Capítulo 20

Após ter me recuperado, eu fui resolver as pendências que eu tinha para resolver com Vítor. Fiz as papeladas originais com o meu advogado para que as empresas dele fossem parar nas mãos da Ana, sua ex-esposa. Só precisei da assinatura dele, e tudo foi resolvido. Sem dar a ele nenhuma oportunidade para se explicar, meti a bala no meio da testa dele e me senti aliviado por ter feito isso. É menos um merda no mundo. Ultimamente, venho sendo tentado pela Ana, que vive me mandando mensagens, dizendo estar arrependida por tudo o que me fez. Ela acha que sou besta, que vou querer ela de volta. Tive que trocar de número de celular.

Ana pensou que engravidando de Vitor e esperando ele se divorciar da ex-esposa, iria casar com ele e com isso conseguiria ficar com as empresas que ele tem, mas se enganou. Tudo que pertencia a Vitor agora é de Ana Castilho, legalmente. Logo, o meu advogado vai procurá-la para estar entregando tudo nas suas mãos.

Eu me preocupei com ela quando a sua amiga Lara veio me procurar, dizendo que estava passando mal. No momento em que ela veio me chamar, eu estava descansando sobre o sofá. Desde que eu cheguei de viagem, não tenho parado um só segundo, e para atender Ana, eu não meço esforços e nem momento. Ela precisou, estou lá para socorrê-la.

Eu me senti magoado quando ela me falou tudo aquilo no hospital. E para não discutirmos, eu saí do quarto e fui esperar do lado de fora. E nesse instante liguei para Lara, para que ela viesse fazer companhia para Ana. Apesar dos pesares, eu sempre estou preocupado com ela.

Quando discutimos no hotel, eu tentei negar tudo o que eu queria com ela. Falei palavras para magoá-la, para tentar esquecê-la, porque vi que não vale a pena expor os seus sentimentos a alguém que gosta de te pisar. É sempre assim. Você expõe os seus sentimentos, e as pessoas te pisam porque sabem que você é bonzinho demais para elas. Mas, a verdade é que me senti muito mal por ter magoado Ana. Ela é tudo para mim. Ela e o meu filho.

Parece que ela não sabe o que quer realmente. Horas me ama e outra hora me chateia, e parece me querer longe dela. Isso é bem complicado. Procuro entendê-la, e penso que é por causa da gravidez. Porque já ouvi relatos de algumas pessoas que têm mulheres que abusam o pai do bebê, que tudo chega a ser insuportável. Eu não queria acreditar nisso, mas vejo que tudo pode acontecer.

Já pensei tanto em me afastar, em dar um gelo nela. Mas simplesmente não consigo. Quando eu a vi chorar, eu fiquei com tanta vontade de pegá-la no meu colo, e abraçá-la, beijá-la, protegê-la. Mas naquele momento, me deixei levar pelo orgulho, e me xingo por isso.

Eu amo estar na sua companhia, estar com ela, de sentir seu corpo ao meu, mesmo que seja para assistir a uns filmes, ou quando está somente deitada nos meus braços. Amo tudo nela, amo o seu perfume, seus olhos, seus toques. Essa mulher marcou a minha vida, e de uma forma louca e totalmente insana, tatuou a minha vida com sua presença. E sinto que nunca mais, nunca mais, ela sairá da minha vida, porque simplesmente não consigo arrancá-la de mim. Sem a Ana, é capaz que eu morra de vez.

Eu saí um pouco do meu apartamento, eu não aguentei ficar aqui dentro, o apartamento é meu, mas tudo aqui me lembra ela.

Peguei o meu celular e a minha carteira, e desci pelo elevador. Assim que saí na rua, fui atacado por uma mulher seminua que ofereceu o seu corpo em troca de dinheiro. Disse que queria qualquer valor que fosse. Eu a dispensei, não queria ter uma noite com outra mulher que não fosse Ana.

Mas eu ajudei com um valor considerável, e pedi para que ela saísse da rua. Porque, se ela não se desse valor, quem daria? Os homens queriam apenas usar o seu corpo, e jogá-la fora, como se fosse algo descartável. Ela me olhou com lágrimas nos olhos, e me agradeceu saindo dali para longe. Eu pelo menos espero que ela tenha dado valor ao conselho, do que ao dinheiro que dei.

Continuei caminhando pelas calçadas, até chegar no bar da esquina. Adentrei o local, fiquei ali por muitas horas, tomando algumas bebidas. Arrumei confusão no bar, porque quando fui pagar o Barman, uma foto da Ana caiu no chão, e um cara veio e pegou a foto, olhou e chamou ela de gostosa. Eu não aguentei aquele desaforo. Parti para cima dele, deixando a sua face toda desfigurada, e ainda fui colocado na rua, por ser o errado da história.

Retornei para casa, peguei o elevador e subi. Um dos meus seguranças veio até mim. Estava preocupado, porque quando eu saí, saí por onde eles não podiam me ver, eu queria sair sozinho, queria ficar sozinho. Eu o acalmei, e tudo ficou certo.

Adentrei o meu apartamento, me jogando sobre o sofá. Tirei a minha camisa manchada por sangue, e coloquei em cima do sofá. Não demorou muito para que eu sentisse um corpo feminino deitar-se por cima de mim.

Abri os olhos, não consegui mantê-los totalmente abertos, porque estava bastante bêbado.

— Oi meu amor. — disse ela. — Estava com tanta saudades suas, que não suportei ficar na minha casa, vim te ver. — continuou.

— Ana... — falei balbuciando as palavras.

— Sim, sou sua Ana, voltei para você. — Senti os seus beijos quentes, as mãos macias passarem no meu corpo. Senti a boca dela em contato com a minha pele, trilhando o meu corpo com beijos, até chegar novamente na minha boca.

— Ana, me-me perdoe... Eu, eu te amo. — falei ainda de olhos fechados.

— Não se preocupe amor, eu te perdoo, e também amo muito você. — disse, beijando meu corpo.

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Comments

Graça Barbosa

Graça Barbosa

eita se lascou porque é a cobra peçonhenta 😡😡😡😡

2025-04-01

1

Elizabeth Fernandes

Elizabeth Fernandes

Será que é a cobra

2025-03-08

0

Luciana Santos

Luciana Santos

vixe confundiu as Ana

2025-03-11

0

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