge e Vitória sussurra baixinho para Pedro, informando que as coisas haviam começado bem para Sofia. Pedro, desanimado por conta do que testemunha, diz aos dois que só estava ali para dar um comunicado e logo se retiraria, permitindo que eles continuassem o que estavam fazendo.
— Claro, pode falar. — Diz Jasper.
— Bem, eu e Vitória estamos responsáveis por acompanhar vocês no palácio, então aqui está uma lista das tarefas de vocês.
— Nossa, eu tenho isso tudo para fazer? Não vai sobra tempo nem para respirar.— Diz Sofia.
— É, eu sei que parece ser muito coisa, mas se você e você também Jasper, se vocês começarem cedo talvez sobra tempo para fazer alguma coisa que queiram.
— Ok, então por onde eu vou começar?
Sofia estava determinada a seguir as instruções e seus primeiros exercícios eram com Vitória ( Mesmo que isso significasse enfrentar um desafio extremo) . Com o coração acelerado e os músculos tensos, ela se preparou para o exercício que a aguardava, supor os seus próprios limites, isso era dentro da água. Ao entrar no barril de água gelada, a sensação de choque percorreu todo o seu corpo, fazendo-a tremer involuntariamente. As pedras de gelo flutuando na superfície da água acrescentavam uma camada de dificuldade e desconforto à experiência.
Enquanto lutava para se manter dentro do barril, o tempo parecia se arrastar lentamente. Cada minuto parecia uma eternidade, e Sofia sentia o frio penetrando em sua pele e os músculos se contraindo. Ela olhou para Vitória em busca de encorajamento, mas o rosto sério dela não revelava nenhuma expressão de compaixão.
Mesmo tentando com todas as suas forças, Sofia não conseguiu resistir por mais do que alguns minutos. A frustração e a decepção se misturaram em seu olhar quando Vitória revirou os olhos e ordenou que ela saísse do barril.
— A regra era clara, Black! Permaneça por 30 minutos e você não ficou nem 5.
— É, eu percebi.
Sofia enfrentou os outros exercícios com uma abordagem menos convencional, desafiando as expectativas de Vitória. Enquanto corria contra os ventos mais intensos, algo surpreendente aconteceu. Sofia parecia ter um controle inexplicável sobre o vento, como se pudesse influenciar sua direção e intensidade.
Enquanto seus pés batiam no chão com determinação, o vento soprava ferozmente contra ela, tentando desviá-la de seu caminho. No entanto, Sofia mantinha uma postura firme e concentrada, como se estivesse em perfeita sintonia com as forças da natureza ao seu redor.
À medida que avançava contra a tempestade, os cabelos de Sofia voavam ao vento, e seu olhar determinado refletia uma confiança incomum. Era evidente que Sofia não apenas suportava os ventos mais intensos, mas também os dominava com uma destreza impressionante.
Já com Pedro e Jasper:
Pedro tinha grandes planos para Jasper, querendo que ele se encaixasse em um padrão de realeza que não condizia com a personalidade dele. Jasper, por sua vez, resistia veementemente a essa ideia, recusando-se a se submeter às expectativas e pressões impostas por Pedro.
— Olha isso é ordem da rainha, você precisa obedecer — Diz Pedro.
— Eu não irei me submeter ao ridículo — Diz Jasper.
A tensão entre os dois era palpável, refletida nas trocas de olhares carregados de desentendimento e nas palavras afiadas que eram trocadas. Jasper não conseguia esconder sua aversão pela tentativa de Pedro de moldá-lo em algo que ele não era, e a falta de afinidade entre os dois era evidente em cada interação.
Sofia, após completar sua lista de tarefas com Vitória, dirigiu-se ao encontro com Pedro para dar continuidade às suas outras obrigações. No entanto, havia uma sombra de preocupação em seu olhar, pois o dia havia chegado para ela dar um discurso ao povo do reino de Aramat, e ela se sentia despreparada e insegura sobre o que falar. O peso da responsabilidade de representar seu povo e seu reino pesava em seus ombros, e ela temia não estar à altura do papel de princesa.
Ao compartilhar suas preocupações com Pedro, Sofia expressou sua insegurança e autocrítica, admitindo sentir-se a pior princesa já existente. Pedro, com sua calma e confiança característica, tranquilizou-a, assegurando que ela seria incrível no momento em que estivesse diante do povo de Aramat. Suas palavras de encorajamento e apoio trouxeram um raio de esperança e confiança para Sofia, que agradeceu sinceramente pela confiança depositada em seu potencial.
