— Queria poder dizer que está errada. Mas se eu falasse que não pensei realmente nisso, estaria mentindo. Me perdoe mais uma vez, é que às vezes, a minha mente é bem fértil. — falei, acariciando o seu rosto.
Ana tentou se levantar do sofá, mas eu a prendi no lugar.
— Às vezes, a maneira como me trata me entristece, mas eu não quis magoá-la, e muito menos te fazer passar mal. — fui sincero. — Ana, eu sei que não é da minha conta, mas para que eu continue te ajudando, me fale, você está separada do seu marido?
— Estou, não quero falar desse assunto, ainda mais com você, Enrique. — disse ela, desviando o olhar do meu.
— Eu perguntei porque quero te ajudar de alguma forma. Se vocês dois são casados e vão se divorciar, com toda a certeza precisará de um advogado. — falei, tentando ajudá-la.
— Onde quer chegar com tudo isso, Enrique?
— Quero te ajudar, quero que viva em paz, que tenha sossego, é somente isso. — expliquei, vendo ela se livrar dos meus apertos.
— Não pedi a sua ajuda, Enrique. Entenda que meus problemas pessoais são somente meus, e de mais ninguém. Então, não me tire o direito de ajeitar minha vida pessoal e não se meta.
— Não estou tirando o direito de nada, Ana. Só quero ajudar. Por que você é tão difícil, caramba?
— Porque simplesmente não me senti bem com a forma na qual ficou me encarando. Sabe lá Deus o que está passando nessa sua cabeça. Acho que está tentando me comprar para que eu não te tire o direito como pai. É isso que eu penso. — vociferou.
Passei as mãos nos cabelos, bagunçando-os. Que droga de mulher difícil. Quem ela pensa que sou?
— Está me magoando com seu jeito torto de pensar sobre mim e minhas qualidades.
— Sério? Oh, coitadinho, tão inocente, não é?
— Vamos parar de discutir, isso não vai nos levar a lugar algum. Venha, melhor você descansar um pouco aqui, depois você vai para onde quiser.
Com toda calma, tentei contornar a situação. Peguei um remédio chamado "Dramin" com um copo de água e dei a ela. Ana tomou e em seguida deitou-se no sofá. Fui até a cozinha, preparei uma sopa rapidamente e deixei no fogão esfriando. Ela tem que se alimentar bem, já que vive vomitando. Ainda bem que aprendi a cozinhar. Não faço todas as comidas, mas sei o básico. Esses dias estão corridos para mim: cuidar da empresa e, ao mesmo tempo, da máfia. Tenho que dividir os horários de trabalho com os horários que tenho que cuidar de Ana e do meu filho. Por esse motivo, contratei uma funcionária e uma cozinheira para nos ajudar por esses dias.
Retornei para a sala, Ana estava dormindo. Consequência do remédio. Pelo menos está descansando, porque acho que não tem feito muito isso depois da separação com aquele maldito do Vítor.
Assim que Ana se separou dele, coloquei alguns dos meus homens na sua cola. Eles me passaram notícias, por meio de ligações, de que Vítor entrou em um hotel e logo depois chegou Ana, minha ex-namorada. E tenho quase certeza de que os dois estão juntos. Aquela traidora e ele já vinham nos traindo há muito tempo. Por esse motivo, vou falar amanhã com o meu advogado para que procure Vítor em nome de Ana e faça ele assinar logo esse divórcio. Se ele não assinar, eu mesmo faço ele assinar, por bem ou por mal.
Aproveitei o momento em que ela estava dormindo e fui até o seu apartamento. Estava tudo organizado, mas os móveis estavam bem empoeirados. Dei uma arrumadinha por lá, analisei os armários e a geladeira, não havia mais nada dentro.
Anotei tudo que ela iria precisar e entreguei ao meu segurança, dando ordens para que ele fosse ao supermercado e comprasse tudo que estava na lista.
As paredes do apartamento de Ana ainda tinham fotos do casamento deles, ela estava tão feliz em todas as fotos tiradas. Eu me segurei para não arrancar todos os retratos da parede e jogar no lixo. Mas, sabendo como ela agiria se eu fizesse tal ação, eu colocaria a sua saúde em risco. Falando nisso, tenho que tirar um dia para levá-la ao meu amigo médico e especialista para saber o sexo do bebê e saber se está tudo bem.
Saí do apartamento de Ana e voltei para o meu. Mas ela não estava mais no sofá. Chamei-a por várias vezes e a encontrei no vaso sanitário vomitando. Me aproximei, ajeitei seu cabelo, prendendo-os em um coque, enquanto eu passava as mãos nas suas costas.
— Está passando mal novamente, Ana. Isso não é mais normal, preciso te levar ao médico. — falei, ajudando ela a levantar. Ela seguiu até a pia, lavou a boca e me encarou.
— Não. Eu estou bem, só me deixe tranquila.
Eu sabia que ela era teimosa, mas não tanto.
Ajudei-a a sentar no sofá, lhe dei um pouco de sopa. Ela comeu tudo e ainda queria repetir. Após descansar um pouco, Ana tomou um banho e depois a peguei nos braços e a levei para meu quarto. Coloquei-a sobre a minha cama, ajeitei o travesseiro na sua cabeça, deixando-a confortável.
— Está confortável? — perguntei.
— Sim, está. — disse, corando.
Ana ficou me observando atentamente enquanto eu ligava o ar condicionado e a cobria com um edredom.
— O que está pensando? — perguntei.
— Estou admirada. — disse ela, me fazendo franzir o cenho. — Como pode existir um homem tão cuidadoso como você?
— Sou um homem comum, como qualquer um. — me sentei sobre a cama.
— Não, Enrique, você é especial. Não sei que mulher não gostaria de ter um filho com você. — disse ela.
— Não exagere. — falei, mostrando-lhe um sorriso calmo.
Ficamos conversando por muitas horas ali. Contei sobre minha vida com Ana Castro e ela me falou um pouco sobre sua decisão de ter apelado pela inseminação e como tudo aconteceu. E então, pude entender que foi algo do destino.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Graça Barbosa
Isso não é surpresa, essa😡😡😡😡🤬🤬🤬🤬 cobra peçonhenta só queria o dinheiro e o infeliz iria usufruir do seu dinheiro e mulher dois cretinos que vão pagar caro por serem tão ordinários
2025-04-01
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Graça Barbosa
Ana você precisa de ajuda e principalmente de um médico porque você precisa se alimentar pensando em seu filho agora você não está mais sozinha
2025-04-01
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Graça Barbosa
eita ele é um mafioso isso sim é uma grata surpresa homem maravilhoso é esse kkkkkkk
2025-04-01
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