Então, Pedro olha para Sofia e propõe levá-la para outro lugar, fora do plano estabelecido. Sofia, surpresa, questiona a decisão de Pedro, preocupada com a possibilidade de agir de forma inadequada. Pedro tenta tranquilizá-la, explicando que era por uma boa causa, mas ao segurar a mão de Sofia, desencadeou uma reação inesperada.
Assim que Sofia sentiu a mão de Pedro na sua, um turbilhão de emoções invadiu sua mente, trazendo à tona lembranças de Levi. Com o coração acelerado e a mente confusa, Sofia recuou rapidamente, recusando-se a seguir adiante e pede para Pedro saír dali.
Pedro, perplexo com a reação de Sofia, tentou acalmar a situação, mas o seu grito repentino ordenando que ele saísse imediatamente deixou claro o impacto emocional daquele momento. Aceitando a decisão de Sofia, Pedro se retirou do quarto, dirigindo-se para o seu próprio quarto em busca de compreender o que havia acontecido.
Ao chegar no corredor de seu quarto, Pedro foi recebido pela presença de sua mãe, Tania. Uma mulher de pele clara, cabelos longos e ondulados, e um sorriso caloroso.
— Oi filho!
— Oi mãe.
— Tá tudo bem? Está com uma carinha mucha.
— Está tudo bem sim mãe, eu só estou indo pro meu quarto pegar uma coisa que esqueci lá.
— Ok... já que não quer fala a verdade, eu vou respeitar, mas saiba que eu te amo.
— Eu também te amo mãe.
Tania então se dirige para o quarto de Sofia. Ao bater na porta, Sofia permite a entrada de Tania, que comunica a urgência da preparação para o discurso que a rainha exigia, dando a Sofia apenas meia hora para estar pronta. A notícia pega Sofia de surpresa, mas ela agradece a informação, demonstrando uma mistura de ansiedade e medo.
Com a saída de Tania, Sofia se vê sozinha no quarto, dando início à corrida contra o tempo para se arrumar e se preparar para o discurso iminente. O nervosismo toma conta dela, deixando-a trêmula e suando, enquanto tenta reunir sua compostura e foco.
Cada movimento de Sofia refletia sua urgência e preocupação, enquanto ela se esforçava para lidar com as emoções intensas que a envolviam. O tic-tac constante do relógio ecoava no quarto, aumentando a pressão e a ansiedade dela, que lutava para controlar seus nervos e se preparar da melhor forma possível para o importante discurso que a aguardava.
No momento do discurso a ansiedade de Sofia atingiu um ponto crítico. Enquanto se preparava para enfrentar a multidão de Aramat, Pedro permanecia ao seu lado, oferecendo palavras de encorajamento e apoio. Ele expressava confiança na capacidade de Sofia e garantia que tudo correria bem, tentando acalmar seus nervos e infundir-lhe coragem.
Apesar da gratidão por suas palavras reconfortantes, a tensão no rosto de Sofia era evidente. O peso da responsabilidade e a pressão do momento se refletiam em sua expressão, tornando-a mais fechada e séria ao interagir com Pedro. A mistura de nervosismo, expectativas e emoções conflitantes criava um turbilhão interno que se manifestava em sua postura e expressão facial.
Sofia então começa a procurava por Jasper, sentindo a ansiedade aumentar com sua ausência. A preocupação crescia à medida que o tempo passava e a presença do amigo não era encontrada, deixando-a ainda mais inquieta e nervosa. No entanto, o destino reservava uma reviravolta inesperada quando Jasper finalmente chegou correndo ao lado de Vitória, interrompendo momentaneamente a busca de Sofia.
A presença de Jasper ao lado de Vitória despertou um misto de emoções em Sofia, que percebeu a complexidade de seus sentimentos em meio à agitação do momento. O ciúme e a preocupação competiam por espaço em seu coração, mas a urgência do discurso iminente exigia sua total concentração e foco.
Com o coração acelerado e os nervos à flor da pele, Sofia deu início ao discurso, tentando controlar a agitação interna e concentrar-se nas palavras que precisava transmitir. A voz um pouco trêmula refletia a tensão do momento, mas a determinação em seu olhar mostrava sua vontade de superar os desafios e cumprir sua responsabilidade com dignidade.
— Queridos súditos de Aramat. Hoje, diante de todos vocês, sinto-me honrada e humilde por ter a oportunidade de compartilhar minhas palavras e pensamentos. Embora eu tenha crescido em um mundo distante, longe das muralhas deste reino, fui acolhida com amor por meus queridos tios em um lugar onde a diversidade e a simplicidade moldaram minha essência.
Cresci entre pessoas comuns, cujas histórias e experiências enriqueceram minha alma e moldaram minha visão de mundo. Aprendi com cada sorriso, cada lágrima, e cada desafio enfrentado por aqueles que me cercavam, compreendendo a verdadeira essência da humanidade e da empatia.
Embora não tenha sido criada em meu mundo de origem, o mundo de pessoas mestiças, trago comigo as lições e os valores que me foram transmitidos por meus amados tios. Aprendi sobre a importância da compaixão, da igualdade e da solidariedade, valores que transcendem fronteiras e diferenças.
Hoje, ao estar diante de vocês como uma princesa que carrega em seu coração a essência da simplicidade e da diversidade, quero expressar minha gratidão por cada experiência que moldou quem sou. Que possamos, juntos, construir um reino onde a união e o respeito pelas diferenças sejam a base de nossa comunidade, onde cada voz seja ouvida e cada coração seja acolhido.
Que a minha jornada de origens diversas inspire a todos a abraçar a diversidade e a celebrar a riqueza que cada indivíduo traz consigo. Que juntos possamos construir um futuro onde a compreensão e a harmonia sejam nossas maiores conquistas.
Que a luz da igualdade e da compaixão guie nossos passos, hoje e sempre.
Obrigada, Aramat, por me acolher em seus braços e permitir que eu compartilhe minha história e minha voz com vocês.
Que a paz e a união estejam sempre presentes em nossos corações.
Viva Aramat! Viva a diversidade! Viva o amor e a compaixão!
Obrigada.
Depois do discurso:
— Parabéns! Você se saiu incrivelmente bem para alguém que nunca havia falado em público. Estou muito orgulhosa de você — Diz Diana.
— Muito obrigada… Seu apoio significa muito para mim. — Responde Sofia.
— Infelizmente, preciso partir. Há algum problema?
— Não se preocupe, está tudo bem. O mais importante era que você estivesse aqui para ver meu discurso.
Diana com lágrimas nos olhos — Você foi incrível — Diz ela lhe dando um beijo na testa.
Em seguida, Diana desaparece em uma nuvem de fumaça, deixando Sofia com um sentimento de gratidão e emoção pela presença e apoio da rainha.
— Sofia, só quero te parabenizar pelo discurso incrível que você fez. Foi realmente lindo.
Sofia ficando parada e ouvindo atentamente as palavras de Pedro.
— Se quiser, você pode ir embora, não precisa ficar.
Sofia então sorri para Pedro e dá um beijo na bochecha. O gesto carinhoso de Sofia para com Pedro reflete a gratidão e apreço que ela sente por suas palavras de apoio e reconhecimento.
— Obrigado… Você é um garoto incrível… Pedro Henri — Pedro sorriu e seu coração disparou, era como se tivesse explodido algo dentro dele.
— Sofia! Oi, então que discurso incrível.
— Oi, Jasper… Foi incrível, né… Mas pelo que eu vi você quase não chega a tempo.
— Que isso, Sofia, eu demorei apenas alguns minutos… E você nem havia começado a falar.
— Claro que não, Diana estava esperando por você e aquela ali… Eu achei que você estaria aqui o tempo todo Jasper… fizemos uma promessa um para o outro e é assim que você…
— Sofia, eu estava ocupado, eu estava cumprindo as tarefas que estavam na minha lista.
— Qual foi?
— Qual foi o quê?
— Qual era o exercício que você estava fazendo? Era dentro de um barril?
— Barril? Não!
— Já entendi.— Sofia sai às pressas atrás de Vitória, Sofia estava tão nervosa que era como se tivesse fogo em seus olhos.
— VITÓRIA!… Você tá brincando com minha cara!
— Epa, epa, epa… Você acha que está falando com quem?
— Eu não acho, eu tenho certeza, eu estou falando com uma garota que não tem amor próprio e não aguenta ver a felicidade de ninguém, mas isso vai mudar hoje.
— Ah é? E o que você vai fazer.
— Eu ordeno que você pegue suas coisas e saia desse palácio agora.
— Sofia, o que é isso!?
— Jasper fica bem longe porque com você eu resolvo depois… Você ainda está aqui garota.
— Eu vou fazer você se arrepender de ter nascido sua criança mimada.
— Ah é, vai fazer o quê? Porque eu sou a princesa aqui, é você tem que ME obedecer.
Vitória empurra Sofia na parede com força e depois pega no seu pescoço a enforcando, Jasper grita, falando para Vitória para, porque estava deixando Sofia sem fôlego, Pedro corre para puxa o braço de Vitória, mas ela alevanta um canivete para Pedro, até um dos soldados chega e ver Vitória enforcando Sofia, ele corre e consegui desarma Vitória e consegue, empurra Vitória para longe e Sofia cai no chão, Jasper e Pedro corre até Sofia para ver como ela estava e o soldado pega Vitória pelo braço e a alevanta.
O ódio estava estampado no rosto de Vitória, o soldado leva Vitória até o comandante, Vitória enquanto estava sendo levada olha para trás e vê Jasper e Pedro acudindo Sofia, ela fica ainda mais irritada.
Jasper fala que iria levar Sofia para o quarto, Pedro então diz que ele iria convocar uma das enfermeiras e iria falar com Vitória, Jasper concorda, Jasper leva Sofia para seu quarto e coloca ela deitada na cama, Jasper abre todas as cortinas e começar a abanar Sofia e com alguns minutos Sofia foi se acalmando e respirando com mais tranquilidade.
E enquanto isso, Pedro passa na enfermaria e pede para uma das enfermeira ir ao encontro de Sofia imediatamente e explicar a urgência da situação. Logo em seguida Pedro se dirigiu à sala do comandante, ele sabia que o soldado havia levado ela para lá, quando Pedro tentou entrar na sala, ele foi barato imediatamente, antes mesmo que ele tocasse a mão na maçaneta.
Pedro reclama dizendo que queria entrar e de repente sai de lá o soldado que havia levado Vitória, Pedro se perguntar o que estava acontecendo com Vitória e por que ele não podia entrar, Lúcio não gostava nadinha de Vitória e Pedro sabia disso.
Então ele para enfrente de Pedro e fala que Vitória havia pagado pelo que fez, Pedro olha dentro dos olhos dele e Lúcio sai andando dando altas gargalhada.
— Eu não posso acreditar que você fez isso!
— Eu só estava me defendendo.
— Defendendo? Você vem me falar de defesa?… Vitória você sabe que tenho um grande respeito pela sua família, sou muito grato por ter conhecido seus pais, eles foram pessoas incríveis, eles fizeram tudo para te proteger e é assim que você os retribui?… Infelizmente você não faz mais parte... Pelo carinho e respeito que tenho pelo seus pais e tenho por você, esse assunto não vai para um julgamento público... Pegue suas coisas e vai embora.
Vitória, com os olhos marejados de lágrimas, atravessava o caminho de Pedro em uma velocidade avassaladora. O desespero e a angústia refletidos em seu rosto expressavam uma dor profunda e insondável, como uma tempestade interior descontrolada.
Pedro, movido pela preocupação, correu atrás de Vitória, determinado a alcançá-la No entanto, ao conseguir e segurar seu braço, a reação explosiva de Vitória ecoou em um grito, clamando por seu espaço e sua privacidade em meio ao caos de suas emoções.
Enquanto Vitória se afastava em direção ao palácio, em busca de seus pertences, o encontro inesperado com Jasper adicionava uma camada de tristeza e melancolia à atmosfera carregada de emoções. O chamado de Jasper, embora cheio de preocupações, ecoaram sem respostas, perdido na correria frenética de Vitória.
Jasper então corre atrás dela, mas Vitória grita com Jasper da mesma forma, falando para ele a deixa em paz, era muito claro para Jasper que Vitória estava chorando, Vitória vai para seu quarto enquanto.
Jasper volta para o quarto de Sofia para fala com ela, Jasper entra no quarto já falando que precisava fala com ela, Sofia pergunta se havia acontecido alguma coisa com ele ou se ele desejava algo, Jasper responde que sim, Jasper fala que queria que ela fosse pedir desculpas para Vitória, mas Sofia pergunta se Jasper estava brincando.
Porque ela não ia fazer nada daquilo e diz também que Vitória merecia mais do que só aquilo, porém ela era uma pessoa muito boa e não ia expulsar Vitória do reino, naquele momento Jasper desconhece totalmente Sofia.
— Você não é minha irmã... eu não te conheço e não gosto de você.
— Claro que sou Jasper, não fale bobagem.
— Não você não é minha irmã... Eu… Eu… Eu não conheço você... E acredito que não me convém estar com você aqui.
Jasper estava muito decepcionado com Sofia, então sai do quarto batendo a porta. Será esse o fim daquela irmandade? Ou eram apenas sentimentos à flor da pele... Será que as coisas entre Jasper e Sofia podiam voltar a melhorar? Ou Sofia não fazia questão de saber disso?... nada se sabe de fato a não ser que, tristeza, ódio, raiva, desilusões, medo, saudades, dor, pairava nos corações de alguma pessoa ali em Aramat.
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Atualizado até capítulo 21
Comments
Ron
estou lendo dnv e assim a Sofia é muito injustiçada, ela passa por tantas coisas e nem ta nem aí pra coitada, julgam pelos erros bobos que ela comete, mas não se tocam por tudo que ela ta passando, e o querido do amigo dela o Jasper simplesmente decide se afasta, nossaaaaaa!!!!!
2024-07-27
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